Posts escritos por: Débora Costa

Cinema 19dez • 2014

In Your Eyes

In Your Eyes é um romance dirigido por Brin Hill e ainda sem previsão de lançamento no Brasil. O filme irá narrar a história de Rebecca e Dylan, duas pessoas com vidas completamente diferentes que se veêm presas uma a outra através de uma ligação metafísica.

Rebecca (Zoe Kazan) é extremamente introvertida. Esposa de um médico famoso na área em que atua, ela vivie uma vida pacata em uma cidadezinha no interior no Estados Unidos. Dylan (Michael Stahl-David) é um ex presidiário que está buscando recomeçar sua vida no novo México trabalhando como mecânico. Ambos os personagens não tem nada de comum, exceto pelo fato de que um consegue ver e ouvir através dos olhos do outro.

Logo no começo do filme é revelado que essa ligação está presente na vida dos dois personagens desde a infância, e que isso vem afetando ambos desde então. Enquanto Rebecca achava que os primeiros dias na cadeia de Dylan eram apenas pesadelos, ele conseguia sentir sua tristeza na época em que ela perdeu sua mãe.

Tudo começa quando os dois finalmente conseguem “ativar” essa ligação, e através dos olhos um do outro, conseguem ver e ouvir o que esta acontecendo. É a partir daí que uma amizade surge entre os dois, mas até mesmo uma ligação como esta pode trazer consequências que nenhum dos dois imaginou ser possível.

Quem acompanha o blog há muito tempo deve saber que Zoe Kazan se tornou uma das minhas atrizes favoritas desde que interpretou Ruby Sparks. Depois disso, nenhum dos filmes em que a autora atuou me decepcionou e eu posso dizer o mesmo de In Your Eyes.

O roteiro é simplesmente incrível. Desde o começo do filme você consegue perceber e se envolver nas peculiaridades dos personagens principais, e conforme a amizade entre os dois vai se desenvolvendo, não há como não torcer para que o momento em que eles vão se encontrar pessoalmente chegue logo. Todos os pontos trabalhados no roteiro são completos, desde os problemas particulares de cada personagem aos problemas gerais da realidade em que cada um vive.

A personagem de Zoe Kazan é simplesmente sensacional. Em vários momentos do filme eu consegui sentir seus conflitos internos e toda a sua dificuldade em tentar lidar com o marido controlador e a sua vontade de simplesmente se libertar da vida que leva. Dylan também é um personagem que não deixa a desejar em nenhum momento. Michael Stahl-David simplesmente me surpreendeu com a qualidade da sua atuação, e a maneira como ele conseguiu amadurecer o seu personagem durante o decorrer do enredo.

O grande “que” do filme é como o amor entre os personagens principais surge através da ligação que eles compartilham. Diferente dos casais comuns, eles compartilham entre si os seus medos, seus desejos e também os seus defeitos. Por estarem tão intimamente ligados um ao outro, a relação dos dois não tem espaço para mentiras, o que deixa todo o enredo ainda mais interessante.

A trilha sonora é outro ponto do filme que me agradou muito. Ao invés de musicas conhecidas, eles optaram por um estilo mais “folk music” que combinou perfeitamente com ambos os personagens. É perfeito para quem gosta de bandas tipo The Lumineers e afins.

In Your Eyes foi um filme que me encantou sem que eu esperasse por isso. Por ter um enredo complexo e uma temática diferente, eu não esperava encontrar algo tão elaborado e simplesmente perfeito. É um filme que te faz pensar muito sobre como você se sente consigo mesmo, além de te fazer observar as pessoas a sua volta de uma maneira diferente. Com certeza entrou para a minha lista de filmes favoritos de 2014.

Para quem quiser conferir mais sobre o filme, deixo abaixo o trailer:

Literaría 09dez • 2014

Você tem uma nova mensagem!

foto4Algum de vocês já se apaixonou por alguém que nunca chegou a conhecer, ou apenas conheceu depois um certo tempo conversando no mundo virtual?!

Pergunto isso porque eu tenho uma pequena paixão por livros em que o enredo se desenvolve através dos e-mails ou cartas, e os personagens só chegam a se conhecer quase no final do livro, ou simplesmente nunca se conhecem.

Me lembro que na época do Orkut os perfis “fakes” eram muito famosos, e eu costumava trocar e-mails com um amigo durante as férias, mas apenas nesse período. Na época eu tinha 14 anos e minha mãe não era muito liberal com a ideia de eu passa horas na frente do computador – embora eu ficasse horas na frente da televisão.

Era especial aquela pequena troca de e-mails, com informações não muito relevantes sobre a minha vida ou sobre a vida dele. Nunca nos encontramos, e acho que nunca vamos – já que eu não falo mais com ele, mas foi uma experiência que me levou a questionar muitas coisas nos meus relacionamentos futuros.

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Em “@mor” de Daniel Glattauer, os personagens Emmi e Leo começam a se corresponder via e-mail por acidente. Emmi, sem querer, acaba enviando um e-mail por engano a Leo, e depois disso os dois iniciam uma amizade virtual que, com o passar do tempo, acaba se tornando algo mais – mesmo que os personagens nunca deixem isso exatamente claro durante boa parte do livro.

O que eu mais gostei nesse romance foi uma cena específica em que Leo propõe que ambos estejam no mesmo café, em uma hora determinada, mas não falem um com o outro, apenas para tentarem adivinhar quem, de todas aquelas pessoas no ambiente, é seu correspondente de e-mails. Um grande desafio, não?!

Por fim, a relação dos personagens se desenvolve de uma maneira madura – que foi um dos pontos positivos pra mim nessa narrativa – mas mesmo com todas aquelas palavras ensaiadas ao serem escritas, podemos perceber que há uma paixão intensa nas entrelinhas, mesmo que os personagens não percebam isso.

