Resenhas 28abr • 2019

O Jogo do Coringapor Marie Lu

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: Wildcard
Gênero do Livro: Ficção científica, Young Adult
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2019
2º livro da série Warcross
Número de Páginas: 304
Código ISBN: 9788568263778

Obs: Este livro foi cedido pela editora em parceria para resenha.

Comprar: Amazon

Sinopse: O que fazer quando a mais popular tecnologia de realidade virtual está interferindo diretamente no cérebro dos usuários? Em O jogo do coringa, sequência de Warcross, a hacker adolescente Emika Chen precisa decidir se vale a pena o risco de aceitar a proposta do misterioso Zero e enfrentar Hideo Tanaka, o bilionário dono da Henka Games. O poderoso Hideo, além de idolatrado por crianças, jovens e adultos, conquistou o coração de Emika, que terminou o romance ao descobrir que ele era o criador do programa que acabou com o livre-arbítrio de boa parte da população mundial. A oito dias da cerimônia de encerramento do campeonato mundial de Warcross, jogo de realidade virtual que encanta multidões, Emika Chen caminha pelas ruas de Tóquio com a sensação de estar sendo observada. Ela vai se encontrar com os integrantes do Phoenix Riders, seus antigos companheiros de time, para falar sobre o perigo da nova versão das lentes NeuroLink, que permitem ao usuário criar mundos virtuais indistinguíveis da realidade. Desenvolvido por Hideo Tanaka, criador do Warcross, o equipamento tem um algoritmo que controla os usuários e já chegou a 98% dos habitantes do planeta. Emika e seus amigos estão entre as poucas pessoas que podem fazer a situação voltar ao normal, mas precisam ser rápidos – as versões do NeuroLink usadas por eles serão atualizadas durante o evento que marca o fim da competição. Mas a perspectiva de ter o cérebro controlado por Hideo não é o único problema de Emika: ela é alvo do misterioso Zero, que diz querer deter o dono da Henka Games e fará de tudo para a jovem trabalhar com ele. Desconfiada, a hacker hesita, mas aceita a proposta quando descobre que sua cabeça está a prêmio entre os caçadores de recompensas e é salva por Jax, uma assassina profissional enviada por Zero. Mesmo se comprometendo a colaborar com a destruição de Hideo, Emika tem esperança de convencer o bilionário a desativar o algoritmo sem precisar recorrer à violência. Paralelamente, Emika investiga Zero e descobre que ele, na verdade, é Sasuke, o irmão mais novo de Hideo que desapareceu quando os dois eram crianças. Enquanto Hideo sempre falou com carinho e saudade do caçula, cujo desaparecimento a família nunca superou, Zero é frio em relação ao irmão e parece não sentir falta dele e dos pais. O que terá provocado tamanha indiferença? Com a ajuda dos Phoenix Riders, a hacker está disposta a desvendar o mistério, mas ao correr atrás dessa história ela pode colocar em perigo a própria vida, a de Hideo e a de seus amigos. Acompanhe a trama eletrizante escrita por Marie Lu, que surpreende os leitores até a última página.

Há quase um ano atrás, eu fiz aqui no blog a resenha de Warcross, o primeiro livro de uma duologia de Marie Lu, autora das séries Legend e Jovens de Elite. Agora vamos entrar novamente no mundo de Warcross para fazer a resenha do segundo livro, O Jogo do Coringa. E fico muito feliz em dizer que O Jogo do Coringa conseguiu entregar uma história melhor do que Warcross, e olha que o primeiro livro nem é tão ruim assim.

No mundo de Warcross, todos vivem conectados a um mundo virtual, e a caçadora de recompensas Emika Chen é contratada por Hideo Tanaka, criador do Warcross, para capturar Zero, um poderoso hacker que ameaça a segurança de todos os usuários do mundo virtual. Mas Emika acaba descobrindo que nem tudo é tão simples quanto parece, e seus maiores inimigos podem acabar se tornando aliados poderosos.

“No meu visor, ainda consigo ver a última mensagem de Zero nos arquivos, as letras pequenas, brancas, esperando. “Minha proposta continua de pé”.”

Sinopse bem simples para não entregar spoilers, afinal esse é o segundo livro da série, né? Nesse segundo livro, Marie Lu consegue expandir e se aprofundar mais nas questões do primeiro livro. As perguntas sobre livre arbítrio continuam sendo exploradas, e ela levanta a questão de que, se uma ferramenta que fere o livre arbítrio das pessoas está sendo usada para o bem maior, os fins justificam os meios? São questões bem mais profundas do que a maioria das pessoas esperaria de um livro YA.

Emika Chen continua sendo uma protagonista muito boa, mas eu fiquei meio surpreso com o fato de que, excluindo ela, Hideo e Zero, O Jogo do Coringa não tem muitos personagens marcantes. Os amigos de Emika tem seus momentos mas eles conseguem deixar uma marca muito forte na leitura, na minha opinião. Mas eu tenho que mencionar que gostei muito de Jax, a nova personagem que trabalha com Zero. Ela foi uma das minhas personagens favoritas nessa leitura.

Mas essa falta de personagens secundários legais é completamente compensada pelas interações entre Emika, Hideo e Zero. O relacionamento de Emika e Hideo está ainda mais complicado que no primeiro livro, e todos os diálogos dos dois deixam muito claro o quanto os sentimentos deles entram em conflito com os valores nos quais eles acreditam. E a história de Zero e de como ele é ligado a Emika e Hideo é muito boa também. São exatamente esses relacionamentos que tornam esse segundo livro melhor que o primeiro.

“Mesmo que na tela, vê-lo é sufocante, como se ele tivesse entrado naquele bar. Só consigo enxergar o mesmo garoto que vi a vida toda, o rosto que eu parava para olhar nas bancas de jornais e na TV. Enfio as unhas na bancada, tentando não demonstrar o constrangimento de me sentir tão fraca.”

