Posts escritos por: Paac Rodrigues

Doramas 15maio • 2018

Doctor Crush é literalmente minha primeira paixão médica!

Esse drama foi literalmente minha primeira paixão médica, o primeiro drama médico que assisti e que me fez sentir um amor imenso por esse gênero. E eu preciso compartilhar com vocês esse primeiro amor haha.

Yoo Hye Jung sempre foi uma adolescente rebelde, que depois de ser largada pelo pai e cuidada pela avó se tornou uma grande médica, mas seu desejo em ser médica não era somente pela beleza da profissão e sim uma forma de fazer justiça por alguém que ela muito amou e perdeu graças ao descaso de um médico. Na sua busca por justiça ( e vingança) ela acaba reencontrando muitas pessoas de seu passado, entre elas seu grande amor Hong Ji Hong, que agora é neurocirurgião no mesmo hospital que ela. Leia mais

Doramas 13dez • 2017

The Best Hit mostra que a juventude também sofre seus dilemas.

Dá saga de doramas fofos que eu amei loucamente, vem aí os shipps errados nunca morrem e eu sou trouxa por shippar errado mais uma vez haha.

Lee Ji-Hoon é um jovem que busca o sonho de ser um idol (artista), mas prefere esconder isso de sua família, já que seus pais tem um certo receio sobre o assunto. Choi Woo-Seung é uma jovem que dedica seus dias a estudar para passar em um concurso público, concilia tudo entre o trabalho durante as tarde e noites, e estudando no período da manhã, ela é uma grande amiga de Ji-Hoon. Yoo Hyun-Jae é um idol dos anos 90, que depois de uma tempestade horrível acaba sendo levado para o futuro, e é nesse futuro que ele encontra com Ji Hoon e Woo Seung, que o atropelam sem querer e se responsabilizam por cuidar dele enquanto ele tenta lembrar quem é, e os motivos que o levaram ao futuro.

Esse dorama é um pouco diferente dos outros que já assisti, ele é uma mistura meio louca da vida do jovem adulto com um drama de viagem no tempo, bem diferente dos tipos que eu tenho o costume de assistir. Ji Hoon – o melhor personagem do drama inteiro e meu favorito haha, é um doce, ele tenta a todo esforço se tornar um idol, além de ser um amigo, o personagem é um fofura total, muito companheiro e leal, uma pena que sua construção no dorama não fez jus a todo o potencial do personagem.

Woo Seung é o que podemos chamar de garota batalhadora, bem ao estilo dos clichês nos doramas, ela vive momentos bem ruins chegando a ficar sem casa e sendo traída por uma das pessoas em quem mais confiava, mas seguiu em frente e mostrou a que veio. Hyun Jae, não é nem de longe meu favorito, nem mesmo me conquistou – talvez meu problema com ele seja que ele se meteu no meu shipp haha, o personagem parecia ter somente o propósito de ser irritante e fazer algumas besteiras, sua evolução no dorama foi bem ruim e isso me deixou sem entender o sentido dele ali.

Mesclando as relações familiares, com os desejos jovens de futuro melhor, o drama é um belo reflexo dos problemas e anseios que os jovens passam, anseios como o de não saber o futuro, o medo da frustração, as pressões pra que se seja alguém aos vinte anos. Em muitos momentos eu consegui me identificar com esses sofrimentos e essas pressões e acho que o dorama teria acertado muito se tivesse ficado apenas nessa temática. Só nisso eu fui completamente conquistada e quis acompanhar como seria a vida desses personagens com o decorrer da história.

The Best Hit é um dorama fofo que brinca nas relações, e bagunça nossas emoções com personagens tão reais e comuns, gente como a gente, que luta a cada dia tentando conquistar seu lugar nesse mundo enorme.

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Doramas 30nov • 2017

The Heirs

Vamos falar desse dorama lindo e que me apresentou um dos meus atores favoritos? The Heirs não foi exatamente um dos primeiros que assisti, mas está guardado eternamente no meu coração por ser o primeiro a me apresentar o ideal romântico dos dramas coreanos, aquele lindo ideal de que caras ricos vão ficar com a prota (personagem principal feminina) humilde e ferrada de dinheiro.

The Heirs conta a história de vários estudantes de um colégio rico, todos os seus dilemas emocionais, financeiros, de relacionamento e etc.  Kim Tan é um jovem que foi enviado aos estados unidos muito jovem, por ser considerado a vergonha da família, já que é filho da amante do patriarca da família, afastado a muito tempo da família ele encontra Eun Sang passando por uma situação muito ruim e acaba ajudando ela, porém isso acaba sendo um causador de conflitos entre ele e sua noiva Rachel Yoo. Ao voltar a Coreia, nem tudo permanece fácil já que Eun Sang é filha da empregada da casa de Kim Tan e pra piorar sua situação ela acaba por ir estudar no mesmo colégio de Kim Tan, Rachel Yoo e Young Do, que é mimado e decide que terá Eun sang a todo custo.

