Posts escritos por: Vinicius Fagundes

Cinema 21mar • 2015

Cinquenta Tons de Cinza

Cinquenta Tons de Cinza

Diretora: Sam Taylor-Johnson
Gênero: Erótico, Drama, Romance
Lançamento: 2015
Nota: 2
Sinopse: Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

Nos últimos anos, poucas séries literárias levantaram tanta controvérsia quanto a trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Além do conteúdo erótico da série, muito se falou sobre a natureza do relacionamento dos personagens principais, Anastacia e Christian, e sobre a origem da historia, originalmente uma fanfic da Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer.
Apesar de todas as críticas, Cinquenta Tons de Cinza conseguiu reunir uma fanbase impressionante, e logicamente, logo foi anunciada uma adaptação cinematográfica. O processo de produção do filme foi tão conturbado quando o do livro. Inúmeras mudanças de elenco, vários protestos de grupos de apoio a mulheres, e supostas brigas entre a autora e a diretora do filme.

Por fim, o filme finamente chegou aos cinemas em Fevereiro de 2015. Após assistir ao filme, levantei as seguintes conclusões:

1 – As cenas de sexo

O filme tratou as cenas com muita classe. As sessões de sexo de Ana e Christian são bem feitas, e, pra minha surpresa, menos violentas do que no livro. Em certos momentos, Ana expressa desconforto com a “atividade” e Christian interrompe o ato, sendo que no livro, ele a ignora.

2 – Os personagens

O romance entre Ana e Christian é ainda mais forçado do que no livro. Os protagonistas (interpretados por Jamie Dornan e Dakota Blue Richards) não tem nenhuma química. Ana passa o filme inteiro murmurando suas falas e mordendo os lábios, fica quase impossível de compreender o que ela fala. Christian é só um pouco melhor, mas seu personagem ainda é bastante vazio.

3 – O Roteiro

Eu não entrei nesse filme com esperança de ser surpreendido pelo roteiro, afinal, não gosto do material original. E
realmente, não me surpreendeu. Fraco, apressado, com diálogos rígidos e impessoais. Eu saí do filme não me lembrando de nada sobre os personagens, fora o fato de que eles passam quase metade do filme transando.

Pra concluir, eu sabia que Cinquenta Tons de Cinza ia me decepcionar. Acho que o fato de que eu detesto os livros deve ter contribuído para o meu desgosto. Aponto de forma positiva a trilha sonora, que é ótima, e o tratamento das cenas de sexo. Como adaptação, se mantem fiel ao filme, não só em relação ao enredo, mas também na falta de qualidade. Sem dúvida, um dos piores filmes que vi atualmente.

Cinema 22fev • 2015

Wishlist de Adaptações #5: Leviatã, por Scott Westerfeld

Finalmente, chegamos ao fim da nossa Wishlist! Pra fechar a lista, trago uma das minhas séries favoritas, de um dos meus autores favoritos.

1 – Leviatã: A Missão Secreta – Scott Westerfeld

Jogador Número 1

Leviatã: A Missão Secreta

Scott Westerfeld

Editora:  Galera

Ano de Publicação: 2012

Número de Páginas:  368

Código ISBN: 9788501097583

Nota:

Comprar: Submarino | Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Sinopse: Em lados opostos, os mekanistas – na história, os alemães – lutam com robôs movidos a combustível, como o gigante Stormwalker, enquanto os darwinistas – ingleses – usam imensos animais geneticamente fabricados, especialmente adaptados para a batalha; entre eles, o Leviatã.
Alek Ferdinand, príncipe do império austro-húngaro está sem saída. Perdeu seu título e o apoio do povo, restando apenas um imenso ciclope mecânico e um grupo leal de homens. Por outro lado, Deryn Sharp é uma jovem plebeia que se disfarça de homem para ingressar na Força Aérea Britânica. Os caminhos dela e de Alek se cruzarão de maneira inesperada, levando-os a bordo do Leviatã para uma viagem que mudará suas vidas.

Leviatã é o primeiro livro da série de mesmo nome, que conta as aventuras de Deryn Sharp, uma jovem que se disfarça de homem para servir na Força Aérea, e Alek Ferdinand, príncipe exilado do império austro-húngaro, durante uma versão muito louca da Primeira Guerra Mundial.

Pra acompanhar a história incrível de Scott Westerfeld, o livro ainda trás as ilustrações maravilhosas do artista Keith Thompson.

