Posts escritos por: Débora Costa

Resenhas 27nov • 2018

Natureza Revelada, por Karina Pinheiro e Jorge Gomes

Se vocês acompanharam o blog durante este mês, provavelmente deram uma olhada na minha publicação sobre Natureza Revelada, certo? Confesso que, quando o livro veio parar nas minhas mãos, eu realmente estava curiosa para saber como essa história conseguiria se desenvolver. Viagem no tempo com o adicional de uma critica social me parecia algo que poderia dar muito certo ou muito errado. No caso de Natureza Revelada, a segunda opção acabou se provando mais forte.

A ideia por trás do enredo não é ruim, se você for parar para pensar. O problema é que a narrativa do livro matou completamente todo o potencial do enredo começando pela estrutura escolhida. Eu amo as narrativas em terceira pessoa, mas se o autor não vai se aprofundar nos personagens ou ambientar o livro de forma que o leitor consiga imergir no enredo, não tem muito sentido para mim utilizá-la. Leia mais

Literaría 21nov • 2018

O universo completo dos livros de Tessa Dare

Vocês provavelmente se lembram quando eu contei que os livros da Sarah MacLean tinham uma ordem correta para serem lidos – embora os lançamentos tenham acontecido de forma completamente aleatória, não é mesmo? Desde aquele post, muita coisa aconteceu e eu percebi que o multiverso dos romances de época se estendia a outras autoras e é sobre uma delas que eu vou falar com vocês hoje.

Tessa Dare conquistou meu coração na sua trilogia Castles Ever After, o meu primeiro contato com a autora. De lá para cá, muitos livros seus foram lançados pela editora Gutenberg e eu tive a chance de me aventurar no romance de tantos personagens que eu achei que a Tessa Dare também merecia um post especial para falar sobre os seus livros e sobre como é muito mais interessante se você conseguir lê-los na ordem. Leia mais

Resenhas 18nov • 2018

Confissões de uma Garota Desastrada, por Emma Chastain

Se você estava procurando um livro com drama adolescente até o pescoço, Confissões de uma Garota Desastrada é o livro que você estava esperando. Eu já imaginava que fosse ser algo nesse estilo, mas eu realmente não imaginei que a Emma Chastain conseguiria a proeza de não desenvolver uma personagem que nem é tão complicada assim. Com diálogos básicos e uma escrita que não prende tanto, Confissões de uma Garota Desastrada acabou sendo muito menos do que eu estava esperando.

Eu acho que vale começar a falar sobre esse livro pela narrativa, certo? Todo o enredo é contado através das anotações de Chloe no seu diário e, como ela não escreve nada muito profundo ou muito interessante, a narrativa do livro é corrida e não entrega muito sobre a personagem principal, fora o fato de ela não ter realmente a menor ideia do que está fazendo – embora isso seja muito comum para um personagem na idade dela. Leia mais

Lançamentos 17nov • 2018

A sombria queda de Elizabeth Frankenstein é uma homenagem irresistível ao clássico de Mary Shelley

Visceral, sinistro e irresistivelmente empolgante, segundo Victoria Schwab. Uma tapeçaria de horror primorosa, segundo Stephanie Garber. A sombria queda de Elizabeth Frankenstein é o mais novo livro de Kiersten White e qualquer leitor que já tenha se apaixonado por pelo menos um livro dessa autora deve estar ansioso para colocar essa leitura na estante, não é mesmo?

Publicado no Brasil pela Plataforma21, A sombria queda de Elizabeth Frankenstein é um reconto do clássico livro de Mary Shelley e, diga-se de passagem, uma bela homenagem aos leitores desse conto de terror que conquistou leitores ao longo do mundo. Com a escrita única de White, uma edição de tirar o fôlego criada pela Plataforma e uma protagonista original e surpreendente, essa leitura promete ser tão perturbadora quanto o enredo que a inspirou. Leia mais

Resenhas 14nov • 2018

Um Acordo e Nada Mais, por Mary Balogh

Qualquer um que chegou a ler a minha resenha sobre o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes sabe o quão ansiosa eu estava para colocar as minhas mãos no segundo livro. Para a minha sorte, a Arqueiro é uma editora maravilhosa e não demorou mais do que alguns meses para colocar Um Acordo e Nada Mais nas livrarias. E ainda bem, não é mesmo? Com um enredo simples, porém emocionante, o segundo livro de Mary Balogh nos traz um romance que começa na praticidade mas aos poucos se transforma numa paixão verdadeira.

