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19 jan, 2018

The Marvelous Mrs. Maisel: o efeito do empoderamento

Outro dia eu descobri uma série maravilhosa chamada The Marvelous Mrs. Maisel. Estava vagando na internet procurando alguma coisa para assistir e o Tv Show Time resolveu me sugerir essa série. Eis que eu descubro que a criadora não é ninguém menos que Amy Sherman-Palladino, a criadora de Gilmore Girls. E eu não podia deixar passar esse LACRE, não é mesmo? Mais uma vez Palladino traz um enredo que o objetivo é mostrar que o empoderamento pode transformar a vida de uma mulher. Com um humor ácido e um enredo muito divertido, nós somos transportados para New York em 1958, onde uma dona de casa acaba descobrindo que a sua vida pode ser muito mais do que é.

The Marvelous Mrs. Maisel conta a história da Miriam “Midge” Maisel, interpretada pela Rachel Brosnahan. Midge é uma dona de casa que passou a vida inteira sendo preparada para cumprir o seu papel de esposa. Quatro anos de casamento bem-sucedido com dois filhos pequenos e uma rotina agradável indo a um pub no subúrbio onde seu marido se apresentava como comediante. A vida de Midge vira de cabeça para baixo quando, um dia, Joel revela que está saindo de casa para morar com a sua amante, deixando a ex-mulher completamente perdida. É assim que ela acaba indo parar no mesmo pub que seu, agora ex-marido, costumada se apresentar e começa a explorar a vida entre ser uma dona de casa e uma comediante de stand-up.

Eu acho que eu nem preciso explicar porque eu me apaixonei por essa série, não é mesmo? The Marvelous Mrs. Maisel se passa em uma época em que as mulheres não desejavam nada além de se tornar esposas, afinal, elas eram criadas por suas mães e avós com o único objetivo de fazer com que o seu casamento desse certo, e a Midge é a representação fiel de todas essas mulheres. Todos os hábitos dela giram em torno de agradar Joel a todo o momento. As vontades dele estão sempre em primeiro lugar, inclusive quando se trata das apresentações de stand-up que ele faz, que é quando você percebe que ela é o verdadeiro talento.

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18 dez, 2017

3 motivos para você ler os livros da Tessa Dare

Romance de época é um gênero do qual eu realmente não me canso de falar. Desde que eu li O Duque e Eu já se passaram quatro longos anos e o meu número de romances só aumentou. Eu fui de Julia Quinn a Mary Balogh sem medo. Me apaixonei por personagens, arrisquei ler autoras que ainda não foram publicadas no Brasil e explorei o gênero de todas as formas que eu podia. Inclusive, estou trabalhando no meu primeiro original de romance de época. Mas não estamos aqui para falar dele, viu?

Como toda boa leitora de romance de época, ao longo das minhas leituras, eu fui colecionando algumas autoras cujo os personagens se encaixavam mais com o meu gosto literário. Foi assim que surgiu a minha paixão por Sarah MacLean, Julia Quinn e Lorraine Heath, autora que me conquistaram com suas heroínas, romances e heróis de tirar o fôlego. Mas tem uma outra autora que, por sinal, também é muito maravilhosa, que roubou meu coração com suas histórias nas highlands e fez com que eu me apaixonasse ainda mais pela Escócia: Tessa Dare.

A primeira série da Tessa publicada no Brasil foi a Spindle Cove, publicada pela editora Gutenberg, seguida pela série Castles Ever After – a minha série favorita dela. Apesar de as capas não serem as mais atrativas, eu posso garantir que a escrita da autora vale a pena cada segundo que você vai passar com esses personagens. Suas heroínas são determinadas, independentes e conseguem tirar qualquer duque ou marquês do sério num piscar de olhos. E se você ainda não está convencido a ler os livros da Tessa Dare, eis aqui uma lista de motivos para você fazê-lo:

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16 dez, 2017

5 livros maravilhosos para você dar de presente neste natal

Sou eu ou parece que foi ontem que era natal na Leader magazine? Eu nunca vou me acostumar em como essas datas festivas de final de ano chegam rápido. Basta um piscar de olhos e eu já estou enfiada em quinze amigos secretos diferentes, festa do escritório de final de ano, seis ceias de natal fora de época apenas para “não passar em branco” e as amigas debatendo se dão ou não presente para o boy – um clássico dessa época do ano, não é mesmo?

Minha família já está muito acostumada com meus hábitos de leitura, então todos os anos a gente pula a parte do “o que você quer de presente” e vai direto para o “escolhe um livro que eu vou te dar”. E eu adoro isso, confesso. Mas eu também aproveito muito essa época de promoções de natal para completar aqueles livros que estão faltando na estante e também conhecer leitores novos. E por isso estamos aqui hoje!

