Literaría 27jun • 2019

Romance Histórico: conhecendo mais sobre o gênero

Há alguns anos eu tive a ideia de trazer um pouco mais sobre gêneros literários aqui para o blog e realmente explorar as possibilidades de cada um. Claro que, na época, eu não era muito organizada e acho que eu consegui falar apenas dois ou três gêneros e não da maneira que eu queria. Desde que eu entrei de cabeça na série do Cormoran Strike e me dei a chance de sair da minha zona de conforto, eu achei que seria interessante tentar essa ideia de novo, e aqui estamos.

Bem, eu resolvi começar com romance histórico por um motivo óbvio: eu amo o gênero. Inclusive, o primeiro livro que eu escrevi na minha vida era um romance histórico e com todas as novas autoras que estão chegando nas livrarias e a adaptação de Os Bridgertons virando a esquina, por que não aprofundar nesse gênero que a cada dia conquista mais leitores?

Meu primeiro livro de romance histórico foi O Duque e Eu, da Julia Quinn. Eu não tinha ideia do que era um romance histórico, mas já tinha lido algumas resenhas da série, então na Bienal do Livro, eu aproveitei uma boa promoção da Arqueiro para colocar os três primeiros livros na estante. E o resultado? Passei o final de semana tão imersa na escrita de Quinn que terminei o terceiro livro já querendo ler o quarto, e o quinto etc.

Depois de Julia Quinn, Lisa Kleypas entrou na minha vida, seguida de Mary Balogh e desde então eu não consigo recusar a oferta de mergulhar no passado e me apaixonar junto com esses personagens sempre surpreendentes. Nem sempre todas as jornadas são boas, mas eu sempre me surpreendo com a criatividade das autoras e como a escrita delas tem um jeito único de me envolver e me apaixonar.

As principais características do gênero

O romance histórico é um gênero que reconstrói o passado. Frequentemente inspirados pela história, os escritores desse gênero incorporam eventos passados ​​ou pessoas em suas histórias. Mary Balogh, se não me engano, incorpora a batalha de Waterloo em um de seus romances, assim como Diana Galbadon com a batalha de Culloden, em Outlander.  Outras autoras apostam em figuras populares do passado, como a própria Rainha Victória, muito popular nos anos de 1840.

Um romance histórico de qualidade conta uma história convincente que, equilibra as informações autênticas com os elementos inseridos pelo próprio autor ao longo da narrativa.

Outro ponto importante do gênero é que os romances históricos são definidos em um período geralmente 20 anos ou mais no passado, um em que o autor não viveu.  O cenário é trazido à vida por representações detalhadas e factuais da geografia, cultura, sociedade e costumes do local. Um ou mais desses elementos podem desempenhar um papel central na narrativa do romance, como quando Eloisa James descreve as terras escocesas em A Torre do Amor.

Construção dos personagens

Uma outra característica dos romances históricos é a autenticidade dos personagens. Os protagonistas em enredos de romances históricos são geralmente imaginários, mas personagens de apoio podem ser personagens históricos reais.

Enquanto os personagens primários não podem desempenhar um papel central na narrativa do romance, eles são geralmente mais importantes do que as configurações e eventos ao redor. De fato, muitos romances históricos de ficção são baseados em personagens e dirigidos, às vezes seguindo famílias fictícias ao longo de várias gerações.

Joyce G. Saricks, em “The Readers ‘Advisory Guide to Genre Fiction” explica que a ficção histórica orientada para o personagem “frequentemente fornece um retrato muito íntimo do protagonista”. Personagens autênticos, no entanto, pedem um cuidado deliberado por parte do escritor. O personagem deve retratar com precisão as ideias, opiniões, comportamentos, valores e hábitos do período escolhido pelo romance.

Retratação da cultura da época

Os romances históricos, quando bem desenvolvidos, também são caracterizados pela compreensão cultural. Ao desenvolver um romance de ficção histórica, um escritor tem que experimentar a vida imaginariamente a partir da perspectiva de um personagem dentro do cenário do romance. Um escritor também precisa usar com precisão informações factuais, de modo a não deturpar o período histórico.