Eu acho que sempre vou me impressionar com a maneira que a Balogh constrói o seus enredos. Nós começamos Um Acordo e Nada Mais com dois protagonistas com problemas próprios e situações de vida complicadas a sua maneira. Enquanto Vincent precisa encontrar uma forma de escapar de um casamento forçado, Sophia precisa encontrar uma forma de sair da casa dos seus parentes horríveis, que se recusam a notar a sua existência. Dois protagonistas opostos, mas com feridas que os unem de uma forma muito inesperada. Leia mais

Lista 13nov • 2018

4 livros que representam bem a bissexualidade

Faz algum tempo que eu venho tentando trazer esse assunto aqui para o blog. Eu me lembro da primeira vez que eu estava conversando com o Vinicius sobre isso, anos atrás, quando os enredos LGBTs ainda não tinham tanta visibilidade quanto tem agora. Nós estávamos debatendo sobre a importância desse tipo de personagem, até o Vinicius questionou se eu já tinha lido algum livro onde o protagonista era bissexual e eu realmente não consegui pensar em nenhum.

Bem, os anos foram passando e a sociedade começou a perceber que a comunidade LGBT+ existe e que não vai a lugar algum, os autores se sentiram mais confiantes para abordar personagens com diferentes orientações sexuais e a comunidade dos bissexuais começou a sentir uma  necessidade maior de mostrar para o mundo que eles existem sim e que precisam ser visto. Leia mais

Cinema 10nov • 2018

Asiáticos Podres de Ricos: O livro ou o Filme?

Qualquer pessoa que leu a minha resenha de Asiáticos Podres de Ricos sabe que neste caso específico eu preciso dizer que o filme foi consideravelmente melhor que o livro. E assim, eu entendo que, durante a construção do enredo, Kwan precisou explicar a arvore genealógica de absolutamente todo mundo no livro, mas o fato do filme conseguir escapar de toda essa enrolação e focar no que realmente importa – o relacionamento de Rachel e Nick – já torna o filme melhor que o livro sem precisar fazer esforço.

Diferente do livro que conta várias histórias paralelas, a versão dos cinemas resolveu manter todo o foco no casal principal, mesmo que em alguns momentos a trama mudasse um pouco o foco para Astrid – assim como no livro. Eu gostei muito que o roteiro investiu mais em mostrar como era a verdadeira relação do Nick com a sua família e como a Rachel se sentia completamente deslocada naquele universo. Além disso, o filme deixou muito mais claro que a relação entre os dois era realmente muito forte e que existe uma conexão ali que o livro deixou escapar muitas vezes. Leia mais

Clube Nacional 09nov • 2018

Natureza Revelada traz um enredo que critica a tecnologia

Alguém aqui lembra qual foi a última vez que eu trouxe um livro nacional para vocês? Por que eu não me lembro. E eu sei, eu deveria manter o clube nacional atualizado com mais frequência, porém, entre todos os livros que eu ainda não li e todos aqueles filmes que vocês querem ler sobre e que eu ainda não tive tempo de escrever, a minha programação já está completamente desorganizada, então atualmente eu tô pior que o Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar.

Mas, hoje eu não estou aqui para chorar minhas pitangas. Na verdade, eu queria apresentar para vocês uma leitura que é justamente para os leitores de nacionais que querem fugir um pouco dos romances mais do mesmo. Estão preparados? Com direito a viagem a Grécia antiga e uma critica profunda ao nosso vício em redes sociais, Natureza Revelada é o livro de estreia de Karine Pinheiro e Jorge Gomes. Leia mais

Resenhas 06nov • 2018

Sem Escolha, por Abbi Glines

Abbi Glines, você conseguiu me enganar com essa série Sea Breeze. Por um único livro eu realmente acreditei que pudéssemos ter algum potencial aqui, mas você tinha que fazer “Sem Escolha” sobre um daqueles romances instantâneos onde os protagonistas não conseguem ficar longe um do outro mesmo sabendo que eles não trocaram meia dúzia de palavras ao longo do livro inteiro, não é mesmo? Uhr, como eu detesto esses plots de romance forçados e sem contexto.

