20 nov, 2020

a memória de babel: a jornada de ophélie através do entremeio

todas essas possibilidades passam tanto na cabeça do leitor, quanto na cabeça de ophélie e vemos a nossa protagonista se desfazer em erros e mais erros tentando encontrar as respostas que precisa – mesmo sem estar muito certa de quais seriam as perguntas. tenho pra mim que a busca por thorne nada mais era que uma busca por si mesma. em algum momento no final do primeiro livro e durante todo o segundo, ophélie se perdeu de si mesma e tinha questões internas para resolver. questões estas que ela nem ao menos tinha tido coragem para admitir até então. uma narrativa simples, mas envolvente se lido com os olhos certos. christelle dabos conseguiu me deixar sem palavras neste livro, completamente envolvida com a história, apaixonada pela busca da protagonista. parece que eu estou construindo um hype em torno dessa série, mas acho que é justamente do que esses livros[...]
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bookstagram-aprendi-falando-livros-instagram 26 out, 2020

bookstagram: o que eu aprendi falando de livros no instagram

isso vai parecer muito esnobe, mas eu venho de uma época onde falar de livros era, literalmente, sobre os livros. quando eu comecei no mundo literário, as resenhas eram sobre o livro, sobre o plot, os personagens e a narrativa. não tinha muita preocupação com fotos e hashtags, o foco estava única e exclusivamente no livro. quando o instagram começou a ser a rede social favorita de quase todo mundo, as mudanças na forma como uma resenha era consumida foram ficando mais evidentes. nós já tínhamos o youtube, mas ainda naquela época – 2015, por aí – existia uma preocupação em passar o máximo da ideia do livro possível. quando o instagram se tornou uma febre nos anos que se seguiram, as discussões literárias ficaram mais superficiais e plataformas como blogs começaram a ser esquecidas – eu inclusive tenho uma amiga que trocou o blog por um canal no[...]
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resenha-rei-perverso-holly-black 04 out, 2020

o rei perverso: holly black sabe como destruir o emocional de um leitor

a realidade é essa: jude duarte tem 1 ano e 1 dia de poder sob o mais novo grande rei de elfahame e sem nenhuma ideia de como conseguir que cardan extenda o acordo que eles fizeram. e não só isso, como garantir que a coroa não seja roubada de cardan, afinal, conquistar uma coroa é uma coisa, mantê-la é outra. e em cima disso tudo: o desejo. ❝me beija até eu ficar cansado do seu beijo.❞ holly black compõe uma coreografia interessante entre jude e cardan. eles dançam entre uma provocação e outra, instigando o leitor a continuar lendo para saber quem irá ganhar o próximo embate. a forma como black escreve as interações destes dois personagens é de tirar o folêgo. diferente de sarah j. mass – e eu juro que não é a minha intenção comparar, holly black consegue construir cenas de grande intimidade entre os[...]
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03 out, 2020

porque escrevemos? sobre me reconectar com a escrita.

es.cre.ver. existe algo na escrita que sempre me fascinou. as palavras conseguem fazer emoções com tudo, sobre tudo. uma única frase pode fazer uma mesma pessoa rir ou chorar. são como os espelhos da ophélie, de os noivos do inverno, um convite para chegar a outro lugar, um desafio de encarar o próprio reflexo. eu sei porque eu parei de escrever, mas não quero falar sobre isso. tenho pensado muito sobre a escrita nos últimos dias, até comprei alguns livros porque eu queria encontrar novas formas de me reconectar com essa parte de mim. inclusive, li em um blog sobre como romantizamos a escrita de tal maneira que ela se torna algo quase que inalcançável.[...]
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