Entrevistas 03jun • 2019

Brittainy C. Cherry conversa sobre sua escrita emocionante

Eu conheci a escrita da Brittainy quando Sr. Daniels foi lançado no Brasil. Ela também foi a primeira autora que eu conheci pessoalmente em um evento literário então, querendo ou não, parte da minha “história” aqui no blog tem o nome dela envolvido. Quando li Sr. Daniels, me apaixonei pela sua escrita na primeira página e, embora hoje eu já não tenha mais o mesmo desejo pelos romances dramáticos que ela escreve, eu sei que muitos leitores aqui do blog têm vontade de conhecer um pouco mais dessa autora.

Se você gosta de ler os livros da Colleen Hoover, provavelmente a escrita da Brittainy vai te agradar bastante. Para que vocês conheçam muito mais da Brittainy, eu traduzi uma entrevista da autora com o blog Kristen Hope Mazzola, onde ela conta muito sobre como começou a escrever, o que inspira os seus enredos e a mensagem que ela deseja passar através dos seus livros.

Leia a entrevista completa:

O que te inspirou a escrever seu primeiro livro?

Bem, eu escrevi a história de Andrea e Cooper há muito tempo como roteiro. No entanto, eu senti como se eles nunca realmente pudessem expressar sua profundidade em um roteiro, o que limita um escritor a 110 páginas. Então minha mãe disse: “Por que você não tenta escrever isso como um romance? Veja onde isso te leva.” E foi o que eu fiz.

Você tem um estilo de escrita específico ou algum que você prefere?

Eu amo, amo, amo escrever em primeira pessoa. É uma jóia ser capaz de mergulhar na mente dos meus personagens e sentir o que eles estão sentindo. Se mover como eles se movem. Eu também sou atriz, então quando estou no palco eu me torno uma pessoa diferente, e é o mesmo com os personagens dos meus romances. Eu não escrevo Andrea e Cooper, eu me torno eles! E que passeio louco que às vezes pode ser!

Como surgiu o título dos seus livros?

Bem, The Space In Between veio depois que algumas pessoas leram o roteiro. Mas normalmente eu apenas os nomeio com os nomes dos dois personagens principais até que algo chegue a mim. Coffee, Dates e Tucker chegou em um instante depois que a história surgiu na minha cabeça, então foi incrível!

Existe uma mensagem em sua escrita que você quer que os leitores entendam?

Sim definitivamente. O que tento colocar nos meus romances é a ideia da orientação divina. A ideia de que há algo maior do que apenas os personagens. Meus personagens podem não gostar de onde estão, às vezes, mas estão exatamente onde precisam estar. Eu quero que minha escrita dê esperança àqueles que estão lutando, sabendo que as lutas atuais em sua vida não são permanentes. Isso está levando você a um começo melhor, a um novo capítulo em sua vida ou, às vezes, a uma nova história. Mudar não é fácil, mas às vezes é a melhor coisa que pode acontecer com alguém.

Quanto do livro é realista/verdadeiro?

Isso é difícil de dizer. Acho que todas as histórias guardam verdade em suas páginas de alguma forma. O espaço no meio é realista na maneira de lidar com alguns problemas sérios: morte, divórcio, depressão, tristeza. Mas também lida com o outro lado dessas questões: vida, casamento, felicidade e alegria. Então, acho que é verdade, há um equilíbrio maravilhoso que acontece na vida de todos. Certa vez ouvi um homem dizer que não importa o que, em qualquer situação, procure um motivo para sorrir. Procure por um motivo para rir. Quando você encontra essas razões, a escuridão perde todo o poder que detém sobre você, e isso é tão realista e verdadeiro quanto qualquer coisa pode obter.

As experiências em sua escrita são baseadas em alguém que você conhece ou eventos em sua vida?

É como a citação que diz: “Se você queria que eu escrevesse coisas boas sobre você, deveria se comportar melhor”. Mas não posso dizer que haja qualquer personagem baseado apenas em uma pessoa que conheço. Mas há peculiaridades, desafios, momentos cômicos e lutas que eu testemunhei que meus entes queridos passam. Além disso, às vezes eu apenas “as pessoas assistem” e vejo estranhos andando e pensando “Eu me pergunto qual seria a história deles”. “E se aquela senhora for uma agente secreta e o marido dela for um encanador? Como seria a história de amor deles?” Esses tipos de pensamentos aparecem às vezes em meus romances, baseados apenas em estranhos.

Quais livros influenciaram mais a sua vida?

