Resenhas 22jul • 2019

A Caçadora de Dragõespor Kristen Ciccareli

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: The Last Namsara
Gênero do Livro: Fantasia, Young Adult
Editora: Seguinte
Ano de Publicação: 2018
1º livro da série Iskari
Número de Páginas: 398
Código ISBN: 9788555340529

Obs: Este livro foi enviado em parceria com a editora para resenha.

Comprar: Amazon

Sinopse: Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles.Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

A Caçadora de Dragões é aquele livro que eu sempre via em livrarias ou nas lojas online, que chamava a minha atenção, mas que eu nunca parei para ler. Quer dizer, até agora. E talvez seja porque os meus gostos estejam mudando, e eu esteja perdendo a minha afinidade por fantasias, mas A Caçadora de Dragões não foi tudo o que poderia ter sido. Não que seja uma leitura ruim, longe disso. Mas eu acho que com alguns ajustes, esse livro poderia ter sido um pouquinho mais satisfatório.

Quando era uma garotinha, a princesa Asha era atormentada por pesadelos que só eram aplacados quando sua mãe lhe contava histórias sobre dragões. Mas o poder dessas histórias atrai o temido dragão Kozu, que traz um brutal ataque ao reino de Firgaard. O ataque de Kozu tira a vida da mãe da Asha, e marca a princesa com terríveis queimaduras. Anos depois, Asha é a caçadora de dragões mais temida do reino, determinada a extinguir os dragões para se redimir da destruição que causou em sua infância.

“Os heróis antigos eram chamados de namsara em homenagem ao amado deus. Mas sua filha seria iskari — como a deusa letal.”

A sensação que eu tive por toda a leitura de A Caçadora de Dragões foi “Falta alguma coisa”. A escrita da Kristen Ciccareli é boa mas falta alguma coisa. O world building é legal, mas falta alguma coisa. Eu não sei dizer exatamente o que é que falta nessa história, mas realmente não consegui ignorar a sensação de que apesar de estar curtindo esse livro, A Caçadora de Dragões não ia ser o tipo de história que ia ficar comigo muito tempo após a conclusão da leitura.

O mundo que a Kristen Ciccareli criou é bem interessante. Eu curti bastante a forma que o livro utiliza as histórias antigas para explorar o mundo, a mitologia e a cultura em que Asha vive. E eu senti que a narrativa é bastante ágil, em nenhum momento do livro eu me senti entediado com a história. Mas eu não sei se é uma questão de gosto, mas eu realmente não tenho muita paciência para os termos que a gente sempre vê em livros de fantasia. Por exemplo, a narração ficava trocando os termos escravo e skral o tempo todo, e isso me deu uma certa preguiça. Mas isso é uma bobeira minha, duvido que vai incomodar muitos de vocês.

Eu curti bastante a Asha como protagonista. Gostei muito da motivação dela, da busca dela por redenção. E gostei ainda mais de como essa procura dela por redenção refletia as emoções complexas que ela carrega dentro de si. A única coisa que eu vou mencionar como sendo negativa é que eu senti que a narrativa não soube se manter consistente em relação aos relacionamento delas com os outros personagens. Em um momento, ela e a prima Safire são próximas, e em outro Asha fica vários capítulos sem nem mencionar a prima.

“Onde as histórias antigas eram contadas, havia dragões, onde havia dragões, havia destruição, traição – e fogo, principalmente.”

Os personagens de apoio são bem interessantes também. Torwin é um contraste legal para a personalidade de Asha, e principalmente para o prometido de Asha, Jarek. Dax, irmão de Asha, não é super bem desenvolvido, mas eu gosto da personalidade dele. Jarek é uma figura antagonista um pouco rasa, mas oferece a oposição necessária para a protagonista Asha. Pra ser sincero, A Caçadora de Dragões é um dos primeiros livros em que eu posso dizer que seria benéfico ter múltiplos pontos de vista. Teria sido interessante explorar os outros personagens de uma forma mais completa.