O entendimento cultural também engloba uma consciência e uma sensibilidade para as visões de mundo do período, bem como uma representação justa de pontos de vista divergentes. O enredo de um romance histórico pode não só refletir as questões e preocupações do período de tempo, mas também pode explorar questões específicas em profundidade.

Alguns romances históricos para conhecer o gênero

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O Duque e Eu, de Julia Quinn

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.

Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Entre o Amor e a Vingança, de Sarah MacLean

Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres.

Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles, até mesmo seu coração.

 

 

Quando a Bela domou a Fera, de Eloisa James

Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

 

Romance com o Duque, de Tessa Dare

A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai.

Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida.

Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa.

Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque.

Um pouco grande essa publicação, não é mesmo? Eu sei que eu tenho devido muito conteúdo para vocês, mas eu ando enfrentando “coisas” ultimamente e prometo que assim que eu conseguir me organizar novamente, eu volto com a minha antiga programação com entrevistas, curiosidades, listas de leitura etc. Eu juro!

Não esqueçam de me contar nos comentários se vocês gostaram desse tipo de conteúdo e quais são os próximos gêneros que vocês querem ver por aqui!

Fonte de Pesquisa: 1, 2, 3

Débora Costa ver todos os artigos
Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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6 Comentários

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  • Tereza Cristina Machado
    28 jun 2019

    Eu também amo um romance assim, fico me imaginando lá, acho que de alma eu vivo por lá hahahahaha
    A série escândalos e canalhas da Sarah Maclean eu comprei só por sua indicação e só li o número 1 ainda hahahaha uma hora chego no 3 que foi o que vc falou super bem rs!
    Júlia Quinn eu ainda não li nada, comprei a série nova hahahah se eu amar vou tentar os Bridgestone hahahaha pq essa é a mais elogiado rs!
    E faça mais resenhas sobre gêneros literários, sempre bom ver detalhes 😉

  • Elizete Silva
    28 jun 2019

    Olá! Esse, sem dúvidas, é o meu gênero favorito, AMO todas essas autoras que você citou, eu acho divino ser transportada para aquela época, mesmo sabendo que na prática deveria ser bem complicado viver nela!

  • Angela Cunha
    28 jun 2019

    Como eu amo este gênero!!!
    Apesar dele ter ficado esquecido por muitos anos, hoje em dia, são tão comuns que tomam as vitrines nas grandes livrarias e claro, vira e mexe, a gente vê um na mão de um leitor e isso não se resume somente ao público feminino não, felizmente!!!
    Toda aquela ingenuidade da época, as tradições, os tabus, os costumes são maravilhosos e vivo pensando como teria sido maravilhoso ter vivido naquela época, com aquelas pessoas, roupas, flertes e famílias.
    Sei lá, era tudo tão mais bonito.rs mesmo que a mulher naquela época, tivesse sua vida bem menos emocionante do que hoje em dia, apesar de oh, as autoras em sua maioria, sempre mostrarem personagens mais fortes e donas de si(adoro)
    Amei o post!!!!
    E preciso urgente ler esta série dos contos de fadas da Eloísa!!!
    Beijo

  • Rayane B. de Sá
    27 jun 2019

    Oiii ❤ Amo romances de época/históricos, eles são um dos meus gêneros favoritos.
    O primeiro livro de romance histórico que li foi A Promessa da Rosa da Babi A. Sette, gostei do livro, mas ainda assim, por causa do mocinho do livro e das passagens longas de tempo, não consegui me conectar tanto com a história.
    Mas, depois de alguns dias, decidi começar O Duque e Eu e fiquei completamente apaixonada pela história, pelos personagens, pelo romance tão lindo entre Daphne e Simon. E, por isso, cada vez mais comecei a pegar gosto pelo gênero.
    Logo depois, conheci a escrita da Lisa Kleypas, da Sarah MacLean…. E recentemente Tessa Dare.
    Adorei ler essa publicação, sobre um gênero que tanto me encanta ❤

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