Foto2O que eu mais gosto nesses enredos é perceber que as pessoas tem muito mais facilidade para se abrir com um desconhecido quando não há aquela necessidade do “olho no olho”. Acho que todo mundo tem um pouco de medo de despir aquela capa natural de proteção e deixar que o outro o conheça, e esse medo simplesmente some quando se trata de e-mails ou cartas, afinal, a pessoa não está bem diante de você.

Outro exemplo literário que simplesmente me encanta e “Fiquei com seu número” de Sophie Kinsella. Neste romance, os personagens Poppy e Sam tem parte do seu relacionamento através da troca de mensagens pelo celular. Apesar de se encontrarem pessoalmente em vários capítulos do livro, fica muito claro na narrativa que todo o relacionamento se desenvolve através da troca de mensagem, onde ambos entram em uma realidade alternativa que deixa tudo mais simples.

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O mais interessante dessa história é que, diferente de muitos romances que acontecem da mesma maneira, a paixão entre os personagens principais fica apenas subentendida na narrativa. Em nenhum momento acontece uma grande declaração de amor e aquelas três palavrinhas mágicas, mas apenas um pedido singelo de “vamos ver onde isso vai dar”.

Fico me perguntando se é realmente possível desenvolver uma relação a partir da troca de mensagens, seja esta por e-mail ou por SMS. Você não sabe nada da pessoa além do que ela te conta, as manias ficam escondidas por trás da tela do computador, e por mais que você consiga se mostrar em palavras, algumas coisas continuam escondidas.

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Vejo muito isso no enredo de “Ser feliz é assim” da Jennifer E. Smith, livro que atualmente estou lendo. Os personagens principais Elli e Graham trocam e-mail durante meses, e mesmo assim, em alguns pontos do enredo podemos perceber que eles não se conhecem realmente. Ellie é uma personagem extremamente fechada e quieta, enquanto Graham tem seus próprios conflitos internos para resolver.

Será realmente possível surgir um sentimento verdadeiro de um relacionamento que não se desenvolve através do toque ou do som da voz da outra pessoa?! É possível que dois seres humanos consigam se apaixonar apenas através de palavras? Se sim, como se desenvolveria esse relacionamento?! Seria saudável ou complicado?!

É, leitores, eu queria poder responder todas essas perguntas nesse único post, mas acredito que eu não seja capaz de tamanho conhecimento – ainda, então vou deixar que vocês me ajudem nos comentários, tudo bem?!

Vocês acham que é possível se apaixonar por alguém que só conheceu através de alguns e-mails trocados?! Seja por Gmail ou Whatsapp, as palavras realmente podem resultar em um relacionamento duradouro?!

Está aberta a temporada de discussões!

Até a próxima.

Resenhas 05dez • 2014

Uma Canção Para A Libélula, por Juliana Daglio

Uma Canção Para a Libélula é um romance nacional escrito por Juliana Daglio e publicado pela Editora Deuses. Neste primeiro volume da história, acompanhamos Vanessa, uma pianista de sucesso que, ao fazer sua viagem de volta para casa, se vê enfrentando os fantasmas de seu passado.

O livro nos apresenta à Vanessa, uma jovem pianista que vive em Londres. A primeira impressão que temos é que a personagem leva uma vida tranquila, morando com os tios e se dedicando a sua carreira. Porém, logo percebemos que por trás de toda essa “tranquilidade” existe um trauma do passado que a consome aos poucos.

Após receber a notícia de que seu pai estava com graves problemas de saúde, Vanessa decide que é a hora de volta para o Brasil e ficar com sua família. Esta decisão faz com que as coisas mudem ao redor de Vanessa, fazendo com que ela seja dominada por sentimentos que ela mesma se recusa a admitir.

“Quando uma dor pede para levar embora suas lembranças ruins, ela também leva a parte boa. Arranca as raízes de tudo que você lembrava ser. Foi isso que aconteceu. A dor me levou a parte boa de minha infância e só deixou um vazio enegrecido para trás.”

Eu tinha vontade de conhecer essa história desde que firmei parceria com a autora aqui no blog (Confira aqui). Quando falamos de depressão, o conhecimento que envolve o tema acaba sendo muito vago, e tendo esse contato com a história da personagem, minha percepção sobre o assunto começou a mudar.

O que mais me chamou atenção no enredo foi a sutileza da autora ao introduzir as mudanças da personagem ao longo da história. Ao contrario do que eu esperava, pude acompanhar todo processo de mudanças de Vanessa, desde o momento em que ela volta para o Brasil, ao momento em que ela vai se fechando dentro de si mesma.

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Tudo na narrativa de Juliana Daglio está em sintonia. Nós temos uma personagem que te instiga a entrar no universo em que ela existe. Temos personagens secundários com personalidades fortes, uma família que está tentando superar a perda de um membro, e no meio de tudo isso há uma sinergia incrível que faz com que o leitor tenha uma imersão completa no enredo.

O relacionamento conturbado com a mãe foi o que mais me prendeu durante todo o enredo. Foi o ponto em que eu consegui entender melhor a personagem e tudo o que estava acontecendo a sua volta, e acho que essa relação foi o ponto principal para que a personagem se entregasse a todos aqueles sintomas que caracterizam a depressão.

“O lado obscuro dentro de mim odiava ser subestimado. Ele me levara até ali, e me manteria assim, do jeito que julgasse melhor me conduzir.”

A autora escolheu um tema extremamente complexo de ser abordado, e conseguiu inserir toda essa complexidade de uma forma tão simples e envolvente, que não há maneira de se terminar a leitura sem aquela sensação de “nó no estômago”. Confesso que passei alguns dias refletindo muito sobre tudo o que li desde a primeira página até a última, e mesmo assim eu ainda não consegui encontrar a descrição certa para o que é esse enredo.

É uma leitura completamente diferente do que eu estou acostumada a trazer para o blog. Acredito que tenha sido uma leitura completamente diferente para mim, principalmente pelo “efeito” que o livro me causou quando eu cheguei na ultima página. Acredito que a autora tenha um grande potencial, e eu mal posso esperar para ler outros livros dela.