A forma como iniciei esse post foi meu rude e pode assustar você mas acredite não é exatamente ruim, é apenas uma das coisas que observei em alguns doramas e é basicamente isso que acontece, alguns dramas dão aquele ideal de que caras ricos vão ficar com as gurias de família humilde, bem ao estilo Cinderela, como bem conhecemos. E Heirs não foge dessa perspectiva, mas o que me fez amar esse drama foram os personagens, e não exatamente o casal.

Young Do (meu favorito) é aquele típico adolescente mimado que faz tudo o que quer e desconta sua “crueldade” nos mais fracos, mas com o decorrer da história vamos compreendendo que toda essas atitudes ruins que ele tem são geradas pela forma que ele foi criado, pela falta de cuidado e afeto do pai e a falta da mãe, não digo que é justificável mas compreendi que na verdade é apenas uma máscara que ele criou pra não precisar por pra fora toda a dor que sente. Kim Tan passou parte de sua infância em outro país, apenas por ser um “erro” cometido pelo pai, e convive com essa dor a muitos anos, mas diferente de Young Do ele não utiliza da crueldade como arma de defesa, tenta apenas sobreviver a pressão de ser filho de um homem rico que acredita mandar em sua vida e decida-la como bem entende.

Eun Sang é o oposto da maioria dos personagens, de família pobre sempre lutou para ajudar a mãe e também ter um futuro melhor, e mesmo não sendo a mais carismática das personagens demonstra muita resiliência e achei isso incrível quando paramos pra pensar que a personagem é bem jovem. Cada um dos personagens tenta sobreviver ao ambiente nocivo em que foram criados, usando as armas que podem, e mesmo com as diferenças sociais, acabam compreendendo que são iguais em diversas questões.

Mas nem tudo são flores na vida né? The Heirs é um dorama muito bom por abordar as diferenças sociais na Coreia, mas ele ainda reforça relacionamentos complicados, não digo abusivos porque é um pouco demais, ainda mais sem analisar com um olhar mais crítico, mas não gostei de como algumas relações são construídas e mantidas. Mas assista e tire suas próprias conclusões, saiba o que te agrada ou não, e se divirta com as possibilidades.

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Doramas 06out • 2017

W – Two Worlds

Two Worlds faz parte da minha lista de vistos por causa do Jong Suk, esse ator é tão minha paixão que dou a louca e assisto vários doramas que ele faz, mas a qualidade do drama foi tão boa que realmente me vi perdidamente apaixonada por tudo daquele universo.

Oh Yeon Joo é uma residente médica muito dedicada à sua profissão, que ama sua função e deseja ser uma médica cirurgiã da área cardiológica, filha de um famoso escritor e desenhista de webtoons vê sua vida mudar completamente quando é avisada de que seu pai Oh Sung Moo desapareceu. Ao tentar encontrar o pai ela acaba sendo levada a outra dimensão, e encontra um desconhecido sangrando e acaba por salvar a vida dele, o que não podia esperar era que o desconhecido é um famoso empresário milionário chamado Kang Chul, que tinha acabado de ser atacado pelo mesmo homem que a anos atrás assassinou toda sua família, o que Kang Chul não sabe é que sua realidade na verdade é apenas uma webtoon muito famosa na Coreia do Sul.

Esse drama é bem complexo, apesar de todo esse universo incrível e surreal, somos iniciados de forma comum numa história bem realista e próxima ao que podemos ver com nossos olhos, mas ao decorrer da história somos colocados numa história que mescla o irreal e o crível, temos seres humanos bem complexos e bem desenvolvidos numa história cheia de momentos fantasiosos.

Yeon Joo é uma protagonista que pra mim não é carismática mas seu desenvolvimento é tão bem feito que acabei aceitando a personagem e até me apegando um pouco a ela haha, mais do que imaginei que me apegaria inicialmente, ela é forte a seu modo e demonstra uma resiliência enorme, me imagino na mesma situação que ela e não sei se seria tão paciente assim.  Kang Chul tem todo meu amor nesse dorama, o personagem é não só carismático, bem pé no chão, diferente do que costuma ocorrer no mito do herói, ele não é apenas um cara bonito que salva a mocinha que ama, ele é inteligente.

O drama é bem dosado em tudo, tanto na criação do vilão anti-herói quanto no romance do casal, e mesmo tendo mais cenas de beijos do que todos outros doramas que já assisti na vida, nada é forçado demais, nem enrolado demais e a química entre eles perpassa a tela e faz com que a pessoa do outro lado sinta que está realmente vendo o surgimento real de um casal real como muitos que vemos nas ruas.

Eu gostei bastante da forma como o diretor trouxe a imagem do vilão sem dar a ele uma objetificação ou uma imagem concreta, e mesmo a simbologia do mal e do bem sendo bem clara no drama, a interpretação individual também pode dar a ‘’moral’’ da história uma visão diferente.

