Resenhas 23abr • 2018

Chronospor Rysa Walker

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: Timebound
Gênero do Livro: Aventura, Fantasia, Ficção científica, Jovem adulto
Editora: Darkside
Ano de Publicação: 2017
1º livro da série Chronos
Número de Páginas: 320
Código ISBN: 9788594540621

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

Comprar: Amazon

Sinopse: Na vida, tudo tem uma ordem certa para acontecer: os sapatos devem ser colocados depois das meias, a geleia deve ser passada no pão depois da manteiga — netos nascem depois dos avós. Kate Pierce-Keller nunca havia dado atenção a este último item, até sua avó surgir com revelações e um objeto que podem colocar sua existência em risco. Os eventos da premiada Trilogia Chronos se iniciam quando Kate descobre que sua avó é uma historiadora viajante do tempo — nascida alguns séculos à frente, mas presa ao presente por conta de um acidente — e possui um artefato, um medalhão azul reluzente, que permite realizar saltos temporais para qualquer época e local. Tudo parece um absurdo no início, mas uma leve interferência na linha temporal faz com que os pais de Kate sumam do mapa e ela seja a próxima da lista. Arriscando sua vida, ela aceita a missão de tentar voltar no tempo para evitar um homicídio que é a chave de tudo e colocar as coisas no seu devido lugar. Mas se ela for bem sucedida, a interferência também terá um custo pessoal. Neste primeiro volume, o leitor é transportado para a Exposição Universal de 1893, em Chicago, quando a Roda Gigante foi apresentada pela primeira vez e o serial killer H. H. Holmes dirigia um hotel construído especialmente para receber os visitantes da feira (e sumir com seus corpos). Em meio a tantos fatos históricos e curiosos, Kate precisa agir pontualmente para não estragar nada, e ainda impedir a ascensão de um culto religioso bastante poderoso que ameaça afetar o universo como o conhecemos. A viagem no tempo sempre fascinou o ser humano e foi tema de obras que marcaram época como o clássico A Máquina do Tempo, de H. G. Wells, O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov, o filme mais querido da década de oitenta, De Volta para o Futuro, o cult que impressionou uma geração, Donnie Darko, e a aclamada série Outlander, de Diana Gabaldon. Todo mundo já quis mudar alguma coisa do seu passado, mas é difícil calcular o impacto disso no presente. Além do mais, quem decide que essa mudança pode ser feita? Esses e outros dilemas são construídos e trabalhados de maneira afiada por Rysa Walker em seu romance de estreia, que chega ao Brasil pela DarkSide® Books em uma edição especial que vai durar séculos — e deixaria até mesmo Doctor Who curioso. Chronos: Viajantes do Tempo, o primeiro volume da Trilogia Chronos, foi ganhador do prêmio Amazon Breakthrough Novel Award em 2013 e, com isso, recebeu o sinal verde para ser impresso pela Skyscape Publishing, um selo editorial da Amazon. Com o reconhecimento da obra, Rysa Walker passou a se dedicar integralmente ao seu ofício de escritora e deu continuidade às viagens de Kate pelas décadas. Agora, a autora também integra a coleção DarkLove, a linha editorial da DarkSide® Books que revela as vozes femininas mais surpreendentes do nosso — e de qualquer outro — tempo.

Eu já devo ter mencionado isso em alguma resenha, mas histórias sobre viagem no tempo me dão dor de cabeça. Eu realmente tenho dificuldade em acompanhar as linhas do tempo que se misturam nesse tipo de história, então para me agarrar, um livro sobre viagem no tempo precisa ter outros fatores que me agradem. Personagens bem construídos, uma base emocional interessante para o plot, esse tipo de coisa. Felizmente, Chronos me entregou basicamente isso. Mas apesar de ter gostado bastante dessa leitura, eu não consigo largar a sensação de que tem alguma coisa faltando em Chronos.

No livro, a adolescente Kate conhece sua avó, que está a muitos anos afastada de sua mãe. A avó de Kate explica para ela que é uma viajante do tempo, nascida muitos anos no futuro e que ficou presa no passado e que precisa da ajuda de Kate para consertar as linhas do tempo. Kate precisa então aprender a utilizar a Chave Chronos, que permite a aqueles que têm o gene necessário. Mas as coisas não são tão simples como parecem, e existem forças que querem impedir que Kate corrija as mudanças que foram feitas no passado.