La Oliphant 01dez • 2014

Recebidos do Mês de Novembro de 2014

Processed with VSCOcam with f2 presetOlá meus lindos Oliphants, como estão?!

Novembro finalmente deu lugar para que Dezembro começasse a pendurar suas decorações de natal, deixando apenas as lembranças dos livros que eu li e uma saudade enorme de quem foi embora.

Mas não estamos aqui para lamentar, estamos?!? Hoje é dia de Box Literário e com Novembro finalmente concluído posso dizer que este foi o mês que eu li mais livros que simplesmente me deixaram cho-ca-da com seus finais – de uma maneira positiva e negativa também.

Mas vamos começar pelas compras do mês, certo?!

Alguém aqui já teve a maior dificuldade para encontrar aquele livro que tanto queria?!

Bem, essa foi a minha história com Onde Deixarei Meu Coração (Confira a Resenha), da autora Sarra Manning. Depois de dias tentando encontrar o livro para compra na internet, resolvi que por conta do frete seria muito mais barato comprar na livraria. Mas cadê que eu achava o livro?! Fiquei mais de 40 minutos na livraria esperando que o atendente conseguisse encontrar o ultimo exemplar do título na loja para que, por fim, ele me mandasse para a filial do Shopping, pois o exemplar estava lá.Processed with VSCOcam with f2 preset

Senti uma breve dor no coração pensando que não iria encontrar a minha amada Sarra Manning, mas como sempre o Deus dos Livros está do meu lado e de quebra eu ainda esbarrei com Mentirosos da E. Lockhart e acabei levando os dois pra casa.

Porque não seria eu se entrasse numa livraria procurando apenas um livro e não levasse outro de quebra, certo?! Além disso, dei uma passada nas promoções do Submarino e ainda adquiri Simplesmente Acontece, A Líbelula Presa no Âmbar, Invisível, Garoto Encontra Garoto e outros títulos que eu já queria colocar na minha estante há um tempo.

Mas Novembro também foi mês de ganhar presentes fora de hora. Meu lindo Murilo Campos – a pessoa responsável por fazer esse layout lindo funcionar como deveria – me deu de presente dois Box lindos: Os Dragões do Éter e Trilogia A Mão Esquerda de Deus.Processed with VSCOcam with f2 preset

Perfeito, não?! Além de me ajudar com as “tretas” do WordPress, me dá ótimos livros de presente. Não há amor maior que esse, pessoal!

E agora vamos falar das nossas leituras de Novembro.

E gente, como eu li em Novembro, viu?! Acho que eu me dou melhor lendo sem os book challenges do que quando estou tentando completá-los.

Uma das minhas leituras favoritas desse mês foi Mentirosos da E. Lockhart (Confira a Resenha), um livro que no começo eu achei que não ia me pegar, mas que o final simplesmente foi um tapa na minha cara de tão sensacional. Literalmente.

Além dessa leitura perfeita, passei um tempo nos meus romances de época com Ligeiramente Casados. Apesar de não ter gostado tanto da história como esperava, a autora conseguiu me agradar em certos pontos, e por isso eu ainda vou me arriscar no segundo volume que será lançado em Fevereiro.Processed with VSCOcam with f2 preset

Também aproveitei Novembro para ler Aristóteles e Dante descobre os Segredos do Universo (Confira a Resenha), conclui o book tour de Uma Canção para a Libélula da Juliana Daglio (que terá resenha ainda essa semana) e ainda aproveitei a ultima semana do mês para ter minha primeira – embora não muito boa – experiência com Cecelia Ahren com Simplesmente Acontece.

É como eu disse, foi um mês simplesmente agitado quando se trata de leituras. Consegui ler pelo menos dois a três livros por semana, embora eu esteja tentando diminuir meu ritmo de leitura para poder acompanhar meu ritmo de resenhas. Porque sério, não tá dando pra ler e resenhar logo em seguida.

Bom, esse foi o nosso Box Literário desse mês. Espero que vocês tenham gostado e não deixem de conferir as próximas resenhas do blog, okay?!

Beijos!

Lançamentos 28nov • 2014

Lançamento: Arkhaika, por Alecio Miari

Olá Oliphants, como estão?!

Hoje eu estou aqui para falar de uma nova parceria que temos no blog com o autor Alecio Miari. Conheci o trabalho desse autor há pouco tempo, mas simplesmente me apaixonei pela sua proposta literária e achei que tinha tudo haver com o tipo de leitura que eu quero trazer para o blog.

E para que vocês possam conhecer um pouco mais sobre o Alecio e seu livro Arkhaika, hoje, dia 28 de Novembro ele vai estar falando o lançamento do livro em São Paulo, e todos vocês estão mais do que convidados!

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Confiram a sinopse do livro:

Capa arkhaikaDe acordo com um antigo pacto feito por sua Sociedade, o questionador Apolo sabe que deve abandonar sua vida e embarcar para uma nova jornada. Junto com outros representantes de seu povo, deve disseminar conhecimento universo afora.

Este é seu futuro.

Mas qual sua responsabilidade sobre seu destino? Por que deve seguir os conceitos predeterminados pela sociedade da qual faz parte?

Se nossa vida é tão limitada de tempo, por que desperdiçá-la fazendo algo que não gostamos ou não queremos?

No final, suas escolhas definem seu destino.

E os de muitos outros.

 

 

Lista 25nov • 2014

Top 5: Filmes para assistir no Natal

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Olá Oliphants, como estão?!

Estamos exatamente há 30 dias de uma das datas mais perfeitas do ano: O Natal. Esta é a única época do ano em que todas as pessoas – absolutamente todas – ficam bem humoradas, compram presentes, decoram árvores de natal e começam a fazer planos junto com a família.

Particularmente falando, minha parte favorita do natal é poder divulgar a lista de livros que eu quero ganhar [embora nem sempre eu ganhe todos] para a minha família. Afinal, é sempre bom começar a entrar no clima e “vou ganhar presentes”, não é?!

