Posts escritos por: Débora Costa

Resenhas 14maio • 2014

Austenlândia, por Shannon Hale

Austenlândia foi escrito pela autora Shannon Hale e lançado no Brasil pela Editora Record. O livro conta a história de Jane Hayes, uma mulher de 32 anos, sem namorado, que nutre uma paixão platônica pelo Mr. Darcy, personagem do romance clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen.
Jane Hayes é apaixonada pelas obras de Jane Austen desde criança, e por causa de sua obsessão pelo Mr. Darcy, nunca conseguiu manter um relacionamento duradouro com ninguém. Quando sua tia-avó falece, ela recebe como herança, uma viagem para Londres em um lugar chamado Pembrook Park, também conhecido como “Austenlândia”. Durante a viagem, Jane deixa tudo para trás e mergulha na fantasia de viver no mundo de Austen, para que finalmente possa se curar de sua obsessão com Mr. Darcy. Apesar dos figurinos maravilhosos, dos jantares elegantes e das regras rigorosas de etiqueta da época, que sempre deixaram Jane encantada, as coisas não saem da maneira como ela espera.

“ – Eu não consigo entender as mulheres quem vem aqui (Pembrook), e você é uma delas. Eu não consigo compreender isso.
– Eu não acho que eu poderia explicar isso para um homem. Se você fosse uma mulher, tudo que eu teria que dizer é ‘Colin Firth em uma camisa molhada’ e você iria dizer ‘Ah’.”

Austenlândia é uma comédia romântica muito divertida. Jane Hayes é uma personagem que reflete bem o pensamento de todas as fãs (fanáticas) pelas histórias escritas por Jane Austen. No inicio de cada capítulo do livro, temos um pequeno resumo dos relacionamentos passados de Jane, o que nos permite ver a obsessão da personagem por Mr. Darcy crescer a cada relacionamento que foi interrompido antes mesmo de começar.
A narrativa é bem leve, e a autora consegue transmitir bem a evolução da personagem durante a sua estadia em Pembrook Park. Jane, por mais encantada que estivesse com todo o universo criado, tinha consciência de que aquilo era apenas uma peça de teatro e que todos a sua volta eram atores em cena, fazendo de tudo para que sua estadia fosse extremamente agradável e prazerosa. Porém, apesar disso, ela sempre se pegava em conflito consigo mesma, sobre a fantasia que ela tinha desde menina e a realidade que ela precisava viver.

“ – Mas espere, pare, não é para acabar assim! Você é a fantasia, você é o que eu estou deixando para trás. Eu não posso embrulhar você e te levar comigo.
– Miss Hayes, você já parou para considerar que você pode ter entendido isso tudo ao contrário? Que na verdade você é a minha fantasia?”

A leitura de Austenlândia foi muito divertida. Shannon Hale soube captar bem a essência de toda a fã de Austen e criar uma personagem que reflete um pouco de cada desejo de uma mulher. Apesar de eu ter sentido falta de um pouco de foco em outros personagens da história, além de Jane, o livro me conquistou no fato de não ficar preso apenas em Orgulho e Preconceito, mas também fazer referência à outras histórias e personagens dos romances de Austen, como Fanny Price de Mansfield Park, e ao romance entre Anne Elliot e Frederick Wentworth de Persuasão.
Para aqueles que gostam do universo de Austen, esse é um livro que eu recomendo muito. Não consegui deixar de me imaginar tendo uma experiência como a de Jane, e fiquei ainda mais animada por conseguir identificar durante a leitura os trechos que se referiam aos romances da Autora. Já para aqueles que simplesmente gostam de um romance leve e engraçado, Shannon Hale trás personagens que vão te encantar desde a primeira página.
Resenhas 09maio • 2014

Os Adoráveis, por Sarra Manning

Os Adoráveis foi escrito pela Sarra Manning e lançando no Brasil pela Editora Novo Conceito. O livro gira em torno de Jeane, uma blogueira adolescente famosa pelo seu blog “Adorkable”, que acaba descobrindo o interesse de seu namorado pela namorada de Michael, um dos garotos mais populares de sua escola.
Os capítulos do livro são divididos entre os pontos de vista da Jeane e do Michael. A narrativa é leve, apesar de em alguns pontos – por ser uma narrativa em primeira pessoa – você acabar se cansando um pouco dos “pensamentos” dos principais.
Os personagens de Os Adoráveis são encantadores. Jeane é uma personagem excêntrica, desde o seu modo de pensar, falar e agir até mesmo a sua maneira de vestir. Adotando um visual “dork”, Jeane usa roupas extremamente coloridas e exageradas, seu cabelo é laranja e ela procura sempre usar um visual diferente e impactante. Além disso, suas roupas refletem bem o seu temperamento forte e a sua necessidade de ser independente, tanto de sua família, quando do pensamento das outras pessoas sobre ela. Nos capítulos narrados por ela, você percebe que ela não tem medo de expor o que pensa, mesmo que isso vá magoar outra pessoa.
Michael, pelo menos pra mim, é o completo oposto de Jeane. Enquanto ela não está nem um pouco preocupada com o que os outros pensam sobre ele, Michael faz de tudo para passar uma boa impressão para os amigos. Ele é o tipo de garoto que nunca fugiu de casa escondido, que nunca respondeu ou enfrentou os pais por qualquer motivo. Mas apesar da sua “passividade”, ele é um garoto que se preocupa bastante com o bem estar do outro, principalmente com a namorada, a qual ele sempre procura tentar agradar de alguma forma.

