Posts marcados na categoria conversas

03 jul, 2018

SOSELIT #6 Porque eu nunca ouvi falar desse livro?

Outro dia eu estava na rodoviária Novo Rio, esperando meu ônibus como eu faço quase todas as sextas em que eu vou visitar meus pais e, resolvi dar uma volta numa livraria que tem por lá, chamada Bookz. Eis que “dando uma olhada” nos livros que eles tinham, eu me deparei com um título de uma editora que é, inclusive, parceira do blog. Pesquisei o livro pelo celular e descobri que ele havia sido lançado ainda esse ano e que, por algum motivo – o qual vamos debater neste post – eu não tinha a menor ideia de que o livro tinha sido lançado e que já estava disponível para compra tanto em loja física, quanto na online.

O tema do SOSELIT este mês era “problemas com as editoras” e, embora eu consiga listar uma série deles, eu resolvi focar naquele me incomoda mais: a falta de divulgação de alguns títulos. E eu sei, algumas editoras chegam a lançar 10 livros por mês, ou até mesmo mais do que isso e provavelmente não tem como você investir em divulgação para todo mundo, mas que tal desviar um pouco da verba de Harry Potter que já tem um nome forte no mercado editorial e voltar a sua atenção para novas apostas que podem sim ganhar o mercado? Bem, senhoras e senhores, esta é a minha reclamação deste mês e, se você também se indigna com essa questão, vem comigo! Continue lendo

24 maio, 2018

SOSELIT #5 Chega desse preconceito literário

Quando eu estava no primeiro ano do ensino médio, eu tive um professor de literatura que costumava dizer que qualquer leitura contava como leitura, sendo jornais, quadrinhos ou até mesmo se a sua paixão literária fosse ler aquelas mensagens que vinham enroladas no Serenata de Amor. Eu nunca me esqueci dessa frase porque, naquela época, a minha maior paixão literária era ler fanfic do McFly na internet e meio que isso fazia com que eu me sentisse um pouco melhor por estar lendo, mesmo que não fosse exatamente o que as pessoas consideravam “leitura de verdade”.

Ultimamente nós temos passado por várias “tretas” literárias em torno do que as pessoas consideram “literatura de verdade”. Começou com alguns comentários idiotas no Facebook, mas a coisa explodiu mesmo quando a TAG disparou aquele e-mail falando que não enviariam Young Adults nas caixas deles – o que é uma pena porque eu realmente pensei em assinar, mas eles não vão mandar os livros que eu quero ler, então nem vale tanto a pena assim. A questão é que todas essas confusões mostraram que nós vivemos em um meio cheio de preconceitos e policiamento literário desnecessário e foi por isso que nós decidimos que este seria o tema do SoSeLit deste mês. Continue lendo

30 abr, 2018

SOSELIT #4 Eu não sou a mesma leitora de antes

Eu não sei se estão todos sabendo, mas acho que esta é uma boa oportunidade para fazer o anuncio real de que eu tenho uma estante completamente nova. E eu sei, o tema do SOSELIT deste mês não é sobre estantes, mas foi por causa desta mudança na minha vida que eu descobri exatamente o que eu queria escrever no tema desde mês. Reorganizar os meus livros me deu a chance de revisitar algumas histórias, rever livros que eu nem ao menos lembrava que tinha colocado na estante e de separar alguns livros que eu realmente não sinto mais a necessidade de ter.

Nos últimos temas do SOSELIT eu tenho falado bastante sobre algumas coisas que me incomodam bastante na literatura, principalmente em gêneros Young Adult e New Adult e, quando eu comecei a rascunhas este post, me lembrei que nem sempre foi assim, na verdade. Houve uma época, quando eu realmente estava começando a gosta de ler, um dos meus autores favoritos era o Nicholas Sparks, o que durou até eu ler o terceiro livro dele e simplesmente querer jogar pela janela de tão maçante que foi. Talvez essa tenha sido a minha primeira mudança, mas não tem nada haver com o meu blog – e eu vou chegar lá, prometo. Continue lendo

16 mar, 2018

SOSELIT #3 – Eu quero reclamar sobre romantização do relacionamento abusivo

O tema do #SOSELIT este mês propõe um tema que já é muito discutido aqui no blog, e uma tecla na qual eu vou bater enquanto eu achar que isso é um problema: romantização de relacionamento abusivo na literatura. E isso não poderia ter vindo em um momento melhor porque, justamente esse mês, eu terminei de ler mais um “romance”, onde a personagem principal sofre diversos abusos durante os capítulos, mas a história é vendida como um romance e aplaudida pelos leitores. Vocês conseguem enxergar onde está o erro nessa situação toda?!

Eu sempre fui uma grande apaixonada por uma boa história de amor,, não importando o gênero. Mas a minha visão sobre o que se caracteriza um bom romance veio mudando muito de uns anos para cá, principalmente depois que eu comecei a ter um contato maior com o movimento feminista e a me conscientizar de que certos comportamentos não são muito normais. Com isso, meu gosto literário foi mudando bastante e, alguns livros que antes eram um dos meus favoritos, hoje me deixam enjoada apenas de lembrar que um dia eu achei aquilo a oitava maravilha do mundo.

Mas hoje eu não estou aqui para fazer outra crítica a Princesa de Papel e nem para lembrar a vocês que o relacionamento da Abby e do Travis, de Belo Desastre, é abusivo. Na verdade, eu queria conversar com vocês sobre consciência literária e porque eu simplesmente não consigo me calar quando eu me deparo com um enredo que é completamente fora daquilo que eu considero um romance saudável dentro da literatura. Até onde vai a nossa responsabilidade quando damos cinco estrelas para um livro que, claramente, romantiza um relacionamento abusivo? Continue lendo