W- Two Worlds foi um dos primeiros doramas que assisti nesse estilo mais fantasioso e não me arrependo, ele é muito bom, a história é de qualidade e me passou uma reflexão de que mesmo na nossa realidade podemos ter um pouco de fantasia.

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Doramas 16ago • 2017

Oh My Venus é o dorama mais feminista que você vai conhecer!

 

Imagine um dorama que é engraçado, que tem personagens caricatos, amáveis, e em que a beleza por mais importante que seja, não é o mais importante do dorama, que na maioria dos episódios foca na saúde. E pra melhorar a personagem principal e todo o romance clichê que rola é na medida certa e tem um toque bem feminista, que por mais que seja comum pra gente, é algo bem revolucionário em alguns países orientais.

Joo Eun é uma advogada bem-sucedida que ama seu trabalho, mas sua vida tomou um rumo complemente diferente do que ela imaginou e por causa do excesso de trabalho ela ganhou muito peso durante os anos, e após perder o namorado Woo Shik que a deixou para se relacionar com sua antiga ex-amiga Soo Jin, ela acaba se afundando um pouco mais no trabalho e na alimentação desregrada. Após todo esse drama e encontro e desencontros com Young Ho ela acaba descobrindo que ele (Young Ho) é um famoso personal trainer que preocupado com a saúde de Eun a faz cuidar mais de sua alimentação e praticar exercícios físicos para que fique melhor de seu problema de saúde.

 

Pode parecer que contei demais do dorama, mas a maior graça dele não é saber tudo que contei e sim as situações que vão ocorrendo ao decorrer da história. Eun diferente do que vemos em outros dramas coreanos vai além de um par romântico, e isso é um dos fatos que torna esse drama incrível. Pra quem não sabe o padrão de beleza coreano é bem diferente do nosso, e ouso dizer que vai além do que vemos aqui no ocidente, nos sofremos com a ditadura do peso, mas em alguns países asiáticos como a Coréia, essa indústria comanda com mãos de ferro, de modo que boa parte da vida dos famosos é baseada em dietas mirabolantes.

A coreia é um país extremamente machista, bem mais do que aqui então imaginem minha surpresa ao acompanhar esse drama? Com personagens femininas dominando a história, decidindo suas vidas e cuidando antes de tudo de sua saúde ao invés da beleza. E não só isso mais também tendo posições de prestigio na área empresarial e sendo respeitadas de forma igualitária nesse ambiente. Eu amei acompanhar esse drama, ele é engraçado, delicado, cheio de críticas sociais (o que é raro em dramas) e claro tem várias conotações sexuais, que pra caso você não saiba é algo que não costuma acontecer já que o público alvo são adolescentes e conteúdo mais sexual não é bem permitido em TV aberta, por acharem que isso pode influenciar os jovens a agirem de forma descuidada com relação ao sexo, além de ser bem contrário a criação mais conversadora que predomina no país.

E senão bastassem mulheres fortes no poder, também temos o prazer de acompanhar duas personagens femininas que acabam reencontrando uma na outra uma nova forma de manter o respeito entre si. O dorama trabalha bem uma relação de amizade que mesmo com todos os problemas acaba se reestruturando de uma forma diferente, sem deixar aquela sensação de ”elas são inimigas” ou ”elas competem pelo mesmo cara”, cada uma evolui dentro de sua própria história, sem precisar passar por cima da outra. Oh My Venus  também consegue trabalhar muito bem alguns sistemas, mas pra mim o melhor foi o familiar, algumas famílias desestruturadas acabam se encontrando e formando uma nova, de forma sincera e empática, o que foi lindo de ver e acompanhar.

Oh My Venus é um avanço no quesito dramas, os personagens principais são tão apaixonantes quanto os secundários, que vão não somente completando a história como se tornam essenciais no conjunto de tudo, e o melhor, eles são bem desenvolvidos, você compreende seu início na história, ele se desenvolvem bem durante o meio e tem seus finais lindos e merecidíssmos, outro ponto positivo são as críticas do dorama mesmo que sutis ainda mostram um avanço muito bom em relação aos comportamentos e atitudes que estão mudando no mundo inteiro e que são importantes quando falamos de seres humanos e sociedade, e claro como não podia faltar O ROMANCE É MUITO FOFO E APAIXONANTE!

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Resenhas 03jul • 2017

O Fantasma, por Jo Nesbo

O Fantasma é o nono livro lançado da série investigativa Harry Hole, escrita por Jo Nesbo e lançado esse ano pela Editora Record, e apesar de ter uma premissa muito boa o livro acabou não sendo exatamente aquilo que eu procurava quando iniciei a leitura, e mesmo com os elogios que eu sempre via sobre as obras de Nesbo eu fiquei esperando que minhas expectativas fossem supridas, mas não foi exatamente isso que ocorreu, Nesbo é bom, porém eu esperava um pouco mais.

