Posts escritos por: Débora Costa

Resenhas 25fev • 2015

True, por Erin McCarthy

True é um New Adult escrito pela autora Erin McCarthy e publicado no Brasil pela Editora Verus. O livro é o primeiro volume da série True Belivers, seguido pelos títulos Sweet (Doce), Belive (Acreditar) e Shatter (Despedaçada), ainda não traduzidos para o Brasil. Cada um dos volumes da série tem o foco em uma personagem diferente sendo a Rory, a primeira, seguida por Jessia, Robin e Kylie.

Rory Macintosh sempre foi uma pessoa muito observadora. Sem nunca chamar a atenção das pessoas a sua volta, ela sempre esteve focada nos estudos e nunca se preocupou muito quando o assunto era “namorado”. Porém, quando suas melhores amigas descobrem que ela nunca se envolveu com nenhum garoto, decidem pagar o bad boy Tyler Mann para cuidar do assunto, tudo com o objetivo de que a amiga ganhe mais confiança em si mesma.

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Tyler nunca foi considerado o tipo de cara com quem uma garota deveria namorar. Com seus próprios problemas familiares, o rapaz vivia entre a faculdade, cuidar dos irmãos mais novos e festas até a madrugada. Quando Rory começa a passar mais tempo com ele, percebe que talvez ele seja uma pessoa completamente diferente do que todo mundo diz, e conforme a amizade vai surgindo entre os dois, um sentimento mais forte faz com que o envolvimento entre eles seja cada vez mais intenso.

Este primeiro volume da série é narrado do ponto de vista de Rory, tendo todo o seu foco no relacionamento entre ela e Tyler desde o começo do livro. A escrita da autora me agradou bastante e eu gostei muito do modo como a história e os personagens foram evoluindo ao longo do enredo.

“Ninguém me queria. Mas isso não significava que eu ão era gente, que eu devia deixar de lado a dignidade e aceitar qualquer tipo de atenção que me dessem, sem me importar se era de uma forma egoísta e violenta.”

Apesar disso, eu senti falta da participação dos personagens secundários dentro de todo o universo criado. Nos primeiros capítulos, tanto as amigas de Rory, quanto os amigos de Tyler são completamente presentes na história, mas conforme o romance entre os personagens principais vai ficando mais sólido, os personagens secundários vão sendo esquecidos.

A história em si me lembrou muito Belo Desastre da Jamie McGuire. O enredo não é exatamente parecido, mas a maneira como a história se desenvolve e a personalidade dos personagens é revelada, eu pude perceber que se Travis Maddox fosse ter um melhor amigo, com certeza ele se chamaria Tyler Mann. Os elementos são bastante similares com outros New Adults que já conhecemos, mas isso não faz da história ruim, acredito que até seja a razão de eu não ter conseguido largar a leitura em nenhum momento.

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Os personagens me agradaram bastante de um modo geral. Apesar de eu ter achado um pouco exagerado as amigas de Rory, Kylie e Jessica, pagarem uma pessoa para tirar a virgindade da melhor amiga delas, conforme a narrativa foi se desenvolvendo, eu percebi que era tudo uma questão de ponto de vista e que elas estavam fazendo tudo na melhor das intenções, mesmo a ideia em geral não sendo muito boa.

Rory é uma personagem feminina muito fácil de se identificar e a primeira que eu conheço que não tem nenhum apego por literatura. Seu jeito tímido, porém prático, torna a leitura menos cansativa, principalmente porque ela tem consciência das coisas que estão acontecendo a sua volta e não se deixa fazer de idiota, mesmo como as pessoas entendem o seu lado introvertido como uma coisa “socialmente ruim”.

“Foi aí que eu percebi que seria muito fácil me apaixonar por Tyler Mann.

E que, se eu quisesse que o meu coração fosse partido em um milhão de pedaços, eu precisava ser muito, muito cuidadosa para não fazer isso.”

Tyler, por outro lado, acabou sendo uma surpresa ao longo da leitura. Quando você conhece um personagem com a descrição de “musculoso e tatuado”, automaticamente você imagina uma nova versão de Travis Maddox para assombrar seus sonhos. Mas ao contrário do que eu pensava, Tyler tem uma personalidade completamente diferente, sendo muito mais maduro e responsável pelas pessoas a sua volta, e isso fez com que eu me apaixonasse por ele logo no começo do livro.