Sem Escolha é um romance – supostamente. Eu realmente estava animada para essa leitura porque Sea Breeze me pareceu uma das séries mais “legais” da Glines para eu começar, mas ela tinha que estragar o rolê no segundo livro, não é mesmo? Enquanto no primeiro livro dessa série eu tinha ao menos um contexto plausível para o enredo, no segundo livro nós temos basicamente nada… e dois protagonistas com problemas irrelevantes que ficam naquela tensão sexual desnecessária até metade do livro. Leia mais

Literaría 04nov • 2018

Como explicar porque mulheres gostam de ler romances

Se você é leitor de romances – e isso inclui qualquer subgênero – provavelmente, pelo menos uma vez, alguém já te perguntou “porque você lê esse tipo de livro?” ou, às vezes, “como é que você consegue ler esse tipo de livro?”, ou melhor, “você não prefere ler livros de verdade?”. Às vezes a pessoa te pergunta por curiosidade mesmo. Às vezes você é abordada por um estranho no metrô de Botafogo que, por algum motivo, se acha no direito de criticar sua escolha de leitura, mesmo que ele nunca tenha te visto na vida.

São 17h (talvez 16h se você não for afetado pelo horário de verão), você está voltando de um dia de trabalho cansativo e é obrigada a decidir se agredir aquela pessoa fisicamente vale a pena o risco de amassar o seu livro e ser presa por agressão. Dependendo de quem for, essa decisão pode ser ainda mais difícil.

É claro, você sempre pode tentar explicar para às pessoas que o mundo é um lugar frio e vazio e que às vezes tudo o que você precisa é se transportar para um universo onde as pessoas boas são recompensadas com vidas maravilhosas e começar a chorar de forma escandalosa (de verdade ou não, a escolha é de vocês) até a pessoa sair correndo para o outro lado do metrô. Leia mais

Top Comentarista 01nov • 2018

Top Comentarista – Novembro/18

Vocês sabem o que acontece em novembro? O La Oliphant completa 5 anos de existência. Pois é, nem eu tô acreditando que consegui manter um blog por tanto tempo e, muito menos, que conheci pessoas incríveis através dele. Sério, olha só pra você, lendo esse post. Eu já disse o quanto é importante pra mim que você esteja aqui? Pois é muito. Se não fosse cada um de vocês dedicando 5 minutos do seu tempo para ler tudo o que eu tenho a dizer sobre o mundo literário, eu não teria conseguido chegar até aqui. E por isso, muito obrigada.

Os livros desse mês são livros muito especiais e escolhidos em comemoração ao aniversário do blog. Todas essas três leituras me marcaram de alguma forma e eu achei que seria legal compartilhar elas com vocês. Ah, e claro que um dos livros tem o nome do blog, né? Eleanor Oliphant Está Muito Bem é uma das leituras mais emocionantes que eu já fiz e é um livro que toca diretamente no coração. Minha Vida (não tão) Perfeita foi uma leitura que me lembrou muito que a minha vida não precisa ser um feed perfeito no Instagram e Enraizados me mostrou que cultivar amizades é importante e que eu nunca devo desistir, não importa quão difícil seja o caminho. Leia mais

Notícias 30out • 2018

Escolhidos os protagonistas da adaptação de Quem É Você, Alasca?

Eu estou emocionada, e vocês? Uma adaptação de Quem É Você, Alasca? é algo esperado pelos leitores do John Green desde que o livro foi lançado. Depois de A Culpa é Das Estrelas e Cidades de Papel, nós acreditamos que teríamos um filme em breve, mas o autor destruiu as nossas esperanças quando anunciou que a ideia estava sendo deixada de lada por conflitos internos.

Para a nossa sorte, a Hulu apareceu como salvadora das adaptações mais desejadas e anunciou uma minissérie do livro de Green e, finalmente, nós temos os nossos protagonistas escalados: Kristine Froseth (de Sierra Burgess é uma Loser) e Charlie Plummer, que, inclusive, são grandes fãs do livro. Leia mais

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