Depois de anos longe de Oslo, Harry Hole agora precisa voltar para investigar o suposto assassinato cometido por Oleg, que agora está preso acusado do assassinato de um traficante de drogas chamado Gusto. E apesar de não está agindo como investigador e não ser mais um policial, Harry Hole decide tomar conta desse caso e vai até as últimas consequências para provar que Oleg não cometeu o crime.

Harry Hole é um personagem que já vem sendo desenvolvido a um certo tempo, e talvez por não ter lido os outros livros eu não tenha pegado toda a essência do personagem, eu gosto da sua construção dentro da obra, gosto de como sua relação com Oleg e Rakel se desenvolve e como o detetive age de forma propensa aos ambientes e situações que ocorrem, mas por algum motivo, mesmo sendo um personagem muito bom e bem construído e mesmo tendo gostado dele eu não consegui sentir aquela empatia, eu compreendia seus temores, sua forma mais fria de agir que querendo ou não tem a ver com seu histórico  de sofrimentos e traumas pelos quais já passou, mas faltou aquela empatia pelo personagem, uma conexão que sempre esperamos ao ler uma obra, independente de qual seja.

O Fantasma não é exatamente um livro ruim, pelo contrário ele é bom, porém é mediano, a escrita de Nesbo é boa, mas infelizmente pra mim não foi exatamente fluída, o livro é enorme e lento, e se você não tiver paciência pode não conseguir engatar na leitura. A construção dos personagens é boa, a parte investigativa também, mas muitos momentos do livro são lentos e certas descrições são meio maçantes, enroladas, e ao meu ver um tanto desnecessárias ao enredo geral da obra. Demorei um pouco pra engatar na leitura e só me vi presa a obra mesmo a partir da página duzentos, o que é quase metade do livro.

Apesar da experiência um pouco abaixo da média que provavelmente foi causada porque eu criei altas expectativas na minha cabeça, eu tenho curiosidade em ler os outros livros, porque como falei as investigações são boas, os personagens também e talvez lendo as outras obras eu compreenda melhor Harry Hole e também a forma de escrita de Jo nesbo. E é pelos pontos positivos da obra que eu recomendo a leitura pra quem gosta de uma boa investigação, porque isso o livro tem e é de boa qualidade.

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Resenhas 23jun • 2017

Em Águas Sombrias, por Paula Hawkins

É meio triste ler um livro e ter expectativas altas e acabar se decepcionando, sempre ouvi elogios a Paula Hwakins, por causa do livro anterior da autora que é o A Garota no Trem, mas infelizmente a leitura de Em Águas Sombrias não fui tudo pelo que esperei, na verdade acho que a autora tinha uma obra incrível, mas infelizmente faltou alguma coisa.

Na obra vamos conhecer vários personagens, e todos acabam tendo suas vidas entrelaçadas por causa da pequena cidade em que moram. Beckford é uma cidade pequena no interior de Londres, conhecida pelos suicídios no Poço dos afogamentos e também pelos homicídios das bruxas em épocas passadas, e é lá que Jules e Nel Abbott nasceram, cresceram e obtiveram muitas de suas experiências, e também traumas. Jules cresceu e deixou tudo aquilo para trás, inclusive sua irmã mais velha Nel, que permaneceu na cidade, escreveu livros, ganhou prêmios e constituiu uma família com sua filha Lena. Porém tudo muda quando Nel é encontrada morta e Jules precisa voltar a cidade para rever a irmã (agora morta), cuidar de sua sobrinha que a odeia, e compreender o que realmente houve com Nel.

A história toda gira em torno de Nel e seu suicídio, a partir dai vamos conhecendo Jules sua irmã, Lena sua filha, o policial da cidade Sean que mora sua esposa Hellen e seu pai Patrick, e trabalha no caso com a recém-chegada policial Erin e Nickie uma estudante que acredita ser descendente de bruxas. Existem outros personagens, mas ao decorrer da história infelizmente percebemos que estão ali apenas para um completo e não exatamente pra dar sentido, os mais importante já citei e agora começa toda a complexidade da obra. Paula é uma ótima escritora, cada um de seus personagens principais foi bem estruturado e chegam a ser bem criveis, o cuidado com os detalhes é espantoso porque sentimos a necessidade de estar na leitura e cada mudança, cada cena de suspense nos mantém presos ao livro.

“ Sua perda. Me deu vontade de dizer a eles, ela não está perdida. ”

Infelizmente nem tudo é perfeito né? A autora abriu muitas discussões importantes como: O papel da mulher na sociedade, a misoginia dentro das relações femininas, o feminicídio, o que é estupro, o que é pedofilia, e até onde relações sexuais são consentidas ou não. Mas por algum motivo e talvez por ser o primeiro livro escrito pela autora, os assuntos se perderam no excesso de detalhes e acabaram apenas sendo jogados no livro de forma aberta e sem aprofundamento.