Como dá pra ver pela ilustração, Leviatã poderia ser um filme deslumbrante. Rico em detalhes, e cheio de engenhocas steam punk bem loucas.

Diretores: Andy e Lana Wachowski

Andy e Lana Wachowski já estão mais que acostumados com filmes de fantasia visualmente ricos. Conhecidos pela trilogia Matrix e pelo mais recente O Destino de Júpiter. Seria interessante vê-los contar uma história com fundamento histórico. O filme também poderia contar com a produção de Steven Spielberg.

Elenco

Deryn Sharp: Dakota Blue Richards. Conhecida pela série británica Skins, Dakota já tem experiencia com papeis andrôgenos.

Alek Ferdinand: Israel Broussard. Conhecido pelo drama The Bling Ring, Israel é um ator em asenção e poderia encarar muito bem o papel de Alek.

Dra. Nora Barlow: Eva Green. Conhecida pelo filme Casino Royale e pela série Salem, Eva Green é perfeita para o papel da cientista.

Leviatã é uma história cheia de adrenalina e de maquinas impressionantes. Seria um filme ideal para iniciar mais uma trilogia de adaptações literárias.

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Resenhas 13fev • 2015

Os Servos do Apocalipse por Cleiton Machado

Os Servos do Apocalipse é um livro nacional, escrito pelo autor Cleiton Machado e publicado no Brasil pela Editora Multifoco. O livro conta a história de dois professores de uma universidade em Paris que descobrem um segredo que pode levar ao fim da humanidade.

O livro nos apresenta ao Dr. Henry Leflour, professor da Universidade de Paris, que tem uma de suas aulas interrompidas quando um rapaz lhe entrega um misterioso envelope que contém um antigo pergaminho. Leflour convoca a ajuda de Vicenzo Marchelli, historiador e seu amigo de muitos anos. O mistério que cerca o papiro se torna muito mais grave quando o rapaz que entregou o envelope a Leflour é encontrado morto nos arredores da universidade.

A primeira coisa que fica óbvia na leitura é que o autor dedicou muito tempo e esforço à pesquisa. O livro é recheado de citações e fatos sobre figuras históricas.

Outro ponto positivo do livro é a teoria que ele apresenta. Não vou entrar em muitos detalhes para evitar spoilers, mas é, com certeza, uma das teorias mais originais e inusitadas que já vi em um livro.

“Quarenta e cinco graus, o céu em chamas,
O fogo próximo da grande cidade nova,
Uma enorme chama irromperá para o alto
Quando se puserem os normandos à prova.”

Infelizmente, o livro deixa a desejar na parte da ficção. Os personagens principais não são desenvolvidos o suficiente para que o leitor se identifique com eles, o que acaba diminuindo o suspense de vê-los correndo perigo.  Talvez fosse diferente se o livro fosse mais comprido.

Outro problema que o livro apresentou foi a escrita em si. A narração é técnica demais, e as descrições dos locais e dos personagens soam mais como uma definição enciclopédica do que o ponto de vista de um personagem. Os diálogos são formais demais, e as falas são interrompidas para dar lugar a mais fatos e explicações, que talvez fossem mais bem utilizadas como notas de rodapé.

Os Servos do Apocalipse apresenta uma teoria intrigante e um conteúdo histórico bastante interessante. Mas, peca em relação aos personagens e na narração geral. O final do livro dá a entender que vá haver uma continuação, mas eu não sei se eu a lerei, principalmente porque o gênero não é um que me atrai. Mas se vocês se interessarem, leiam e tirem suas próprias conclusões.

Cinema 21jan • 2015

Wishlist de Adaptações #4: O Circo da Noite

O circo chega sem aviso. Nenhum anúncio o precede, nenhum cartaz em postes ou outdoor, nenhuma menção ou propaganda nos jornais locais. Simplesmente está lá, quando ontem não estava.

Continuando a wishlist, temos um livro que eu vivo recomendando pra Deus e o mundo. Na verdade, é sem dúvida, meu livro favorito.

2 – O Circo da Noite – Erin Morgenstern

O Circo da Noite

O Circo da Noite

Erin Morgenstern

Editora: Intrinseca

Ano de Publicação: 2011

Número de Páginas:  368

Código ISBN: 9788580571608

Nota:

Comprar: Submarino | Amazon | Livraria Saraiva

Sinopse: Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.

Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá.

À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.

Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

O primeiro, e até agora único, livro da autora Erin Morgenstern, O Circo da Noite é o tipo de livro que fica com você, tempo depois de você ter acabado de ler.

A história é muio envolvente, os personagens são tão complexos e multi facetados que parece que você está lendo sobre pessoas que realmente existem. Erin Morgenstern escreve como se estivesse pintando um quadro, expressando cada detalhe tão artisticamente que você consegue enxergar até a mais minuscula parte desse misterioso circo. Uma adaptação dessa história seria de tirar o fólego.

Diretor: Tim Burton

Um pouco obvio, mas com uma historia centrada em um circo preto e branco, Tim Burton parece uma escolha ideal para essa adaptação. Eu tambem recomendaria Guillermo Del Toro como produtor, afinal quem já viu O Labirinto do Fauno sabe que ele consegue criar elementos visuais maravilhosos para seus filmes.

Elenco

O livro tem muitos personagens de destaque, mas para evitar a fadiga, vou falar apenas dos dois protagonistas.

Marco: Douglas Booth. Conhecido pelos filmes Lola e Noé. Douglas se encaixa perfeitamente na descrição do personagem e já provou ser um ator de talento.

Celia: Georgie Henley. Conhecida pelas adaptações de As Crônicas de Narnia. Georgie é uma ótima atriz e seria incrível no papel de Celia.

Bailey: Bill Milner. Conhecido por uma rápida participação em X-Men: Primeira Classe, Bill é um jovem ator em assenção. O papel de Bailey poderia sedimentar sua carreira ainda mais.

Eu sou suspeito pra falar, mas esse livro precisa de uma adaptação pro cinema. Só de imaginar ver o circo em uma tela grande, eu já fico com falta de ar. Por favor Hollywood, providencia essa aí!

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Cinema 02jan • 2015

Wishlist de Adaptações #3: Jogador Número 1

Feliz 2015, pessoal!
Dando continuidade à wishlist, trago hoje um dos meus top 3 livros favoritos.
Já existem boatos dessa adaptações, mas pra ser sincero, alguns detalhes que já foram anunciados me deixaram insatisfeito.

3 – Jogador Número 1 – Ernest Cline

Jogador Número 1

Jogador Número 1

Ernest Cline

Editora: LEYA

Ano de Publicação: 2012

Número de Páginas: 464

Código ISBN:  9788580442687

Nota:

Comprar: Submarino | Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Sinopse: Um mundo em jogo, a busca pelo grande prêmio.Você está preparado? O ano é 2044, e o mundo real está numa terrível situação!

Como a maioria das pessoas, Wade Watts escapa de sua desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao Oasis, que é uma utopia virtual que permite a seus usuários ser o que eles quiserem, um lugar onde você pode viver e se apaixonar em qualquer um de seus milhares de planetas.

E, como a maioria da humanidade, Wade sonha em encontrar o grande prêmio que está escondido nesse mundo virtual. Em algum lugar desse playground gigante, o criador do Oasis escondeu uma série de enigmas que premiará com uma enorme fortuna e um poder muito grande aquele que conseguir desvendá-los.

Durante anos, milhões de pessoas tentaram, sem sucesso, encontrar esse prêmio, sabendo apenas que os enigmas de Halliday se baseiam na cultura pop da época que ele adorava: o fim do século XX. E, durante anos nessa busca, milhões descobriram outra válvula de escape, estudando de modo obsessivo os símbolos de Halliday. Como muitas pessoas, ele discute os detalhes da obra de John Hughes, joga Pac-Man e canta as músicas do Devo enquanto ganha terreno no Oasis, assim encontrando o primeiro desafio.

De repente, o mundo todo se volta para acompanhar seus passos, e milhares de competidores se unem na busca, entre eles, jogadores poderosos e dispostos a cometer assassinatos para tirar Wade do caminho. Agora, a única maneira de Wade sobreviver e proteger tudo que ele conhece é vencer, mas para isso, talvez tenha que deixar para trás sua perfeita existência virtual e encarar a vida e o amor no mundo real do qual ele sempre fugiu desesperadamente.