E falando em entrar no clima, o Natal também é a época em que as emissoras de televisão começam a passar apenas filmes voltados para a data comemorativa, e como nem sempre todos são bons, eu resolvi fazer uma lista de filmes que vocês podem assistir para entrar no clima natalino este ano!

1. Love, actually!

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Eu não tenho palavras para descrever como esse filme é simplesmente perfeito. Love, actually vai contar a histórias de vários casais diferentes e como o natal foi à inspiração para que suas histórias simplesmente pudessem acontecer. Honestamente?! Todos os homens – exceto o marido que trai – são absolutamente perfeitos. Além disso, o filme conta com um elenco maravilhoso: Hugh Grant, Colin Firth e até mesmo nosso lindo e abençoado por Deus, Rodrigo Santoro.

2. O Príncipe e Eu

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O filme perfeito para quem gosta de um romance no estilo Cinderella. O Príncipe e Eu é um filme que destaca tudo de bom que há na época de Natal: Estar com a família, decorar a arvore de natal, participar de festas, mas principalmente: se apaixonar. Não há nada mais lindo do que se apaixonar no natal, principalmente se a paixão em questão foi um príncipe interpretado pelo Sam Heughan, de Outlander.

3. O Amor não Tira Férias

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Eu tenho uma paixão particular por esse filme, principalmente quando se trata de “época de final de ano”. Digo, são duas mulheres com personalidades diferentes, trocando completamente de vida por alguns dias e se descobrindo como pessoa. E isso tudo deixando para trás relacionamentos que não são saudáveis, para seguir em frente de uma maneira completamente independente. Como esse filme não pode ser perfeito, me digam?!

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Simplesmente não é Natal se você não assistir um filme da Disney, serio! E eu não poderia deixar de indicar o meu atual filme favorito, não é?! O que eu mais gosto em Frozen é o fato dele fugir de todo aquele padrão da Disney onde o romance é sempre colocado como o foco principal da história. E como o Natal é uma época de estar com a família, nada melhor do que a história de Elza e Anna pra entrar no clima, certo?!

5. Um lugar chamado Notting Hill 

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Não existe nenhuma possibilidade no universo de alguém não amar esse filme de todo o coração, digo, é o Hugh Grant com aqueles olhos de cão abandonado se apaixonando perdidamente pela Julia Roberts, uma atriz de muito sucesso e vivendo uma linda e complexa história de amor. Tudo bem, não é um filme que fala sobre o Natal, mas nesse clima de final de ano, quem não quer conhece o amor da sua vida, não é mesmo?!

Bom, esses são os filmes que eu com certeza vou estar assistindo nos próximos 30 dias, e vocês?! Algum filme favorito que gostem de assistir nessa época de final de ano?!

Beijos!

Resenhas 23nov • 2014

Mentirosos, por E. Lockhart

Escrito pela autora americana E. Lockhart e publicado no Brasil pela Editora Seguinte, Mentirosos é, sem dúvida, a leitura mais intensa e devastadora da minha estante. O enredo nos leva a acompanhar a amizade de quatro jovens Cadence, Johnny, Mirren e Gat. Todos os verões os jovens que se intitulam como “Mentirosos” se reúnem na ilha particular da família Sinclair como manda a tradição. Mas tudo muda quando, no verão dos Quinze, Cadence sofre um estranho acidente, seguido de uma amnésia que a persegue pelos dois anos que se seguem depois do ocorrido.

De volta à ilha para tentar recuperar sua memória, Cadence mergulha nas verdades obscuras de uma família corrompida pela ambição. Irmãs brigando uma com as outras por uma parte maior na herança, um avô entregue a tristeza da perda da esposa e um manipulador sem escrúpulos, e Gat, o garoto por quem era completamente apaixonada desde os Quinze, mas que por motivos desconhecidos simplesmente desapareceu de sua vida depois do acidente.

“Não importa se o divórcio retalha os músculos do nosso coração a ponto de mal conseguir bater sem esforço. Não importa se o dinheiro do fundo de investimento está acabando, se as faturas do cartão de crédito não são pagas e se acumulam sobre a bancada da cozinha. Não importa se tem um monte de frascos de comprimidos sobre a mesa de cabeceira. (…) Somos Sinclair. Ninguém é carente. Ninguém erra.”

A primeira coisa que vocês precisam saber sobre Mentirosos é que se trata de uma leitura extremamente perturbadora. A narrativa é feita todo do ponto de vista da Cadence, o que nos leva a mergulhar nos conflitos internos da personagem em relação a sua família e aos Mentirosos. E isso é o que torna o livro ainda mais perfeito.

Ao primeiro contato pensei que a narrativa se desenvolveria apenas sobre a amnésia e ao relacionamento conturbado com Gat. Mas E. Lockhart me surpreendeu com uma narrativa que se aprofunda no drama familiar e explora a amizade do grupo de garotos, revelando todas as suas falhas e mentiras sem nenhum pudor.

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É um livro realista, eu diria. Ao contrário do que eu esperava, Cadence não é uma personagem perfeita e seus conflitos internos deixam isso cada vez mais claro conforme o enredo se desenvolve. Ela é uma personagem real, com dores e sofrimentos tão reais, que não há meios de não se envolver com a história. De tudo, isso foi o que mais me encantou na história.

O romance também se desenvolve de uma maneira complexa, mas ao mesmo tempo encantadora. O fato de Gat ser quem era, despertava ainda mais os piores defeitos da família de Cadence, e se tornava um grande empecilho para que os dois pudessem ficar juntos. Mas mesmo isso era muito mais profundo na narrativa. Os sentimentos de cada personagem, principalmente os de Cadence estavam ligados de uma forma complexa e intensa que, pra mim, é todo o trunfo do livro.

“A vida parece bela nesse dia.
Nós quatro, os Mentirosos, sempre fomos.
Sempre seremos.
Independentemente do que acontecer quando formos para a faculdade, ficarmos mais velhos, construirmos nossas vidas; independentemente de eu e Gat estarmos ou não juntos. Independentemente de onde estivermos, sempre poderemos nos reunir no telhado de Cuddledown e olhar para o mar.
Essa ilha é nossa. Aqui, de certo modo, somos jovens para sempre.”