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Eu separei alguns dos livros que eu li durante 2017 e que eu acho que dariam excelentes presentes de natal, seja para um amigo secreto ou mesmo para alguém da família. São livros que, de alguma forma, me encantaram muito e que eu posso garantir que não tem como a pessoa que você vai presentear não gostar – isso se ela gostar de ler, porque se ela não gostar, comprem uma biju mesmo ou aqueles kits de sabonete da natura, outro clássico dos presentes de natal.

Nossas Noites, por Kent Haruf

Eu jamais poderia fazer essa lista e não mencionar esse livro. Nossas Noites tem uma adaptação na Netflix, mas a adaptação não chega nem perto de mostrar a narrativa delicada de Haruf. De todos os livros que eu já li, Nossas Noites foi o que mais fugiu da minha zona de conforto. A estrutura poética do livro me pegou de surpresa e eu já aviso que não é uma leitura para todo o tipo de leitor. Ainda assim, os personagens são apaixonantes e o livro ensina muito sobre como o amor não morre, nem mesmo quando a gente envelhece. Essa carta de amor foi o último trabalho de Kent Haruf e é um dos presentes mais lindos que ele poderia ter deixando para os seus leitores.

Se você se interessou por Nossas Noites, eu fiz a resenha completa do livro aqui no blog e se ela não te convencer a comprar esse livro, você também pode conferir uma entrevista que traduzimos com a esposa de Kent, onde ela conta sobre como os últimos meses de trabalho do autor criando Nossas Noites e toda a inspiração por trás do livro.

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Eleanor Oliphant está muito bem, por Gail Honeyman

Eu sei que muitos de vocês não gostam de se aventurar em livros de estreia para presentear no natal, mas Eleanor Oliphant Está Muito Bem é um livro que vale a pena correr do risco. Honeyman tem uma escrita muito madura para alguém que acabou de chegar no mercado editorial, e sua personagem principal é dona de uma personalidade peculiar que com certeza vai prender qualquer leitor desde a primeira página. Este livro é uma viagem muito interessante ao mundo de uma jovem que está redescobrindo os seus limites e enfrentando fantasmas do passado. Honestamente? Eu fiquei muito impressionada com a forma leve e até mesmo divertida com que Gail Honeyman conseguiu desenvolver essa personagem.

Eleanor Oliphant Está Muito Bem entrou para a minha lista de livros favoritos e eu posso afirmar que leria qualquer coisa que a Gail publicasse. Estou muito maravilhada com o desenrolar desse enredo e personagem. E se você ainda não está convencido sobre comprar ou não esse livro, eu já liberei a resenha completa do livro aqui no blog, dá uma passadinha por lá!

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Enraizados, por Naomi Novik.

Essa indicação é para aqueles que pretendem presentear amigos que gostam de fantasia, mas precisam urgentemente conhecer novos universos. Naomi Novik chegou na minha vida há pouco tempo e já causou um grande impacto quando terminei a leitura de Enraizados. Estou completamente apaixonada pela forma cuidadosa que ela constrói os seus universos e personagens, além disso, o universo do livro envolve tudo o que nós mais amamos em um universo fantástico, fugindo daqueles clichezões que ninguém aguenta mais ver.

E ainda temos um ponto positivo sobre esse livro: se a pessoa que você quer presentar não está com muito saco para encarar uma série, Enraizados é um livro de fantasia único e você não vai precisar se preocupar em deixar a pessoa enlouquecida atrás de continuações. Eu fiz uma resenha bem completinha sobre a minha experiência lendo Naomi Novik, então se você gosta desse estilo de livro, vale a pena conferir!

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Série Os Números do Amor, de Sarah MacLean

Sim, eu estou indicando uma série! E essa indicação vai para aqueles leitores que estão tentando iniciar os amiguinhos na vida de leitor de romance de época. 2017 foi um ano em que eu me apaixonei completamente por Sarah MacLean. Gostei da forma como ela desenvolve os personagens e de como os seus enredos são sempre criativos e diferentes. E ainda tem aquele “plus” de todos os personagens existirem no mesmo universo, mesmo quando se trata de séries diferentes. Até me arrepia, viu?

Se você quer iniciar alguém nos romances de época, a série Os Números do Amor é perfeita e você pode dar os três volumes sem medo! Eu fiz um post explicando como funciona os livros da Sarah para quem quer ler tudo na ordem certa, e você também pode aproveitar para conferir a resenha de 10 Formas de Fazer Um Coração se Derreter, que é o segundo livro dessa série! E nem pense em resistir a Sarah MacLean, porque ela é maravilhosa. Assim, real oficial mesmo!

