01mar • 2016

A Rainha Vermelhapor Victoria Aveyard

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Seguinte
Ano de Publicação: 2015
1º livro da série A Rainha Vermelha
Número de Páginas: 424
Código ISBN: 9788565765695

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Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Quando A Rainha Vermelha foi lançado, eu estava completamente obcecada por esse livro. Não era minha culpa, juro. Todos os canais e blogs que eu acompanho estavam falando maravilhas sobre o enredo, e mesmo com um pouco de medo de não ser tudo o que eu estava esperando, eu acabei comprando o livro. Demorei um pouco para ler, confesso. Eu queria ler num momento em que eu não estivesse me sentindo tão “influenciada” a gostar do enredo, entendem? Para que eu conseguisse criar minha própria opinião do livro, sem me deixar levar muito pelo o que estavam comentando. E eu nunca acertei tanto ao fazer isso.

A Rainha Vermelha é uma distopia Young Adult onde a sociedade é dividia entre pessoas de sangue vermelho e pessoas de sangue prateado. Os prateados, por terem certas habilidades especiais, dominam os vermelhos, obrigando-os a servi-los de acordo com as regras impostas.  Uma destas regras impõe que os vermelhos que completarem uma determinada idade e não tiverem uma ocupação, serão obrigados a servir ao seu país na guerra. É assim que conhecemos a jovem Mare Barrow que está prestes a ser convocada para servir ao exército prateado como seus irmãos.

A Rainha Vermelha

Mare acredita que não há esperança para ela, até que, de uma hora para outra, seu destino muda completamente e ela se vê como uma criada da família real prateada. Cercada por pessoas que ela abomina, Mare acaba descobrindo que – assim como os prateados – ela também tem as habilidades que fazem dos prateados diferentes. Para que as pessoas não descubram a verdade sobre a origem de Mare, os prateados a declaram uma princesa pedida, criada por vermelhos sem saber sua verdadeira identidade. Mesmo sabendo que qualquer deslize pode causar a sua morte, Mare decide se arriscar para ajudar a resistência conhecida como “Guarda Vermelha” a destruir de vez o governo dos prateados.

Tudo parece muito lindo e maravilhoso quando você lê a sinopse de A Rainha Vermelha, mas o livro em si não é tão surpreendente quando promete ser. O livro é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista da Mare que, apesar de tentar, não é uma personagem tão interessante assim – mas, calma, eu vou chegar nessa parte, certo? Meu primeiro incomodo com A Rainha Vermelha foram os prateados que, na minha concepção, são a versão da autora para o que conhecemos como X-Men. Basicamente, dá para explicar o enredo de A Rainha Vermelha dizendo que os X-Men dominaram o mundo e escravizaram os humanos normais, ou algo do tipo.  Não é muito criativo se a gente parar para pensar, não é mesmo?

A Rainha Vermelha

E então temos Mare, que é a mais nova versão da Katniss, só que sem nenhuma qualidade inspiradora ou características que te faça pensar nela como heroína da história. Mare é uma personagem tão fora do lugar que, sempre que ela acha que está fazendo alguma coisa muito esperta, na verdade ela está estragando tudo e colocando a vida de todo mundo em risco. E não satisfeita, ela ainda resolve engatar em um triangulo amoroso com dois prateados, e isso me faz perguntar: Se você não gosta de prateados, porque está se envolvendo com eles, moça?! O romance entre ela e Cal, que por um acaso é o príncipe herdeiro dos prateados – porque tinha que ser um príncipe, não é mesmo? – tira completamente o foco da personagem das preocupações que ela deveria estar tendo, tipo com o povo dela sendo massacrado e coisa e tal. Katniss ficaria decepcionada com esta pessoa.

O enredo de A Rainha Vermelha, em si, não é ruim, mas também não é tudo isso que eu andei lendo na internet durante os últimos meses. A história flui, mas os personagens não têm nada que nós já não vimos em outros enredos do gênero. Não houve nenhum acontecimento, do início ao final do livro que eu não conseguisse prever. E mesmo os diálogos, que são uma parte importante para manter o leitor interessado no livro, não me convenceram. Até agora eu não consegui entender qual a necessidade que ela tinha de colocar um triangulo amoroso para “tentar deixar o livro mais interessante”, quando ela tinha uma revolução acontecendo, uma guerra, pessoas morrendo e gente com habilidade de ler mentes. Sério, o que pode ser mais interessante que isso?