O que é engraçado porque a construção de alguns personagens e sua evolução na história e todo o suspense que foi criado até a metade da obra me deixaram uma impressão diferente, Jules por exemplo, chega à cidade natal apenas pela obrigação legal, porém é odiada pela sobrinha e sofre com os fantasmas do passado, mas com o decorrer da história ela revive esses momentos, confronta seus fantasmas e tire de si todo esse peso e dor. Mas em contrapartida temos Lena que se inicia como uma garota mimada e grosseira, mas entre seus altos e baixos ela evolui, melhora um pouco, mas depois decai, e quando digo decai é porque realmente a personagem chega em um nível que mesmo ao final eu não compreendo qual o sentido.

E nesse ponto chegamos a uma outra questão, qual a moral da história? Infelizmente terminei a leitura com uma impressão um pouco distorcida do que exatamente seria a obra, a obra me deixou com uma sessão de impunidade em dois momentos e não foi legal terminar com essa sensação. É meio complicado querer um final feliz numa obra desse estilo e eu aceito isso, mas eu realmente ainda estou tentando compreender o que aconteceu ali e o motivo pelo qual a autora fechou a história daquele modo, faltou uma explicação.

“Os horrores produzidos pela mente são sempre tão piores que a vida real.”

Em Águas Sombrias é um livro que começa muito bem, que flui bem e prende o leitor, mas isso só dura até metade da leitura, a partir disso a história fica lenta e monótona, cheia de detalhes e momentos desnecessários ao enredo de modo geral. E mesmo com um desfecho aceitável senti que algumas motivações ficaram em falta nos momentos mais cruciais, não é uma obra ruim, mas parece que perto do final a autora se perdeu e tomou um rumo que não combina com a premissa incrível que nos é apresentada no início, o que é uma pena.

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Em parceria com o Barda Literária, o La Oliphant está sorteando um exemplar do livro Em Águas Sombrias para os seus leitores. O sorteio é válido até 07 de Julho e, para participar, basta você cumprir as obrigatórias do rafflecopter abaixo. Não esqueça de conferir o regulamento do sorteio antes de participar, tá bem?

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3. Para validar o prêmio o ganhador devera cumprir com todas as obrigatorias do Rafflecopter;
4. Ao fim da promoção será sorteado apenas 01 ganhador para todos os prêmios cedidos neste sorteio;
5. A promoção é válida somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;
6. O primeiro ganhador terá o prazo de 03 dias para responder ao e-mail que lhe será enviado. Caso não o faça, um novo ganhador será definido;
7. O envio do livro será feito pela equipe do La Oliphant no prazo de 50 dias após o ganhador informar seu endereço;
8. O blog não se responsabiliza por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabiliza por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador;

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Doramas Mangás & Animes Séries & TV 20mar • 2017

Doramas que você precisa (deve) assistir!

Heey pessoas como vão?

Um tempinho atrás, nesse post aqui, eu comentei um pouco sobre o que são os doramas. Que são basicamente as novelas orientais lembram? Não são somente isso mas em resumo é haha. Pois então, hoje eu vim indicar 5 doramas lindos, maravilhosos e amadinhos que fizeram e fazem parte da minha rotina de viciada.

Oh My Venus

Foi o segundo dorama que assisti na vida – pelo que me lembro,  a memória aqui falha sabe? Anyway. Oh My Venus é um dorama um pouco diferente dos demais porque o foco não é exatamente no cara ou no romance, mas sim na personagem feminina e as mudanças em sua vida. O dorama é incrível, faz a gente dar boas risadas, se apaixonar pelos oppas lindos, fofos e de corpos esculturais e de quebra tem aquele romance sutil e super meigo mas também deixa aquela mensagem de beleza não é tudo e ‘’viva as mulheres’’, o que pra quem acompanha e sabe do contexto coreano é algo realmente inovador e  que vai além da cultura que tem muito esse foco no padrão de beleza.

Cinderella and Four Knights

Imagine um dorama que é quase releitura de Cinderela, então, é basicamente isso mesmo. O clichê de mocinha trabalhadora e humilde com caras ricos já é de praxe, mas a questão toda aqui é como ela lida com os 3 riquinhos, gente que personagem maravilhosa, ela pode ser de família pobre e sofrer muito mas não abaixa a cabeça pra ninguém e põe os três em ordem, e isso é hilário em várias cenas. Eu como boa boba me apaixonei loucamente por um deles, o mais mimado, mas gente é impossível não amar ela, não amar eles e não amar a história. A OST (que nada mais é do que a trilha sonora) do dorama é linda, combina com a ambientação, a fotografia é maravilhosa e as reviravoltas são o choque da vida.

Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo

Esse é o dorama da ilusão e da fé, porque é isso que ele causa na gente, se você conhece a história, sabe que vai dar merda mas você se ilude (porque é a vida né?), o dorama te ilude, você tem fé de que vai dar certo, mas ai chega as tragédias, as reviravoltas, você segura o choro, vem aquela música e você desaba. E o choro permanece contigo mesmo depois do fim, mas você não larga, porque mesmo na merda você tem esperanças.

