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03 jan, 2016

5 livros contemporâneos que você precisa ler

livros contemporâneos

Um ano novo está se iniciando, e junto com ele muitos livros novos estão por vir. Quem já começou a juntar dinheiro ou a fazer a lista de livros que pretende ler esse ano? Eu já. Depois de finalmente ter conseguido bater a minha meta de leitura em 2015 (aquele desafio do Goodreads, sabe?) eu já comecei a me programar para um novo desafio, e consequentemente já selecionei alguns livros contemporâneos para entrarem nas metas de 2016.

Mas hoje não estamos aqui para falar dos livros que eu quero ler, mas sim de algumas leituras de 2015 que – definitivamente – precisam entrar para a sua lista de leitura este ano. Entrando em clima de férias, aproveitando que o verão está sob nós, eu resolvi separar algumas leituras contemporâneas que podem fazer das suas férias, as melhores!

Os livros listados abaixo foram leituras que eu fiz nos últimos anos e que me encantaram com suas particularidades. Alguns desses livros foram resenhados aqui no blog, outros ainda estão por vir, mas todos eles são leituras que eu recomendo muito que sejam feitas em 2016 – caso você não tenha tido a oportunidade de lê-los em 2015.

Aristóteles e Dante descobrem os Segredos do Universo, por Benjamin Alire Sáenz

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Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo conta a história de dois adolescentes com um jeito muito peculiar de ver o mundo, tentando descobrir os segredos do universo, mas principalmente, tentando descobrir a si mesmos.

O enredo é simplesmente fantástico. A narrativa se completa e não deixa a desejar quando se trata de impressionar o leitor. Benjamin Alire conseguiu construir um universo para falar de um assunto tão debatido como homossexualismo, de uma forma tão discreta, sutil e, principalmente, poética que ficou bem claro para mim o que ele queria passar ao leitor com esses personagens.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é uma daquelas leituras que não podem faltar na estante de um leitor, principalmente se você gosta de se envolver com a história, se aprofundar nos personagens e ficar com a melhor ressaca literária de todos os tempos,

Ela Não é Invisível, por Marcus Sedgwick

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Talvez este seja o livro menos contemporâneo da lista, mas por ter sido uma das minhas leituras favoritas, não podia deixa-lo de fora desta indicação de jeito nenhum.  O livro conta a história de Laureth, uma jovem cega que, ao receber um e-mail muito curioso a respeito de seu pai, parte com seu irmão mais novo para Nova York para tentar descobrir o que realmente está acontecendo.

O enredo é maravilhoso, criativo. Apesar de Laureth ser cega, o autor buscou não utilizar isso como ponto chave para a história se desenvolver. É apenas uma informação a mais sobre a personagem, mas não algo que a defina dentro da história. Os personagens são peculiares, diferentes, interessantes e escrita Marcus Sedgwick é leve e ao mesmo tempo tão envolvente que é impossível não se entregar ao livro.

Ela Não É Invisível faz com que você veja o mundo através dos olhos de uma menina de 16 anos que não enxerga. É um universo completamente novo, onde você precisa tatear a leitura para entender onde está indo durante todos os capítulos. Uma experiência de leitura que te deixa arrepiada a cada minuto e te faz desejar, constantemente, ser parte daquele universo tanto quanto seus personagens.

Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara, por Meg Medina

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Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara é um livro que vai falar sobre o bullying de uma maneira que muitos leitores não esperam. O livro conta a história da Piddy Sanchez, uma menina de 16 anos que é obrigada a se transferir para uma nova escola, perto de casa e deixar para trás os seus antigos colegas de turma e começar o ano letivo na Daniel Jones High School.Os problemas de Piddy começam logo nas suas primeiras semanas de aula, quando uma menina da sua turma diz que Yaqui Delgado quer quebrar a cara dela. Sem entender o porquê, Piddy tenta não se apegar a essa informação, afinal, ela nem ao menos sabe quem é Yaqui Delgado.

