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02 dez, 2015

Crazy Ex-Girlfriend

 Crazy Ex-Girlfriend

Deixe eu contar uma história: Um dia eu estava lendo uns artigos do HelloGiggles e acabei esbarrando com uma publicação promocional falando sobre uma nova série chamada Crazy Ex-Girlfriend. O artigo falava sobre seguir em frente e como lidar com o fato do relacionamento ter terminado, mas o que me chamou atenção mesmo foi o nome da série e a história que ela contava. Acho que, me todas as minhas horas de séries assistidas, eu nunca encontrei uma série que fosse misturar um pouco de tudo o que eu mais amo na vida.

A série começou a ser exibida em Outubro pela CW e conta a história da Rebecca Bunch, uma jovem advogada de sucesso que não se sente nada feliz com a sua vida em Nova York. Um belo dia ela acaba se esbarrando com um antigo namorado da época de adolescência, Josh, e descobre que ele está se mudando de volta para a cidade natal. É então que Rebecca decide simplesmente se mudar para West Covina de uma hora para outra, mas deixando bem claro que nenhum dos motivos que ela teve para fazer isso é porque Josh mora na cidade. Mentira, é sim!

 Crazy Ex-Girlfriend

Só essa pequena sinopse já me deixou muito animada para assistir a série, mas então eu descobri que além desse enredo que tem tudo pra ser desastrosamente engraçado, Crazy Ex-Girlfriend também é um musical. Sim, musical! E eu não estou falando de algo parecido com Glee não, estou falando de uma série muito mais original e com personagens engraçados e cheios de personalidades que fazem a gente rolar de rir o tempo inteiro. Dá uma olhada em uma das minhas músicas favoritas até agora:

Eu acho que é muito fácil você se identificar com a série, principalmente porque a Rebecca é uma personagem que consegue reunir todo o desequilíbrio emocional que uma pessoa pode ter na vida. Abrir mão da sua vida em Nova York foi a primeira vez que ela realmente fez alguma coisa que sentia vontade de fazer e mesmo estando certa desta escolha, ela ainda tem muito o que aprender sobre si mesma, o que – como com qualquer outro ser humano – faz com que ela se sinta insegura a maior parte do tempo e faça muita, mas muita bobagem mesmo.

 Crazy Ex-Girlfriend

De todos os personagens da série, o que eu mais gosto é o Josh, a paixão platônica da Rebecca. Ele está num relacionamento onde é bem visível que ele não está feliz. E eu não estou dizendo isso porque eu quero mesmo que ele fique com a Rebecca, mas porque – de certa forma – é um relacionamento abusivo. Digo, a namorada dele domina a vida dele, não deixa que ele faça as próprias escolhas e ainda controla cada detalhe da vida dele como se ela soubesse o que é melhor, sempre!

Achei muito legal esses contrastes de relacionamentos e personalidades que a série explora. De certa forma, não fica tudo focado apenas na vida da Rebecca, o que dá margem para a série explorar outros tipos de relacionamentos e personalidades que vão fazer o telespectador se identificar com o show. Fora que as músicas são maravilhosas e mostra exatamente como nós, seres humanos altamente racionais, podemos ser extremamente criativos quando queremos.

 Crazy Ex-Girlfriend

O que mais me surpreendeu foi a atuação da Rachel Bloom. Sinceramente? Eu não fazia ideia que ela tinha sido tirada de um canal do YouTube e que, neste mesmo canal, ela já gravava algumas coisas parecidas com o que é mostrado em Crazy Ex-Girlfriend, mas a interpretação dela como Rebecca é simplesmente única. Acho que não tem como imaginar outra pessoa, que não ela, fazendo esse papel, sério! Além disso, todo o elenco da série é maravilhoso e muito divertido de acompanhar.

Então, se você ainda não está convencido de assistir Crazy Ex-Girlfriend, vou deixar o link do trailer abaixo:

29 nov, 2015

Uma História Meio Que Engraçada

Uma História Meio que Engraçada

É muito raro pra mim conseguir ler um livro e me identificar muito com um personagem. É um pouco preocupante que em uma das únicas vezes em que isso acontece, é com um personagem que sofre de ansiedade e de depressão.

Uma História Meio que Engraçada é um livro do autor Ned Vizzini, publicado originalmente em 2006, e lançado no Brasil em 2015 pela Editora Leya. O livro conta a história de Craig Gilner, um garoto de 16 anos. Craig, que frequenta um dos colégios mais prestigiados de Nova York, não consegue lidar com a pressão que o trabalho de escola coloca sobre ele e acaba caindo em uma depressão profunda, e eventualmente, tenta se matar.

Percebendo que não vai conseguir sair dessa situação sem ajuda, Craig se interna em um hospital psiquiátrico, achando que sairá de lá em alguns dias. Em vez disso, Craig descobre que deve passar pelo menos uma semana no hospital e só será liberado com a autorização dos médicos. Além disso, ele terá que ficar internado na ala dos adultos, pois a ala dos adolescentes está passando por reformas.