“Não é fácil pedir a alguém para abraçar você. Faz você se sentir vulnerável e carente, quando você passa a maior parte de sua vida fingindo para o mundo, e para si mesma, que você não é nenhuma dessas coisas, mas assim que eu consegui botar para fora o pedido, Michael não zombou de mim ou ficou irritado, ele apenas me abraçou.”

O foco do livro é voltado pra relação que o Michael e a Jeane desenvolvem ao longo da história. São dois personagens que vivem em mundos completamente diferentes e que se aproximam de maneira inesperada e inusitada. Aos poucos eles acabam se conhecendo – mesmo sem querer – e criando um tipo de amizade que influencia muito na maneira como eles se comportam e pensam.

Conheci Os Adoráveis na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no stand da Novo Conceito, e fiquei apaixonada pela história assim que vi que a personagem principal era uma blogueira. Criei muitas expectativas antes de ler esse livro, principalmente após ler algumas resenhas animadoras, e preciso dizer que não me decepcionei nem um pouco com esse livro.
A narrativa de Sarra Manning é muito leve e envolvente. Os personagens principais nos envolvem nos pensamentos deles, e nas decisões que eles tomam ao longo do livro. Jeane foi uma personagem principal completamente diferente do que eu estou acostumada. Ela tem atitude, presença e não tem vergonha de ser como é. Já Michael, apesar de sua passividade em alguns momentos do livro, soube me conquistar aos poucos, principalmente quando se tratava nos momentos do livro em que era exigido alguma atitude do personagem.

“Vocês não tem que se ajustar. Vocês não precisam ser ninguém além de quem vocês realmente querem ser. Algumas vezes, nós nos esquecemos de que não há nenhuma lei que diz que é preciso ser o que os outros esperam que venhamos a ser.”

Os Adoráveis é um romance muito divertido, descontraido, e perfeito para aqueles que adoram uma leitura mais leve e um romance um pouco diferente do que estamos acostumados. Tenho certeza de que a Jeane é uma personagem que vai agradar muitos leitores, e eu espero – muito – poder ler outros livros da Sarra Manning.

Séries & TV 01maio • 2014

Kissing In The Rain

A maioria das pessoas sabem – se não todo mundo – que eu sou uma apaixonada pelo mundo das fanfictions, literatura e agora webséries. Minha paixão começou com The Lizzie Bennet Diaries, que se tornou um projeto de faculdade e muito mais do que uma simples série que eu acompanho na internet, e acabou me levando para muitos outros canais e séries que me encantaram com suas produções. Por isso, eu resolvi falar aqui no blog, um pouco sobre essas séries do YouTube que vem ganhando minha total atenção ao longo dos meses.

Minha primeira pergunta é: tem alguém apaixonado por Harry Potter aqui? Eu não tive a oportunidade de me tornar uma fã dos livros, mas para quem tem aquela pequena paixonite pelo casal James Potter e Lily Evans, acredito que vocês vão gostar muito dessa websérie que eu vou apresentar para vocês.


Kissing in Tte Rain (KITR), é uma série inspirada em uma passagem de “Quem é você, Alasca?” do John Green. Os atores que dão vida ao projeto são Mary Kate Wiles – conhecida por interpretar a Lídia Bennet em The Lizzie Bennet Diaries –, Sean Persaud – popular pelo vlog A Tell Tale–, Sinead Persaud e Sairus Graham que compartilham os mais românticos beijos embaixo da chuva, um quarteto que, a cada episódio, representa diferentes personagens nas mais diversas épocas.

Mas o que todo mundo quer mesmo saber – e eu sei que quer – é o que isso tudo tem haver com Harry Potter, certo? Vou contar. A Mary Kate Wiles e o Sean Persaud são responsáveis por dar vida aos personagens Lily e James, o casal principal do primeiro capítulo da série. Pensaram em Harry Potter?! Acredito que sim. Analisando com cuidado, vocês vão encontrar muitas semelhanças dos atores que remetem aos tão queridos personagens da saga. Porém, eu tenho que informar que a série não se trata de Lily Evans e James Potter, mesmo não podendo evitar a assimilação, já que a série funciona basicamente como uma “fanfiction” em vídeo.