O enredo do livro vai te dando uma sensação de desespero ao longo da leitura. Meg Medina tem uma escrita muito simples, muito fluida e isso contribuiu muito para que eu pudesse me identificar com a personagem e imergir no que ela estava sentindo. Vejam, esse não é um livro sobre como lidar com o bullying, mas sim um livro que explica os efeitos que as agressões gratuitas do bullying podem causar em uma pessoa. Conforme Yaqui Delgado vai se tornando mais violenta, mais presente na vida de Piddy, ela começa a se desconstruir, a questionar tudo o que ela como pessoa e pior, ela começa a questionar as pessoas a sua volta.

Yaqui Delgado Quer Quebrar a Sua Cara é uma leitura que te faz pensar muito sobre bullying. Quem não sofre, não sabe como é. Às vezes a gente acha que a pessoa está sendo dramática ou que as coisas não passam de uma brincadeira sem graça, mas na maioria dos casos, é tudo muito sério e pode transformar uma pessoa, destruí-la.

Dois Garotos se Beijando, por David Levithan

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Dois Garotos Se Beijando conta a história de vários jovens homossexuais que vivem situações diferentes sobre a sua sexualidade. Entre esses jovens existe Craig e Harry , amigos que já foram namorados e que decidem criar um protesto contra a violência aos homossexuais onde eles passariam 32 horas se beijando para quebrar o recorde de beijo mais longo.A ideia principal do beijo era mostrar para as pessoas que é perfeitamente normal dois garotos se beijando. Porque não apenas dois garotos. Porém, o próprio enredo do livro nos leva a conhecer outras situações de jovens assim como Tariq, Craig e Harry. Em paralelo com o desafio de 32 horas se beijando, o narrador do livro nos conta a história de outros jovens que vivem situações completamente diferentes, mas que possuem – de certa forma – o mesmo sentimento.

O enredo do livro é bastante completo. O autor nos apresenta diversas situações, onde não vemos apenas a família que aceita bem a escolha do filho, mas também aquela que se revolta quando descobre e aquela que não sabe bem como agir em relação à situação. Temos as pessoas que aceitam, as pessoas que respeitam e também as pessoas que se revoltam. Mas muito mais que isso, nós temos os envolvidos, as pessoas que sofrem, as pessoas que sentem na pele, e isso torna a narrativa ainda mais intensa.

É uma leitura que tem um combo de sentimentos que a gente simplesmente não consegue ignorar. Você se entrega na leitura nas primeiras páginas e sente seu coração apertar até o desfecho do livro. Foi umas das experiências literárias mais incríveis e emocionantes que eu tive nos últimos tempos e certamente um livro que todo mundo deveria ler, gostando ou não dá temática.

Carta de Amor aos Mortos, por Ava Dellaria

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Carta de Amor ao Mortos talvez não seja o meu favorito da lista, mas ele trata de um tema que me encantou a sua maneira e acho que é uma leitura que vale muito a pena. O livro conta a história da Laurel, uma jovem que perdeu a irmã a pouco tempo e através de um trabalho da escola, ela começa a escrever cartas para as celebridades que já morreram e através dessas cartas ela consegue expressar como realmente se sente.

O livro tem a sua beleza. A narrativa de Ava é envolvente, você consegue se identificar com os dramas da personagem e fazer parte daquilo. Apesar de algumas coisas do enredo não terem combinado com meu gosto literário, eu achei a questão do luto muito bem abordada, a autora teve todo um cuidado na hora de desenvolver o enredo e as cartas são maravilhosas.

Esses foram os livros que eu selecionei para essa lista, se você leu algum deles, não esqueça de deixar nos comentários a sua opinião e se tiver algum outro livro que ache que deveria entrar nessa lista não deixe de compartilhar com a gente!

07 dez, 2015

3 Casais Favoritos de Séries Literárias

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Vamos aos fatos: originalmente este post era para ser feito sobre Séries de TV, mas apesar de falarmos até que bastante de séries por aqui, eu resolvi dar uma adaptada nesta ideia e falar sobre os meus casais favoritos de séries literárias que eu shippo até meu coração doer. Porque? Muitas das séries que eu gosto tem casais que fogem um pouco do comum, com características que os tornam especiais. Não é nada como Bella e Edward ou Anastacia e Christian, eu gosto de casais que apresentam um relacionamento saudável, algo em que eu possa realmente me espelhar na vida real.