O livro é escrito por Ernest Cline, que além de autor, também é roteirista de cinema. O livro é totalmente recheado de referências à cultura pop dos anos 80, indo de Star Wars, até Ghost Busters. O enredo é repleto de ação e adrenalina, e os personagens são todos muito interessantes. Existem problemas quanto a possibilidade de um filme, pois como o livro é repleto de refêrencias a outros filmes e games, os direitos autorais são praticamente impossíveis de conseguir. Pelo que parece, a Warner Bros. foi quem comprou os direitos de adaptação, e eles tem um catálogo bastante extenso de filmes. Mesmo que não tenhamos exatamente as mesmas referencias, acredito que a sensação de nerdgasm que o livro passou, possa ser representada em um filme.

Dizem por aí na internet que o diretor que está sendo considerado para esse projeto é Christopher Nolan, conhecido pela Trilogia The Dark Knight. Como todo bom nerd, eu sou muito fã dos filmes de Nolan, mas não acho que ele seja ideal para essa adaptação. Minha escolha seria outra.

Diretor: Edgar Wright

Conhecido pela Trilogia Cornetto, Edgar Wright também é roteirista, produtor e ator. Após assistir Scott Pilgrim vs. The World e Attack The Block, ambas produções dele, não tenho dúvidas que ele seria perfeito pra trazer o Oasis pras telas, principalmente Scott Pilgrim, por também ser repleto de referências.

Elenco

Esse é um caso especial, quando se trata do elenco. Já que a maior parte da historia se passa num mundo virtual, cada personagem tem também sua versão dentro do Oasis. Então, vou escolher somente a versão virtual de cada um dos personagens pois mencionar suas aparências no mundo real acabaria por revelar alguns spoilers.

Parzival: Jean-Luc Bilodeau. Conhecido pelas séries Kyle XY e Baby Daddy. Jean-Luc se encaixa na descrição do personagem e parece que consegue encarar as cenas de ação.

Art3mis: Grace Phipps. Conhecida pelas séries The Vampire Diaries e The Nine Lives of Chloe King. Grace é uma atriz de talento e se encaixa bem na descrição de Art3mis.

Aech: Lucien Laviscount. Conhecido por Supernatural: Bloodlines, a quase spin off de Supernatural. Lucien ainda é bem desconhecido pelo grande público e seria ótimo no papel de Aech.

Como foi escrito por um roteirista de cinema ,Jogador Número 1 já tem uma sensação bastante cinematográfica. Apesar dos problemas com direitos autorais e possíveis mudanças na historia, acredito que esse filme seria simplesmente épico.

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Cinema 23dez • 2014

Wishlist de Adaptações #2: A Ilha dos Dissidentes

Continuando a lista de adaptações que eu ainda quero ver, escolhi um livro de um gênero muito negligenciado no Brasil, tanto na literatura como no cinema: ficção cientifica.

Depois de  Jogos Vorazes, as distopias se tornaram a nova moda na literatura, e como sempre, o cinema estava logo atrás. Divergente, Maze Runner, O Doador de Memórias, entre outros. Apesar de todo esse sucesso, a quantidade de distopias brasileiras ainda é baixa.

Por esse motivo, decidi escolher um livro que, na minha opinião, poderia ser um começo de uma nova onda de historias na literatura nacional.

4 – A Ilha dos Dissidentes – Bárbara Morais

A Ilha dos Dissidentes

A Ilha dos Dissidentes

Bárbara Morais

Editora: Gutemberg

Ano de Publicação: 2013

Número de Páginas: 306

Código ISBN:  9788582350751

Nota:

Comprar: Submarino | Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Sinopse: Sybil é uma órfã de 16 anos, que nasceu em uma zona de conflito em uma região muito pobre da União, um dos dois grandes países em que o planeta está dividido, e no qual habita a humanidade em um futuro distante. A bordo do navio que sofre um terrível naufrágio, no qual morrem milhares de pessoas, a jovem é, estranhamente, a única sobrevivente. Testes revelam que ela tem uma mutação genética que a faz ter a capacidade de respirar embaixo d¿água. Na realidade, ela descobre fazer parte dos anômalos, um grupo de mutantes com habilidades sobre-humanas que surgiram na população como resultado de guerras nucleares e tempestades solares. A sociedade, porém, conflituosa e preconceituosa, considera-os como aberrações e eles são obrigados a viver isolados.