Orgulho e Preconceito. Quando penso em histórias de amor, penso em Jane Austen. Quão complexo e ao mesmo tempo tão simples seus personagens eram. Suas palavras fizeram com que você sentisse coisas que não sabia que podia sentir ao ler. Além disso, quando eu tinha dezesseis anos, lembro de ter lido As Cinco Pessoas que Você Conhece no Céu, de Mitch Albom, e perceber o quão conectados nós, como seres humanos, realmente somos neste mundo. Isso me fez parar e pensar sobre minhas ações, como elas afetariam os outros. Então, agora, quando escrevo, penso nisso também. Como minhas palavras afetarão alguém do outro lado do mundo? Como esses personagens mudarão a vida de alguém? Eu espero pelo melhor.

Você se lembra de como começou a se interessar pela escrita?

Eu era uma garota tímida… Eles até me votaram como a garota mais tímida da escola! Mas durante esse tempo, eu observava as pessoas. Eu aprendi como as pessoas falavam umas com as outras, eu escutava enquanto todo mundo estava ocupado sendo… ocupado. Quando eu tinha 15 anos, escrevi um romance chamado “Faith Everlasting” sobre o ensino médio, que é cheio de panelinhas e drama, mas é o que eu estava vivendo naquele momento. Foi quando eu realmente me apaixonei por escrever.

Gostaram da entrevista? Se você estiver curioso para conhecer os livros da Brittainy, seu último lançamento aqui no Brasil, Vergonha, faz parte de um dos livros sorteados no top comentarista de Junho, então não esqueça de se inscrever para participar, tá bem?

Débora Costa ver todos os artigos
Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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7 Comentários

  • Ana Clara da Silva Pereira
    17 jun 2019

    Amo de paixão os livros dela. Inclusive estou até com vontade de reler Sr. Daniels.

  • […] Não faz muito tempo que eu comecei a me aprofundar nos thrillers, e estou me impressionando muito com os títulos que venho encontrando. Mas a leitura de A Criança do Fogo, infelizmente não foi uma das que me impressionou tanto […]

  • Elizete Silva
    11 jun 2019

    Olá! Gosto muito da escrita da Brittainy, mesmo que eu tenha chorado litros em todos os livros que li dela até hoje, ela possui uma escrita fluída e personagens bastante reais, estou torcendo muito para ganhar esse seu lançamento.

  • Angela Cunha
    07 jun 2019

    Acho que esta é uma das autoras mais amadas nos últimos tempos e não é a toa né? Ela consegue trazer a cada lançamento, uma história que nos toca profundamente e que sempre deixa uma marquinha de ensinamento.
    Vergonha é um dos livros mais comentados nas últimas semanas e eu não vejo a hora de conferir.
    Talvez o sucesso da autora esteja ligado a sua forma de ser, simples, direta e sempre ligando o amor a algo divino(adorei ler isso)
    Amei, amei!!!!
    Beijo

  • Ludyanne Carvalho
    04 jun 2019

    Exceto pelo O ar que ele respira, eu amo a escrita, os livros da Brittainy.
    É uma das minhas autoras favoritas, então essa entrevista é incrível pra mim.
    Agora, preciso confessar que não curto tanto as capas, só a de Arte & Alma.

    Beijos

  • Luana Martins
    04 jun 2019

    Oi, Débora
    Não li nada da autora, mas tenho muita curiosidade de conhecer sua escrita.
    Li apenas um livro de CoHo e gostei muito.
    Obrigada por traduzir essa entrevista e postar aqui no blog, adorei conhecer mais um pouquinho da autora que não sabia que é atriz também.
    Enquanto todos chamavam ela de tímida, ela observava com comportamento de todos. Bem esperta que até escreveu um livro.
    No ensino médio também era muito tímida e observei muito, mas não escrevi nada. Hoje falo um pouco mais, mas claro ainda observo muito também.
    Beijos

  • Tereza Cristina Machado
    04 jun 2019

    Eu vejo muita gente falando sobre a autora, mas euzinha aqui nunca li nada hahaha, ela está na fila de autoras que quero conhecer pelo menos um livro e ver se rola conexão rs!
    Por essa entrevista dar pra sentir que ela tem muita imaginação e quando no fim ela conta sobre o ensino médio de como era tímida e observadora eu me identifiquei aí hahahaha
    Eu amo quando tem tradução de entrevista aqui… é como poder conhecer um pouquinho do autor além livro mesmo quando eu nunca li nada do autor, pelo menos eu crio umas conexões com a personalidade rs! 😉

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