Duas coisas me chamaram muita atenção nesse projeto: A primeira foram personagens da literatura se encontrando em baixo de uma tempestade e dando beijos extremamente apaixonados, que te arrancam aquele  “own”, sem que você perceba. A segunda é que se trata de um projeto colaborativo. Como assim?!  Quem está a frente da produção de Kissing in the Rain é a Yulin Kuang (popular pelo vlog Shipwrecked Comedy), e como o projeto já é muito popular no Tumblr, o fandom acabou se tornando uma parte muito importante para o desenvolvimento da série. Os fãs contribuem para o andamento da história. Isso acontece por meio de textos ou imagens enviadas para a showrunner e, se forem reblogadas, as sugestões se tornam reais nos próximos episódios. Assim, o papel dela é limitado à escolha de quem será o shippere o que fará com ele, pois é ela quem escreve os roteiros.
Kissing in the Rain é pura fanfiction em formato de vídeos, e aqueles que a acompanham são responsáveis por dar vida aos shippers dentro da websérie. Isso se trata de um experimento transmidiático, um meio que permite que os campos da websérie se expandam além de sua produção, mas permitam que o espectador encontre vários caminhos de interagir e estar em contato com a série.  
Gostaram?! Eu sempre fui apaixonada por projetos que permitem que o público participe daquela produção de alguma maneira, e Kissing in the Rain acabou trazendo muito mais do que eu estava esperando. Estou muito animada com os próximos capítulos – já estamos na segunda temporada.

Vou deixar no final da postagem os links para que vocês possam assistir os primeiros episódios, mas por enquanto, vamos curtir o trailer. 
Lindo, não é?! Para quem quiser acompanhar a série, basta clicar aqui. Os links para as redes sociais se encontram nas descrições dos vídeos. A série é atualizada todas as segundas feiras, então, imagem como eu não to louca para o próximo vídeo?!
Resenhas 14abr • 2014

O Projeto Rosie, por Graeme Simsion

O Projeto Rosie foi escrito pelo autor australiano Graeme Simsion e publicado no Brasil pela Editora Record. O livro conta a história de Don Tillman, um homem muito peculiar, que está à procura de uma esposa. 

Don é um personagem extremamente peculiar. Geneticista de 39 anos que dá aula em uma universidade da Austrália. Além de suas particularidades, como manter um horário rígido e cronometrado para tudo aquilo que faz e sofrer quando sua rotina acaba não saindo como planejada, Don também possui apenas dois únicos amigos e por consequência de suas peculiaridades, nunca conseguiu um relacionamento que fosse duradouro ou promissor.
Decidido a encontrar uma esposa que seja adequada ao seu modo de vida, e que não se ofenda com a sua constante sinceridade e objetividade nas situações do dia a dia, ele desenvolve um questionário de dezesseis páginas com inúmeras perguntas e testes psicológicos. As perguntas vão desde se a garota tem o costume de beber ou fumar até pegadinhas para testes de QI, pois Don precisa de uma mulher que esteja à altura de sua inteligência, para garantir que eles conseguiram se entender no relacionamento.
Todos os seus planos vão por água abaixo quando ele conhece Rosie. Uma garçonete, fumante e ainda por cima nada pontual. Ou seja, completamente inadequada para ele. Don a descarta do Projeto Esposa logo de cara, mas por motivos de força maior e emoções com as quais ele não conseguem lidar, Don se pega mais envolvido com Rosie do que ele pretendia.

“-Creio que encontrei uma solução para o Problema Esposa. Tal como acontece com tantas grandes descobertas científicas, a resposta parece óbvia quando analisada em retrospecto. Mas, se não fosse por uma série de eventos não programados, muito provavelmente eu não a teria descoberto.”

 

O Projeto Rosie foi um dos livros que eu mais tive vontade de ler, mas também um livro que eu demorei a colocar na minha estante. Preciso dizer que eu tinha muitas expectativas sobre essa leitura, mesmo depois ler algumas resenhas não tão animadoras.
O livro é narrado em primeira pessoa, do ponto de vida de Don. Para quem possui algum conhecimento sobre o autismo, pode se perceber logo nas primeiras páginas que o personagem principal é um portador da síndrome de Asperger, um tipo de autismo mais brando.  O assunto é um pouco tratado ao longo do livro, porém se você não tem conhecimento sobre a síndrome, isso não vai ter nenhuma influência durante a leitura.
O que mais me prendeu ao livro e o que me fez não querer largá-lo até a história terminar, foi poder acompanhar o personagem principal lidando com todas as dificuldade em relação a sua inaptidão social e aqueles sentimentos e sensação que não são comuns ao seu dia a dia. Don é, definitivamente, um dos personagens mais encantadores que eu já conheci. Por mais que ele tenha consciência dos seus limites, ele tenta encontrar uma forma de se encaixar no meio em que vive, mesmo não conseguindo compreender porque as pessoas ficam tão “chocadas” com sua maneira de ser.
O autor consegue que você se envolva com a leitura de tal forma que, em algumas partes, você realmente deseja poder participar das decisões tomadas ou conversar com o personagem sobre as atitudes que ele pretende tomar. Você se vê encantado com as peculiaridades de Don, e por fim não se importa com as não habilidades sociais ou com o fato de ele nunca agir da maneira que esperamos que ele haja.

“-Eu nunca teria imaginado que Nova York fosse ser um lugar onde alguém aprendesse a ser gentil – comentou ela – mas, é isso aí.”