O que mais me encantou na série em si, foi descobrir que não só o primeiro livro, mas como os próximos volumes, terão foco nas amigas de Rory, ao invés de seguir o sexo masculino, como normalmente acontece nos New Adults em geral. Isso me animou muito com a leitura, principalmente porque eu fiquei com muita vontade de conhecer as personagens e entender o seus comportamentos.

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A escrita da Erin McCarthy é realmente muito boa. Gostei de como ela construiu os personagens dela de uma forma bem original, não deixando nenhuma característica muito exagerada e não fazendo eles parecerem pessoas surreais, como às vezes acontece. Faltou um pouco de atenção no cenário geral da história, principalmente quando ela ignora os personagens secundários conforme o enredo vai se desenvolvendo, mas isso não faz com que o livro fique ruim, até porque o romance é muito bem elaborado e faz com que você queira continuar a leitura.

True foi o meu primeiro contato com a autora e a série True Belivers, e mal posso esperar pelo lançamento dos próximos volumes no Brasil. É o livro perfeito para quem está procurando por um New Adult um pouco mais realista e com um enredo envolvente e intenso. Ou seja, se você gostou muito de Belo Desastre, True precisa – desesperadamente – ser a sua próxima leitura.

Resenhas 20fev • 2015

Meia-Noite na Austenlândia, por Shannon Hale

Meia-Noite na Austenlândia é um romance ficção escrito pela autora Shannon Hale, também conhecida por Austenlândia e O Livro dos Mil Dias, e publicado no Brasil pela Record. Neste livro, a autora traz um enredo que mistura o universo de Jane Austen com o de Agatha Christie.

Quem conhece Charlotte há bastante tempo poderia dizer que ela nasceu para ser uma heroína. Após descobrir que seu marido, James, mantinha um caso com outra mulher por meses, Charlotte percebe que precisa começar a sua vida do zero novamente, além de ter que cuidar e ajudar os filhos a lidarem com a nova situação da família.

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Por sorte, Charlotte sempre foi uma mulher muito inteligente. Dona de uma empresa de sucesso e ótima empreendedora, ela resolveu que estava na hora de investir em algo que pudesse ajudá-la a se sentir melhor. Quando os filhos resolvem passar alguns dias na casa do pai, com sua nova madrasta, ela se dá de presente uma viagem à Pembrook Park, onde ela terá a oportunidade de viver alguns dias dentro de um romance de Austen.

Ao participar de uma brincadeira chamada “Assassino Sangrento”, Charlotte tem a sensação de encontrar um corpo escondido dentro de uma das salas secretas em Pembrook Park. Como os outros hóspedes não parecem acreditar nela, cabe a ela investigar o que realmente aconteceu naquele lugar, e porque ela parecia ser a única interessada em desvendar esse mistério. Com isso, a viagem que deveria ser tranquila acaba se tornando uma aventura mais perigosa do que Charlotte esperava.

“Deixando as reações de lado, vamos ter cuidado de não difamar Justice. Não é porque ela teve um caso prolongado com o marido de outra mulher que deveria ser considerada um poço de podridão.”

A narrativa do livro é feita em terceira pessoa, mas todo o foco está na personagem principal, Charlotte, não permitindo que o leitor conheça um pouco mais dos outros personagens do livro. A história também tem uma divisão diferente, onde acompanhamos a estadia de Charlotte em Pembrook Park, mas também temos alguns flashbacks de sua vida antes da viagem, principalmente sobre o seu relacionamento com o ex-marido e a traição dele.

A escrita da autora me agradou muito, porém os flashbacks sobre a vida pessoal de Charlotte me deixaram um tanto confusa, principalmente quando eu não conseguia encontrar nenhum vínculo entre eles e o que estava acontecendo na história. Além disso, essas “memórias” não tinham uma ordem exata e iam desde quando a personagem era pequena até seu divórcio com o primeiro marido.

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O enredo em si se desenvolve devagar e pode ser um tanto cansativo nos primeiros capítulos, quando somos apresentados a um pequeno mistério, que segue sem solução até mais ou menos a metade da história. Este foi outro ponto que me deixou um pouco perdida dentro da proposta do livro. Eu não conseguia definir se o primeiro mistério era algo real ou apenas parte da brincadeira dos hóspedes, ou se ele realmente tinha a ver com o mistério real, este criado por Charlotte durante a narrativa.

