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A Herdeira, por Kiera Cass

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A Herdeira é um romance distópico escrito pela autora Kiera Cass e publicado no Brasil pela Editora Seguinte. O livro é o quarto volume da série A Seleção e segue o período após o desfecho do livro A Escolha.

Por exatos sete minutos, Eadlyn nasceu com uma coroa na cabeça e um reino aos seus pés. Diferente das garotas de sua idade, ela fora preparada a vida inteira para governar Illéa com sabedoria através dos ensinamentos de seus pais, Maxon e America.

Porém, a situação do país desde que o regime de castas foi dissolvido não é das melhores. As pessoas estão descontentes, revoltosas e precisam se apegar à esperança de um futuro melhor.

Para acalmar os ânimos do povo, seus pais resolvem trazer de volta A Seleção, a mesma competição que uniu o casal mais amado de Illéa, mas agora para encontrar um príncipe digno do coração de Eadlyn.

O único problema, e também o maior de todos, é que Eadlyn não se sente nem um pouco inclinada a encontrar amor em meio a trinta e cinco pretendentes, mas assim como sua mãe havia se negado a competição uma vez e mesmo asism se apaixonado, tudo poderia acontecer.

“Há coisas sobre nós mesmos que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade.”

Eu não esperava por um quarto volume dessa série, sinceramente. Para mim, conhecer a história dos filhos de Maxon e America era apenas uma ideia vaga na minha cabeça, nunca pensei que a autora levaria algo assim a diante, mas estou muito feliz que ela o tenha feito.

Afinal, é melhor ter certeza do que realmente aconteceu e ter mais um pouco de Maxon e America, do que simplesmente ficar imaginando, certo?

Assim como os três primeiros livros da série foram narrados pela America, A Herdeira é narrado em primeira pessoa, mas do ponto de vista da Eadlyn. Neste ponto da série, America e Maxon já viveram muitos anos de felicidade, e agora sua filha mais velha e herdeira do trono se prepara para assumir o lugar do pai e governar Illéa.

Assim como nos volumes anteriores, a autora não foca muito em explicar o regime monárquico do país, muito menos sobre o desenvolvimento da distopia em si, mas conforme o enredo se desenvolve é possível entender mais ou menos o que aconteceu com o país quando Maxon assumiu o trono.

“Queria ser responsável pelo meu caminho. Pensei se essa não seria a razão para eu ter erguido uma muralha à minha volta; talvez eu sentisse medo de que alguém cruzasse essa barreira e tomasse o controle da minha vida.”

O enredo se desenvolve maravilhosamente bem, e eu não esperava nada menos da autora dado ao sucesso que os últimos três livros tiveram.

Porém, algumas coisas me incomodaram durante a leitura: Achei que o desenvolvimento da história, em si, foi bastante corrido.

Durante todo o livro somos bombardeados de informações sobre a política do país e sobre a família de Eadlyn, mas os fatos são sempre contados por alto, o que não permite que o leitor se aprofunde muito em alguns detalhes.

Por se contado do ponto de vista da Eadlyn, também não temos muito contato com personagens antes conhecidos, como Aspen e Marlee.

Claro, eles estão presentes neste volume da série, mas não são tão ativos quanto muita gente provavelmente está esperando. Neste livro, o foco da autora está no desenvolvimento da Eadlyn como personagem, e querendo ou não, Aspen, Lucy e Marlee fazem parte de uma outra fase da série.

“Então, por favor, parem de pressionar para que eu ame gente que eu nem queria que estivesse aqui para começo de conversa.”

Eadlyn foi uma personagem que me encantou logo de cara.

Ela é tudo o que eu esperava de uma filha da America com o Maxon, só que com um pouco mais de responsabilidade e até mesmo frieza.

Ao contrario do que eu imaginava, ela consegue compreender bem, desde cedo, o peso do cargo que irá herdar e isso faz com que ela se obrigue a amadurecer um pouco mais rápido do que realmente deveria, e isso acaba dando à ela uma personalidade mais fechada, independente e até mesmo dura.

Assim como a antiga seleção, temos os trinca e cinco candidatos à mão de Eadlyn, e muitos deles são completamente descartáveis. A diferença está no ponto de vista da história, e foi o que mais me interessou em toda a leitura.

Durante toda a série, esperamos que a America fosse escolhida pelo Maxon, mas desta vez estamos vendo toda a situação de um outro ponto de vista, porque agora é a Eadlyn quem comanda toda a situação, o que dá à ela um poder muito grande sob os candidatos. – #GirlPower

“Tem sido mais difícil do que eu imaginava, com tantos desastres pelo caminho. E não sou tão boa quanto outras garotas em mostrar minhas emoções. Passo a impressão de não me importar com nada, mesmo quando me importo. Gosto de guarda as coisas para mim. Sei que parece ruim, mas é verdade.”

O que mais me interessou em A Herdeira, foi poder ver A Seleção do ponto de vista da realeza. Além de ter que se preocupar com todas as questões políticas do país, Eadlyn precisa arrumar tempo para se encontrar com seus pretendentes, tentar gostar deles e ainda fazer uma escolha que agrade o seu país.