O enredo se desenvolve de uma forma muito gostosa, onde a leitura não se torna maçante e você se encontra dentro do universo criado pelo autor. Os personagens secundários são magníficos, principalmente Dafne, uma senhora de idade com quem Don cultivou uma amizade até que a mesma fosse para um asilo, que mesmo aparecendo no livro apenas como um fato narrado por Don, acaba te ganhando de alguma forma. E então temos a Rosei, uma personagem completamente diferente do que eu esperava. Madura, cheia das suas próprias manias e jeito de pensar. Um dos principais motivos de acompanharmos o amadurecimento do personagem ao longo da história, além de perceber que por mais inadequada que ela fosse – de acordo com o Projeto Esposa – ela era totalmente adequada para ele.

Recomendo a leitura de “O Projeto Rosei”, para todos aqueles que gostam de uma boa – e velha – comédia romântica clichê. Eu tenho certeza que vocês vão se encantar com esse livro da mesma maneira que eu me encantei.

Literaría 02abr • 2014

Conhecendo o GoodReads

Eu sempre tive uma necessidade muito grande de conseguir organizar os meus livros. Saber quais eu já havia lido, os que estavam na estante esperando a sua vez e aqueles que iriam entrar para a minha whishlist do mês. Porém, por mais que eu anotasse no bloco de notas, ou organizasse a estante de uma forma que eu pudesse enxergar o que eu tinha – e não tinha, sempre faltava alguma coisa. Então, eu conheci o GoodReads, através da “Youtuber” Carrie Fletcher (Canal), e tive todos os meus problemas solucionados num passe de mágica. 
O GoodReads é bem parecido com o nosso querido Skoob – com o qual eu não me dei muito bem, porém além do site ser em inglês, os fóruns são organizados e ainda nos permite ter um contato mais próximo com outras Youtubers de livros e até mesmo autores. A organização do GoodReads permite que você separe os livros em “Lidos”, “Lendo”, “Vou Ler” (tradução minha). Além disso, o site nos permite fazer uma resenha do livro assim que concluímos a leitura do mesmo, classificando-o em uma pontuação de 01-05 estrelas e publicando na nossa timeline.

O que mais me chamou a atenção no site foi a organização dos fóruns de discussões. Diferente do Skoob, que sempre me deixa confusa com aquela distribuição louca de informações, o GoodReads organiza o seu fórum através de “Grupos”. Recentemente eu conhecei a participar do grupo Garota It, e dentro desse grupo nós temos tópicos diferenciados, cada um com um tema específico, o que ajuda muito na hora de escolher qual assunto você quer discutir ou sobre qual tema você quer ler uma discussão. Além disso, o site te notifica via e-mail, sempre que um fórum do qual você participou recebe uma nova resposta, assim você se mantém sempre atualizada do que seu grupo anda conversando.

Apesar do site ser em Inglês, o GoodReads é muito simples de se explorar e encontrar o que se procura. Organizei toda a minha estante procurando pelo nome do autor, para facilitar na hora de encontrar o nome do livro em Inglês, compartilhei algumas fotos dos novos livros da minha estante na minha timeline e escrevi algumas resenhas sobre os livros que eu mais gostei. Consegui descobrir muitos livros na minha estante que possuem uma continuação que ainda não foi lançada no Brasil, e já me “tornei fã” de alguns dos meus autores favoritos.

Além disso, o site também possui um aplicativo para smartphones que permite que o usuário scanear o código de barras do livro e encontrá-lo diretamente no banco de dados. Não é incrível? Não vou mais a livraria sem voltar com uma lista de livros que eu quero ler cada vez maior! O aplicativo é muito fácil de baixar, não ocupa quase nada da memória do celular e só precisa ter uma conexão de internet para que você possa acessar sua conta.

Recomendo muito essa rede social para quem gosta de ler, principalmente por ser uma boa oportunidade de estar mais perto dos seus autores favoritos. Não deixem o “inglês” assustar ninguém, e aproveitem para conhecer outras pessoas que compartilham dos mesmo interesses literários que vocês.
E para aqueles que já possuem um perfil no GoodReads, você pode me adicionar clicando aqui. Vou ficar muito feliz em ver rostinhos conhecidos por lá.

*Youtuber: Expressão em inglês para “Vlogueira”.

Resenhas 31mar • 2014

Vaclav & Lena, por Haley Tanner

Vaclav & Lena foi escrito pela autora Haley Tanner e lançado no Brasil pela Editora Intrínseca. A história gira em torno de Vaclav e Lena, duas crianças russas que – devido as situações soviéticas do país – acabam vindo com os pais para os Estados Unidos ainda muito crianças.
Ainda no período de adaptação com o idioma, já com seis anos de idade, Vaclav e Lena se tornam melhores amigos. Enquanto Lena passa por situações complicadas em casa, com relação a sua tia, Vaclav possui uma mãe extremamente preocupada e o sonho de se tornar um grande mágico, tendo Lena como sua assistente.
“Quando existe alguém que é seu destino, alguém que você ama muito mais do que qualquer um, às vezes você implica com essa pessoa (…)”

 