Eu senti muita falta de conexão entre os personagens, apesar de ter gostado muito de poder rever a Elizabeth Charming (personagem de Austenlândia) neste volume. Fiquei muito confusa sobre até onde eles ainda acreditavam na realidade teatral de todo o enredo, ou se eles já tinham se envolvido com a proposta do passeio a ponto de esquecer o que era realidade e o que não era.

“Mas as mãos dele não permaneceram no pescoço dela. Charlotte sentiu um puxão de leve nas costas, e em instantes o espartilho estava frouxo sobre o peito, sustentado somente pelos braços. Ele abaixou mão. Ela abriu os olhos.

Charlotte, por exemplo, foi uma personagem que me agradou e desagradou ao mesmo tempo. Apesar de ser forte e independente, ao longo do enredo ela se mostrou bastante confusa em relação a todos os seus sentimentos. Ao mesmo tempo que ela queria se envolver com o passeio e tudo o que ele proporcionava, ela sentia uma constante necessidade de se lembrar que aquilo não era real. Além disso, o sentimento mal resolvido em relação ao seu ex-marido ficava muito evidente, principalmente quando ela falava da relação com os filhos.

Outros personagens me encantaram mais, como Edmund Grey, que como irmão de Charlotte dentro de todo o teatro de Pembrook Park, buscava estar sempre presente e seguir a irmã em suas investigações. Gostei muito de como o personagem foi se desenvolvendo ao longo do enredo e tendo um final que eu não esperava, mas secretamente torcia para que fosse possível.

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Acredito que Meia-Noite na Austenlândia não foi o melhor livro que eu já li da Shannon Hale. Eu senti falta de muitas coisas dentro do enredo, principalmente de uma ligação maior entre os personagens que protagonizavam a história. Queria ter tido uma visão melhor do que realmente era Pembrook Park e de como as coisas ficaram resolvidas após o mistério ser resolvido. Digo, as coisas deram certo para a Sra. Wattlesbrook e Pembrook Park? O que aconteceu com Mallery? Foram pequenas pontas soltas deixadas no desfecho do livro, e que talvez possam ser esclarecidas em outro livro, ou não.

Por fim, Meia-Noite na Austenlândia é um livro que vale a pena ser lido por todo e qualquer fã de Jane Austen que goste de um pouco de mistério. Apensar dos pontos que me incomodaram, o enredo é realmente divertido e envolvente e, além disso, Shannon Hale é uma autora que vale sempre a pena ter na estante.

Resenhas 15fev • 2015

Os Segredos de Colin Bridgerton, por Julia Quinn

Os Segredos de Colin Bridgerton é o quarto volume da série Os Bridgertons, escrito pela autora Julia Quinn e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Neste volume da série a autora nos convida a conhecer mais sobre Penelope Featherington, jovem amiga da família Bridgerton e Colin Bridgerton, personagem que já nos encantou várias vezes nos volumes anteriores da série.

Penelope Featherington é apaixonada por Colin desde seus 16 anos, porém nunca teve esperança de que um dia seria notada pelo rapaz. Sempre vestindo as roupas que sua mãe escolhia e fazendo o que se era esperado dela, Penelope passou grande parte de sua vida invisível aos olhos das pessoas, tendo que conviver com comentários maldosos como os da Lady Whistledown, que já havia se referido à ela como “uma fruta cítrica madura demais”.

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Quando suas chances de conseguir matrimônio tinham se esgotado, Penelope finalmente pôde respirar aliviada e simplesmente se libertar de sua mãe controladora. Finalmente era possível vestir as roupas que desejava e dedicar seu tempo livre a sua amizade com Eloise Bridgerton, sem se preocupar em impressionar jovens cavalheiros solteiros em um salão de baile.

É quando Colin Bridgerton finalmente retorna de mais uma de suas viagens e, para sua surpresa, encontra uma Penelope completamente diferente do que se lembrava. Inteligente, com ótimo senso de humor, Colin começa a olhar a amiga de anos com outros olhos, percebendo que ela pode ser até mesmo muito atraente. Confuso com os seus sentimentos e guardando seus próprios segredos, Colin acaba encontrando em Penelope muito mais do que uma amizade, mesmo sem saber se amor seria algo possível para ele.