A todo o momento somos envolvidos por metáforas que nos impactam de alguma forma. As emoções são simplesmente colocadas ali para que possamos absorver, e a escrita de E. Lockhart não deixa a desejar em nenhum ponto. Nós somos envolvidos uma teia de problemas familiares, mentiras e um mistério que permanece intacto enquanto somos levados para dentro das memórias da personagem principal.

Chega a ser poético de tão triste.

E. Lockhart é, definitivamente, uma das minhas autoras favoritas. O seu talento é inegável. Quando dizem que Mentirosos é um livro “Inesquecível”, falam sério. É um livro que com certeza está na minha lista de leituras prediletas e que irá encantar qualquer leitor que tenha o desejo de mergulhar em um enredo tão profundo que deixa aquela sensação de vazio no peito quando termina.

Resenhas 17nov • 2014

Onde Deixarei Meu Coração, por Sarra Manning

Onde Deixarei Meu Coração, é um romance adolescente escrito pela autora Sarra Manning (Os Adoráveis) e publicado no Brasil pela Editora Galera Record. O livro conta a história de Bea, uma adolescente de 17 anos que se julga muito sem graça para alguém de sua Idade, mas que anseia pelo dia que conseguirá dar o seu grito de liberdade e se afastar da mãe controladora.

A primeira coisa que descobrimos sobre Bea é que ela se sente completamente entediada no mundo em que vive, se limitando a um grupo de amigos pequeno e a sua rotina de adolescente obediente que se mantém longe de garotos ou qualquer problema. Ela não gosta dessa vida, mas também não acredita que possa ter mais do que isso, não enquanto morar com sua mãe e não ter coragem de impor suas vontades.

Tudo muda quando Ruby, uma das garotas mais populares do colégio, de repente resolve que Bea é a pessoa perfeita para ser a mais nova integrante de seu grupo. Apesar de se sentir constantemente deslocada e desconfortável, Bea se deixa levar pelas oportunidades que o mundo de Ruby oferece, mas no meio de todo esse novo universo, ela acaba descobrindo mais de si mesma do que esperava.

“Porque eu não tinha uma vida, eu era monótona. Tudo a meu respeito era sem graça. Eu tinha até o número de sutiã mais sem graça do mundo, tmanho médio. Mas o negócio era que eu não queria fazer o que as outras garotas da minha idade faziam, que era ficar bêbada, dar uns amassos nos garotos e arrumar problemas com os pais. Quero dizer, pra quê? Você só acabava de ressaca, com chupões e sem mesada.” 

Meu primeiro medos sobre esse livro era o clichê do personagem principal se buscando ao longo do enredo. Meu segundo medo era de não gostar tanto da escrita de Sarra Manning como gostei em Os Adoráveis, e a personagem não ser tão encantadora ou envolvente. Bem, todos esses medos foram superados logo nos primeiros capítulos do livro.

Bea é uma personagem sem graça, e isso é o mais interessante a seu respeito. Durante os primeiros capítulos da história, Sarra Manning consegue fazer com que o leitor absorva todo o universo de Bea e perceba que ela não é muito mais do que uma garota apaixonada por Frances, que morre de vontade de conhecer o pai biológico e que não tem certeza se possui realmente alguma amiga.

E isso combinou perfeitamente com a narrativa em primeira pessoa. Desde o primeiro capítulo, acompanhamos a personagem evoluir de uma adolescente que se deixava levar pelas escolhas da mãe ou de qualquer outra pessoa, para alguém que realmente consegue tomar uma decisão sozinha e arcar com as consequências. E isso foi o que me fez simplesmente me apaixonar por Onde Deixarei Meu Coração.

“Não quero beijar garotos estranhos em quartos estranhos – discursei. – Eu quero romance. Quero ser louca por um garoto e que ele seja louco por mim também, assim, mesmo que a gente acabe cometendo um erro, ele não me abandone num piscar de olhos. Mas romance parece estar tão fora de moda quanto usar vestidos da Primark.”

O enredo também aborda outros assuntos, como gravidez na adolescência, namoro a distância, mas principalmente personalidade. Durante todo o decorrer do livro, Bea nos leva para dentro de uma relação complicada com a sua mãe que, se recusa a revelar a identidade do seu pai biológico, além de ser extremamente controladora, com medo de que ela engravide ainda adolescente e tenha a mesma vida que ela.

Não é um livro que vai te causar grandes impactos, nem te fazer passar horas chorando por causa dos personagens. Se trata de um livro que eu definiria como minimalista, que te ganha na simplicidade da narrativa e que se desenvolve num ritmo único, mas não monótono.

Sarra Manning conseguiu me ganhar com seus personagens, história e sugou para Paris e seus encantos sem nem pensar duas vezes. É uma leitura que eu recomendo para todos os fãs de um bom romance adolescente, principalmente se você se encantou com livros como Anna e o Beijo Frances.

Resenhas 15nov • 2014

Aritóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é um drama adolescente, escrito pelo autor Benjamin Alire Sáenz e publicado no Brasil pela Editora Seguinte. O livro conta a história de dois adolescentes com um jeito muito peculiar de ver o mundo, tentando descobrir os segredos do universo, mas principalmente, tentando descobrir a si mesmos.

Aristóteles passa parte da manhã ouvindo a programação do rádio. Quando toma coragem para se levantar, tem uma de suas conversas peculiares com sua mãe e então vai dar uma volta na piscina pública de El Paso. Sempre sozinho, ele não demonstra nenhum interesse em se relacionar com outras pessoas, e vive imerso em seus próprios pensamentos.
Então ele conhece Dante Quintana. Diferente, intenso, com um ódio incomum por sapatos e que acaba se tornando seu melhor amigo. Conforme a amizade dos dois vai crescendo, Aristóteles começa a questionar muitas coisas sobre sua família e sua vida, e de repente o mundo deixa de ser o mesmo de antes.