O livro é dividido em partes. Primeiro conhecemos um pouco da infância de Lena e Vaclav, mostrando como era a relação de amizade dos dois e como eles lidavam com a adaptação ao idiota inglês. Percebemos que Vaclav possui uma família amorosa e preocupada, e apesar dos pais estarem passando pela dificuldade de se adaptar ao novo país, eles procuram inspirar confiança no filho e incentivá-lo a se adaptar aquela nova cultura. Enquanto isso, Lena possui uma tia não muito carinhosa, que não demonstra nenhum cuidado pela sobrinha. Pelo contrario, em certos pontos do livro podemos perceber que Lena passa bastante tempo sozinha em casa e que as únicas refeições feitas no dia são na escola e quando ela janta na casa de Vaclav.
Um dia Lena acaba não aparecendo na escola, e depois desse mesmo dia, Vaclav não recebe mais nenhuma notícia da amiga. O tempo passa, e na segunda parte do livro Vaclav se encontra com 17 anos e uma namorada chamada Ryan, enquanto Lena possui uma família adotiva e se prepara para comemorar seu aniversário de 17 anos.

 “(…) e ver uma pessoa falhar em algo que ama é muito duro quando você ama aquela pessoa.”

Minhas expectativas sobre o livro eram bem altas desde que comecei a ler resenhas sobre o mesmo, porém em algumas partes eu fiquei um pouco chateada com a autora. O relacionamento de Lena e Vaclav é muito interessante, porque mesmo depois de tanto tempo sem se encontrarem, eles continuam pensando um no outro. Mas Lena como personagem, me incomodou um pouco. Ela tem uma personalidade forte, e um jeito de mandona, enquanto Vaclav já é mais introspectivo e não vê nenhum problema em ceder. Acabam sendo duas personalidades fáceis de se lidar numa história, já que ela sempre vai tentar estar no controle de tudo, enquanto ele vai se esforçar para agradá-la.

“A maioria das pessoas não sorri para valer na maioria das vezes.  O sorriso da maioria das pessoas é uma mentira, um artifício ou uma promessa.”

 

A narrativa do livro é muito gostosa de se acompanhar, já que não ficamos presos apenas aos personagens principais, também conseguimos ter o ponto de vista dos pais de Vaclav, da tia de Lena, que contribuem bastante para que a gente possa entender o universo em torno dos personagens principais. Hayle Tanner trouxe uma experiência de leitura completamente diferente, um romance que – pra mim – acabou sendo diferente de tudo o que eu já li. E apesar de eu sentir falta de algumas coisas na história, o livro ainda conseguiu me ganhar na leitura.

Recomendo muito a leitura, principalmente se você gostar de romances adolescentes e quiser experimentar uma leitura um pouco diferente do que esta acostumado.

La Oliphant 21fev • 2014

ESPECIAL: Os favoritos da Estante

Eu não sei dizer se eu tenho um gosto específico pra livros, por exemplo, algumas pessoas gostam muito mais de livros únicos do que de séries, outros já preferem romances a distopias. Eu gosto de livros, independente do gênero ou da sequencia.  Enfim, seja qual for a sua preferência, todo mundo tem aquele(s) livro que marca e acaba se tornando o seu favorito, por isso eu resolvi mostrar pra vocês, quais os livros (e séries) da minha estante que eu mais gosto. 

Jogador N° 1, Enerst Cline
Sinopse: Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência. A vida, os perigos, e o amor agora estão mais reais do que nunca.
Jogador N°1 me ganhou com as referencias que ele faz a década de 80 durante todo o livro. Além disso, eu gosto muito de video games e já tinha assistido alguns Animes (também conhecidos como desenho japonês) com uma temática muito próxima a do livro. Na época, o autor do livro, não tinha a intenção de lançar outro livro além desse – seu livro de estréia – o que me deixou muito chateada, afinal, ele conseguiu criar um universo muito completo em OASIS e eu queria muito mais desse universo. 
Coração de Tinta, Cornélia Funke
Sinopse: Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição. É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado “Coração De Tinta”. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de “Coração De Tinta” um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.
Coração de Tinta todos sabem que é o amor da minha vida. Lembro que a primeira vez que o li foi em PDF porque não conseguia encontrar o livro com a capa original, até que um dia eu o encontrei escondido na livraria. O universo de Coração de Tinta é o sonho de qualquer pessoa que goste de ler, afinal, quem não quer ter a oportunidade de bater papo com os personagens de seus livros favoritos?!

Quem é você, Alasca?, John Green
Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

Quem é você, Alasca? foi indicação do meu melhor amigo, e eu confesso que depois que li A Culpa é das Estrelas do mesmo autor, eu ainda enrolei um pouco para começar esse livro – ressaca literária, sabe? O problema é que depois que eu comecei, eu não larguei mais. É o tipo de livro que você sofre com os personagens do inicio ao fim e por mais que as coisas não saiam da forma que você quer, não conseguimos não sofrer com os acontecimentos. E eu sou apaixonada por livros que conseguem me envolver na história. 

Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins
Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Anna e o Beijo Francês sempre vai ser o meu romance favorito, mesmo me dando aquela sensação de clichê de toda história de romance. Eu gosto muito da maneira que a autora resolveu contar a história, e do jeito como acabamos nos apaixonando pelos personagens ao longo da história. Um dos poucos livros que eu realmente consegui me imaginar dentro, vivendo aquela história. A Stephanie Perkins tem um toque muito especial na sua escrita e é um livro que vale muito a pena ser relido mil vezes.

É claro que existem outros livros pelos quais eu sou apaixonada, mas eu ficaria horas apenas escrevendo o que eu mais gosto em todos eles. De qualquer forma, seja um livro único ou uma série, um romance ou uma distopia, todo o livro possui um “encanto” especial em sua história que vale a pena ser explorado.
Então, se você leu algum dos livros acima, deixe aqui no comentário o que achou dele. 

Resenhas 17fev • 2014

Métrica, por Colleen Hoover

Layken acaba de completar 18 anos, porém, apesar de ter pouca idade, ela já carrega o peso de ter perdido alguém a quem muito amou. Depois do falecimento de seu pai, Lake – como é chamada pelos amigos e família – se sente responsável por sua mãe e seu irmão caçula. As coisas ficam difíceis com a falta do Pai, e pra piorar é decido que o melhor para ambos é se mudar para outra cidade.
Ao chegar a nova cidade, Lake percebe que nem tudo é só tristezas e despedidas. Ela começa a ter esperanças e sente-se pronta pra voltar a sorrir depois que conhece seu novo vizinho Will, um jovem de 21 anos e apaixonado por poesias.
Will parece ser tudo o que Lake precisava para começar de novo, afinal, eles possuem uma química incrível e tem tudo para dar certo. Mas as coisas acabam tomando um rumo diferente quando ambos descobrem que não podem ficar juntos.
Morando um de frente pro outro, se veem obrigados a aprender como conviver com os sentimentos que sentem um pelo outro e os fatos que os mantêm separados e, além disso, tentam não afetar a amizade de seus irmãos que ainda são crianças e não se dão conta do que exatamente está acontecendo.

“Nunca me arrependi. Duvidar, eu duvidei. Mas me arrepender, não.”

Eu não sei nem por onde começar a dizer o quão maravilhoso é Métrica, ou Slammed, como algumas pessoas preferem chamar. Hoover nos trouxe um enredo simplesmente fantástico, onde você não consegue não se apaixonar por todos os personagens da história. O envolvimento de Lake e Will é algo palpável, que faz com que você realmente se pegue envolvido nas reviravoltas da história.
O livro não fala apenas do romance, mas também do amadurecimento dos personagens ao longo da história. Lake, além de sofrer com a distancia que precisa manter de Will, ainda tem que lidar com as mudanças que a sua vida vem sofrendo desde o falecimento de seu pai, procurando uma forma de lidar com todos esses sentimentos e ainda procurar a sua própria maneira de amadurecer em meio a toda aquela confusão.
A relação da personagem com a mãe é muito trabalhada ao longo da história e foi uma das partes que mais me emocionou do inicio ao fim. O carinho e o cuidado que ela tem com o irmão também é algo admirável e as outras relações que ela cria na nova cidade acabam te conquistando conforme você vai se envolvendo com a história.

“O que as outras pessoas pensam de suas palavras não deve importar. Quando você está no palco, você compartilha um pedaço de sua alma. Não dá para pontuar isso.”

Os personagens secundários são maravilhosos e indescritíveis. Não dá para escolher gostar só de um, pois são vários que roubam a cena: os irmãos mais novos, a mãe de Lake, a melhor amiga, Eddie (sim, é uma garota!), e entre tantos outros que me fizeram repensar muito o meu conceito sobre os dramas New Adult. O livro é repleto de piadas escrotas, tiradas chulas e uma narrativa leve que tornou tudo mais crível, mais gostoso de se ler.
Além disso, cada capítulo do livro você encontra vários trechos de músicas de uma banda chamada “The Avett Brothers”, que vale muito a pena ser ouvida por todos aqueles que tiverem a oportunidade de ler Métrica.
“Nossos lábios ainda ficam se tocando enquanto hesitamos em nos separar.
— Nossa — sussurra ele contra meus lábios. — Isso fica cada vez melhor.

Recomendo a leitura de Métrica para todo mundo, principalmente porque não é um livro que se trata apenas de romance, mas também foca muito na questão da família e do amadurecimento que nós precisamos ter ao longo da vida.

Resenhas 13fev • 2014

Tipo Destino, Susane Colasanti

A amizade de Lani e Erin se fortaleceu após um acidente onde Lani pensa que jamais teria sobrevivido se não fosse pela ajuda de Erin. Apesar disso, as duas amigas são completos opostos: Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. As duas tem muitas poucas coisas em comum, enquanto Lani gosta de astrologia e ficar em casa, Erin gosta de pessoas e festas.
Então Erin conhece Jason e eles logo começam a namorar, porém, o que ela não imaginava era que Lani e Jason acabariam tendo um tipo de “conexão astrológica”, fazendo com que os dois tenham muito mais afinidade um com o outro. Por causa da grande amizade entre as duas meninas, Lani fica muito tempo com Jason também, e claro, que um sentimento muito forte mais rolar entre os dois.