O dorama conta a história de uma garota que ao cair em um lago se afoga e acaba acordando na Era Goryeo, sim caros leitores, na dinastia com príncipes lindos, castelos, guerras de espadas e etc. Então imaginem que coisa linda aquelas roupas maravilhosas, aquela ambientação digna de oscar, mas como eu disse, não se iluda, você vai secar de tanto chorar.

School 2013

Foi nesse dorama que conheci meus coreanos favoritos da vida, foi amor a primeira vez. Nesse dorama não a romance, a um bromance. A história é sobre vários alunos de uma classe, suas vidas, seus dramas, dificuldades fora e dentro do colégio. O foco maior é nos professores e em dois alunos específicos – os que eu me apaixonei haha.

A questão nesse dorama é a amizade entre os dois e como eles vão superando isso juntos e o quanto essa amizade pode ser forte. Pode ser meio estranho no inicio porque a amizade entre homens na Coreia é menos preconceituosa (digamos assim) do que aqui no Brasil, mas não entendam errado, é amizade mesmo e o nível de lealdade e companheirismo é lindo de ver.

Strong Woman Do Bong Soon

O meu mais recente amor, o dorama conta a história de uma menina que nasceu superforte, assim como todas as outras gerações de mulheres da sua família, porém ela deve esconder esse poder, porque se usar de forma indevida pode perder ele e ainda ter alguma consequência bem ruim.

O dorama ainda está no ar, logo ainda não o assisti todo, mas to amando muito, a personagem feminina não é apenas forte fisicamente, mas também de personalidade, decidida e muito determinada e mesmo com o destino sacaneando ela dá um jeito, se defende sozinha e claro, defende o bofe lindo e fofo ❤ haha. E como sempre já prevejo o destino decidindo o romance e espero que ele decida a favor do meu shippe. A Bong Soon (personagem principal) é uma fofura, super meiga e sonhadora, amo/sou ela. E pasmem, ela é o principe de cavalo branco que salva as pessoas *o*

Gostaram das indicações? São todos lindos e apaixonantes e você DEVE assistir todos ou ao menos um só!

Doramas 23fev • 2017

Vamos falar sobre Doramas?

Heey como vão nerds?

Não sei se muitos sabem e creio que não, mas sou viciada em Doramas desde 2015, quando uma amiga resolveu ferrar comigo e me apresentar esse vicio. Mas vamos lá, o que são doramas? São como novelas curtas transmitidas normalmente pela TV e muito comuns pros asiáticos.

dorama

Cada nação ali do oriente tem o seus doramas. O dramas Coreanos são chamados de K-Dramas que são o que eu gosto e amo loucamente de assistir, mas existem também os J-Dramas (Dramas japoneses), C-Dramas (Dramas Chineses) e os TW-Dramas (Dramas Tailandeses), esses são os mais comuns e conhecidos.

Eu inicie esse meu vicio de dorameira pelos K-dramas e são os únicos que assisto porque gente, impossível não se apaixonar por aqueles bofes haha. Normalmente os dramas tratam de vários assuntos e existem de diversos gêneros. Normalmente são todos fofos e meigos, com personagens e casais que te fazem se apaixonar, porém eles tem o dom de FERRAR COM SEU EMOCIONAL!

Normalmente eles são curtinhos no quesito episódios, variando entre 16 e 20 episódios normalmente, PORÉM, porque sempre tem o, porém né? Haha, eles são longos com cerca de uma hora CADA. Eu sei é meio longuinho mas calma que você se entretém tanto que quando acaba fica chocada e ansiosa pro próximo. É tanto personagem fofo, tanta treta e reviravolta que você nem vê o tempo passar e quando nota são cinco horas da madrugada. Eu sou iniciante nesse negócio de doramas, mas o nível de vicio é tão ultra hard que se parar pra analisar já sou quase expert.

Os personagens dos doramas diferente do que vemos nas novelas daqui são na minha opinião, melhores construídos, é difícil você prever o que o vilão vai fazer, e isso é maravilhoso, mas infelizmente você ainda passa raiva com a mocinha bobinha que parece uma jumenta que não raciocina sobre as consequências do que faz, mas okey, aceitamos porque aprendemos a ama-la e não conseguimos largar. Tudo neles e com eles é intenso demais e complicado demais, e cada cena pode ser um tiro na sua cara, e ou você se desmancha em lágrimas ou fica fula da vida e quer socar alguém e normalmente esse alguém não é o vilão.

Sempre dizem que a música é a alma do negócio e nos doramas elas são 70% de tudo que você sente e como você sente, então acreditem, é raro você não terminar um dorama e não ir atrás da OST dele, porque olha, é muita música boa, fofa, maravilhosa. Elas influenciam demais nos nossos sentimentos, se você começar uma cena triste e vier uma musiquinha corra, porque você vai secar de tanto chorar. Maaas nem tudo são flores, porque na cultura de muitos países asiáticos a coisa com a sexualidade flui diferente daqui então não espere beijões ou cenas bem mais hots porque você pode se decepcionar…um pouquinho. Mas acreditem em mim, eles te pegam de jeito, você vicia e pra largar só na base da greve ou da viagem pra um local sem internet, porque sem isso fica impossível fugir desse vicio.