Enquanto isso, ela também precisa zelar pela boa imagem da sua família, se preocupar com os seus pais e se apaixonar no meio disso tudo.

O enredo tem vário pequenos detalhes que deixam tudo mais interessante, o que é a cara da autora fazer. Nos livros anteriores nós sabíamos exatamente por quem torcer, mas neste caso existem vários pretendentes que podem ganhar o coração do leitor e nenhuma ideia quem Eadlyn poderia escolher como noivo. Ou seja, é preciso que façamos nossas apostas para ver quem será no novo príncipe de Illéa – e acreditem, eu já tenho o meu favorito #TeamKile.

Confesso que eu estava com muito receio de A Herdeira quando soube do lançamento do livro.

Fiquei preocupada com o caminho que a série tomaria e o que a autora faria com os personagens que passei os últimos três anos amando. Mas posso dizer – e isso é com um alívio enorme no peito – que eu gostei deste livro tanto quanto eu gostei de A Seleção, e eu realmente espero não ter que morrer de esperar por um segundo volume, porque os personagens são muito apaixonantes.

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Débora Costa

Uma intelectual contemporânea que entende a importância da convergência de mídias, telas e narrativas. Acompanhando mais séries do que deveria e não consigo fazer uma coisa de cada vez. Ainda quero escrever um romance de época um dia.

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  1. Débora, eu gosto muito do seu blog, sabe, então me sinto bem feliz de tê-lo conhecido um dia. Sobre essa série, por exemplo, eu nunca me interessei muito em ler os livros, mas você me deixou com aquela vontade de dar uma folheada e ver o que acho. Ah! A capa do quarto livro é a minha preferida hahaha 🙂
    Um abraço,
    http://www.literasutra.com

  2. Débora, seu blog está cada dia mais incrível. Quero muito ler A seleção ainda, um dia. Nunca li porque não me interessava logo de início, mas ultimamente muitas resenhas estão me dando vontade de conhecer essa história.

  3. Ainda não li a Seleção, por isso li por cima sua resenha. Já estou com o livro aqui na estante, só falta encaixar ele nas leituras. rsrs
    Quero muito conhecer essa trama que todos elogiam tanto! *-*
    Beijos

  4. Olá.
    Quero muito ler A seleçãoe quando penseo que acabou me falam desse livro
    Acho a capa desse livro linda, e como quero muito ler a seleção confesso que deiuma olhada só por cima pq não quero saber anda com quem a protagonista fica rsrs

  5. Silvana comentou:

    Olha eu vou ter que ser sincera e dizer que não li sua resenha toda, porque eu ainda não li a série A SELEÇÃO. Estou querendo começar para poder assistir o filme que vão gravar e também tenho que confessar que amei as fotos que você tirou dos livros. Ficaram todas muito lindas.

    Quanto ao seu ponto de vista, pelo que pude perceber, eu vi que tu gostou bastante
    e o que mais preocupa mesmo é os autores começar a lançar livros para enxer linguiça e acabar estragando com a história né? Eu também não gosto disso não. Mas espero gostar da escrita da Kiera, porque todos comentam muito bem sobre ela =]

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/05/resenha-brilho-em-busca-de-um-novo-mundo.html

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/05/resenha-seducao-morta-lenda-de.html

  6. Oie Débora,
    Eu já senti muita curiosidade em relação a série,
    mas depois de um tempo e várias resenhas,
    essa cedeu e hoje em dia não tenho tanto interesse
    caso chegassem até mim poderia até lê-los, mas não tenho mais
    a pretensão de compra-los.
    Beijos
    Conversas de Alcova ❤

  7. Oi, flor!
    Essa é a primeira resenha que leio a respeito do livro – e encontrei um spoiler para quem não leu a série completa (como eu). Não sabia que o sistema de castas havia sido dissolvido depois de A Escolha, mas não tem problema. Apesar da informação privilegiada, era previsível que a America influenciasse o governo de Iléa desse jeito.
    Achei muito legal que a autora tenha conseguido dar corpo a uma sequência… E a personalidade da protagonista me agradou. Parece que a autora desenvolveu essa personagem muito bem. Com certeza, lerei com altas expectativas.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

  8. Tenho expectativas com esse quarto livro, eu sou fã assumida da Kiera, e quero saber como ela vai desenvolver essa história, mesmo muita gente falando que ela mandou mal no último eu tive uma conclusão bem diferente! Gostei da história do quarto livro espero ler em breve. Bjkas

  9. Brenda Amorim comentou:

    Estou muito querendo começar a ler essa serie, mas ainda não comecei., acho que irei gostar.. Adoro as capas dessa serie, são todas linda

  10. Débora, você é uma das blogueiras que eu sempre “escuto” quando o assunto é livro. Sim, sua opinião sobre um livro pode mudar a visão que tenho sobre ele. E é isso que ocorre em relação a essa série. Nunca tive muita simpatia por ela. Sempre achei que é uma distopia que foca demais no romance dos protagonistas.
    Mas devo dizer que minha opinião vem mudando, cada vez que leio sobre a série aqui.
    Essa edição, por exemplo, eu havia lido em outros blogs que a Eadlyn é apresentada como uma princesa mimada e egoísta. Mas você traz outra opinião, com ótimas fundamentações.
    Eu, realmente, quero ler essa série agora.