O mundo de Warcross continua sendo muito bem explorado. Eu falei na resenha do primeiro livro que eu queria muito ver uma série de Warcross porque os efeitos visuais seriam incríveis, e isso continua no segundo livro. Eu gosto muito do jeito que a Marie Lu representa as ferramentas e os efeitos do Warcross visualmente. Pra vocês terem uma ideia, o lugar onde os hackers e criminosos virtuais se reúnem é representado como um navio pirata. São detalhes assim que tornam essas leituras muito mais divertidas.

Mas meu ponto favorito na leitura de Warcross foi a conclusão. Nesse segundo livro, Marie Lu consegue entregar um final satisfatório para essa história, na minha opinião. Ao longo da leitura dessa duologia, eu vinha me perguntando como eles iam concluir a história de Hideo, como eles iam responder às questões de moralidade, as decisões que os personagens tomam, etc. E pra minha surpresa, O Jogo do Coringa responder todas as minhas dúvidas e apresentar uma conclusão digna para essa história.

No geral, O Jogo do Coringa, e a duologia Warcross num todo, é mais uma prova de que Marie Lu é uma das melhores escritoras de YA que eu já li. Nessa duologia, ela criou um mundo de ficção científica impressionante, que abordou questões interessantes, através dos olhos de uma protagonista muito bem construída. O único livro dela que eu ainda não tenho na minha coleção é Batman: Criaturas da Noite e eu com certeza vou correr atrás de acrescenta-lo a minha estante.

Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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9 Comentários

  • Andy
    04 maio 2019

    Descobri as obras da Marie Lu não faz muito tempo e fiquei encantada com o jeito dela de escrever, com o fato das suas obras não serem óbvias e fugirem do convencional e clichê, espero ler essa obra em breve ^^
    Abraços,
    Andy StarBooks

  • Patrini Viero
    30 abr 2019

    Eu ainda não li nada na autora, mas achei a sinopse dessa duologia bastante interessante. Confesso que não é um universo totalmente novo pra mim, já li algumas coisas nessas ambientações, mas achp muito instigante a forma como a escritora consegue inserir o leitor nesse mundo criado por ela a ponto de envolvê-lo tanto na trama. Outro ponto positivo é o desenvolvimento das personagens e das interrelações que elas mantêm entre si, acredito que isso seja um fator capaz de dar mais densidade e riqueza ao enredo já satisfatório. Com certeza é um livro que eu quero ler.

  • Luana Martins
    30 abr 2019

    Oi, Vinícius
    Ainda não li nada da autora. Conheço um pouco de seus livros por resenhas.
    Fico contente que nesse segundo livro a trama ficou bem amarrada, que desvenda os mistérios do primeiro livro.
    Imaginar essa duologia em filme é maravilhoso.
    Quero ter chance de ler, beijos.

  • Aline Bechi
    30 abr 2019

    Olá, tudo bem?
    Eu fiquei recentemente sabendo sobre a premissa do primeiro livro. Eu gostei bastante da ideia e penso em conferir.
    Pelo que li na sua resenha, parece que a duologia pode me agradar já que gosto de universos bem construidos e protagonistas explorados (mesmo que os secundários não tenham sido tanto assim). Também fico feliz em saber que a qualidade melhora no segundo volume, ao invés de cair.

    Beijos

  • Fabiana Scola
    30 abr 2019

    Ganhei Warcross num sorteio e sem pensar passei a diante, por ter certeza que não o leria, não gosto de ficção cientifica embora nunca tenha dado chance a esse gênero, porém lendo a resenha e sinopse, vi que posso ter cometido um erro, afinal me prometi que em 2019 abriria meus horizontes com gêneros que tenho resistência (hot e sci-fi). Pelos teus comentários, me pareceu uma narrativa com tramas bem costuradas e construídas, intrigas, aventura além de uma protagonista bem definida. Não sei se esse seria o representante para inciar o meu projeto de “quebrar barreiras”, mas é um forte candidato.

  • sarah castro
    29 abr 2019

    Não vou mentir que meu maior medo em duologias/trilogias sempre foi o segundo livro não entregar uma proposta boa ou acabar sendo muito inferior ao primeiro, tendo uma conclusão “meia boca”. A resenha me animou a querer ler e vou aproveitar, pois Warcross está na minha lista a bastante tempo e não li exatamente por medo do segundo livro, chega de decepção literária haha então agora vou colocar fé e ler sem medo.

  • Tereza Cristina Machado
    29 abr 2019

    Nunca tinha ouvido falar dessa dialogia, mas eu gostei em especial de falar sobre livre arbítrio, sobre ferramentas que interferem no livre arbítrio, se justifica o uso de certas coisas…se os fins justificam os meios me fez viajar em muitos questionamentos … gostei bem dessa parte na resenha, me chamou a atenção , só por isso se tiver a oportunidade darei uma chance rs!

  • Elizete Silva
    29 abr 2019

    Olá! Nossa já passou um ano e eu ainda não tive a oportunidade de conferir os livros dessa autora, a conclusão da história parece ter sido muito boa, embora o enredo dos livros não tenha conseguido me conquistar completamente, eles seguem na minha listinha.

  • Angela Cunha
    29 abr 2019

    Estava lendo a resenha deste livro hoje pela manhã e mesmo sem ter lido o primeiro livro e só conhecer um pouco do trabalho da autora, é nítido enxergar que mais uma vez, ela se superou.
    Não somente trazendo um trabalho mais coeso do que o primeiro livro, mas também, apresentando este universo em sua totalidade!
    As capas dos dois livros são maravilhosas e com certeza, quero muito poder conferir ambos!!!!
    Beijo

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