Vocês já conheciam os doramas? Já tinha ouvido falar? Se tiver curioso fuça lá na netflix, tem vários, e pra inicio indico Boys Over Flowers e Descendants Of the Sun (esse ainda não assisti mas é amado demais pelas dorameiras de plantão. Não tem netflix? Calma que resolvo seu problema, clique aqui e usufrua do K-drama Oh My Venus, um dos melhores que já vi na vida e Cinderella and four Knights, um dos melhores que assisti em 2016, mas claro que a outros bons lá, só pra começar com seu vicio. Se quiserem saber mais comentem aqui que eu amarei responder e dar dicas \o/

Séries & TV 14ago • 2016

O que esperar de Defenders?

Os defensores

Heey como vão? Bem-Vindos ao Lado Nerd da Força!

A alguns dias a netflix liberou um teaser de Defenders, a nova série produzida em parceria com a Marvel, o teaser foi bem simples e deixou bem claro que o time terá em sua composição: Luke Cage, Jessica Jones, Demolidor e o Justiceiro. O teaser você pode conferir aqui:

Defenders é um grupo de heróis inicialmente formado por Hulk, Doutor Estranho e Namor, foi ‘criado’ pelo Doutor Estranho com o intuito de servir como uma associação de heróis que buscavam proteger a terra de ameaças sempre que elas surgiam, porém diferente dos X-mens e dos famosos Vingadores, os Defenders ou Defensores (em bom português) se reuniam apenas nessas ocasiões, não eram um grupo fixo o que possibilitava a entrada e também saída de vários heróis conhecidos. Apesar de nas HQ’s americanas o grupo ter surgido em 1971 com seu próprio quadrinho, aqui no brasil eles só foram conhecidos 5 anos depois, em 1975, e foram introduzidos no quadrinho do Capitão América.

A série produzida pela Netflix, vai trazer apenas os heróis já conhecidos do serviço, e o que podemos esperar dessa série? Além de muitas cenas de luta? Ainda não sei, mas vou listar algumas coisinhas que espero muito ver e claro, torço pra acontecer.

 Uma Jessica diferente.

Quem acompanhou a série da personagem sabe que o final da relação abusiva dela com Kilgrave foi um ponto forte da série, que desde de o início mostrava o quanto ele a deixava receosa e apavorada, alguns acreditam que a morte do personagem possa ter sido mais negativa do que positiva pra série, já que na teoria, seu medo e ódio por Kilgrave era o que a movia, então espero ver uma Jessica 2.0, mais segura, mais livre, e como ela ficou psicologicamente depois de todos os ocorridos.

Menos Vingadores e Mais Realismo.

Apesar de nos quadrinhos os defenders serem um grupo que também combatia seres místicos e se envolviam em destruições de escala mundial, eles também eram mais realistas, pé no chão, procuravam manter a segurança de pessoas comuns, contra crimes comuns. Então espero realmente ver esses personagens agindo contra crimes mais reais, pessoais comuns porém poderosas, na mesma linha que andam seguindo, basicamente, sem na bizarro, mágico ou alien, já que pra isso já temos os vingadores.

O Passado fica no passado ou veremos coisas novas ligadas a ele?

Já sabemos que o universo dos quadrinhos é enorme, e que muitos dos personagens se conhecem a algum tempo e tem alguma ligação, porém nas séries essas relações ou não existem ou ainda poderão ser desenvolvidas (torcendo por algumas), e ai vem algumas dúvidas como: Será que Jessica se resolveu com Luke? O Demolidor realmente vai desenvolver um pouco de visão e como vai ser lidar com isso e ainda lidar com um grupo? Como será a relação dos três com o Justiceiro, que tem métodos diferentes de ‘heroísmo’? Como os personagens secundários (ala Elektra) vão se encaixar nessa união? e etc.

Vale lembrar que antes da série Defenders ser lançada pela Netflix ano que vem, ainda teremos a série do Luke Cage, do Justiceiro e possivelmente a segunda temporada de Jessica Jones. São poucos pontos que abordei aqui, porém acho que é basicamente um bom começo ter essas respostas e formulas e espero muito que a série seja muito, muito boa, merecemos mais séries desse universo e quem sabe dando certo eles não nos fazem felizes e produzem outras?

E você o que espera da série? Já tem uma ideia de como vai ser?

beda-2016

Literaría 01jul • 2016

5 motivos que dificultam a vida de uma garota geek

Não é fácil ser uma garota que faz parte desse universo geek e nerd, quem vive e convive nesse universo sabe bem do que estou falando, a todo momento sofremos algum tipo de preconceito por sermos mulheres e por sermos ligadas nessas “coisas de meninos”, pensando nisso o grupo Blogueiros Geeks propôs uma ideia bacana de post e hoje vou falar sobre 5 coisas que dificultam a vida de uma garota geek.