Uma História Meio que Engraçada

A adaptação para o cinema foi produzida em 2010, com o título de Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (eu odeeeeeeeeio esse título). O filme foi dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, e foi lançado aqui no Brasil em Janeiro de 2011. Craig, o protagonista, é interpretado por Keir Gilchrist, mais conhecido pela série United States of Tara. Keir não é um ator ruim, mas eu acho que ele deixou muito a desejar no que se trata de interpretar o Craig. Eu achei que a interpretação dele foi meio que superficial, e em nenhum momento eu senti que ele realmente se aprofundou no que o personagem estava sentindo.

O elenco de apoio conta com Zach Galifianakis (da trilogia Se Beber, Não Case), interpretando Bobby, e Emma Roberts (de American Horror Story e do meu guilty pleasure, Scream Queens), que interpreta Noelle. Emma faz um trabalho legal como Noelle, mas assim como Keir, parece que ela não dá a devida profundidade ao papel. É decepcionante porque a história da personagem no livro é bem marcante, e isso não foi trazido para o filme. Zach, por outro lado, faz um ótimo trabalho como Bobby, um dos pacientes do hospital. O personagem aparece bem mais no filme do que no livro, e ele é uma das melhores partes do filme. Como eu estava acostumado a ver o Zach Galifianakis (eta, nome difícil) em filmes de comédia, foi muito interessante ver ele em um papel mais sério.

Uma História Meio que Engraçada

O maior problema que eu tenho com o filme é o mesmo que eu tive com a adaptação de The Duff. Em vez de aproveitar o enredo do livro, que trata de um assunto sério e um pouco deprimente, o filme prefere simplificar o conflito e apresentar uma resolução fácil no final. Parece que Hollywood não consegue fazer um filme para um público adolescente, focado em um assunto sério, sem uma solução rápida e simples.

Um dos melhores aspectos do livro é o equilíbrio que o autor achou entre os momentos mais divertidos e o fundo mais pesado do enredo. O filme parece ter sido feito mais como uma comédia romântica do que como uma história de um adolescente lidando com um problema muito sério, que afeta muita gente. Eu entendo que isso é porque um filme mais leve vai atrair um público maior, mas eu ainda quero ver filmes para um público jovem que retratem problemas graves sem precisar fechar tudo com um final feliz.

Uma História Meio que Engraçada

Em conclusão, Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (sério, eu realmente detesto esse título) é uma adaptação razoável. Não chega a ser o que eu chamaria de perfeita, mas ela mantem a maior parte da história original intacta e passa a mesma moral do livro: de que a vida está aí pra ser vivida da melhor forma possível, seja lá ela qual for.

Como um filme por si só, é uma excelente história, com boas atuações e uma trilha sonora muito legal. Se você gosta de filmes mais indie, com uma proposta meio comédia meio drama, vai gostar desse filme com certeza. Não deixe tambem de conferir o livro, que já se tornou um dos meus livros favoritos.

26 set, 2015

Stitchers

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Chegamos naquela época do ano em que todas as séries que acompanhamos estão entrando em hiatus, e sabemos lá quando as teremos de volta. Não sei vocês, mas eu já sinto um buraco enorme no peito só de saber que vai demorar até a próxima temporadas as minhas séries favoritas. E o que fazer nesse meio tempo? Procurar por séries novas. E é exatamente sobre uma série completamente nova que eu vim falar com vocês.

Stitchers explora um universo completamente novo, então se você gosta de um drama policial misturado com um pouco de ficção cientifica, você precisa ler este post até o final. A série irá acompanhar Kristen, uma jovem de personalidade desafiadora que é recrutada por uma agência secreta do governo para fazer parte de um projeto que busca investigar assassinatos acessando a memória de pessoas que já estão mortas.

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Se você achou a ideia da série um quanto tanto louca, então precisa mesmo assistir. Kristen, interpretada por Emma Ishta, sofre de uma doença chamada displagia temporal, que impede que ela tinha noção de tempo, consequentemente não conhecendo sentimentos como amor, carinho e até mesmo dor. Sua condição física dá a Kristen uma personalidade muito interessante, criando uma personagem independente, de humor peculiar e com aquele toque de feminismo que a gente ama em personagens principais.

Quando assisti o primeiro episódio da série, eu não sabia o que esperar. Primeiro porque é muito raro eu assistir séries deste tipo – não por não gostar, mas porque normalmente séries assim não me pegam. Mas Stitchers me conquistou na construção dos personagens e no enredo da história em si. Primeiro de tudo, poder entrar na memória de uma pessoa e descobrir muitas coisas sobre ela mesmo depois de ela ter morrido, pra mim, é simplesmente fascinante. E, combinado com um pouco de ação, diálogos sarcásticos e um toque de comédia: me apaixonei.

