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Sweet Magnolias é tudo o que eu precisava na Netflix

Doces Magnólias (Sweet Magnolias) é um sopro de ar fresco no catálogo da Netflix, considerando a quantidade de séries adolescentes ruins que o streaming vem lançando atualmente. Tudo bem, não é uma série que vai ganhar muito destaque mas, em período de pandemia, um enredo com um pouco de drama, humor e romance é tudo o que a gente precisava.

Baseada nos livros da coleção “Sweet Magnolias” de Sherryl Woods, a série pode não contar com uma super produção, mas garanto que o enredo e as nossas protagonistas compensam em todos os aspectos.

O tom simples da série acaba sendo o seu ponto forte. Menos, às vezes é mais, não é verdade? Quem não gosta dos dramas de cidade pequena do interior, não é mesmo? Se você gostou de Gilmore Girls e Virgin River, vai gostar muito de Doces Magnólias.

A série começa em uma pequena cidade chamada Serenity, na Carolina do Sul, onde todo mundo conhece absolutamente todo mundo. Ou seja, é aquela cidade onde todo mundo sabe da vida de todo mundo e a fofoca rola solta. Nossas protagonistas são Maddie (Joanna Garcia Swisher), Dana Sue (Brooke Elliott) e Helen (Heather Headley), o trio que vai liderar os dramas desta pequena cidade e nos envolver em suas próprias histórias.

Amigas de longa data, elas são o suporte emocional uma da outra. Enquanto Maddie está passando por um divórcio difícil, Dana Sue está tendo dificuldades com o seu restaurante e Helen está tentando formar sua família, elas acabam sendo o porto seguro umas das outras, dividindo os problemas e somando as conquistas.

Doces Magnólias não traz grandes eventos e nem problemas que deixam a gente arrepiado. A série tem um tom mais leve, cotidiano. Acompanhamos nossas protagonistas explorando seus pontos fortes, lidando com os seus pontos fracos e tentando construir (ou reconstruir) suas vidas da melhor maneira possível.

E é isso que mais me encantou em todos os episódios.

Eu acho que depois de encarar tantas séries com enredos complexos e plots diferentes, foi bom demais encontrar uma série mais “comum”, com um tom mais tranquilo e que falasse de problemas ordinários como términos de relacionamento, paixões antigas e recomeços. Por mais que sejam três protagonistas completamente diferentes, não tem como você não se identificar um pouco com cada uma delas.

Maddie, por exemplo, é uma ex-dona de cada, recém divorciada tentando encontrar a melhor maneira de reconstruir a própria vida. Eu gosto como ela é a mais serena das três, tentando lidar com a situação da forma mais racional possível e sempre colocando o bem estar emocional dos filhos em primeiro lugar – ao contrário do ex-marido, que é um babaca e nos dá todos os motivos para odiá-lo do começo ao fim.

Helen, por outro lado, é o empoderamento feminino incorporado. Eu acho incrível a forma como ela enfrenta os problemas de frente, sem abaixar a cabeça. Honestamente? Queria ser ela na vida, tá? Para mim, ela é o ponto de inspiração da série, ela encontra o melhor de cada personagem e os ajuda a explorar isso. É uma mulher simplesmente incrível.

E Dana Sue, eu não sabia que estava com saudade da Brooke Elliott atuando até vê-la nesta série. Acho muito importante vê-la em uma posição de poder que é tipicamente masculina e gosto do tom que ela traz para a história, mostrando todas as nuances de uma mulher num cargo de liderança e como ela pode ser facilmente taxada de autoritária – até mesmo por outra mulher.

Os arcos secundários da série também são interessantes. O romance adolescente de Ty e Annie me prendeu do começo ao fim. Torci muito para que acontecesse algo entre eles e me envolvi demais com os vários caminhos que este arco poderia tomar dentro da história.

Um ponto que me chamou muita atenção nessa série é que os romances são uma parte importante da história, mas não chegam a roubar o protagonismo. Por mais que a gente se envolva e torça por um final feliz, por um beijo ou por qualquer outra coisa, ainda assim, o que mais importa é o emocional das protagonistas e o caminho que elas vão seguir até o último episódio.

Em tempos de isolamento social e muito tempo livre para explorar os streamings, encontrar uma série como Doces Magnólias me deu um certo alívio. Por mais que eu goste de enredos complexos e super produções, às vezes assistir algo simples traz aquela calma e relaxamento que estava faltando nesse período tão conturbado, não é mesmo?

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Débora Costa

Uma intelectual contemporânea que entende a importância da convergência de mídias, telas e narrativas. Acompanhando mais séries do que deveria e não consigo fazer uma coisa de cada vez. Ainda quero escrever um romance de época um dia.

Deixe seu comentário

  1. Concordo com tudo que você escreveu acima. Em tempos caóticos, fica tão difícil encontrar algo mais leve e sem grandes motivações para só se dar o luxo de ficar sentada no sofá curtindo.
    Anda sando uma gama de séries e filmes juvenis, que dá desânimo. Tá, eu gosto de ver também. Mas é preciso sim, sair da mesmice as vezes.
    Ainda não conhecia a série, mas já vou atrás agora!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

  2. Michelle Lins de Lemos comentou:

    Nada como uma série leve pra esses tempos mais difíceis não é?
    Sou fã da Joanna e da Brooke
    Vou tentar assistir a série

  3. Joana comentou:

    Amei sweet magnolias.
    Esperando segunda temporada