“Chronos – Centro Histórico de Registro da Observação Natural e Organizacional da Sociedade (…). Provando que os norte-americanos do futuro são tão dispostos a inventar um título no intuito de conseguir um bom acrônimo quanto seus antepassados.”

Como eu já falei, para me segurar de verdade uma história de viagem no tempo precisa ter personagens interessantes, e Chromos conseguiu atingir essa meta. Kate é uma protagonista muito legal, e a escrita da Rysa Walker realmente consegue fazer o leitor se afeiçoar a ela. Os outros personagens são bem construídos, principalmente Katherine, avó de Kate. Trey também é um personagem legal, mas eu tive a impressão de que ele leva os acontecimentos da história com muita facilidade, o que não é muito realista e isso acaba tirando a gente da leitura. Fora isso, os personagens realmente são o que me agarraram de primeira nessa leitura, e o plot foi me ganhando aos poucos.

Falando em plot, pra mim Chronos tem seus pontos altos nos momentos em que foca mais nos personagens que na viagem no tempo em si. Em alguns momentos do livro, principalmente no meio, o plot passa bastante tempo oferecendo explicações sobre como funciona a viagem do tempo, e apesar de ser interessante, isso desacelera a história. Talvez seja só meu gosto pessoal, mas histórias de viagem no tempo sempre precisam de muita explicação e isso acaba deixando a leitura um pouco chata. Nas partes em que o livro foca no relacionamento entre Kate e Trey, ou nos perigos que Kate encontra durante a história, o plot fica muito mais interessante.

O maior problema de Chronos pra mim, e foi esse problema que eu mencionei no começo da resenha, é que fica muito claro que ele é o primeiro livro de uma série. Dá pra ver claramente que ele está introduzindo detalhes e personagens que vão ser importantes em algum momento, mas a história está guardando eles para o futuro. Isso fica bastante óbvio quando se trata do antagonista do livro, mas eu não quero dar spoiler para ninguém. Só basta dizer que é transparente o quanto o plot está sendo guardado para as continuações, e isso é um pouco chato, sabe?

“Pessoas de todo o mundo se reuniram em Chicago para ver a nova maravilha – uma roda enorme cercada por carruagens fechadas que levará os passageiros aos céus enquanto gira.”

Apesar disso, o livro conseguiu me envolver com a história e com os personagens, e realmente me deixar interessado no que acontecia na história, principalmente no que se trata do relacionamento de Kate e Trey. A única outra coisa que me incomodou no livro foi um dos personagens, mas eu não sei se posso mencionar o nome dele sem entregar um spoiler. Vou apenas dizer que achei a forma que ele é introduzido e as interações dele com a Kate bem clichês e que realmente não estou tão animado para ver as aparições dele nos próximos livros.

No geral, a sensação que eu tenho com Chronos é de que o livro poderia ter sido melhor, mas mesmo assim não é uma leitura ruim. Eu gostaria que o livro não fosse tão claramente uma introdução ao universo de Chronos, mas a leitura com certeza tem seus pontos positivos. Os personagens são bem construídos e foram sem dúvida a minha parte preferida da história, e provavelmente são a maior razão que eu vou ter para continuar acompanhando os outros livros da série.

Eu acho que Chronos acaba deixando a desejar no quesito ficção científica. Se a narrativa fosse mais direcionada aos conflitos emocionais de Kate, eu acho que essa teria sido uma leitura mais satisfatória. Mas o que acaba acontecendo é uma história que tem seus pontos positivos, mas é confusa e um pouco cansativa em outros momentos. Eu não sei se é uma leitura que eu recomendaria para alguém mas também não vai entrar para a minha lista de leituras que eu me arrependo de ter feito.

Gostou de Chronos? Você pode colocar o livro na estante comprando através da Amazon.com.

Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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10 Comentários

  • […] leu a resenha do primeiro livro da série Chronos aqui no blog, sabe que apesar de ter curtindo vários aspectos da leitura (como a escrita da autora e a […]

  • Bianca Melo
    03 maio 2018

    Eu amo ficção científica e estou ansiosíssima pra ler este livro (que, inclusive, ganhei no Top Comentarista haha ♥). Infelizmente ainda não tive tempo de ler, mas ele já é atrativo só de olhar pra capa (Darkside, como sempre, arrasando). Realmente, quando a narrativa de sci-fi se demora muito explicando os fatos científicos, acaba ficando meio arrastado. Espero não me decepcionar, pois nunca li nada da autora…

  • suzana cariri
    30 abr 2018

    Oi!
    Gosto muito de livro com viagem no tempo, quando vi esse livro a capa dele já me chamou atenção a atenção, mas ao ler sobre a historia tenho que ler, achei bem interessante todo esse contexto, é o tipo de livro que quando leio espero ser surpreendida, irei colocar ele na minha lista de leitura !!

  • Ana I. J. Mercury
    30 abr 2018

    Eu conhecia o livro só de nome, mas não sabia bem do que se tratava.
    Sabe que gosto bastante de viagens no tempo? kkk
    Nem todos os livros que já li com esse tama me agradou, porém, sempre acabo lendo um ou dois por ano. Acho-os bem interessantes e criativos, e vou querer ler Chronos também em breve!
    Fiquei curiosa também, para saber sobre a Kate e sua avó. Parece que tem alguns mistérios envolvidos.
    Bjsss

  • Iêda Cavalcante
    26 abr 2018

    Oiee!
    Que chato o livro deixar tão claro assim que os acontecimentos vão ser praticamente arrastados pra os próximos da série, isso me incomoda demais.
    No mais, não tenho muito o que falar não, só que esse tipo de livro; viagem no tempo; não me agrada em nada, tanto que não tenho nenhum desse estilo na minha estante.
    Deixo passar!
    Bjs!

  • Vitória Pantielly
    25 abr 2018

    Oi Vinícius,
    Não me lembro de ter lido algo com a temática de “viagem no tempo”, por isso quando vi esse lançamento (que é claro, conquistou muita gente mais pela edição,rs) fiquei bem curiosa. Confesso que fiquei meio decepcionada com esse romance na história, não em entenda mal, amo romances, mas nesse caso não acho que era algo necessário, sendo uma série então, seria melhor focar na ficção científica.
    Por se tratar de uma trilogia espero que a autora foque mas na relação entre Kate e sua avó, e na viagem do tempo em si (não só nas explicações sobre ela), acho o tema instigante. Pretendo ler em breve.
    Beijos

  • Kleyse Oliveira
    25 abr 2018

    Bom dia Vinicius!
    Quando vi a darkside mostrar a capa desse livro, logo fiquei com vontade de comprar urgentemente. Fiquei apaixonada pela capa e pelo enredo. Eu tô querendo ele há muito tempo, e já está na minha wishlist para comprar futuramente.

  • Theresa Cavalcanti
    24 abr 2018

    Oi Vinicius,
    Eu achava que não gostava muito de histórias sobre viagens no tempo, até eu assistir a série Dark! Amei a série, achei super foda e bem trabalhada. E fiquei bem ligada no tema, então já quero ler esse livro, acho que não agora, já que estou com muita coisa da faculdade, mas assim que as férias começarem, eu vou ler sim!

  • Daiane Araújo
    24 abr 2018

    Oi, Vinicius.

    Podemos dizer que essa, é uma incrível viagem no tempo… E saber que a vida de sua avó e em suas mãos, deve ter sido inimaginável para a Kate. A corrida realmente é contra o tempo e em mudá-lo, é o fator principal do livro.

  • Pamela Liu
    24 abr 2018

    Oi Vinicius.
    Tenho muita vontade de ler Chronos. Adoro histórias que abordam viagem no tempo, sejam em livros, filmes ou seriados.
    A trama de Chronos é bem interessante e eu acho que a parte da história que explica como a viagem no tempo acontece me agradaria.
    Geralmente o primeiro livro de séries são mais lentos e com mais contextualização sobre o mundo ou tema abordado. Não acho isso ruim, desde que a narrativa seja envolvente.
    A capa é lindíssima.
    Beijos

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