Cinema 16fev • 2016

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo

Mais um mês que se passa, mais um post sobre adaptações de livros para o cinema que chega, né gente? O começo desse ano ainda tá um pouco devagar no quesito adaptações, e como Convergente ainda não chegou nos cinemas, e eu ainda não li A Quinta Onda, decidi fazer a coluna desse mês sobre um filme que não passou nos cinemas, mas que se encontra naquele lugar maravilhoso, chamado Netflix.

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é baseado no livro de mesmo nome, fruto da parceria entre os autores David Levithan e Rachel Cohn, que já rendeu dois outros livros, um deles (Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música) que também tem uma adaptação pro cinema. Tanto o livro quanto o filme contam a história de Naomi e Ely, um casal de melhores amigos que decidem, afim de evitar futuros dramas, criar uma lista de garotos que seriam considerados zona proibida pros dois. Essa lista inclui desde ex-namorados dos dois, até Gabriel, o porteiro bonitão do prédio onde vivem.

naomi-e-ely-filme-2

A situação se torna um pouco mais complicada quando Ely beija Bruce, namorado atual de Naomi. E ela se complica ainda mais porque Naomi sente mais ciúmes de Ely do que do próprio Bruce. Como eu já tinha falado na resenha do livro (que você pode conferir aqui) o foco principal do livo é o relacionamento entre Naomi e Ely, e o detalhe de que Naomi nunca aceitou realmente o fato de Ely ser gay.

O filme consegue passar essa relação deles de uma forma satisfatória, mas como já é de praxe nessas adaptações, deixa um pouco a desejar. Acho que isso se deve em parte a atuação dos dois protagonistas, Victoria JusticePierson Fodé (importante esse acento agudo, hein?). Ambos são pouco experientes, Victoria tendo passado a maior parte de sua carreira como atriz fazendo séries da Nickelodeon, e Pierson, tendo participado basicamente de webseries e de filmes para TV.

A atuação dos dois não chega a ser ruim, mas não tem a profundidade e o drama que o enredo e os personagens pedem. O resto do elenco do filme não foi marcante o suficiente, provavelmente porque o foco da história são os dois protagonistas. Merecedora de destaque é Monique Coleman, conhecida pela série de filmes High School Musical, que interpreta Robin, amiga de Naomi, e faz um trabalho ótimo com as poucas cenas que tem.

naomi-e-ely-filme-3

O filme acaba sofrendo do mesmo problema que outras adaptações sofrem. Já que não temos a narração dos personagens, os eventos da história não são tão explorados quanto poderiam, o que prejudica a história como um todo. Os conflites perdem um pouco o impacto e a resolução da história parece fácil demais. É o mesmo problema que a adaptação de The Duff teve.

Mas mesmo com esses problemas, o filme é divertido e te entretêm pelo tempo que estiver assistindo. Não vai ter nenhum impacto na sua vida, mas pra quem está procurando por um drama adolescente pra passar uma tarde, Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é uma ótima pedida.

Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

Posts relacionados

Comente com o Facebook

Comente pelo WordPress

9 Comentários

  • Ronaldo Torres
    21 abr 2016

    Esta história é muito boa, assisti ao filme por saber da existência do livro e por conhecer os outros títulos do David Levithan.
    O filme é um tanto quanto normalzinho, mas gosto muito da exploração de personagens LGBTQs nestas histórias.
    Para mim uma história de amizade como uma construção constante de significados, sentidos, diálogos e reinvenção do próprio ser.

  • gabrielribs
    22 fev 2016

    Oiee,
    Eu quero MUITO o livro, acho a capa linda e a historia bem interessante, sabia que ia ter o filme, mas não tão rápido assim kkk.

    O BLOG ESTA LINDO!
    Abraços!
    http://lendocomobiel.blogspot.com.br/

  • Catharina
    20 fev 2016

    Oiiie
    eu quero muito ver o filme mas antes quero ler o livro, que sempre tive curiosidade, gostei da resenha e espero ler e assistir em breve

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

  • Gabriela Erler Campos
    20 fev 2016

    Ei, tudo bem?
    Apesar de eu ter desistido de ler o livro, estou bem curiosa para assistir o filme. Parece ser uma história despretensiosa para animar uma tarde, e é sempre bom ter filmes assim por perto. Espero curtir o filme quando assisti-lo.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura

  • Nilda de Souza
    19 fev 2016

    Vinicius, devo dizer que o filme não me chamou atenção. Como você mesmo falou, é uma história tão sem profundidade.
    Mas algo me chamou atenção o nome de David Levithan. Tenho interesse nos trabalho dele.

    Beijos!

  • Juliana Garcez
    19 fev 2016

    Oi! Tudo bem?

    Adorei o novo layout do blog! 🙂

    Enfim, já tinha visto esse livro e achei a trama ‘teen’ demais pro meu gosto. Mas, acho que ao filme eu darei uma chance. Mesmo tendo em mente que não será grandes coisas, acho que será um bom filme pra passar o tempo e me divertir, como você disse.

    Esse problema de ausência de narrador nos filmes é presente em muitas adaptações, né?! Alguns diretores lidam com maestria com isso, enquanto outros, deixam muito a desejar…

    Beijos!

  • Lilian Valentim
    18 fev 2016

    Hi baby, tudo bem? eu também resenhei esse filme no meu blog! é realmente uma das preciosidades encontradas na Netflix! não é um filme genial mas muito fofo e divertido! adorei a resenha, você falou sobre o acento no nome do ator, Fodé e eu não botei na minha resenha pois achei que não tinha kkkkkkkk fiz tantos trocadilhos indevidos com esse nome! kkkk

  • Dani Casquet
    18 fev 2016

    Olá Vinicius eu desconhecido o livro e a adaptação mas a premissa é bem legal. Deve ser bem confuso essa lista toda, vou pesquisar mais depois a respeito. Bjkas

  • Vitória Michel
    16 fev 2016

    Nossa assim que li a resenha pensei num filme que eu quero muito ver: Amores Imaginários, de Xavier Dolan. E agora estou louca para ver esse também!

    Bjs, Vitória
    http://www.vicio-de-leitura.com

  • O Usuário laoliphantblog não existe ou é uma conta privada.