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O Beijo Traiçoeiro, de Erin Beaty

Eis um livro que eu amei do começo ao fim. Perfeito para quem gosta de Jane Austen ou só está procurando por uma heroína que não fica esperando que as coisas caiam no colo dela. Li O Beijo Traiçoeiro há pouco tempo e estou ansiando demais por uma releitura. Apesar de ser uma trilogia e muitas pessoas terem resistência a presentear alguém com um primeiro livro, O Beijo Traiçoeiro é uma leitura da qual você realmente não vai se arrepender. A escrita da Erin Beaty é maravilhosa e seus personagens são engraçados e muito bem construídos. Além disso, o livro conta com os melhores diálogos que um leitor pode querer.

Meu amor por esse livro foi tanto que eu traduzi uma entrevista da autora falando sobre essa experiência de ser uma autora estreante no mercado editorial e sobre como surgiu a ideia do livro. E se isso não for suficiente para te convencer a comprar O Beijo Traiçoeiro, você também pode dar uma olhada na nossa resenha do livro, onde eu levanto todos os pontos que me agradaram nesse enredo lindo.

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Esses foram alguns livros que eu acho que dariam ótimos presentes de natal. Vocês podem presentear alguém especial ou podem pedir para serem presentados, só não podem esquecer de vir me contar o que acharam dessa leitura, viu? Aproveita também para seguir a gente no instagram, eu tô sempre dando dicas de leitura por lá!

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08 dez, 2017

Uma conversa com Ray Tavares, autora de Os 12 Signos de Valentina

Eu nem preciso dizer que aqui no La Oliphant, eu e os colabs, estamos completamente apaixonados pelo livro “Os 12 Signos de Valentina”. Além da Ray ter uma escrita maravilhosa, a sua personagem Isadora é uma garota de quem todo mundo ia gostar de ser melhor amiga. O livro foi lançado sob selo Galera Record, mas a verdade é que ele veio diretamente do Wattpad, o que só faz tudo ser mais incrível ainda, não é mesmo?

Os 12 Signos de Valentina é o livro perfeito para os leitores que adoram um mapa astral, viu? O livro vai contar a história da Isadora, uma garota que, depois de ter o seu coração partido por um pisciano, resolve criar um blog anônimo para contar as suas experiências com os boys de cada signo. E assim nasce “Os 12 Signos de Valentina”. Para saber mais sobre essa história que de perfeita tem TUDO, eu conversei com a Ray Tavares sobre seu livro de estreia e se você está interessado nesse enredo, essa entrevista vai te convencer a colocar o livro na estante.

Entrevista completa com Ray Tavares:

La Oliphant: Oi Ray! Primeiro eu queria muito te agradecer por conversar comigo sobre o seu livro. Eu não sei se muitas pessoas sabem que, inicialmente, você escrevia fanfics – eu lia Gossip Boys, viu?!  Como que foi esse processo de você sair de uma escrita de fanfic e começar a trabalhar na construção do seu próprio universo? Você teve que mudar muita coisa na forma como você desenvolvia o seu enredo e personagens?

Ray Tavares: Eu que agradeço pela oportunidade e por estar me ajudando tanto com a divulgação do livro – eu amei a resenha do blog. <3 Menina, parece até que faz uma vida que eu comecei a escrever Gossip Boys! Eu inclusive estou repostando ela no Wattpad, e parece outra Ray escrevendo, uma com menos técnica, mas muito mais sonhos impossíveis. É esquisito, porque a maior transição não foi passar de fanfics para histórias originais, mas sim o amadurecimento pessoal, que me levou a não querer mais falar sobre os carinhas da minha banda favorita, mas sim contar histórias que poderiam muito bem se passar no nosso dia-a-dia. Acho que a grande diferença foi parar de sonhar com coisas impossíveis e começar a encontrar inspiração em histórias reais, em narrativas que poderiam acontecer comigo, com você, com qualquer pessoa.

La Oliphant: Todo mundo sabe que ser autor nacional no Brasil não é uma tarefa muito fácil. Exige muito trabalho, dedicação e graças ao Wattpad, muitos acabam conseguindo chamar a atenção das editoras, não é mesmo? Como que foi, para você, a experiência de sair do Wattpad e ir trabalhar com a Galera Record?