A Rainha Vermelha

Os personagens não fazem sentido e são completamente clichês dentro do livro. Nós temos o Cal, que é lindo, maravilho, quase perfeito e herdeiro do trono. Nós temos Evangeline que é a “prometida” do Cal, com uma personalidade agressiva e que, sem motivo nenhum, resolve ficar implicando com a Mare como se ela fosse a Regina George de Meninas Malvadas – até agora eu não entendi qual é dessa garota nesse livro, sério! Nós temos o Maven, que é o irmão mais novo do Cal, com aquela personalidade de pobre coitado, sofrido, filho que se sente rejeitado pelo pai, e o nosso outro pedaço do triangulo amoroso da história. E é isso. Ah, nós também temos a mãe do Maven que é uma mulher mal-amada, revoltada e que quer fazer da vida da Mare um inferno enquanto ela tenta se fazer de interessante na história. Claro, nós temos outros personagens, mas nenhum que realmente acrescente alguma coisa ao enredo ou que deixe o livro mais interessante.

O romance de A Rainha Vermelha é completamente desnecessário, como eu já tinha mencionado. Logo quando Cal e Mare se aproximam, fica meio óbvio que a autora vai tentar forçar o leitor a querer que os dois fiquem juntos, mas isso não foi o suficiente para mim. Ambos acreditam em coisas diferentes, tem visões diferente e, sendo bem sincera, eu acho que o Cal é muito mais interessante do que a Mare e ele não deveria ficar com ela porque ela não consegue, de forma alguma, se igualar a ele na forma de pensar. Ele é estratégico, ela é uma maria vai com as outras que se deixa levar por qualquer um que tenha uma história de fragilidade convincente. É isso aí!

A Rainha Vermelha

Eu não vou mentir, consigo entender perfeitamente o porquê de as pessoas falarem tão bem desse enredo. Se eu não estivesse numa fase onde eu quero, desesperadamente, ser surpreendida, provavelmente eu não ia ligar para as falhas do enredo, para os personagens sem graça e nem para essa coisa de X-Men que rola nesse livro. Mas eu também não posso negar que foi bem decepcionante ler um livro que não me apresentou nada de novo, nada que eu já não tenha visto em outro livro. Normalmente distopias fazem alguma crítica social, alguma coisa que impacta o leitor, e eu não consegui ver isso em A Rainha Vermelha.

Talvez o que tenha estragado o livro foi o fato de eu estar esperando algo que não foi entregue, eu não sei. Eu queria um livro que me deixasse de queixo caído, que me fizesse devorá-lo em 24 horas ou que pelo menos me despertasse o desejo de ler o segundo volume. E não foi isso que aconteceu. A Rainha Vermelha para mim foi uma leitura de passar o tempo, com umas aventuras aqui e ali, mas sem grande impacto literário, e acho que se você é um leitor que realmente quer terminar uma leitura com o coração na mão e aquela ressaca literária gostosa, talvez esse não seja o livro pra você.

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12 Comentários

  • Bárbara
    dezembro 06, 2020

    mds simplesmente TUDO que eu senti ao ler kkkkk

  • […] hoje está com seu tempo e dinheiro investido em outras novidades do mercado editorial, como os livros de fantasia de autoras como Victoria Aveyard e os tão amados Young Adults que tem conquistado cada vez mais espaço. A prova disso está no […]

  • Jessica
    abril 08, 2016

    Oii, tudo bem?
    Estou louca para ler esse livro, toda resenha que vejo me deixa cada vez com mais vontade. Apesar de não ter sido tão inovador para você, mas mesmo assim ainda é um bom livro. Espero ler em breve.

    Beijos

  • Gabriela Erler Campos
    março 08, 2016

    Ei, tudo bem?
    Toda vez que vejo um livro ser exageradamente elogiado fico na dúvida se leio ou não. Porque às vezes as pessoas exageram em suas opiniões. Ainda não li esse livro, e achei a semelhança com X-Men bem legal, é o principal fator que me faz querer ler a história. Com certeza quando eu for pegar o livro, terei menos expectativas, e com isso espero poder aproveitar mais a leitura.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura

  • cila-leitora voraz
    março 08, 2016

    Oi Débora, sua linda, tudo bem?
    Que pena que estava com tantas expectativas que acabou se decepcionando um pouco com o que encontrou. Eu estou começando a encontrar resenhas que possuem a mesma opinião que a sua, que o livro não é tão original assim. Mas é normal, pois cada leitor tem um gênero de leitura preferido, tem experiências diferentes, então, uns vão gostar e outros não. Mesmo assim, tenho certeza de que irei adorar, mas agora já vou preparada.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