“Fiquei surpreso. O livro era interessante; não era idiota, bobo, pedante nem intelectual demais… nada do que eu pensava que poesia era. Alguns poemas eram mais fáceis que outros. Alguns eram inescrutáveis. Comecei a achar que talvez soubesse o significado dessa palavra.
Fiquei pensando que poemas são como pessoas. Algumas pessoas você entende de primeira. Outras você simplesmente não entende… e nunca entenderá.”

Intenso é a única palavra que vem a minha cabeça quando penso em descrever esse livro. Narrado pelo ponto de vista de Aristóteles, acompanhamos toda a evolução do personagem, desde os seus primeiros conflitos pessoais sobre o mundo em geral, a sua necessidade de tentar se conectar com a sua família.
Ari, como gosta de ser chamado, tem um relacionamento bom com os pais. Com seu comportamento bastante racional, ele não tem o costume de compartilhar seus sentimentos, principalmente quando estes estão relacionados ao seu pai e ao seu irmão mais velho.
Então somos apresentados a Dante, um personagem que só coloca em evidência as peças que faltam em Ari. Comunicativo, sincero e até um pouco agitado, Dante desafia Aristóteles a sair de sua zona de conforto durante todo o livro, e a cada passo para essa amizade, Ari começa a perceber os conflitos dentro de si e a procurar uma maneira de lidar com tudo aquilo que ainda não entende.

“Certa noite de verão, caí no sono desejando que o mundo fosse diferente quando eu acordasse. Quando abri os olhos de manhã, estava tudo igual.”

Benjamin Alire Sáenz me pegou de surpresa com um enredo que, definitivamente, não era o que eu esperava. Durantes vários momentos eu me vi obrigada a fazer uma pausa na leitura para poder absorver toda a complexidade e beleza dos personagens e enredo, antes de seguir ao próximo capítulo.
Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é uma leitura que vai te levar para dentro da alma de uma pessoa que, até certo ponto, se encontra completamente perdido de si mesmo. É uma leitura intensa, que vai muito além do relacionamento dos personagens principais, que busca mostrar como a mente as vezes nos prega peças e que nos esconder dentro de nós mesmos às vezes pode nos impedir de viver.

“- Foi divertido, não foi? A forma como ele pronunciou essas palavras. Como se soubesse que jamais voltaríamos a jogar aquele jogo. Ficamos velhos demais para isso. Perdêramos algo, e nós dois tínhamos consciência disso.”

O enredo é simplesmente fantástico. A narrativa se completa e não deixa a desejar quando se trata de impressionar o leitor. Os personagens possuem características individuais fortes, e apesar da falta do ponto de vista de Dante, e alguns personagens saindo de cena de uma hora para outra, o livro continua sendo tão impressionante que esses fatores chegam a serem insignificantes perto de toda a arquitetura do enredo.

Estou simplesmente apaixonada por esse livro. Simples assim. De todas as leituras que eu tive até hoje, nenhuma me forçou tanto a conexão com um personagem, como este enredo. Benjamin Alire conseguiu construir um universo para falar de um assunto tão debatido como homossexualismo, de uma forma tão discreta, sutil e, principalmente, poética que ficou bem claro pra mim o que ele queria passar ao leitor com esses personagens.

Não é um livro que eu recomendaria para qualquer leitor, principalmente por causa da temática e do enredo. É um livro que requer toda uma compreensão do universo apresentado, então se você está buscando uma leitura que irá te pedir uma imersão total naquele universo, esse com certeza é o livro certo.

Entrevistas 12nov • 2014

A autora por trás de A Herdeira do Mar

Olá leitores!

Hoje nós vamos conhecer um pouco mais de uma das autoras parceiras do blog. Conheci a Ize através de outros blogs literários, e depois que descobri a temática do seu livro A Herdeira do Mar, não pude deixar de trazer essa parceria para o La Oliphant.

Faz um tempo que eu li A Herdeira do Mar (confira aqui) e não tenho palavras para descrever o quanto esse livro é perfeito. E para que vocês conheçam um pouco mais da Ize e do seu livro, confiram essa pequena entrevista:

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La Oliphant: Quando você decidiu que iria começar a escrever A Herdeira do Mar?

Ize Chi: Eu não creio que tenha sido um momento exato. Eu já era escritora de fanfics (histórias baseadas em um universo literário já existente) há anos, e sempre fiquei pensando na possibilidade de criar uma história original. Quando bateu a ideia de sereia e seu guardião, foi do nada, enquanto eu tomava banho (e posso jurar que sonhei com algumas cenas na noite anterior, mas pode ter sido só imaginação). A partir daí, escrevi um briefing, uma versão de teste pouco elaborada da história. Deixei passar alguns meses para olhar a história com mais calma e, por fim, reescrevi tudo desde o início, completando as lacunas de informações e elaborando melhor o enredo (o que dobrou o número de páginas do livro).

La Oliphant: Você teve muitas influências literárias quando estava escrevendo?

Ize Chi: Estaria mentindo se dissesse que não fui influenciada, mas posso afirmar que a influência foi inconsciente. Enquanto escrevia eu não pensei “vou fazer igual o autor fulano de tal”, mas hoje, quando olho minha obra de forma mais técnica, vejo que acabei pegando um pouco da forma de escrita do Bernard Cornwell, um dos meus autores favoritos. Uma pena que não consegui replicar o estilo do Sidney Sheldon, que é quem mais admiro rsrs

La Oliphant: Quais são as principais dificuldades de uma autopublicação?