E não foi nem um pouco fácil escolher apenas três. Primeiro porque eu não sou muito de acompanhar séries literárias – acho que já desabafei sobre isso por aqui – então quando eu encontro uma série que eu realmente gosto, provavelmente o casal principal tem alguma coisa que contribuiu muito para a minha paixão por essa série. E, depois de muito pensar e reescrever esse post, eu cheguei a três casais, de três séries que eu sou completamente apaixonada.

Claire Beauchamp e James Fraser, de Outlander.

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Clair e Jamie tem diversas diferenças entre eles, principalmente o fato de que eles são de épocas diferentes. Isso impediu que ambos se apaixonassem? Não. O que mais me encantou no casal foi o fato de, apesar de viverem em uma época bruta e cheia de violência, eles encontraram um caminho em comum onde um consegue dialogar com o outro, ser empático e não excluir suas próprias vontades. Além disso, eles têm um carinho e um respeito um pelo outro que – para a época em que eles vivem – era realmente muito raro. Gostei demais da forma como o amor deles foi construído com o tempo e não simplesmente jogado na cara do leitor, e mais, não é um relacionamento perfeito, pelo contrário, é cheio de altos e baixos, deixando a relação deles ainda mais real, mais bonita de se acompanhar.

Blue Sargent e Gansey, de Os Garotos Corvos.

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De todos, acho que esse é o casal de adolescentes que eu mais me apeguei de todas as séries que eu li e isso é tudo culpa da autora do livro, Maggie Stiefvater. Gansey e Blue tem um romance muito calmo, com poucas palavras ditas, mas com muita coisa sentida. Eles não tem necessidade de dizer como se sentem, mas fica tudo muito claro em cada gesto, cada olhar que eles trocam durante a história. Acho que eles nem ao menos conseguiram perceber quando estavam se apaixonando um pelo outro, as coisas fluíram entre eles e só. Uma das cenas, e a cena que eu mais amo, que eu sempre cito é a do carro, quando todos estão distraídos e o Gansey coloca a mão para trás e a Blue só aperta pra que ele saiba que ela entende. Não é muito, mas aquele simples gesto de apertar a mão dele foi de tirar o fôlego.

America Singer e Maxon Schreave, de A Seleção.

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Confesso que no começo da série eu acreditava que a America deveria ficar com o Aspen, mas então eu comecei a olhar o relacionamento dela com Maxon com mais cuidado e percebi que eles estavam construindo uma coisa muito mais real e palpável ali. Durante toda a série, o casal passou por diversas provações, tiveram que construir a confiança um no outro e lutar para que pudessem ficar juntos. Não foi um amor fácil, foi um amor cheio de regras, imposições e que por um minuto quase não deu certo. Para mim, depois de eles terem passado por todos esses obstáculos, o final feliz foi mais do que merecido. Não é mesmo?! Kiera Cass acertou muito na criação de um par romântico que está longe de ser perfeito, mas que conseguiram superar as diferenças, os ideais e outros problemas para ficarem juntos.

Esses foram os casais que eu escolhi para essa lista, mas é claro que eu tenho muitos outros casais pelos quais eu sou apaixonada e que também acabam servindo de inspiração para a minha vida amorosa. Mas agora eu quero saber de vocês, quais casais vocês mais gostam na literatura?!

12 ago, 2015

Ghostwriters – Eles podem estar onde você menos espera.

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Olá, Oliphants! Tá vendo esse livro aí, perto de você? Já parou pra pensar que, talvez, o autor tenha tido uma mãozinha na hora de escrevê-lo? Ou que algum livro que você já tenha lido não foi, necessariamente, escrito por quem você pensa que foi? Mistério…Mas aí, você deve estar se perguntando quem deve ter sido essa ajuda. Acertei?

Não sabe o que é ghostwriting? Vou te explicar rapidinho: o ghostwriter, ou “escritor fantasma”, é aquela pessoa que escreve para outra, sem necessariamente receber créditos autorais por isso. Faz parte do trabalho desenvolver a ideia de quem contratou, assim como deve se certificar de que está fazendo isso de modo coerente e tudo certinho, tal qual o próprio autor faria. Vários autores utilizam os serviços dos escritores fantasmas e, não, isso não significa que eles são fraudes ou algo do tipo, muito menos que a obra não seja dele – mas, aí, já é outro assunto.

