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Kobo vs Kindle – meu amor por e-readers e minha experiência com os mesmos

e reader

Olá, Oliphants! Como vão? Espero que estejam bem, com suas leiturinhas em dia! Hoje vou contar para vocês como foi e como tem sido minha experiência com e-readers. Eles, que chegaram devagar, e que muita gente achou que a proposta era tomar o lugar dos convencionais e insubstituíveis livros. Mas quem ousou experimentar sabe que, para um leitor, o conforto e praticidade oferecidos por eles são incomparáveis.

Quando digo que são práticos e confortáveis, não minto: me recordo do alívio em ter lido os primeiros cinco livros de As Crônicas de Gelo e Fogo, dotados de umas 4223 páginas, na rua ou em qualquer lugar, sem acabar com a minha coluna ao entupir mais a mochila e sem precisar esperar pra chegar em casa e ler nas duas horinhas que eu tinha antes de dormir, ou nunca terminaria a saga.

O que quero dizer é que e-readers podem ser completamente úteis, até mesmo na escola ou faculdade, nos salvando dos milhões de centavos perdidos em cópias de apostilas. E o que mais tem é opção de marca, e cada marca com suas ofertas de funções (tem e-reader que acende no escuro, uma beleza!) e eu vim falar de duas específicas, já que são as marcas com as quais tenho experiência. Tive dois e-readers da marca Kobo e atualmente possuo um Kindle 8ª geração.

Namorei o Kobo por muito tempo na Livraria Cultura, que é onde você pode adquirir o seu, se assim desejar. Escolhi meu modelo, o Kobo Glo, que possui luz interna – você pode ler no escuro, seus olhos não doem e a memória pode ser expandida com cartões de memória micro sd. Custou R$499,00 e ainda custa. Acreditem, eu amava meu Kobo. Levava pra todo canto, o maior cuidado do mundo…até o dia em que encontrei ele com a tela toda manchada, meio craquelada, só por dentro. Como se a “tinta” tivesse vazado dentro.

koboglo

Minha primeira atitude foi tentar resetar, e depois ligar para o suporte e pedir ajuda e ser instruida a resetar novamente. Nada. Nenhum sinal de vida. Tentei trocar com a Livraria, mas aquele era um problema da Kobo (conselho, lembrem-se disso: a Cultura apenas vende e troca dentro do prazo específico. Garantia e essas coisas é com a Kobo), então precisei mandar e-mail, nota fiscal e foto do aparelho para análise. Confesso que achei um pouco furada: que tipo de análise poderiam eles fazer a partir de uma simples foto, se nem eu, com o aparelho na mão consegui fazer ideia do que possa ter acontecido?

Depois de muita insistência, muitos e-mails e quase uns dois meses de contato insistente, e ameaça de processo porque, olha, R$ 499,00 é grana e um e-reader não é algo descartável: até livros de papel duram décadas!, consegui receber um novo produto. Recebi um novo porque eles não possuem assistência técnica, mas isso eu acredito ser normal pro tipo de aparelho. Infelizmente, fui azarada, pois poucos meses depois, o mesmo aconteceu com o novo aparelho. Fui pegar pra ler e depois de travar algumas vezes (algo que ele costumava fazer com frequência), tela manchada, frustração e a sensação de ter perdido dinheiro, pois já havia saído da garantia e eles não trocariam novamente.

kindle8

Sofrida e desenganada, porém sem a mínima intenção de abrir mão das facilidades de um e-reader, decidi pesquisar mais e adquirir outro. E juntar dinheiro. Nesse meio tempo, a Saraiva lançou o Lev, que até me pareceu bom, mas fiquei com medo de novo. Aí fui atrás do Kindle, que já conhecia e que possuía boa fama. Comprei na Black Friday, com desconto, apesar de o preço dele ser R$ 260,00 em média. 8ª geração é simples, tem a tela touch também, wi-fi e tudo mais, só que sem luz – e eu aprendi a conviver com isso, ainda mais porque tenho amado dormir. O negócio é que me apaixonei pelo Kindle e pelo atendimento do suporte da Amazon, além de ainda não ter tido problemas com travamentos e telas craqueladas ou manchadas.