Quando a capacidade de Sybil é confirmada, ela é levada para viver com uma família adotiva em uma imensa cidade especial para mutantes. Com uma vida melhor que antes, novos amigos e uma escola onde desenvolver suas habilidades, logo se vê obrigada a retribuir tudo o que recebeu. O governo a convoca, junto com um grupo de outros jovens, para uma missão especial e confidencial, em uma ilha, em que será obrigada a usar suas capacidades para permanecer viva. Ela descobre, porém, que ser uma anômala é bem mais perigoso do que imaginava, e que está presa em uma intrincada engrenagem muito maior, da qual precisará escapar se quiser viver com liberdade.

Eu ouvi falar do livro antes da Bienal do Rio de 2013, e ele imediatamente entrou pra minha lista. Eu sou viciado em ficção cientifica e é praticamente impossível achar historias assim escritas por autores brasileiros. O livro é muito bom, a historia é envolvente, os personagens são distintos e fáceis de gostar. No geral, dos livros que li no ano passado, é um dos meus favoritos.

Diretor: Marcus Alqueres

Esse foi difícil de escolher. Como eu já disse, o cinema nacional está carente por filmes de ficção cientifica. Então decidi escolher um diretor independente.

Marcus Alqueres é um diretor e especialista em efeitos especiais brasileiro-canadense. Eu fiquei sabendo dele pelo curta The Flying Man, e eu fiquei muito impressionado. O estilo visual do curta não ficou devendo em nada para as produções cinematográficas de atualmente, e ele faria um otimo trabalho com um orçamento de uma produção maior.

Elenco

Na minha opinião, o filme deveria ser feito com atores iniciantes, que ainda não tiveram a chance de ser descobertos. Mas só pra dar um apoio visual, escolhi alguns atores que já são profissionais. Durante essa pesquisa, me dei conta de que não conheço praticamente nenhum ator brasileiro.

Sybil: Laura Neiva. Conhecida pelo curta À Deriva, pelo filme E Aí…Comeu? e pelas produções globais Saramandaia e O Rebu. Laura já tem experiencia como atriz e encararia facilmente um papel como esse.

Andrei: Chay Suede. Conhecido pelo programa Ídolos e pelas novelas Rebeldes e Império. Chay já se mostrou competente como ator e atrairia um público jovem para o filme.

Leon: Antônio Carlos Gomes. Mais conhecido Mussunzinho, já atuou em diversas novelas da Rede Globo, mais recentemente em Salve Jorge e Malhação. Participar de uma série de filmes seria uma forma dele se solidificar como ator no cinema nacional.

A Ilha dos Dissidentes poderia ser um começo de uma nova fase no cinema nacional, valorizando as historias fantásticas ou futurísticas que nós leitores tanto amamos. Sinceramente, espero muito que isso aconteça.

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Cinema 21dez • 2014

Wishlist de Adaptações #1: A Menina Mais Fria de Coldtown

Final do ano chegando, os filmes mais importantes já saíram e os do ano que vem ainda estão longe. Já que ainda não tive a chance de assistir A Esperança e não tenho muito que falar de Maze Runner, decidi fechar o ano com uma lista das 5 adaptações que ainda quero ver no cinema. Vou fazer uma resenha rápida do livro, explicando porque acho que ele merece um filme, sugerir um diretor e atores para os personagens principais.

Sem mais delongas, vamos começar:

5 – A Menina Mais Fria De Coldtown – Holly Black

A Menina Mais Fria de Coldtown

A Menina Mais Fria de Coldtown

Holly Black

Editora: Novo Conceito

Ano de Publicação: 2013

Número de Páginas: 480

Código ISBN:  9788581634036

Nota:

Comprar: Submarino | Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.
A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

Eu acabei de ler esse livro, e ele é, com certeza, um dos melhores que li esse ano. Me lembrou muito os livros de vampiro clássicos como as Crônicas Vampirescas de Anne Rice.  Nos últimos tempos, os vampiros meio que perderam a graça pra mim. Crepúsculo, The Vampire Diaries e True Blood modificaram tanto a mitologia dos vampiros que um livro como A Menina Mais Fria de Coldtown foi como um fôlego de ar fresco. Trouxe os vampiros de volta aquele tom que tinham na literatura clássica; Sedutores, mas ao mesmo tempo, grotescos. É realmente um livro maravilhoso, e daria um filme excelente. Nas mãos do diretor certo, traria o gênero de filmes de vampiro de volta a glória dos anos 80/90.