“Penelope mordeu o lábio inferior, tentando, por algum motivo desconhecido, conter o sorriso. Sob que estrela mágica nascera Colin, para sempre saber o que dizer? Ele parecia o flautista mágico, deixando corações felizes e rostos sorridentes por onde passava. Penelope poderia apostar bem mais do que mil libras que Lady Danbury oferecera que não era a única mulher em Londres perdidamente apaixonada pelo terceiro dos irmãos Bridgertons.”

Neste quarto volume da série Os Bridgertons todas as atenções estão voltadas para Penelope e Colin. A autora nos convida a conhecer melhor os personagens e a explorar seus segredos, o que tornou este volume o meu favorito de toda a série até agora. Diferente dos outros volumes, Os Segredos de Colin Bridgerton é o livro mais revelador. Nele temos uma compreensão muito mais profunda de todos os personagens que conhecemos até agora, fazendo com que a imersão no universo criado por Julia Quinn seja completa.

Penelope Featherington é a minha personagem favorita da série. Ela já havia me chamado a atenção no primeiro volume, mas foi no segundo que eu finalmente pude ver que ela tinha um grande potencial como personagem da série. Fiquei muito feliz ao ler o primeiro capítulo do livro e perceber que ela havia conquistado seu espaço na história e que finalmente eu poderia conhecer mais sobre ela.

Penelope é uma personagem feminina de caráter forte e marcante para alguém da época. Apesar de não ter conseguido conquistar um marido, ela aceita bem a sua condição de solteirona e não deixa que isso lhe abale, mostrando que sua felicidade independe de ter um marido ou não.

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Já Colin, por outro lado, me surpreendeu muito como personagem. Eu não achei que ele pudesse ter tantos conflitos pessoais como os mostrados durante todo o enredo. Seu amadurecimento durante o enredo é evidente, principalmente quando ele percebe que Penelope, apesar de não ter conquistado um marido, estava conseguindo administrar sua vida muito bem, mostrando-se uma pessoa completamente diferente do que ele se lembrava.

É um personagem que não tem o que os outros Bridgertons tinham nos volumes anteriores. Sua preocupações, desejos e medos estão ligados a outra coisa que não a responsabilidade com a família ou necessidade social de se casar, e isso o tornou o personagem mais interessante da série até agora.

“E assim, numa sexta-feira que de outra forma teria sido como qualquer outra, no coracao de Mayfair, numa silenciosa sala de estar na Rua Mount, Colin Bridgerton beijou Penelope Feathering. E foi glorioso.”

Os Segredos de Colin Bridgerton foi uma leitura que eu consumi em exatamente 4 horas, simplesmente porque eu me vi tão envolvida com a escrita da autora que não conseguia largar o livro. Diferente dos outros volumes este, em particular, me conquistou.

Os personagens tinham uma personalidade marcante, o enredo tinha uma proposta que me agradou muito e apesar de todas aquelas falhas em relação à época e ao comportamento social dos personagens, este é o melhor livro da série até agora e eu finalmente estou rendida aos encantos de Julia Quinn.

Eu me surpreendi muito com esse volume da série e, com certeza, se você está começando a leitura de Julia Quinn agora, meu conselho é que você não pare até pelo menos chegar em Os Segredos de Colin Bridgerton. É uma leitura que vai te encantar, vai ter surpreender e com certeza vai te envolver. Mal posso esperar para a leitura do quinto volume dessa série, porque estamos fazendo um ótimo progresso aqui.

Resenhas 08fev • 2015

Alma?, por Gail Carriger

Alma? é um steampunk escrito pela autora Gail Carriger e publicado no Brasil pela Editora Valentina. Primeiro volume da série O Protetorado da Sombrinha, o livro irá nos apresentar à Alexia Tarabotti, uma solteirona de 26 anos, de aparência exótica e um comportamento bem inadequado para a sociedade vitoriana da época.

Na sociedade vitoriana de Gail Carriger, humanos, lobisomens, vampiros e fantasmas convivem em sociedade. Há também o que chamam de “preternatural”, ou seja, pessoas que não possuem alma e, com apenas o toque, podem anular os poderes sobrenaturais de outros seres.

