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Como voltar a estudar Inglês pra aprender de verdade

As escolas de idioma não são nenhuma novidade no cotidiano do brasileiro. Há mais de 40 anos, franquias são instaladas em cidades cada vez menores, abrangendo mais e mais do território nacional. Mas se esse é o caso, qual o motivo de termos uma porcentagem de fluência tão baixa, que não passa do 1%?

A resposta para essa pergunta envolve vários fatores: métodos ultrapassados, livros sem revisão constante ou atualização, mídias antigas e engessadas e o que eu considero um dos principais: a falta de treinamento de profissionais ou contratação de profissionais qualificados. 

Ao contrário de profissões como médico ou engenheiro, com responsabilidades óbvias e reconhecidas, os professores de idiomas são muitas vezes não estudados na área e sim falantes autônomos ou mesmo formados nos próprios cursos que, por cerca de R$20 por hora, aceitam passar aquele mesmo conhecimento recebido para outros estudantes. 

A receita, claro, não poderia ser efetiva: esse conhecimento partindo de uma base não sólida já do início vai se perdendo em um mar de repetições e “é assim porque é assim” que nos traz até aqui: pouquíssima fluência e bilhões angariados para os bolsos dos donos das empresas. 

Apesar de aparentemente evidente, uma verdade é pouco dita no meio: a responsabilidade pelo não-aprendizado não pode, de forma alguma, ser jogada no colo do estudante, cujo único requerimento para aprender é literamente esse: não saber. No entanto é comum encontrar, enquanto professor qualificado, alunos e prospects de alunos com a autoestima na lama, achando que não conseguem aprender por terem muita dificuldade, por não serem capazes de aprender ou por não terem “dom pro idioma”. 

Por isso hoje eu trouxe uma lista de ações que você que tem interesse em aprender Inglês de verdade pode fazer para garantir não cair novamente nessa esparrela. Spoiler: elas são relacionadas à escolha de um professor particular pra te ajudar nessa jornada. 

  • pergunte a amigos que estudem com professores particulares – entenda como as aulas funcionam com eles antes mesmo de pegar a indicação (mas se gostar do modelo, ir direto a esse professor é uma boa ideia!);
  • abra suas expectativas da forma mais honesta possível para o professor. explica suas dificuldades e experiências e pergunte sobre as qualificações e experiência dele também; 
  • pergunte sobre o método de ensino, peça pra assistir uma aula em grupo, se for o caso, ou que ele te explique o funcionamento de uma aula individual. Atenção: nem todos os professores oferecem aulas experimentais, e tudo bem. eu mesma não ofereço, mas tiro todas as dúvidas e guio cada interessado em como as aulas funcionam. 
  • procure um professor com disponibilidade para seus horários. se você não tem uma agenda definida, seja sincero com seu professor e confirme se ele está de acordo com mudanças de horários. pergunte tudo sobre remarcações, cancelamentos, etc, assim vocês dois evitam dor de cabeça no futuro. essa dica é ouro pra professores também!
  • considere sua possibilidade financeira juntamente a todo o serviço que o professor oferece. se você tem um orçamento limitado, considere estudar em turmas ou com um professor não tão experiente ou estudado na área – só não diga que a aula “tá cara” se você não entende todo o investimento que aquele professor fez (e faz) para se profissionalizar e melhorar cada vez mais suas aula
  • busque alguém com quem você tenha afinidade! o afeto faz toda diferença no aprendizado e pode ser o que te motiva a ir à aula quando o dia foi longo ou você tá de cabeça cheia. não ignore esse ponto e, por fim…

Acredite que você é, sim, capaz de aprender, mas que o aprendizado consolidado leva tempo e dedicação, mas vale muito a pena do mundo por toda a liberdade que te dá. Te espero do outro lado da fluência! 

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Larine Flores

Formada em Jornalismo, graduanda em Letras com foco na Língua Inglesa, professora há 7 anos, apaixonada por cachorros, defensora dos direitos das mulheres e vegana por amor aos animais.

No último ano ajudou alunos na preparação para um intercâmbio, dois programas de mestrado (nacional e internacional), exames de proficiência e desenvolvimento de habilidades para ambiente profissional e acadêmico em áreas como Direito, Tecnologia da Informação, Segurança do Trabalho, Moda, Publicidade, Comunicação, entre outras.

Constantemente procurando aperfeiçoar técnicas e abordagens de ensino através de cursos e estudos complementares, focando em ser uma pessoa melhor, uma profissional mais capacitada e em criar um mundo melhor para vivermos.

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  1. Michelle Lins de Lemos comentou:

    Perfect!
    Love it!
    Mais uma vez nossa teacher sempre com ótimas dicas

  2. Ariela Souza comentou:

    Eu tenho bastante vontade de voltar a fazer aula de ingles, quuando puder, mas tb queria muito fazer um intercambio. Como essa segunda opção ta mais longe pra mim, no momento, eu fico vendo as vezes video de aulas pela internet, no you tube mesmo. O que ajuda um pouco!!
    Mas queria ter mais a pratica, de ouvir, falar com alguem tb.
    Adorei esse post!

  3. Angela Cunha Gabriel comentou:

    Que texto mais especial e necessário!!! Eu penso que a pandemia colocou muitas pessoas que tiveram que ficar em casa, para aprender novas atividades e sim, aprender também novos idiomas!
    Tenho uma amiga que sonhava em falar e aprender o espanhol. Começou cursos on-line e oh, tá mandando muito bem já na língua.
    Nunca é tarde para se aprender!!!
    E hoje com a facilidade da internet, o acesso é ainda mais simples e descomplicado!!!!
    Adorei!!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

  4. Nathalia Maria Barros Possidonio comentou:

    Nossa, você tem muita razão!! Eu nunca fiz aula de inglês, só aprendi com músicas e séries e em 2019 eu passei 3 meses dando aula de inglês em uma escola super renomada e conhecida sendo que eu não tinha experiência nenhuma (nem no inglês e nem como professora) e hoje eu vejo como é errado eles contratarem pessoas como eu!! Seu post é extremamente necessário para que as pessoas abram os olhos em relação ao profissionalismo

  5. Nathalia Maria Barros Possidonio comentou:

    Acabei de pegar meu primeiro livro inglês (tem 79 páginas só) e estou tentando ler procurando algumas pelo kindle mesmo, mas também estou tentando não me importar com palavras que não são necessárias para entender o contexto!!

  6. Nathalia Maria Barros Possidonio comentou:

    Espero que assim eu consiga (devagar haha) ler um livro em inglês… Queria muito ter uma coleção de importados pois acho eles belíssimos haha Fico babando nas estantes com importados de hard cover

  7. Nathalia Maria Barros Possidonio comentou:

    Esse livro já me chamou a atenção hahaha achei ele lindo demaisss, tenho uma queda por capa dura!!
    Meu sonho é fazer aula de inglês mas principalmente um intercâmbio!!

  8. ELIZETE SILVA comentou:

    Olá! Dicas para lá de valiosas, para quem tá perdido em como finalmente dar o primeiro passo para esse mundo, eu confesso que no meu caso, falta tempo e um tantinho de dedicação, apesar de querer muito mergulhar num novo idioma, nesse caso o Inglês, sempre que fico frustrada, acabo desanimando um pouco, mas tenho esperanças de que um dia eu chego lá.