Ize Chi: I-nú-me-ras. Tentando resumir em um parágrafo (escrevi um artigo inteiro sobre o tema, disponível no site do livro), seriam as seguintes: 1) Publicidade: você, como autor, também deve ser seu próprio publicitário e agente de marketing; precisa encontrar o público-alvo, convencê-lo de ler seu livro e, gostando, indicar no boca-a-boca para os amigos. Isso sem falar em gastar do próprio bolso com a impressão do livro físico e material para divulgação, como marcadores de página personalizados. 2) Distribuição: não há como um autor autopublicado ser vendido nas grandes livrarias; no máximo, ele consegue um acordo com as livrarias pequenas de sua cidade, mas tudo na camaradagem, pois não terá emissão de nota fiscal e nem recolhimento de imposto (para isso, o autor teria que abrir uma empresa). Por último: 3) Desconfiança: os leitores, mesmo os que curtem literatura nacional (público difícil de achar!), olham com desconfiança para um autor autopublicado, pois existe essa ideia de que, se não foi publicado por uma editora, é porque não é bom o suficiente. Quem dera se fosse assim! A realidade é outra no mercado editorial brasileiro, mas a maioria dos leitores desconhece e cria um preconceito com os autores autopublicados… O que é uma pena, infelizmente.

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La Oliphant: O que te levou a escolher sereias como temática principal do seu livro?

Ize Chi: Sou sincera em afirmar que… Não faço a menor ideia! rsrs Claro, eu gostava do filme da Disney “A Pequena Sereia”, mas nunca aprofundei meus pensamentos a respeito. No caso do meu livro, simplesmente aconteceu. Quando bateu a ideia de sereia, comecei a pesquisar mitologias, e a história simplesmente foi se formando na minha cabeça. Me apaixonei mais e mais pelo universo subaquático, e hoje sou completamente fã dessas personagens mitológicas.

La Oliphant: Como foi o processo criativo de A Herdeira do Mar? E quando podemos começar a sonhar com uma continuação?

Ize Chi: Partiu da ideia central de uma princesa sereia e seu guardião, com um amor proibido entre os dois. A partir disso, eu quis um bom motivo para essa proibição, e não apenas uma questão “moral” de “não devo ficar com ele”. Foi quando desenvolvi a estrutura da sociedade do povo do mar, de forma que fizesse sentido que os dois não deveriam ficar juntos, mas não conseguem conter essa vontade. O resto… Bom, simplesmente surgiu.
Sobre a continuação, a história é outra. Tenho tudo elaborado na minha mente, mas me falta tempo para escrever. Isso porque esse segundo livro será muito mais profundo em termos políticos, e quero escrever os capítulos com calma e concentração, de forma que não fique pesado para quem não conheça, e nem superficial demais para quem conhece bem o tema. Fiz o mesmo com o 1º volume; foram 4 meses rescrevendo a partir do meu briefing (resposta da pergunta nº 1), me dedicando somente a isso: eu havia saído do meu estágio e aproveitado a greve das universidades federais para me dedicar ao livro.
Tenho medo de escrever de qualquer forma e entrar na superficialidade, quando eu consegui colocar tão bem nesse primeiro volume a discussão de governo e soberania, de forma que mesmo os mais leigos conseguissem entender.

La Oliphant: Quando li o livro, me apaixonei pelo Morgan no capítulo em que ele apareceu. O que te inspirou a escrever o personagem?

Ize Chi: Hum… Acho que a minha concepção de “homem perfeito” rsrs
Os “sr. Perfeitos” da literatura atual são sempre ricaços poderosos que, de certa forma, dominam a mulher. Para mim, um homem perfeito não precisa de nada disso, mas sim, de ser atencioso com sua parceira.
Morgan seguiu essa linha: é extremamente belo (tinha que ser, né?), mas não é humano e, portanto, não tem dinheiro. Ao invés de “dominar” ou se “impor” para a Cordélia, ele busca compreende-la e realizar suas vontades.
Isso, pra mim, é o essencial em um homem. Lógico, como mulher, você também deve ser compreensiva, mas esse papel não é só da mulher, mas também de seu parceiro. Logo, Morgan é um rapaz atencioso e amoroso, mas que não perde sua essência macho men, sendo corajoso e forte ao mesmo tempo rsrs

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La Oliphant: Se A Herdeira do Mar se tornasse um filme, quem você escolheria para interpretar os personagens principais?

Ize Chi: Ih, nem ideia. Pra mim é impossível pensar em qualquer ator conhecido e visualizá-lo no papel dos meus personagens. Como autora deles, tendo a “personalizar” demais meus personagens e, por isso, é muito difícil pra mim vê-los com o rosto de uma pessoa real, quando eles existem na minha imaginação de outra forma. Mas acredito que a melhor saída fosse com atores desconhecidos, ou que nunca tivessem interpretado nenhum papel principal importante 🙂

La Oliphant:  Como é a sua vida hoje, depois do lançamento do livro? Sua família te apoia?

Ize Chi: Minha vida atual é bem mais corrida do que antes do lançamento. Tive que perder minha timidez em relação ao livro; entendam, não é questão de ser tímida, mas de compartilhar algo extremamente pessoal seu. São seus personagens e sua história, e agora, até sua vizinha sabe o que se passa na sua mente! Essa foi, definitivamente, a parte mais difícil de me assumir como escritora. A segunda parte é quando as pessoas querem debater sua história com você, o que consegue ser ainda pior rs
Já da minha família, eu só tenho a agradecer. Não só meu marido foi meu primeiro leitor (não sei o que eu faria sem ele), como também compreendia meus momentos de introspecção, quando eu passava horas olhando pra tela em branco do computador. E meus pais… Como agradecê-los? Podem não ser ricos, mas com o pouco que tinham, me apoiaram financeiramente para fazer a impressão de minha primeira tiragem. Não teria nem lançado o livro se não fosse pelo apoio deles!

La Oliphant: Quando você estava escrevendo o livro, já esperava que ele fosse ser exatamente como é hoje? Ou a ideia foi sendo alterada conforme você escrevia?

Ize Chi: Sou fã da citação “na natureza nada se cria, tudo se transforma”. E o mesmo se aplica às ideias: você começa com um pensamento fixo, mas ele vai se transformando com o decorrer da história, tornando impossível manter a ideia original. A essência permanece, mas a forma muda. Eu imaginei dezenas de cenas onde o Morgan e a Cordélia trocam seu primeiro beijo, e acabou saindo de uma cena quase cômica (capítulo 13), pois não tinha como eu manter o planejamento inicial que tive, uma vez que toda a história se transformou até aquele momento. Então, sim, tudo foi sendo alterado na medida em que eu escrevia ^^

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La Oliphant: Como é a relação com os fãs do livro?