 

Espero que, caso tenha algum problema, eu possa ter um bom retorno da Amazon, como vejo outros clientes tendo. E, bem, isso não é um post para difamar marca x ou y, até porque, quem me conhece desde a fase Kobo, deve lembrar que eu fazia propaganda pra todos (e uma amiga comprou e quase me matou por ter tido os mesmos problemas!!!) e que meu amor pelo Kindle continuará sendo incondicional até que a Amazon se prove indigna de tal. Esse é apenas um relato de leitora para outros leitores, que poderia ter sido com qualquer outra marca – se eu a tivesse testado. Inclusive, se vocês aí tiverem e-readers, comentem! Contem suas experiências, compartilhem modelos, dicas…e claro, quais livros andam em suas listinhas de e-books! Até!

beda-2016

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Rafaela Rodrigues

Formada em Letras Port/Inglês/Literaturas, viciada em livros, textos e séries, clichê de sempre. É prima (bem) distante da Beyoncé e um dia vai ser dona de uma editora e lançar todas as continuações dos livros que gosta, mas que nem os próprios autores quiseram escrever.

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    1. Rafaela Rodrigues comentou:

      Olá, Catharina! Então, o e-reader acaba caindo mais por esse lado: necessidade e praticidade. Como eu disse ali, até para faculdade é muito útil, já que evita que você carregue mil apostilas, livros, aquele bando de xerox que você facilmente esquece em casa….Sem contar que é mais barato, a longo prazo. Beijos!

    1. Rafaela Rodrigues comentou:

      Olá! Realmente, ainda não consegui pensar em uma reclamação para a Amazon! Eles parecem ser bons no que fazem! (:

  1. Oiii Rafaela!
    Eu sou muiiiito resistente nesse sentido de trocar livro físico por e-book. Eu tenho um problema enorme com isso. Demoro o triplo do tempo para ler um livro quando é e-book.
    Mas, eu quero comprar um kindle e tentar ver se eu mudo isso, e fico feliz com sua opinião em relação ao aparelho.
    Meu maior medo é esse, comprar e ter problema. Eu já tinha ouvido falar do Kobo, mas não sabia que era um aparelho. Uma pena vc ter tido uma experiência ruim, mas infelizmente acontece.
    Beijos

    1. Rafaela Rodrigues comentou:

      Oi, Cristiane! (:
      Então, acho importante ter em mente que a leitura de um livro no e-reader não é uma troca, substituição. É só uma leitura, então, aproveite-a! Treinar esse pensamento talvez te ajude, e com o tempo vai perceber que a praticidade é um fator positivo. E claro, vai notar que não existe a troca de um por outro, no caso, do livro físico pelo digital. Beijos!

  2. Eu não sou muito fã de e-books e afins, mas talvez seja por nunca ter tentando ler algo por um e-reader tipo Kobo ou Kindle. Acho que só assim eu gostaria (ou não) desse tipo de leitura.

  3. Nuccia comentou:

    Eu divido minhas leituras entre digitais e físicos, mas os físicos sempre acabam ganhando. Concordo com você que um livro de mais de 500 páginas pra cima e pra baixo não rola. Eu uso o aplicativo Kindle no tablet, mas o raio do aparelho resolveu dar problema e agora só funciona direto na tomada. Além disso, não é muito seguro usar tablet no ônibus aqui no Rio… Então esse post veio na hora certa, já que estou pesquisando e-readers. Ajudou muito mesmo! 😉

  4. Gostei do post e o alerta, nunca usei Kobo e ficaria totalmente frustrada como vc, afinal 500 é dinheiro. EU adoro Kindle e nunca tive problemas graças a Deus, sempre levo quando viajo para SP, como vou de carro, facilita muito. Bjkas

  5. Anderson Reis comentou:

    Eu vi pela primeira vez um kindle nas mãos da Débora Costa, autora deste blog maravilhoso. Isso deve uns 4 anos.
    Porém, voltei a ler com toda força e no site da Amazon comecei a ter contato com os preços das capas para kindle e tradicional. Isso me chamou a atenção. Conversei sobre isso com a Débora e ela me recomendou este excelente post.
    Realmente pela experiência que Rafaela teve é melhor deixar o kobo de lado e partir para o kidle, que passou a ser minha meta.
    Tenho vários livros que comprei e depois de lê-los, já que estão nas minhas ordens de sequência vou partir para adquirir um e-reader.
    Abração

  6. Emanuela Quirino Ferro comentou:

    Olá, tenho o Kobo Touch (sem luz), tenho ele pelo menos a 2 anos e nunca tive problemas, adoro ele… Claro que os livros físicos são extraordinários, mas pela praticidade o e-reader é muito bom.