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As Letras do Amor, por Paula Ottoni

de Paula Ottoni
Editora: Novo Conceito
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 234
Código ISBN: 9788581638430
Sinopse: Bianca acabou de largar um curso de graduação de que não gostava, seus pais vão se divorciar e seus irmãos pequenos estão cada dia mais barulhentos. A oportunidade perfeita de escapar surge quando seu namorado, Miguel, resolve ir a Roma abrir uma empresa para o pai. Bianca decide que aprender italiano, arrumar um trabalho temporário e ajudar Miguel em seu negócio será um bom começo. O que parecia um sonho, porém, torna-se uma incerteza ainda maior quando Miguel fica sempre fora de casa, os empregos de Bianca não duram mais que uma semana, e, cada dia mais próxima de Enzo – o melhor amigo de Miguel, com quem moram –, ela começa a questionar seus sentimentos. Perdida em conflitos amorosos e angustiada por não saber o que será de sua vida ao fim daqueles seis meses, Bianca passa por uma série de situações de crescimento pessoal que vão testá-la e ajudá-la a descobrir o que fazer com o futuro, que vem chegando depressa demais.

Antes de iniciar a resenha, de fato, preciso dizer uma coisa: eita. Dito isso, continuemos com a programação normal, e essa vai ser grandinha, já aviso.

amor

a.mor

  1. Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2. Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 3. O tempo em que se ama.

roma

ro.ma

  1. Uma das cidades mais românticas do mundo. 2. Palavra cuja inversão de letras é amor. 3. Onde ambos os significados se misturam numa louca experiência intensa.

As Letras do Amor foi lançado esse ano pela Novo Conceito e é obra da Paula Ottoni – que tem outros livros publicados de forma independente, para quem tiver interesse. Em As Letras do Amor conhecemos Bianca, Miguel e Enzo e temos a oportunidade de checar de perto a saga da personagem principal na intensa decisão que precisa tomar: tentar salvar seu relacionamento de um ano com Miguel ou se permitir viver com Enzo um amor que promete acender sua vida, como tecnicamente já o faz mesmo sem permissão?

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A história começa a ser narrada ainda no Brasil, quando Bianca decide ir morar com seu namorado na Itália, abandonando seu curso de graduação que não é bem o que ela quer fazer, seus pais que só brigam e estão ao pé de um divórcio, seus dois irmãos mais novos que não a deixam em paz e sua melhor amiga Mari – que chama mais atenção dos garotos do que a própria Bianca-, menina linda e de bom coração. A coisa que poderia impedir Bianca de seguir Miguel nessa viagem é o medo de uma vida de casal cheia de responsabilidades na qual que o papel de esposa lhe caiba.

Esse medo de Bianca é confirmado quando, já na Itália ela nota que Miguel, que foi aprender a cuidar de negócios com o intuito de cuidar dos negócios de família quando voltassem ao Brasil, apenas vive para os negócios e para baladas e não lhe dá atenção. Por outro lado, temos Enzo, melhor amigo de Miguel, que cede seu apartamento para que o casal de amigos dividam com ele até que voltem ao Brasil. Enzo é o extremo oposto de Miguel, atencioso e preocupado, não enche a cara, volta cedo das baladas e gosta de coisas em comum com Bianca. Já sabemos o que acontece? Indecisão: o sentimento entre ele e a menina surge e aí…pano pra manga.

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Tentar enxergar uma faísca e se esforçar para transformá-la em fogo ou mergulhar um incêndio inteiro? Basicamente, essa é a sensação que tive das duas opções de Bianca. Obviamente achei Miguel um idiota e eu quis, muitas vezes, bater na Bianca. Inclusive, eu quis bater nela quando ela começou a jogar Mari para cima de Enzo e continuou mesmo sabendo que estava começando a se arrepender. Enfim, Bianca é vacilou várias vezes, na minha opinião.