Diretora: Mary Harron

Mary Harron é conhecida por ter digirido a comédia/terror Psicopata Americano, mas o primeiro filme dela que eu vi foi Relação Mortal, lançado em 2011. O filme (também uma adaptação, de O Diário da Mariposa, de Rachel Klein) captura perfeitamente o ar gótico e misterioso que os vampiros costumavam carregar, antes do mundo conhecer a Saga Crepúsculo. Mary seria perfeita pra trazer o mundo de Coldtown pras telas.

Elenco

Adelaide Kane, Sam Claflin e Hunter Parrish

Tana: Adelaide Kane. Conhecida por séries como Teen Wolf e Reign, Adelaide tem experiencia com personagens de personalidade forte e decididas. Ela faria um ótimo trabalho como a protagonista Tana.

Gavriel: Sam Claflin. Conhecido como o Finnick de Jogos Vorazes, Sam Claflin já provou ser um ator de talento. Seria interessante vê-lo interpretar um personagem enigmático e perturbado como Gavriel.

Andrei: Hunter Parrish. Conhecido pela série Weeds e pelos filmes 17 Outra Vez, Hunter já mostrou um talento pra cenas de comedia que seria perfeito para Andrei, que traz o alivio cômico pela maior parte da história.

A Menina Mais Fria de Coldtown seria a receita perfeita pra trazer os vampiros de volta pros cinemas. A quantidade certa de sedução e glamour, sem perder o sangue e o terror.

Torço muito pra esse livro chegar as telas, porque eu sinto muita falta dos vampiros de antigamente.

Amanhã, a lista continua.

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Cinema 03dez • 2014

Amaldiçoado

Amaldiçoado

Escrito por Joe Hill em 2004, e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro em 2010, O Pacto, originalmente chamado Horns, é um dos livros de terror mais legais que eu já li. A atmosfera da historia é envolta em mistério e suspense, o tipo de livro que eu li já imaginando como filme seria incrível.

Infelizmente, a realidade não foi essa. Estrelado por Daniel Radcliff e dirigido por Alexandre Aja, o filme, que vem para o Brasil com o título de Amaldiçoado, perdeu muitos dos detalhes que fizeram do livro uma historia tão interessante.

Já que eu vou analisar a historia do livro, essa coluna vai ter alguns spoilers. Se você prefere ver o filme, ou ler o livro, sem saber dos detalhes antes, o meu veredicto é o seguinte: O filme não é ruim. A história é bem legal, mas deixa a desejar em relação a historia original. Eu teria gostado mais se não tivesse lido o livro antes.

Se você não quer spoilers, pare de ler por aqui.

Personagens

O protagonista, Ig Parish, interpretado pelo eterno Harry Potter, Daniel Radcliff, é um jovem perdedor que vê sua vida ir por água a baixo após sua namorada ser assassinada. Ig se torna o principal suspeito, e todos a sua volta acreditam que ele é culpado. Na manhã seguinte ao aniversário do assassinato dela, Ig acorda com dois chifres brotando de sua testa. O mais surpreendente é que esses chifres podem leva-lo a descobrir exatamente quem matou o amor da sua vida.

Dan é um ótimo ator, como sempre. O sotaque americano dele é perfeito, eu quase me esqueci de que ele, na verdade, é inglês. O desempenho dele realmente é a melhor parte do filme. Ig é um personagem complexo, que viaja entre os pápeis de vítima e de vilão, inúmeras vezes ao longo do livro. Daniel passa isso da melhor forma que pode, mas o roteiro simplesmente não colabora.

A namorada de Ig, Merrin, é interpretada por Juno Temple. Ela é uma boa atriz, mas assim como Ig, o roteiro simplifica o personagem dela de forma que não deixa espaço pra uma interpretação mais complexa.

O personagem que mais sofre com isso é o amigo de Ig, Lee. No livro, é revelado que ele é o assassino de Merrin, e que ele tem uma personalidade profundamente perturbada, beirando na psicopatia. No filme, Lee, intepretado por Max Minghella, Lee é rebaixado para a posição de pretendente rejeitado.

Os outros personagens são superficiais, e nenhum deles se diferencia tanto do livro, mas as mudanças nos personagens principais tiram muito da historia geral.

 Enredo

Como eu falei, a história original é muito mais complexa do que a do filme.