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Eu tenho que destacar – infelizmente – que os efeitos especiais da série não são dos melhores. Mas levem em consideração que estamos falando da ABC Family, então não tem como esperar uma coisa extraordinária da emissora. Porém, o que não temos de lindeza nos efeitos especiais é compensado em todo o resto da série, tendo um produto final que vale muito a pena ser conferido por qualquer pessoa que goste de algo um pouco diferente do comum.

A Kristen me lembrou muito o Sheldon de The Big Bang Theory. Mas o que mais me conquistou foi a forma como ela lida com as coisas a volta dela, e como o programa em que ela foi inserida vai moldando o universe a volta dela. Pegamos uma personagem principal que não tem o costume de ter contato com pessoas e que, de uma hora pra outra, precisa aprender a lidar com uma equipe e com amigos que ela nem pediu pra ter.

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Eu ainda não conhecia o trabalho da Emma Ishta como atriz, mas até agora eu estou gostando muito do que estou vendo. Achei que ela se encaixou bem na proposta da personagem principal e estou louca pra conferir outros trabalhos que ela tenha realizado. Agora quem me surpreendeu mesmo foi o Kyle Harris, que na série interpreta o Cameron, parceiro da Kristen. Para quem não conhece, o ator interpretou o Seth em The Carrie Diaries e eu fiquei muito feliz de vê-lo trabalhando em um personagem diferente. É o nerd que todo mundo gostaria de ter em casa, sério. Estou apaixonada!

Como Stitchers é uma série completamente nova, ainda não tenho informações sobre uma segunda temporada, mas estou torcendo muito para que seja renovada, principalmente porque eu estou precisando muito de uma série assim na minha vida. E agora deixo vocês com o trailer da série, e não deixem de comentar o que acharam, viu?

04 set, 2015

O Sétimo Filho

sétimo filho
Um dos gêneros literários mais complicados de se adaptar para o cinema é a fantasia. Graças aos elementos fantásticos, como as criaturas e os cenários que são descritos pela narração, as adaptações literárias precisam ser feitas com bastante cuidado e atenção, pois qualquer erro, por menor que seja, pode acabar estragando o filme inteiro.Fora as franquias mais obvias, como Harry Potter, Senhor dos Anéis e Narnia , diversas séries literárias já foram adaptadas pro cinema com resultados insatisfatórios (Eragon, A Bússola de Ouro, Percy Jackson, Os Seis Signos da Luz, etc).

A principal reclamação que os fãs tem com essas adaptações é que os filmes não se mantem fiéis ao material que estão adaptando. Infelizmente, O Sétimo Filho é mais um exemplo de uma adaptação que simplesmente não se importou em representar o seu material de origem, e preferiu tentar fazer um produto que fosse mais fácil de vender.

Pra quem não conhece O Sétimo Filho é a adaptação de O Aprendiz, primeiro livro da série As Aventuras do Caça Feitiço, escrita por Joseph Delaney. Os livros são protagonizados por Tom Ward, um garoto de 12 anos que por ser o sétimo filho de um sétimo filho, é escolhido para se tornar aprendiz de John Gregory, o Caça Feitiço do condado onde vive. O Caça Feitiço é responsável por proteger as pessoas do condado de criaturas como ogros, bruxas e fantasmas.

sétimo filho

O primeiro problema do filme é o fato de que o personagem de Tom é bem mais velho do que no livro. No filme ele é interpretado por Ben Barnes, que apesar de ser um bom ator, não consegue fazer muito além do que o roteiro oferece. No livro, Tom começa a história como um garoto resignado a passar o resto da vida trabalhando na fazenda de sua família, e que aos poucos se adapta aos desafios que a vida de aprendiz lhe apresenta.

O problema com o fato de Tom ser mais velho no filme é que o público perde a oportunidade de ver ele crescer ao longo da história. E o pior disso tudo é que o único motivo que eu consigo enxergar para a mudança da idade dele é para que o relacionamento dele com Alice (interpretada por Alicia Vikander) pudesse ser mostrado como mais romântico. E isso acabou fazendo as cenas dos dois juntos muito forçadas.

Outro problema do filme é a forma que John Gregory é retratado. No livro, ele é uma figura intimidadora e sombria, que aos poucos, vai se tornando mais humano. No filme, ele é interpretado por Jeff Bridges, que é um ótimo ator, mas ele interpreta o personagem como um bêbado que passa o filme todo falando como se estivesse fazendo o desafio chubby bunny.

sétimo filho

Mas o maior problema do filme é o fato de que ele é cheio de cenas de ação genéricas, em vez das cenas de suspense e terror que o livro tinha. Na tentativa de transformar a história em uma fantasia épica, tipo Senhor dos Anéis, o filme acaba saindo como uma cópia barata. As cenas de ação são legais, mas outros filmes (por exemplo, João e Maria: Caçadores de Bruxas) fizeram melhor.

É realmente decepcionante que uma série de livros tão legal tenha uma adaptação tão fraca. Mais um pra lista de livros bons que se tornam filmes decepcionantes.