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É nessa sociedade que conhecemos Alexia Tarabotti, uma solteirona com uma grande tendência a se meter em confusão. Ao sair por alguns instantes de uma festa, para fazer um lanche, a moça acaba sendo atacada por um vampiro novo – ou seja, recém nascido. E como se isso já não fosse o suficiente, ela consegue matar a criatura, fazendo com que a DAS (Departamento de Arquivos Sobrenaturais) se envolva no incidente.

No meio de toda essa confusão, Alexia acaba se tornando suspeita dos desaparecimentos que tem acontecido em Londres, juntamente com outras situações muito suspeitas. Com isso, a jovem Srta. Tarabotti acaba virando alvo da sociedade sobrenatural, e ao mesmo tempo que precisa manter o controle da sua vida social, ela também precisa descobrir o que realmente está acontecendo.

“Lorde Macon observou-a, com admiração. A srta. Tarabotti podia ter uma visão crítica do próprio rosto sempre que se olhava no espelho de manhã, mas não havia nada de errado com sua própria aparência. O conde só deixaria de notar esse detalhe tentador se tivesse bem menos alma e desejos sexuais. Mas é obvio que ela sempre estragava o momento sedutor ao abrir a boca. Na humilde opinião dele, ainda estava por nascer uma mulher mais irritantemente tagarela”.

Quem acompanha o blog há bastante tempo sabe que sou completamente apaixonada por Steampunk, e com Gail Carriger foi amor à primeira vista. O livro é narrado em terceira pessoa, permitindo que o leitor tenha uma visão completa do universo criado pela autora. Logo nos primeiros capítulos somos introduzidos aos personagens principais da história, e compreendendo melhor a proposta do livro.

Alexia Tarabotti é a minha personagem feminina favorita. Extremamente independente, ela não aceita explicações com poucas palavras e busca se aprofundar em qualquer assunto na qual esteja remotamente envolvida. E isso foi o que fez eu me apaixonar por todo esse enredo. Uma personagem que não aceita “não” como resposta ou não deixa de tomar uma atitude só porque não condiz com a “atitude de uma dama” era tudo o que eu precisava em uma leitura.

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Outros personagens também me encantaram, e tornaram a leitura ainda mais animadora. Lorde Maccon, um lobisomem muito mau humorado, mas ao mesmo tempo atraente e inegavelmente sexy, tem uma longa história – não muito amigável – com Alexia. Os dois passam boa parte da história batendo de frente um com o outro, mesmo sabendo que tudo o que os irrita um no outro, é também o que faz com que eles se gostem – secretamente.

O enredo do livro trás tudo o que amamos em uma história. Steampunk, romance, aventura e também mistério. Gostei muito de como a autora conduziu os acontecimentos do enredo em sua narrativa, mostrando a evolução dos seus personagens de acordo com a necessidade da história, e não forçando um romance entre o casal principal.

“Nunca imaginara que encontraria um deles na forma de uma solteirona de personalidade forte demais, vivendo no coração da alta sociedade londrina, acompanhada por duas irmãs tolas e de uma mãe mais idiotizada ainda. Sendo assim, aproveitava todas as oportunidade para lembrar a si mesmo quem ela era, agarrando a mão ou o braço da moça por puro capricho.”

Gosto do fato de Alexia ser uma feminista nata em uma sociedade dominada pelo sexo oposto. Durante a narrativa, é possível ver a personagem ganhando seu espaço e respeito, mesmo tendo que se preocupar com coisas naturais para uma mulher da época, como o casamento, por exemplo. Seu humor sarcástico em contraste com o comportamento “dominador” de Maccon, faz com que tenhamos uma narrativa divertida, envolvente e completamente viciante.

Gail Carriger me conquistou com seu Steampunk, seus personagens e todo o universo vitoriano que criou. Se eu fosse escolher um livro para morar, com certeza seria toda a série de O Protetorado da Sombrinha, e seu enredo original.

É um livro que eu recomendo muito para os leitores que, assim como eu, são apaixonados por Steampunk ou estão à procura de uma leitura diferente, cheia de aventuras e personagens que com certeza vão te conquistar no primeiro capítulo do livro.

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