Ray Tavares: É incrível, né? Poder ter a estrutura necessária para conhecer outras cidades do Brasil em sessões de autógrafo, uma equipe editorial impecável, uma equipe de marketing incrível, pessoas lá dentro que se tornaram minhas amigas de verdade! Foi a melhor experiência da minha vida! Mas a gente também precisa abrir os olhos de quem acha que é fácil, ou rápido, ou “vou acumular um número X de leituras e todas as editoras vão me querer”, porque não é assim. Eu escrevo desde os 13 anos, foram 11 anos online em site de fanfics, sites próprios e, eventualmente, no Wattpad. Eu sempre me dediquei de corpo e alma. De Wattpad mesmo foram 4 anos antes de conseguir chamar a atenção de uma editora grande! Então se a pessoa não está disposta a se dedicar verdadeiramente à escrita, se ela não tem paciência nem estrutura para lidar com a rejeição (porque serão muitas), ela vai acabar se frustrando, porque as coisas são lentas, você precisa criar uma base de leitores que curtem suas histórias, escrever pra caramba, produzir conteúdo de boa qualidade sempre… não é fácil. Ainda mais quando não vivemos disso, escrevemos de graça e temos que conciliar com faculdade, estágio, emprego, etc.

La Oliphant: Falando um pouco sobre “Os 12 Signos de Valentina”, de onde veio a ideia de criar a Isadora e todos os personagens maravilhosos que estão nesse livro?! Você sempre teve essa vontade de inserir o universo astrológico dentro do enredo?Ray Tavares: Foi uma ideia muito mais generalista do que específica – eu não acordei um dia e pensei “eureca, tenho um enredo inteiro na minha cabeça!”, eu só imaginei como seria divertido misturar romance com astrologia, e as partes do todo vieram aos poucos, depois de muito quebrar a cabeça no roteiro. A Isa é muito parecida comigo, o Andrei foi criado em base nas características que eu considero legais em um cara, a Marina é uma mistura de todas as minhas amigas e o Rodrigo é um apanhado dos meus amigos nerds. “Os 12 Signos de Valentina” foi muito mais construção e trabalho contínuo do que uma super inspiração que eu tive no chuveiro! Claro que eu tinha os meus momentos, e, no meio da história, tive uma desilusão amorosa, então contribuiu para conseguir chorar as pitangas de maneira tão realista! Hahaha.

La Oliphant: O livro quando é publicado por uma editora acaba sempre passando por algumas mudanças. Como que foi para você ter que adaptar “Os 12 Signos de Valentina” do formato Wattpad para o formato de publicação? Teve muitas mudanças da versão original ou você conseguiu manter muito do que os leitores já conheciam?

Ray Tavares: Cara, eu estava um pouco receosa com as coisas que teria que mudar, porque eu sou muito apegada com o plot de “Os 12 Signos de Valentina”, mas, no final das contas, a minha editora é tão maravilhosa que acabou deixando o livro muito melhor do que o original sem mudar nada em sua essência. Eu só cortei pequenos detalhes, coisas que não condiziam muito bem com a realidade, e adicionei cenas importantes para contextualizar o antigo relacionamento da Isa e explicar melhor o porquê dela ter ficado tão mal com o término. O livro ficou muito bom depois desse processo!

La Oliphant: Nós sabemos que “O 12 Signos de Valentina” não fala apenas sobre a experiência da Isadora conhecendo todos os signos do zodíaco, mas também aborda questões sobre política e feminismo. Você sentiu alguma rejeição por parte dos seus leitores ao escolher abordar esses temas na história?

Ray Tavares: Olha, por parte dos meus leitores não, porque quem me acompanha há bastante tempo sabe que eu sou muito apegada a questões sociais; eu sou formada em gestão de políticas públicas, então meu apego à questões que impactam o Brasil é muito grande. Eu tenho as minhas ideologias e não tenho nenhuma vergonha em mostra-las, porque eu acho que o pior que uma pessoa que tem um público pode fazer é ficar em cima do muro em questões que esbarram na sociedade em que está inserida – eu acho que todo mundo que tem o poder de influenciar alguém deveria fazer algo benéfico com isso, tentar mudar alguma coisa. Por que eu vou ficar quieta quando sei que existem adolescentes que podem ler o meu livro e se sentir mais empoderadas? Ou, não sei, ler o meu livro e repensar questões ultrapassadas, como homofobia ou machismo. Então eu falo mesmo, cutuco mesmo, e tive uma ou duas reclamações em resenhas do livro sobre misturar romance e política, mas acho que essas pessoas claramente não me conhecem! Isso não me incomoda, porque é o meu estilo de escrita, faz parte da minha essência como escritora, então, se a pessoa não curte mesmo ser provocada com algum tema polêmico enquanto lê um romance, os meus livros não vão fazer muito o gosto dela.