“Por causa da grande amizade entre as duas meninas, Lani fica muito tempo com Jason também, e claro, que um sentimento muito forte mais rolar entre os dois.”

O primeiro livro que eu li da Susane Colasanti foi “Bem mais perto”, e apesar de não ter sido o melhor livro de comédia romântica que eu já tinha lido, eu realmente gostei da escrita da autora. Quando anunciaram o lançamento de “Tipo Destino”, eu realmente fiquei ansiosa com o lançamento do livro, porque pelo o enredo da história, eu realmente estava esperando mudar a minha opinião sobre a “criatividade” da autora. Infelizmente, não foi o que aconteceu.
Logo no começo do livro nós percebemos que a amizade de Lani e Erin soa um pouco “obrigatória” por causa do acidente. Durante vários trechos do livro podemos perceber Lani um tanto submissa as vontades de Erin. Quando Jason surge na história, fica bem claro que ele e Erin não tem nenhum tipo de envolvimento mais profundo apesar de estarem namorando, o que me faz questionar se a Erin realmente estava gostando dele ou se aquilo era mais um status de “oi eu tenho namorado”.

“Ele tinha um bom argumento. Não podemos escolher quem amamos. Blake sabe disso melhor do que ninguém. O amor não tem lógica, e nem sequer é uma escolha nossa. O amor nos escolhe.”

Confesso que o livro me lembrou muito “The Unwritten Rule”, que possui essa mesma temática de se apaixonar pelo namorado da melhor amiga. Os personagens são extremamente parecidos, e até mesmo o desenrolar da história me lembra um pouco o livro da Elizabeth Scott. Outra coisa que também me deixou um pouco chateada foi o não aprofundamento na relação de Lani e Jason. Eu entendo que tínhamos toda a questão do envolvimento astrológico, influencia do cosmos, mas ainda assim eu estava esperando que eles fizessem uma conexão bem mais profunda do que realmente foi mostrado no livro.
Em contrapartida, ainda temos a escrita gostosa da Susane, que é o que realmente me convence a continuar lendo os livros dela. A escrita é simples, e de certa forma te envolve no enredo da história, e faz com que você acabe se apegando ao livro mesmo sabendo que a história não é lá essas coisas.
Resenhas 23jan • 2014

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista , por Jennifer E. Smith

Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley.

Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

“Nem todo mundo fica 52 anos juntos, e se ficam, não faz a mínima diferença se você faz uma promessa na frente de todo mundo. O importante é que você teve uma pessoa ao seu lado o tempo todo. Até mesmo quando tudo está dando errado.”

A narrativa do livro se passa em apenas 24 horas. Acompanhamos a ida de Hadley a Londres e todo o seu envolvimento com Oliver ao longo da viagem. Não posso dizer que gostei totalmente do livro, achei que a narrativa poderia ter sido melhor trabalhada e o desfecho poderia ter sido um pouco menos previsível, mas apesar disso, o livro continua sendo uma boa leitura para quem gosta de um romancezinho.

Hadley acabou não sendo a personagem que eu esperava. Ao longo da narrativa podemos perceber que ela é um tanto egoísta em relação a separação dos pais, o que acaba fazendo com que você não goste muito dela em algumas partes. É claro que é possível entender os motivos das reações que ela tem em algumas situações, afinal o relacionamento dela com o pai – pelo o que eu entendi – era muito forte, mas ainda assim acho que faltou um pouco de maturidade para lidar com a situação. Além disso, o roteiro pouco realista da Jennifer E. Smith não colabora muito para que a personagem evolua.

“Ele é como uma música que ela não consegue esquecer. Por mais que tente a melodia do encontro entre os dois fica tocando na cabeça repetidamente, cada vez mais agradável, como uma canção de ninar, como um hino; não tem como ficar cansada daquilo.”

Por fim, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista não chega a ser um livro ruim de ser ler. A narrativa é leve, descontraída e você ainda consegue dar algumas risadas em alguns trechos. É o tipo de livro que você não demora mais do que uma tarde para ler e possui uma história fofinha, mas sem muitas reflexões. Não chega a ser um defeito, mas também não posso dizer que é uma qualidade.

Resenhas 19jan • 2014

Anna e o Beijo Francês, por Stephanie Perkins

Qual garota nunca sonhou em se mudar para Paris?! Ao contrário de muitas de nós, se mudar de Atlanta, deixar sua melhor amiga e seu futuro-possível-namorado era tudo o que Anna Oliphant não queria. Seu pai, um escritor de dramas (tipo o Nicholas Sparks), estava com a ideia fixa de que estudar na França seria a melhor escolha para filha, então Anna – mesmo depois de muito reclamar – se vê organizando suas coisas em seu quarto na “School of America in Paris”, em meio a um lugar desconhecido, pessoas estranhas e uma língua que ela mal consegue pronunciar.
É então que ela conhece Meredith e seus amigos, o que inclui St. Clais, um dos garotos mais lindos do mundo – descrição minha – que possui uma namorada, mas que ainda assim se mostra um ótimo amigo para Anna. Conforme o tempo vai passando, Anna começa a se adaptar melhor a vida em Paris, porém seus sentimentos por St. Clair começam a mudar e ela percebe que talvez esteja apaixonada por seu melhor amigo.

