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Categoria(s): livros

O Advogado Rebelde, por John Grisham

de John Grisham
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 400
Série: O Advogado Rebelde
Código ISBN: 9788532530417
Sinopse: Na lista dos mais vendidos do The New York Times desde o lançamento nos EUA, em outubro de 2015, O advogado rebelde apresenta um dos mais ousados protagonistas do mestre dos thrillers de tribunal John Grisham. Sebastian Rudd é o advogado rebelde da trama. Seu escritório é uma van blindada, seu motorista anda fortemente armado e seus clientes são pessoas das quais a maioria dos advogados prefere manter distância, como um jovem viciado acusado de participar de um culto satânico e molestar e matar duas crianças pequenas. Mas Sebastian Rudd acredita que todos merecem um julgamento justo, ainda que ele tenha que trapacear para fazer justiça. Em sua melhor forma, Grisham constrói um suspense eletrizante e não se furta a criticar o sistema judiciário e as grandes corporações neste novo romance.

Primeiro, vocês precisam saber que eu não sou uma leitora assídua de thriller. Foi apenas recentemente que eu comecei a explorar alguns livros do gênero e, por isso, quando O Advogado Rebelde caiu nas minhas mãos, eu acho que não poderia deixar a oportunidade passar. Até então, eu não conhecia o autor, John Grisham, mas por ele ser recomendado por Ken Follet eu pensei “porque não?”. E acreditem, não acho que esse livro tenha sido a minha melhor escolha.

O Advogado Rebelde gira em torno de um único personagem, Sebastian Rudd, um advogado que tem como especialidade pegar aqueles casos que nenhum outro advogado quer. Por consequência disso, ele praticamente tem um alvo pintado nas costas e, por isso, ele anda armado e seu escritório acaba sendo uma van blindada. O enredo do livro não foca em uma história específica. Basicamente acompanhamos o personagem principal em seus diversos casos, como por exemplo o de Gardy, um garoto acusado de ter matado duas crianças na pequena cidade de Milo.

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Quando um autor me promete um thriller, eu tenho na minha cabeça que eu vou no mínimo ficar arrepiada ou ao menos me envolver com o mistério do enredo. Mas O Advogado Rebelde não chegou nem perto de atingir essas minhas expectativas. John Grisham criou um enredo que não tem profundidade. O livro é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista de Sebastian, onde o leitor é levado a acompanhar a solução dos seus casos sem nenhuma emoção.

Sim, nenhuma emoção.

A escrita de Grisham não chega a ser ruim, mas não possui nenhuma carga emocional como outros livros de thriller que eu já tive a oportunidade de ler. Em O Advogado Rebelde não ficou muito claro o que o autor queria fazer com a história. Nos primeiros capítulos eu acreditei que ele estava construindo o personagem e que mais pela metade tudo se encaixaria em um grande mistério que eu não havia percebido. Porém, isso não aconteceu. Os casos continuaram sendo narrados de forma desleixada, pulando de um para o outro com explicações razoavelmente inteligentes, mas nada que realmente me deixasse impressionada.

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Sebastian não é um advogado que se envolve muito nos seus casos. Ele não é extremamente dedicado no seu trabalho, sendo aquele tipo de pessoa que gosta de ver o circo pegar fogo, brincar com algumas peças de um tabuleiro de xadrez e depois simplesmente ir para casa tomar uma cerveja. Não existe nada que faça com que você se conecte com o personagem, e isso acontece porque o autor escolheu simplesmente focar na habilidade de resolução dos casos, do que no personagem em si.

É como se o livro não fosse sobre Sebastian Rudd, mas sim sobre como ele ganhou todos os casos narrados no livro.

O único ponto forte do enredo de O Advogado Rebelde são os diálogos, o humor sarcástico do personagem principal e seu temperamento forte. Sebastian não é um personagem com muito controle emocional, precisando de muito pouco para conseguir tirá-lo do sério. Os pontos do livro em que ele está discutindo com alguém, ou criando uma confusão desnecessária, apenas para provar que ele é “esperto” e o sistema está corrompido, são os melhores pontos do livro – e o que me fez suportar a leitura do livro até o final.

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Foi uma leitura bastante decepcionante, principalmente porque eu estava realmente curiosa para conhecer os personagens e me envolver com o enredo.

Eu esperava um enredo eletrizante, com um personagem principal que me envolvesse e me fizesse arrepiar. Porém, eu me deparei com um enredo que mais parece um diário do que uma história a ser contada realmente. Eu não consegui me conectar com o personagem principal, eu não consegui me conectar com os personagens secundários, ficando apenas como uma espectadora de tudo o que acontecia com o enredo.

Acredito que, por eu não estar acostumada com esse tipo de gênero, esse livro provavelmente seja uma ótima leitura para aqueles que gostam de séries policiais ou livros que giram em torno de julgamentos. Porém, se você está procurando uma primeira leitura do gênero, com certeza O Advogado Rebelde não vai ser uma boa escolha para você.

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Débora Costa

Uma intelectual contemporânea que entende a importância da convergência de mídias, telas e narrativas. Acompanhando mais séries do que deveria e não consigo fazer uma coisa de cada vez. Ainda quero escrever um romance de época um dia.

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  1. Eu já não sou chegada em thriller também, leio apenas se alguém insistir muito (e me der o livro) haha. E esse ainda não parece ser emocionante nem nada do tipo, quero dizer, as chances de eu querer ler são nulas. 🙁

  2. Esther comentou:

    Olá Débora, tudo bem?
    Eu raramente leio thriller, então esse livro não é daqueles que me chama atenção.
    É um a pena que você tenha se decepcionado com a leitura.
    Beijos!

  3. Olá,
    Ainda não tive nenhum contato com a escrita do autor e confesso que não sou muito de ler thriller.
    Achei a premissa interessante, mas não pretendo ler até porque você diz que suas expectativas não foram alcançadas e a obra não teve um aprofundamento, além de não ser meu gênero favorito.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

  4. Olá! Então, eu já li john grisham e tive uma sensação muito ruim… o livro até a metade me prendeu parcialmente, mas continuei lendo… mesmo assim, não consegui chegar no final tão rápido e o fim era arrebatadoramente depressivo pq crio expectativas para personagens e seus destinos… foi de longe um dos piores… Não gostei do advogado Sebastian, acho que nada nesse livro me animaaria kkk
    bjss

  5. O thriller parece ter todos os ingredientes típicos do gênero. Nunca li nada do John Grishman, mas adoro um bom suspense policial, então quem sabe eu experimente sua escrita logo,logo.