La Oliphant:  Todo o autor tem o seu próprio processo de escrita e criação dos seus personagens. Como foi que a Isadora surgiu para você e como que você soube qual seria a história dela?

Ray Tavares: A Isadora é uma versão mais corajosa de mim mesma! A criação dela foi fácil, porque ela faz parte de mim, e as atitudes que tomou ao longo da história fazem sentido na minha cabeça; é fácil construir um personagem que parece bastante com a gente, difícil é construir um que seja completamente diferente, como está sendo a minha próxima heroína. Agora, a história da Isa foi um pouco mais complicada, porque é bem difícil você passar a mensagem de que todos nós temos que ser felizes sozinhos antes de encontrar alguém no meio de um livro de romance, né? Hahahaha. Mas depois de muito quebrar a cabeça, acho que eu consegui construir algo que se assemelhe com essa mensagem.

La Oliphant: Vamos falar um pouquinho de signos?! Eu sei que tem muita informação sobre o zodíaco por aí. No Facebook mesmo temos diversos grupos e muita gente disposta a interpretar o seu mapa. Você teve que fazer uma pesquisa muito longa sobre cada signo para poder desenvolver seus personagens? E qual foi o signo que você mais gostou de escrever?!

Ray Tavares: Eu sempre me interessei por astrologia, leio sobre o assunto desde pequena, porque a minha mãe curte muito e passou esse hobby pra mim. Eu pesquisei bastante, claro, mas muita coisa foi meio que intuitiva dos perfis que eu já havia criado na minha cabeça! Acho que o mais divertido foi o sagitariano, porque são pessoas bem peculiares e a cena ficou bem engraçada!

La Oliphant: Muitos leitores ainda tem uma certa resistência aos livros nacionais. Em algum momento você sentiu rejeição por parte dos leitores? E o que você diria para os autores iniciantes que ainda estão tentando conquistar o seu espaço no meio editorial?

Ray Tavares: Eu não senti propriamente uma rejeição, do tipo “isso eu não vou ler porque é nacional”, mas sempre rola o famoso “eu tenho um monte de livro gringo pra comprar, mas assim que conseguir dinheiro eu compro o seu!”, hahaha. Mas sabe que eu sinto que isso vem mudando? Eu via tanta gente com livro nacional embaixo do braço na Bienal que fiquei esperançosa que esse cenário se reverta nos próximos anos! E se a gente for ver, a lista com os mais vendidos das grandes editoras na Bienal do Rio desse ano tinha muito título nacional. Acho que o negócio é continuar incentivando autores nacionais que você admira, porque isso abre portas para que, daqui algum tempo, o nosso “market share” seja de 50% pra 50%. Não adianta a gente ficar puto porque determinado autor conseguiu publicar pela editora dos nossos sonhos, ou porque determinada autora vende que nem água – eles estão trilhando o caminho quando ele ainda é de terra, porque daqui a pouco serão capazes de pavimentar tudo e mais escritores vão poder seguir suas carreiras em uma estrada asfaltada! Nossa, que metáfora, eim? Hahahahaha.

La Oliphant: Para a gente finalizar, eu gostaria de saber se nós temos outros projetos seus vindo por aí. Eu sei que você tem outros livros no Wattpad e os leitores do blog gostariam muito de saber se podemos esperar outras publicações vindo por aí. Diz que sim!

Ray Tavares: Siiiim! Tenho dois projetos pra 2018, um sai logo no primeiro semestre, e vai ser um livro de contos com heróis do imaginário popular transformados em mulheres e com cenários atuais. A Fernanda Young ficou com o Zorro, a Laura Conrado com os Três Mosqueteiros, a Pam Gonçalves com Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda e eu fiquei com o Robin Hood! E no segundo semestre tem meu segundo livro solo, em que eu vou ensinar todo mundo a sair da friendzone! 😀

 

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Isadora é ariana e seu ex namorado pisciano… Inferno astral! Em busca da combinação astrológica perfeita, ela cria um blog para relatar suas experiências Isadora descobriu da pior forma possível que o namorado a traíra. E com sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela se afoga em filmes feitos para chorar, pizza e em sua mais nova obsessão: stalkear o perfil do ex namorado no Facebook. Até descobrir exatamente o que deu errado entre ela e Lucas: seus signos são incompatíveis. Basta encontrar um rapaz de libra e seu mundo entrará nos eixos novamente. Com a nova obsessão e a desculpa do trabalho final de jornalismo online, uma reportagem investigativa sob um pseudônimo, Isadora une o útil ao agradável e cria um blog para relatar a experiência: Os 12 signos de Valentina. Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco para ter certeza mesmo?

 

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