    Beijos!

  11. Oi Débora, tudo bem?
    Tenho vontade de ler a série pois uma amiga me indicou, como não acontecerá tão cedo, fico só com as resenhas.
    Outra que tinha lido de A Herdeira me fez odiar a Eadlyn logo de cara, mas os pontos que você citou, mostrou um outro lado dela, então acho que só quando ler para saber né?
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br

  12. Joyce comentou:

    Ola lindona as capas dessa série são lindas demais , já estou com o livro para ler, e realmente ver a seleção sobre o ponto de vista da realeza já me deixa intrigada, como sei que terá continuação vou esperar sair o segundo livro para ler. beijos

    Joyce
    http://www.livrosencantos.com

  13. Oi oi, como vai?
    Sua resenham me encantou! Acredite ou não, foi a primeira positiva que li de A Herdeira!
    Vi muita gente reclamando da continuação da série e por meio de outras resenhas achei que não ia gostar, mas a sua ficou muito bem explicada e já quero ler, pois sei que vou amar.
    Eadlyn deve ser legal (diferente do que muitos falaram), mas claro que ela é meio fria e tudo mais, afinal, é nova, carrega uma grande responsabilidade e ainda tem que se apaixonar por algum rapaz que mal conhece, enfim, deve ser difícil.
    Espero poder ler em breve e descobrir como é tudo contado do ponto de vista da realeza!
    Beijos!

  14. Olá, eu não vejo a hora de poder ler esse livro e saber o que acontece, gostei de saber que a protagonista te encantou e era exatamente o que esperava da combinação de America e Maxon <3

  15. Adorei a resenha, muito bem escrita e desenvolvida!! Bom, em relação ao livro, eu ainda não li a trilogia, mas eu já sei de praticamente tudo que acontece!! 🙁 Por isso não tenho pretensão em começar a ler agora, só quando tudo que eu souber, estiver bem nebuloso na minha cabeça… Que bom que gostou do rumo da história.. 😉

    Abraços e até!!

    lendoferozmente.blogspot.com.br

  16. Thainá comentou:

    Oie, tdo bem?
    Não sinto a menor vontade de ler esse livro. Li até o 2º livro de A Seleção, mas não consegui terminar. Era como um caroço na minha garganta que eu tava forçando a descer, então abandonei e não pretendo voltar tão cedo. Mas pra quem é fã, parece bom.

  17. Gente!!
    Quando eu vi o titulo desse post eu pensei: AY DIOS MIO(sou dessas que pensa em espanhol mesmo!)
    ta lindo <3

    <3 demais <3 <3 <3

  18. Mari comentou:

    Oi,
    Sempre que leio ótimas resenhas sobre essa serie e fico cada vez mais curiosa pela leitura.
    Pelo que vi nesse volume a autora não errou na mão e continuou conquistando mais seus leitores.. mas o problema no meio disso e a terrível espera rs.

    Beijos

    Mari – Stories And Advice

  19. Hey, tudo bem?

    Estou morrendo de vontade de ler esse livro. Fico tão feliz em saber que a Eadlyn é uma personagem tão forte e mal posso esperar para ver toda a seleção pelo ponto de vista dela, deve ser realmente bem diferente da experiência que vimos com a America. Assim que puder vou devorar esse livro.

    Beijos,
    Dois Dedos de Prosa

  20. Oi, tudo bem?
    Você é a primeira pessoa que vejo falar bem da Eadlyn. Nas outras resenhas, vi comentários que ela é mais chatinha que a America (e a America é muiiiiito chata, kkkk), o que me desanimou um pouco. Eu amo a escrita da Kiera, e só por isso já leria o livro, mas é bom ter outro ponto de vista sobre a protagonista.
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

  21. Oi Debora, tudo bem?
    A trilogia a Seleção passou despercebido por minha pessoa até o momento em que A Herdeira foi lançado, mulheres indo atrás de um príncipe não me agradou mas Homens indo atrás de uma princesa, essa eu quero ver!! Essa filha de Maxon e America parece bem nojentinha e acho que não gostarei dela mas mesmo assim quero ler a descobrir por mim próprio.

  22. Olá Débora.
    A capa é simplesmente maravilhosa e realmente vejo comentários super positivos sobre esta série. Mas por amar distopias e por ver alguns comentários que tem mais romance do que sobre a sociedade em si, fiquei com receio. Talvez eu leia, talvez não. Quem sabe…
    Percebi nos primeiros livros das resenhas que a América é chatinha e isso diminuiu um pouco a minha vontade. Mas talvez eu mude de opinião e fiquei curiosa por ser o foco a filha dela, mas enfim.
    Não é uma leitura para o momento, mesmo assim, que bom que o livro te surpreendeu.
    Beijos.