Bônus? Cada início de capítulo possuía duas indicações de músicas para serem escutadas durante a leitura, então dá para montar uma playlist legal. Outro bônus: a autora parece saber ambientar bem a história na Itália, mas depois eu descobri que a Paula, de herança italiana não tem só o sobrenome: ela também tem cidadania e já morou lá! O livro conta com muito conflito, muito romance e cenários de encher os olhos de qualquer apaixonado por viagens ou pela própria Itália.

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A partir da metade a história me pareceu andar mais rápido, ainda que com as descrições detalhadas de Bianca. Até entendo: a história tem sua narração em primeira pessoa, muitos conflitos e estes condizem com a idade e com o momento da vida da personagem, mas acredito que alguns trechos, por exemplo, ficaram…demais. Excessivos. Exemplo disso foi a questão da honestidade de Miguel (não vou especificar para evitar spoilers, então acho que honestidade resume bem), que quanto mais se esticava pelo livro, mais impaciente eu ficava por falta de dados concretos e que ao fim, nem surpresa e nem aliviada eu fiquei: apenas senti indiferença. O desfecho da história também não me foi tão surpreendente assim, mas gostei da observação da personagem sobre ter sido não apenas um romance, mas também uma história de amor-próprio.

No geral, eu diria que a leitura no todo foi massante. Não nego que aproveitei as partes boas: em alguns capítulos, até mesmo em capítulos seguidos, eu não conseguia parar a leitura e a curiosidade me arrebatava. Em outros, entretanto, não conseguia não deixar o livro de lado e buscar outra atividade, ou até me forçava a ler na esperança de que a continuação fosse melhor. Essa inconsistência do livro fez com que minha leitura demorasse muito. Muito mesmo. Levei semanas – e não culpo a faculdade ou outros afazeres, apenas pausei a leitura diversas vezes. Quando me aproximei do fim, comemorei um pouco. Fico feliz de ter conseguido ler mais um nacional, apesar deste não ter me agradado tanto quanto eu esperei que fosse, mas é a vida, não? A própria Bianca me mostrou que as coisas funcionam assim.

 

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Rafaela Rodrigues

Formada em Letras Port/Inglês/Literaturas, viciada em livros, textos e séries, clichê de sempre. É prima (bem) distante da Beyoncé e um dia vai ser dona de uma editora e lançar todas as continuações dos livros que gosta, mas que nem os próprios autores quiseram escrever.

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  1. Rita comentou:

    Nik, the guy is denying you like and its obvious he knows you. Why don’t you contact the people who were with you both to confirm vetiifcarion. Proof from maybe some other ladies who will speak up. It’s about time we expose our trash politicians. SCREW THE FEDS

  2. Ciro…o “beijoqueiro-mor” do Lula no nordeste, nos DEM ????…O mundo político tupiniquim está mesmo despersonalizado,aético, descarado, sem-vergonha e de pernas abertas para o ar igual a… …pra não falar calão puro !Tou cheio e é uma VERGONHA !

  3. Fiz um teste de gravidez quando estava com uma hemorragia. Era um pouco mais acastanhado, veio na altura mais ou menos do suposto período. Fiz um teste e deu negativo. Posso confiar? O facto de estar com uma hemorragia não influência?

  4. J’ai débuté la guitare en mai,j’ai pas de professeur mais grâce a toi j’ai réussi à joué pas mal de chose.Je pensai pas que j’allai progresser aussi vite mais franchement merci de faire partager ta passion .Sur ce morceau j’ai du mal a chanté au dessus t’aurai pas des petits conseil? :sContinue comme sa!

  5. Mera oostavningarDet engelska ordet clone har ju kommit in i svenskan som klon(a) men på webben hittar man faktiska rätt många exempel på stavning kloona. Förmodligen vill man ha till en engelsk stavning men utgår från det svenska uttalet. Även enstaka förekomster av stavningen doopning går att hitta.