No que se trata do world building, eu achei que o livro poderia ter explicado as nuances do mundo um pouco melhor. As relações entre os nativos e o povo de Firgaard poderia ter sido mais explorada, senti que faltou um pouco mais de atenção nesse ponto. Mas depois de dar uma olhada na sinopse da continuação, A Rainha Aprisionada, eu acho que entendi porque esse primeiro livro não vai tão fundo nas relações entre os dois povos e nas complexidades desse conflito.

Pelo que eu pude ver, o próximo livro da série é focado em outra personagem, a nativa Roa e no seu relacionamento com Dax. Eu vou admitir que isso me interessou bastante. As poucas cenas focadas em Roa em A Caçadora de Dragões foram bem legais, e eu gostaria de ver mais sobre o seu relacionamento com Dax. Apesar de alguns problemas, a leitura de A Caçadora de Dragões foi uma positiva, apesar de não ser uma história tão memorável quanto eu gostaria. Ficamos na expectativa da continuação ser melhor!

Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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7 Comentários

  • Luanda Martins
    31 jul 2019

    Oi, Vinicius
    Ainda não tive oportunidade de ler o livro, tenho muito interesse nessa trilogia.
    Amo a capa desse livro! Dragões, caçadores e magia só pode ser um enredo encantador.
    Mesmo sendo o primeiro livro e não tem muitos detalhes nos próximos tenho esperança que tenha mais detalhes e esclareça dúvidas.
    Beijos

  • Nathalia Silva
    31 jul 2019

    Vejo que o que pegou pra esse livro não foi necessariamente a história mais sim a narrativa. Alguns pequenos detalhes acabaram fazendo a diferença e o que você mesmo pontuou, deixou a trama normal e nada memorável.
    É ruim quando isso acontece, mas sabe, acho que muita coisa que pensamos de um livro é causada por uma super expectativa que temos é que acaba sendo um pouco prejudicial. Não sei se isso cabe bem a você, mais fica a dica, é bom ir com calma com o segundo livro. Pois pode ser que os problemas da narrativa continue e o mesmo continue sendo imemoravel.
    É claro que você só descobrirá se ler, então, boa sorte!!!!

    Bjus

  • GEmea Má
    29 jul 2019

    Olha, até acho a premissa do livro levemente interessante, mas sendo completamente sincera….Como uma amante de fantasia eu odeeeeeeeio quando todos os dragões são retratados como mals ou destrutivos, sabe? Já na sinopse eu fiquei com essa mesma sensação de “eh” que você parece descrever…E eu envelheci, mas meu gosto por fantasia continua o memso hahaha

  • Gisele Thais
    28 jul 2019

    Já me senti assim também, em algumas leituras parecem que faltam algo rsrs.. a capa do livro me chamou bastante atenção mas não me despertou o desejo de ler nesse momento.

  • Elizete Silva
    26 jul 2019

    Olá! Amo uma boa história de fantasia e não me canso de conhecer novos enredos que prometem me tirar o fôlego, esse parece ser bem interessante, mesmo com essa sensação de “faltar algo” Asha aparenta ser uma personagem forte e que carrega um fardo e tanto hein, a princípio pensei que o próximo livro poderia preencher esse vazio que você sentiu nesse volume, mas como a autora vai focar em outro casal, acho mais difícil isso acontecer (mas não é impossível né!)

  • Angela Cunha
    23 jul 2019

    Namoro este livro há muito tempo, desde seu lançamento. Não somente por ser de fantasia, gênero que adoro, mas por trazer dragões…se bem que sei lá…eu penso que faltou dragões na história de fato. Não sei se é bem isso,mas é o que sinto em cada resenha que leio.
    É somente o primeiro livro, então há esta esperança de que os próximos livros sejam mais aprofundados e que tragam de fato, fantasia em sua melhor forma.
    Asha é muito jovem, muito ainda em construção. Então, há esperança!!!
    Beijo

  • Tereza Cristina Machado
    22 jul 2019

    Fiquei aqui pensando nessa alguma coisa que falta pra história … pq eu fiquei querendo mais alguma coisa pra ler esse livro, confesso não ter ficado tão empolgada pela leitura. Essas histórias que seguram os assuntos para o próximo livro me desmotivam, mas valeu pela resenha. 😉

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