  • Pandora
    março 07, 2016

    Oi Débora!
    Que blog mais legal o seu! To adorando as postagens que leio <3
    curti muito sua resenha! Eu estava bem doida pra ler esse livro, essa coisa de "x-men" me agrada hahahahah mas confesso que você levantou pontos que me *broxaram*, eu to bem nessa fase de "por favor me surpreenda! só um tiquinho tá bom!" e pelo que vi essa história toda de A Rainha Vermelha é bem batida. E sua ideia de esperar um tempo para passar a "euforia" é bem legal, eu costumo fazer isso, até para não ler com mil ideias. E vou confessar uma coisa, já tinha visto a resenha desse livro em alguns blogs, algumas blogueiras eu até sei que tem uma vibe de leitura diferente da minha (por isso sei que nem sempre vou gostar da indicação, como rolou com Sem Limites (acho que é isso)), mas também já notei que algumas indicações foram feitas por conta da parceria com a Editora, então fico na dúvida se a resenha é verdadeira ou publicidade positiva hahaha *pronto, falei*
    enfim, parabéns pelo seu trabalho, já estou acompanhando aqui!
    Um abraço!

  • Bruna Lombardi
    março 06, 2016

    Oie,
    Eu também fiquei bem eufórica na véspera do lançamento e no lançamento, vi tantos elogios, tantos engrandecimentos da obra que fiquei assim ” ual, esse livro é incrível, preciso!”, mas resolvi esperar um tempo pra comprar, e nesse tempo eu venho lendo cada vez mais resenhas que mostram que o livro não é tudo o que pensei. Triangulo amoroso? Protagonista sonsa e indecisa? Nada UAL? É, não vai ser minha leitura por um bom tempo, quem sabe bem mais pra frente eu tenha interesse em começar a ler.
    Beijos
    Bru, Cantinho da Bruna

  • Juliana Garcez
    março 05, 2016

    Oi! Tudo bem?

    Adoro essas resenhas sinceras 🙂 Eu também fiquei LOUCA para ler esse livro quando lançou e não li até hoje justamente por conta do rebuliço todo que causou na opinião dos leitores. Assim como você, quero ler a obra quando não estiver com o discernimento tão influenciado assim. Essa previsibilidade do livro me desanimou um pouco… Mas ainda assim quero ler para tirar minhas próprias conclusões.

  • Gaby Marques
    março 04, 2016

    Debora! Também estou numa fase onde procuro livros que me surpreendam! Que pena que esse não te convenceu como um todo. Também acho desnecessário quando os autores colocam triângulos amorosos, principalmente em livros que nem precisam de um romance! Super entendo suas colocações sobre esse enredo. Quando os diálogos não nos convencem de fato, é difícil continuar empolgado com a leitura. Quero ler esse livro, mas lá pra frente!

    Adorei a resenha!! <3
    Beijos

  • Dani Casquet
    março 03, 2016

    Olá Débora tudo bem, muito bem apontado seu ponto de vista, eu ganhei esse livro de presente mas ainda não li, e claro também vi muitas opiniões de pessoas que adoraram o livro, porém essas falhas podem mesmo enfraquecer o livro, mas o fato de você apontar esse detalhes me fez querer o livro e saber o que acontece. Bjs

  • Garoto Nerd
    março 03, 2016

    O livro parece maravilhoso, eu fiquei igual você, todo mundo falando do livro e eu não podendo comprar e agora tem até você falando desse livro hahaha. Eu sei a resenha do livro de có, mas não sabia que era Young Adult o livro.
    E esperei que você falasse que o livro fosse de tirar o ar, e que não veria a hora para ler o segundo livro, enfim… Eu quero ler e ver minha reação.
    https://nerdbookblog.wordpress.com/

  • Bianca Viegas
    março 02, 2016

    Gostei muito da sua resenha!
    Li o livro logo que foi lançado, pois gosto muito de distopias e sempre que falavam do livro havia cometários que no exterior ele tinha sido muito bem avaliado.
    Porém creio que tinha expectativas demais, pois apenas achei o livro legal. Para o modo de vida que a Mare tinha, ela precisava ser esperta e quando ela vai viver com os prateados tudo que ela não é esperta. Ela acreditava muito facilmente em uns personagens e desconfiava de outros sem ter tantos motivos assim.
    Concordo com você que o Cal é um personagem melhor que a Mare. Meu personagem preferido no livro foi o Julian.
    Na época que li A Rainha Vermelha não tinha lido tantos livros assim, mas já havia lido a série A seleção e a trilogia Jogos Vorazes, então não foi surpreendida, esperava algo novo e não encontrei. E se você confia nos personagens certos, o final também não se torna uma surpresa.