Entrevistas 10jul • 2019

Uma entrevista com Melissa Hurst, a autora de À Beira da Eternidade

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O livro de estreia de Melissa E. Hurst mal chegou no Brasil e já vem conquistando muitos leitores. À Beira da Eternidade é tudo o que qualquer leitor de ficção cientifica poderia querer, afinal, quem não ama um romance que mistura viagem no tempo ao enredo? Parece mesmo que a Galera Record trouxe esse livro especialmente para mim.

E como eu sei que vocês adoram conhecer novos autores, porque não uma entrevista traduzida do mais novo amor da vida de muitos leitores? Melissa é autora estreante e À Beira da Eternidade é o seu segundo livro escrito – tipo, na vida mesmo.

Em sua entrevista com o blog The Sweet Sixteens, a autora fala abertamente como foi arquivar o seu primeiro livro, começar a escrever novamente e todo o processo de revisão e publicação do seu livro de estreia.

Confira a entrevista completa:

À Beira da Eternidade é uma mistura única de viagem no tempo com ficção científica no contemporâneo – como surgiu a ideia para essa história? Suponho que Star Trek possa ter algo a ver com isso.

Depois de arquivar meu primeiro livro no início de 2011, lutei por algum tempo tentando criar outra história para escrever. Um dia, enquanto dirigia, ouvi a música “If I Die Young”, da The Band Perry, no rádio, e estava pensando em um antigo filme de ficção científica chamado Somewhere in Time. E eu pensei, “não seria legal ter um menino viajando para o passado para salvar uma garota que deveria morrer?”

Originalmente, eu tentei fazê-lo um menino do nosso presente viajando para o passado (eu estava pensando em algum momento nos anos 1950), mas eu realmente não gostei disso. Então pensei que seria ainda melhor fazê-lo do nosso futuro. Eu não estava pensando no velho episódio de Star Trek “City on the Edge of Forever” quando eu comecei a fazer o brainstorming, mas eventualmente percebi que eles compartilhavam alguns elementos, então eu decidi usar À Beira da Eternidade como uma referência.

Como foi a sua jornada de publicação?

Eu descobri o meu amor pela escrita enquanto estava no ensino médio. Eu escrevi durante meus anos de escola, parei quando comecei a faculdade, e não comecei até 2009. Levei dois anos para escrever meu primeiro livro, depois arquivei quando percebi que ninguém queria mais livros distópicos. À Beira da Eternidade é o segundo livro que escrevi.

Sua narrativa não apenas muda entre dois POVs, mas também salta no tempo. Como você manteve tudo isso organizado no processo de escrita e revisão do livro?

Nossa, isso foi difícil. Eu criei uma lista no começo para poder acompanhar todos os pontos principais da trama, depois imprimi calendários para anotar o que aconteceu em cada data. Também criei uma linha do tempo para me ajudar a acompanhar os principais eventos que aconteceram na linha do tempo futura e o que aconteceu em 2013. E também usei um caderno para me ajudar a descobrir o que incluir em cada capítulo antes de realmente escrevê-lo. Isso incluía quem seria o personagem do POV, seu objetivo e motivação, e o que realmente aconteceria no capítulo.

entrevista-melissa-hurst-beira-eternidadeSem spoilers, mas o final de À Beira da Eternidade deixa um mundo de possibilidades. Podemos esperar mais da história de Bridger e Alora?

Estou feliz em dizer que sim! Haverá mais dois livros nesta série.

Você prefere ser uma Time Bender ou Space Bender?

Time Bender.

Músicas que fazem você lembrar de À Beira da Eternidade?

“If I Die Young” by The Band Perry, “A Beautiful Lie” by 30 Seconds to Mars, “Still” by Foo Fighters, e “Back Down South” by Kings of Leon.

Se você pudesse viajar no tempo, para qual momento você iria?

Essa é uma pergunta difícil. Mas como eu adoro aprender sobre conspirações, eu acho que seria ótimo se eu pudesse viajar para Roswell, Novo México em 1947 e ver o que realmente caiu lá.