Para sanar essa curiosidade enorme que estava nos perseguindo a respeito do tema, decidimos, então, bater um papo com uma ghostwriter bem gente boa, que topou tirar algumas das nossas dúvidas sobre essa profissão não muito conhecida por aí e que adoramos poder compartilhar com vocês!

Entrevista com LeVonda Brown (IG: @vonda_writes)

La Oliphant – Quando e como você descobriu a existência do ghostwriting e o que te fez querer exercer essa atividade?

LeVonda Brown –  Como uma escritora que deseja viver dessa carreira, você tende a se familiarizer com as opções com as quais você pode se arriscar. Bem, eu sempre busquei por pequenos trabalhos de escrita; fosse buscando no craiglist* ou no elance.com. De qualquer modo, o que me inspirou a escrever livros como ghostwriter foi um post escrito por Devin McFly.

La Oliphant – Se eu não estiver errada, ghostwriters não costumam receber créditos por seu trabalho árduo. Como você lida com isso?

LeVonda Brown – Correto, ghostwriters não recebem crédito algum, inicialmente. Isso inclusive é mencionado no contrato que fiz para meu projeto atual e para os futuros também. Na minha situação atual, com o “Art Project”, o Autor que me contratou decidiu que queria que as pessoas soubessem que eu escrevi isso. Então, digamos que se um outro projeto me fosse apresentado e o “autor” não quisesse me dar créditos, eu estaria bem com isso. Não estou me esforçando para entrar na industria da escrita em busca de atenção. Estou entrando na industria da escrita para me desenvolver como escritora.

La Oliphant – Você já passou por algum momento em que quis mostrar às pessoas que quem escreveu tal coisa foi você, mas não pode por causa dessa regra sobre ghostwriters?

LeVonda Brown – Não. Eu vivo sobre um código moral que não vou quebrar, seja escrevendo para alguém ou não.

La Oliphant – Você poderia dizer alguns prós e contras de seu emprego?

LeVonda Brown – Os lado positivo de ghostwriting nesse projeto em que estou trabalhando atualmente foi fazer alguém feliz. Nem todo mundo tem paciência, disciplina ou motivação para escrever e, ainda assim, ter uma boa história para contar. Nessa situação não há contras. Eu já sabia com o que havia me comprometido, então tive de me manter perseverante a todo custo.

La Oliphant – Os autores que pagam pelo seu trabalho dão suas opiniões enquanto você trabalha, pedindo para mudar coisas ou comentando sobre o que não gostam? Você já teve algum problema com isso? Se sim, poderia nos contar?

LeVonda Brown – Sim, opiniões foram dadas, mas porque eu as pedi. Independente da escrita, eu preciso satisfazer o cliente, então é importante confirmer se eles estão felizes com o seu trabalho e mantê-los informados. Com esse projeto não tive problemas; manter tudo às claras nunca foi um problema.

La Oliphant – Você acha difícil ou quase nada fácil achar trabalho na sua área? Como vocês divulgam seu trabalho?

LeVonda Brown – Sim, querida, não tem sido fácil achar trabalhos em minha área. Alguns trabalhos requerem certas credenciais. Eu aprendi muito por meio de leituras e isso não é o suficiente no mundo corporativo; por esse motive, prefiro trabalhar como freelancer.

La Oliphant – É possível viver com o dinheiro adquirido por meio desses trabalhos? (Sinta-se livre para ignorar a pergunta, caso seja ofensiva de alguma forma.)

LeVonda Brown – Não. Mas, acredito que posso começar uma vida com o dinheiro que obtenho deles.

La Oliphant – Quais são suas aspirações a respeito da escrita? Você planeja continuar sendo uma “fantasma”? Como se sente sobre isso?

LeVonda Brown – Pretendo explorer todos os gêneros do mundo literário, especialmente livros infantis. Com esperança de que vou me tornar uma autora bestseller algum dia. Se vou trabalhar como ghostwriter novamente? Sim, eu trabalharia; mas o preço pelo meu serviço subirá, visto que vou melhorando minhas habilidades como escritora. Não me sinto mal sobre ghostwrite, eu amo escrever. Todos nós precisamos de ajuda nessa vida e se eu puder ajudar alguma pessoa em realizar seu sonho, eu vou, porque eles nem imaginam que estarão me ajudando a realizar os meus também.