1 – Você joga bem, deve ser homem!

Já esqueci quantas vezes ouvi isso em jogos, não sei qual é o problema de ser menina e jogar tão bem ou melhor que os caras, mas por algum motivo isso se torna ofensivo e na cabeça dessa galera machista se eu jogo bem sou homem, e se eu afirmar que sou uma guria é fim, tenho que me preparar porque vou ouvir muita coisa e vou ter minha “nerdice” questionada de todas as maneiras possíveis.

2 – Você só quer Atenção!

Parece que só de ser mulher já é automático, se está nesse universo você quer atenção, você quer um namorado, quer enganar o cara para ele bancar algo pra você. Porque na realidade você não pode apenas querer se divertir não é mesmo? E sim eu já ouvi diversas coisas desse tipo e quando não foram direcionadas a mim eram direcionadas a amigas que também jogavam ou iam aos eventos comigo.

3 – É um universo muito masculino!

Outra característica que me incomoda é notar que quase tudo é produzido apenas para o público masculino, o foco das “nerdices” nunca foi as mulheres que estavam ali ativas e sim os homens. Quantas vezes já não tive que comprar uma camiseta “tamanho normal” porque as lojas não produziam o tamanho feminino? E nas poucas que produziam tudo é de um tamanho tão único que me pergunto em que estilo de mulher isso foi moldado, porque ou é pequeno ao extremo ao ponto de não caber em uma boneca, ou grande demais e você se sente vestindo uma capa. Tudo bem que atualmente isso tem mudado bastante, porém as lojas de departamento raramente veem as mulheres como consumidoras.

4 – Que cosplay legal, deixa eu te tocar!

Ser cosplayer e mulher é complicado, já ouvi de algumas amigas que sempre tem um engraçadinho passando a mão, fazendo piada, dando cantada idiota ou falando coisas estúpidas como “Ta errado, ela tinha mais decote” ou “Que gostosa, amei os seus peitos” ou pior ainda “Que roupa curta, não pode reclamar se for assediada” e convenhamos, passar horas se arrumando, meses construindo as roupas e itens para ouvir esse tipo de coisa ou ser assediada por algum babaca é realmente humilhante e constrangedor. E o irônico que isso só acontece com nós mulheres, engraçado não?

5 – Você é poser!

Dá até uma certa raiva, porque quando você começa a discutir sobre determinado jogo, quadrinho, filme ou série sempre tem um babaca pra soltar aquela frase ridícula “não liga pra ela, é poser”, ter interesse sobre assuntos englobados no universo das nerdices e ser do sexo feminino já faz de você automaticamente ‘poser’ e nem adianta tentar rebater, discutir e provar que está certa sobre algo, raramente vão te ouvir mas com toda certeza vão te ofender e te fazer sentir inferior só por tentar conversar sobre aquilo que ”eles manjam mais”.

O intuito do post não é ofender ninguém, na realidade é mais um desabafo de tudo aquilo que sofremos por tentar estar presente nesse universo tão masculino e machista, infelizmente essas coisas ocorrem muito, não direi que são todos que fazem isso mas para nossa tristeza esses “grosseirões” ainda são uma maioria.

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Literaría 25maio • 2016

Dia da Toalha

Dia da Toalha
E eis aqui nossa semana nerd em homenagem a esse universo que a cada dia cresce mais e ganha mais espaço entre os fãs.  O dia 25 de Maio (hoje) é conhecido mundialmente como O Dia da Toalha que nada mais é que uma referência e homenagem ao queridíssimo e amado Douglas Adams o autor da trilogia O Guia do Mochileiro das Galáxias, o dia se tornou um marco pois os fãs resolveram homenagear o autor em 25 de Maio de 2001, o ano que o autor faleceu, então o dia começou como uma forma de recordar o autor.

No dia 25 de Maio de 2006 um grupo de Geeks na espanha resolveu se reunir em orgulho a sua ‘’carteirinha Nerd’’, esse eventou reuniu um número considerável de pessoas que estavam ali não somente pra celebrar mas também para homenagear a saga Star Wars que teve seu primeiro filme lançado em 25 de Maio de 1977.

Muitos fãs não gostam dessa mistura ou não consideram o dia como dia do orgulho do nerd, por isso o dia é mais conhecido e considerado como O dia da Toalha, e mesmo não estando dentro desse pensamento e achar que podemos comemorar tudo ligado a esse universo no mesmo dia acho interessante, principalmente a teoria da Toalha, de acordo com o guia o mochileiro  interestelar pode esquecer quase tudo, exceto sua toalha, que é um item essencial e até mesmo salvador de vidas:

Dia da Toalha
“A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth.”

Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);

Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa. Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc.

Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.”

No final das contas o que vale é comemorar e ser feliz com as suas nerdices!

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