Ize Chi:  Acho muito gratificante quando um leitor entra em contato comigo, seja para perguntar da continuação, seja só para elogiar. Gosto de manter contato e costumo responder rápido, uma vez que vivo conectado às redes sociais pelo meu celular. No geral, diria que sou próxima dos meus leitores.

La Oliphant: O que podemos esperar para os próximos anos? Teremos mais livros publicados?

Ize Chi: Nesse meio tempo, estou rescrevendo outro livro meu, que passou pelo mesmo processo de AHdM: já tinha ele pronto em uma versão simples, e agora, estou repassando a história a limpo. Ele é, de certa forma, mais fácil de ser escrito, pois toda a primeira parte dele não exige grandes pesquisas, só organização de ideias. Quando ele estiver mais avançado, possivelmente terei que parar, pelo mesmo motivo da continuação de AHdM: falta de tempo para uma dedicação total em não fazer burrada com a história rsrs
Mas o enredo desse livro é segredo, até que ele esteja em sua versão final. Só posso prometer que teremos um concorrente para o Morgan em relação à gostosura, e uma personagem principal muito mais bad girl que a Cordélia ;P

Séries & TV 10nov • 2014

I Ship It

i-ship-it.09.36 PMQuem nunca passou por um momento de depressão pós-briga-com-o-boy-magia? Bem, nesses meus últimos vinte e poucos anos, eu já estive jogada na cama com um pote de sorvete e Bridget Jones mais vezes do que vocês provavelmente conseguem contar nos dedos.

Mas, hoje eu não estou aqui para lamentar sobre o meu fracasso evidente em relacionamentos (falamos disso em outra oportunidade). Hoje eu venho compartilhar com vocês mais um curta-metragem pelo qual eu me apaixonei essa semana no YouTube.I-Ship-It-Mary-Kate-Wiles-Joey-Richter

Como sempre, a Yulin Kuang (a mesma produtora e roteirista de Kissing In The Rain) me surpreendeu com mais uma produção maravilhosa, que mistura duas coisas que o publico em geral simplesmente ama: Harry Potter e Comédia Romântica. Tem como ignorar uma coisa assim?!

I Ship It vai contar a história dos amigos Zoe (Mary Kate Wiles) e Charlie (Sean Persaud), dois amigos que acabaram de passar por um término de namoro doloroso. Enquanto Zoe trama sua vingança contra o ex-namorado, vencendo-o em uma batalha de banda, Charlie tenta provar para si mesmo, e para sua ex-namorada, que está pronto para se desfazer de tudo o que lembra o relacionamento dos dois.

Screen-Shot-2014-09-14-at-9.06.04-AMÉ ou não é uma boa pedida para um domingo à tarde?! O curta tem quase vinte minutos e um roteiro que simplesmente me encantou. Não posso deixar de mencionar que qualquer produção que tenha MK Wiles e Sean Persaud, com certeza precisa ser assistida, mas em I Ship It, os dois elevaram seus personagens há outro nível.

Além disso, toda a produção trás um bônus de músicas inspiradas em Harry Potter, que você simplesmente não consegue evitar de ficar a noite inteira escutando. Como não amar?!

Para quem estiver morrendo de curiosidade sobre o curta (que eu tenho certeza que vocês estão) vou deixar o vídeo logo aqui em baixo, porém…. E sim, temos um porém (porque a vida não é justa), o vídeo está em inglês. Me desculpem por isso. *cara triste*.

Promoções 10nov • 2014

Promoção: 1° Aniversário do La Oliphant

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Neste mês de Novembro, o blog La Oliphant está completando seu primeiro aniversário. Para que essa data especial não passe em branco, 28 Blogs se juntaram para fazer um grande sorteio de livros e presentear todos os leitores. São 03 kits de livros com marcadores e brindes a serem sorteados para vocês! Não é incrível?!

Para participar dessa grande promoção, basta seguir as instruções abaixo:

1)  Para participar é preciso cumprir a primeira entrada de cada kit. As demais entradas não são obrigatórias, mas aumentam suas chances de ganhar;

2) A promoção é válida somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;

3) A promoção estará no ar de 10 de Novembro  a  30 de Novembro;

4)  Ao fim da promoção serão sorteados 3 ganhadores, sendo um ganhador para cada kit sorteado;

5) Os livros serão enviados aos ganhadores em um prazo de 40 dias úteis após o recebimento dos dados do ganhador;

6) Cada blog será responsável pelo envio do livro que cedeu, por isso os livros chegarão separadamente, em datas distintas;

7) Os blogs participantes da promoção não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador;

8) O ganhador terá o prazo de 3 dias para responder ao e-mail que lhe será enviado.

9) Após o prazo de 3 dias sem retorno do ganhador, um novo sorteio será realizado para substituir aquele que não responder ao e-mail; os demais ganhadores não perderão seus direitos ao prêmio neste caso, desde que respondam no prazo;

10) Dúvidas? Envie um e-mail para contato@laoliphant.com.br

Imagem Kit 01

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Imagem Kit 02

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Imagem Kit 03

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Confira os Blogs Participantes:

Doce Literário   Maluquice de garota   Estante Diagonal   Leitura Vip   Universe for Words   Quer falar de Livros?   Pacto Literário  Bibliophiliarium   Livros e Sonhos   Feitas De Papel   Livros y Viagens   Espaço Yan   Pétalas de Liberdade   Deixe Apenas Fluir   My Little Garden of Ideas   Imaginação Literária   LiteraClube   Borboletas Literárias   Blog Os Literatos   Café com Aroma de Livros   Diário de uma Livromaníaca  Books Ever   Expressão Moda & Literatura   Amiga da Leitora  Trocando Conceitos  Degradê Invisível  Livros e Cores

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