Se você pudesse se teletransportar, para onde você iria primeiro?

Ahhh, outra pergunta difícil! Há tantos lugares que quero visitar. Mas acho que o número um lugar teria que ser Londres, Inglaterra.

Melhor conselho sobre escrita que você já recebeu?

Eu sei que isso já foi dito tantas vezes antes, mas não persiga tendências. Você tem que realmente amar o que você está escrevendo porque você literalmente terá que lê-lo de novo e de novo e de novo. Se não é algo que você ama honestamente, você provavelmente desistirá muito antes de terminá-lo.

Eu espero que vocês tenham gostado dessa entrevista. Uma coisa que sempre me chama atenção é que, cada autor tem uma experiência de escrita válida e que podemos incorporar ao nosso dia a dia. Eu sempre quis escrever, mas ainda não encontrei um enredo pelo qual me sinta apaixonada. Quem sabe um dia?

Não esqueçam de deixar nos comentários quais os outros autores que vocês gostariam de ler entrevistas, tá?

Débora Costa ver todos os artigos
Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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7 Comentários

  • Nathalia Silva
    30 jul 2019

    De fato é muito interessante ver esse outro lado da historia de um livro. E só de imaginar o trabalho que dá pra escrever já fico cansada. Kkkk Escrever resenha me dá um pouco de preguiça, imagina os autores que escrevem páginas e páginas que devem ter um sentido cronológico, uma coerência… Enfim, às vezes nem gosto de falar mau de um livro pois penso nisso.
    Sobre a entrevista, gostei de conhecer mais sobre o trabalho da autora e ver que tudo parece encaminhado para a publicação de mais livros ( falando nisso, será possível um livro distopico único?). Eu só posso desejar sucesso nessa árdua e longa jornada de escritor.

    Bjus

  • Fernanda Mendonça
    29 jul 2019

    O livro parece até interessante e eu adoro esse tipo de ficção científica – sem contar que a autora parece um amorzinho-, mas pelo que eu já li de resenha e o que sei da trama ele parece ser tão previsivel que me dá preguiça de ler. E ainda hoje pra mim o melhor livro/seria sobre viagem bno tempo é Outlander, então todos os outros que eu tentei ler pareceram meio meh

    • Gêmea má
      29 jul 2019

      Acho que minha resposta não foi mandada?? Mas Fernanda Mendonça e Gêmea má são a mesma pessoa hahaha

  • Elizete Silva
    22 jul 2019

    Olá! Como fã de livros que abordam viagens no tempo, fiquei bem curiosa para saber mais sobre essa história, principalmente porque teremos um cenário de 2146 para explorar, outro ponto que me animou bastante foram às músicas escolhidas pela autora, afinal a lista têm três das minhas bandas favoritas (só não conheço The Band Perry), amei.

  • Gisele Thais
    17 jul 2019

    Amei a entrevista, e eu estou tão entusiasmada pra ler esse livro. Já li tantas resenhas dele, já pesquisei e amei cada detalhe que li sobre! Eu quero entrevistas com Dan Brown, John Green, Gillian Flynn rsrsrs…

  • Tereza Cristina Machado
    12 jul 2019

    É tão bom fazer sucesso já de primeira né?! rs! E por aqui tá chegando tanta gente nova que eu não to conseguindo acompanhar esses lançamentos.
    Eu só gosto de ler a série depois que todos os livros são lançados hahahaha dai fico me perguntando se só eu sou assim… então demoro uma vida pra comprar esses livros que tem continuação rs!

  • Angela Cunha
    12 jul 2019

    Sem sombra de dúvidas, este livro da autora tem dado o que falar desde o seu lançamento. Aliás, eu sou uma das que querem ler ele o quanto antes!
    Amei saber que é uma série, confesso que ainda não sabia disso.
    Ficção aliada a viagens no tempo sempre renderam ótimos cenários e oh, confesso que quando li a primeira resenha desta obra, fiquei imaginando ela numa adaptação no cinema!!!
    Adorei conhecer um pouquinho da criação da autora e que ela sempre continue presenteando os leitores com suas obras.
    Beijo

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