No livro, a história é dividida em 5 partes, que exploram o passado e o presente dos personagens. O filme tenta fazer isso, usando os flashbacks, mas simplesmente não consegue. Imagino que seja pelo limite do tempo que os filmes costumam ter. É compreensível, mas ainda sim, a história sai perdendo.

Os detalhes da vida de Ig, principalmente o seu relacionamento com Lee, são vitais para o tom do livro. Sem eles, o assassinato perde um pouco da força que tem na história original.

Uma das melhores partes do filme é o começo. Tudo o que acontece logo depois que Ig acorda com os chifres é fiel ao livro, e transmite muito bem a essência do livro. O final, por outro lado, é simplesmente terrível. O lance do crucifixo é ridículo, e a cena em que Ig cresce asas é muito tosca. O final original teria sido mil vezes melhor.

Em geral, a história ainda é boa, mas perde muita coisa. O filme é bom, mas comparado com o livro, deixa a desejar. Os atores fazem o que podem, mas o roteiro é simplificado demais e não se aprofunda em partes importantes.

Eu recomendo muito o livro pra todos que gostam de terror, principalmente os fãs de Stephen King, que é pai de Joe Hill.

O filme foi disponibilizado no Itunes no dia 6 de Outubro, e teve sua estreia no Dia das Bruxas. Ele ainda não tem estreia definida no Brasil.

Cinema 06nov • 2014

A Culpa é das Estrelas

A Culpa é das Estrelas

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A Culpa é das Estrelas, escrito por John Green e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em 2012, é um dos livros mais populares dos últimos anos. Ficando no topo da lista dos mais vendidos do New York Times por sete semanas consecutivas, a historia de amor de Hazel Grace Lancaster e Augustus Waters continua juntando fãs no mundo todo. Então, é claro que o anuncio da adaptação para o cinema não veio como uma surpresa.

O filme recebeu bastante hype na internet, afinal é lá que se encontra a maioria esmagadora dos fãs do John Green, os chamados Nerdfighers (DFTBA!!). E como sempre acontece quando um livro famoso é transformado em filme, todos ficaram preocupados se a história seria mantida intacta. Vamos então analisar o filme por partes.

Personagens

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A personagem principal, Hazel Grace Lancaster, foi interpretada por Shailene Woodley, que depois ainda estaria presente em duas outras adaptações literárias (Divergente e O Maravilhoso Agora). No começo, eu fiquei um pouco contrariado com essa escolha. Não que Shailene seja uma atriz ruim, pelo contrario, mas ela não combinava com a imagem que eu tinha da Hazel na minha cabeça.

Mas ela acabou me surpreendendo. Ela transformou Hazel em uma pessoa real pra mim, uma menina que realmente existe. A forma como ela ia de uma emoção pra outra, rindo, chorando e me fazendo chorar com ela. Foi uma atuação incrível.

Ansel Elgort foi outra preocupação minha. Eu nunca tinha ouvido falar dele antes da noticia de que ele iria interpretar Augustus Waters. O outro filme de maior destaque da carreira dele, Divergente, saiu pouco tempo antes de A Culpa é das Estrelas, e eu não gostei muito desse filme. Mas, ele também foi uma surpresa agradável. Augustus é uma personagem difícil de interpretar, mas ele se saiu muito bem, mantendo o equilíbrio entre carismático e frágil que torna Augustus um excelente galã.

Outro personagem de quem gostei muito, e que gostaria de ter visto mais, foi Isaac, melhor amigo de Augustus, interpretado por Nat Wolff (que vai ser o protagonista da próxima adaptação de um livro de John Green, Cidades de Papel). Isaac é um personagem engraçado e divertido, e eu realmente queria ver mais dele, principalmente que a cena em que ele e Hazel conversam no hospital fosse mais longa.

 Enredo

Fault

A história é mantida praticamente intacta. Os diálogos são tirados, palavra por palavra, das páginas dos livros. As poucas cenas que não estão no filme não fizeram tanta falta, e as que estão são incríveis.

As duas cenas que eu mais queria ver (a mãe de Hazel chorando quando ela está à beira da morte e a cena do posto de gasolina) foram perfeitas. O filme todo parece que foi tirado direto da minha cabeça, tudo exatamente como eu tinha imaginado.

No geral, essa é, com certeza, uma das melhores adaptações literárias que eu já vi. O respeito e a apreciação pelo material original estão bem aparentes, e eu espero que Cidades de Papel seja feito com o mesmo carinho pela historia e pelos fãs.

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