A LeVonda foi muito legal em ter dedicado um tempinho dela para poder nos responder e somos gratos! Esperamos que tenham gostado do post e aprendido um pouco sobre essa profissão (bem legal, por sinal) que, sinceramente, há pouco tempo nem eu sabia da existência!!! Agora, uma perguntinha: você aí, conseguiria ser um escritor fantasma? Teria coragem?

04 ago, 2015

Impressões: Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor

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Preciso compartilhar com vocês uma novidade que mexeu com meu coração: o mais novo lançamento da Editora Novo Conceito. Faz alguns dias que eu recebi na minha caixa de entrada um convite para ler as primeiras páginas do romance de estreia da autora Sarah Butler e compartilhar aqui no blog as minhas primeiras impressões. E depois de dar uma boa lida – e relida neste enredo maravilhoso eu preciso compartilhar com vocês não só as minhas impressões, mas também a minha animação para essa leitura.

A primeira coisa que vocês precisam saber sobre Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor é que ele é narrado em primeira pessoa do ponto de vista de dois personagens: Alice e Daniel. Alice passou os últimos tempos viajando de uma cidade para outra, mas quando recebe a notícia de que seu pai está morrendo, pega o primeiro voo de volta para Londres. Daniel é um morador de rua, mendigo e não tem um lugar para morar há algum tempo. Ele passa os dias procurando pela filha que ele nunca teve a chance de conhecer, até agora.

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Quando eu li os primeiros capítulos do livro, confesso que eu não tinha a menor ideia do que se tratava a história, mas isso foi por uma escolha minha. Já que eu contaria para vocês minhas primeiras impressões, eu queria ter um encontro às cegas com o livro da Sarah Butler, e o que eu posso dizer? Mal posso esperar para conferir a obra completa dessa autora.

A narrativa de ambos os personagens é simples e muito envolvente. Logo nas primeiras linhas você consegue se conectar completamente com a história. Minha primeira impressão sobre Alice é que ela está sofrendo, não só pela possível morte do seu pai, mas porque de alguma forma ela sente que tem alguma coisa faltando na sua vida. Daniel, por outro lado, faz da rua a sua casa e torna a sua situação algo tão poético que você realmente consegue imaginar todo o cenário de Londres como uma grande casa bonita.

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Os pontos de vistas começam sempre com uma lista de dez coisas. Cada item listado faz com que você conheça um pouco mais sobre os personagens da história. Sarah teve todo um cuidado na construção dessa lista, pois os itens refletem bem em como os personagens estão se sentindo em relação ao universo em que foram inseridos. Achei isso simplesmente fascinante.

A Novo Conceito está trazendo para nós um livro que irá abordar a relação entre pai e filha. Para mim, esse é um tema que sempre me emocionou – por motivos pessoais. Ainda não tive a chance de ler a obra completa, mas as poucas páginas que eu li me deixaram com o coração apertado e com o desejo de imergir nessa história até o fim. É possível se apaixonar à primeira vista por um livro?

Ah, antes que eu me esqueça! Para completar essa publicação, a Editora pediu que fizessemos uma lista de 10 itens para compartilhar com vocês. Então aqui vai a minha:

  1. Às vezes eu tenho muito medo de lugares escuros;
  2. Conheci a minha melhor amiga – da vida – em um perfil fake no Orkut;
  3. Gosto que as pessoas me chamem de Jo, mesmo que elas não façam isso;
  4. Eu tenho duas mães que não são lésbicas, mas são ótimas mães mesmo assim;
  5. Queria poder dizer que sinto saudades de casa, mas a verdade é que eu não sinto;
  6. Tenho medo de nunca conseguir me apaixonar de verdade por alguém;
  7. Às vezes eu desejo poder ser outra pessoa, mesmo que por 24 horas;
  8. Eu nunca realmente conheci o meu pai biológico;
  9. Algumas pessoas dizem que eu sou grossa, mas a verdade é que eu não falo as coisas por maldade;
  10. Meu pai de criação é a minha pessoa favorita no mundo;

 

LEIA UM TRECHO DO LIVRO CLICANDO AQUI

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