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Améline e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois […]”

Anna e o Beijo Francês é um dos meus romances favoritos. A história é um clichê do “me apaixonei pelo meu melhor amigo e ele tem namorada”, mas a narrativa informal de Perkins é agradável e permite que você se envolva de tal forma com a personagem principal, que é possível se imaginar perfeitamente ao lado de Anna enquanto ela vive todas as suas aventuras.

“- Anna. Ele está sempre pegando no seu pé. É a clássica síndrome-do-garoto-correndo-atrás-da-garota. E, quando qualquer outra pessoa faz isso, ele sempre fica do seu lado e diz para irem se danar.”

Os personagens são incríveis. Anna tem as suas peculiaridades e seus diferenciais que acabam te encantando. Diferente de muitas personagens principais de romances, ela não passa aquela ideia de perfeição, pelo contrário, ao longo do livro percebemos que ela tem muitas manias e limitações que acabam fazendo com que ela seja única, sem fazer com que ela seja uma personagem insuportável.
St. Clair foi um personagem que realmente me encantou, principalmente por não ser um personagem feito apenas de qualidades. Ele tem muitos defeitos na sua personalidade, principalmente o medo de mudanças e outras coisas que ao longo da história acabam impedindo que ele fique com Anna.

Por que as pessoas certas nunca ficam juntas? Por que as pessoas têm tanto medo de sair de um relacionamento mesmo sabendo que não é um relacionamento bom?”

Existem várias cenas engraçadas e irônicas ao longo da história e isso acaba quebrando um pouco do foco no “romance”. Ramish e Josh foram dois personagens que eu realmente gostei muito no livro, apesar da história se focar bem pouco neles. Além disso, as complicações da história realmente acabam te envolvendo, e é quase impossível evitar aquelas reações preocupadas de leitor.
Anna e Beijos Francês foi bem arquitetado por que desde o inicio podemos ver pistas de como o final viria a ser. Todos os problemas abertos, foram fechados, sem nada ser deixado para trás. Indico muito para aqueles que gostam de uma boa história de amor.
Resenhas 07jan • 2014

Coração de Tinta, por Cornelia Funke

Eu não sei bem como começar a falar de Coração de Tinta, sem deixar transparecer o quão apaixonada eu sou pelo livro. Bom, o livro gira em torno de uma única pergunta: “Quem nunca desejou conhecer ao vivo os personagens de seus livros prediletos?” No começo eu sempre imaginei isso como uma coisa extraordinária, mas depois de ler este livro, eu tenho meus receios.
Mortimer (Mo) possui um dom conhecido como “Língua Encantada”, que permite dar vida aos personagens literários, tirando-os do livro quando o mesmo é lido em voz alta. Porém quando isso acontece, algo do mundo real precisa adentrar o livro. Foi quando Mo, que ainda não tinha conhecimento sobre esse seu dom, leu em voz alta um livro chamado Coração de Tinta, e acabou dando vida a alguns personagens e colocando sua esposa dentro do livro. Noves anos se passam desde o acontecimento, e agora, o vilão do livro que Mo libertou, quer obrigá-lo a trazer para o nosso mundo outros vilões perigosos da história. E assim a história começa.

“Desde do começo dos tempos contadores de histórias encantavam o público com suas palavras. Mas há um talendo ainda mais raro. Existem aqueles que lendo em voz alta podem trazer os personagens à vida tirando dos livros para o nosso mundo.”

Meggie, a filha de Mo, se tornou uma das minhas personagens favoritas, porque apesar da pouca idade, ela aprende desde cedo a encontrar a confiança que precisa nas páginas dos livros. Elinor, é uma personagem que eu ainda não decidi se amo ou odeio, apesar de já ter lido o livro mais de uma vez. Sua paixão e cuidado com os livros simplesmente me encanta, mas o seu humor às vezes me faz querer que uma estante de livros caísse na cabeça dela. Dedo Empoeirado é outro personagem que, apesar de fazer escolhas erradas ao longo do livro, eu não consigo não gostar. Ele é o tipo de personagem que eu gosto, não é o vilão do livro, mas também não é o mocinho, embora em alguma cenas ele realmente me deixe decepcionada. 

“ – Você mesmo sempre diz que livro têm que ser pesados, porque o mundo inteiro está dentro deles.”

A escrita de Cornelia Funke é do tipo que te envolve sem que você perceba. O universo que ela criou é completo, os personagens são apaixonantes, e por fim, você acaba desejando poder fazer parte de toda aquela magia. Eu me perdi por horas nas páginas de Coração de Tinta, torcendo para que a história nunca chegasse ao fim. Por sorte existem ainda mais dois volumes chamados Sangue de Tinta e Morte de Tinta, que completam a coleção. 

Coração de Tinta está – definitivamente – na minha lista de livros favoritos, e é um ótimo livro para se começar 2014.
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