15jun • 2018

A Mulher Na Janelapor A.J. Finn

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: The Woman in the Window
Gênero do Livro: Thriller, Mistério, Suspense
Editora: Arqueiro
Ano de Publicação: 2018
Número de Páginas: 352
Código ISBN: 9788580418323

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

Comprar: Amazon

Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Um dos meus tipos de plots favoritos é aquele que envolve um personagem confinado a um único local, e que aos poucos começa a questionar tudo o que ele acha que sabe. O melhor exemplo desse plot é Janela Indiscreta, clássico do mestre do suspense, Alfred Hitchcock. E foi exatamente esse tipo de impressão que eu tive quando li a sinopse de A Mulher na Janela, romance de estréia de A.J. Finn. E eu fico muito feliz em dizer que essa leitura me entregou tudo o que eu queria, e um pouco mais. Eu estou me afundando cada vez mais no buraco de livros de suspense, e A Mulher na Janela foi mais um que me agradou bastante.

Anna Fox vive sozinha na casa luxuosa que um dia abrigou sua família. Anna sofre de agorafobia, resultado de um trauma que destruiu sua família, sua carreira e sua vida. Agora, solitária e entediada, Anna passa seus dias bebendo vinho, vendo filmes antigos e espionando os seus vizinhos. Mas numa noite, enquanto espiona a família que acabou de se mudar para a casa ao lado, Anna testemunha algo que a deixa aterrorizada. Mas será que o que ela viu realmente aconteceu?

“– Você não acha que está sendo um pouquinho paranoica? Antes que ele possa dizer mais alguma coisa, disparo: Não é paranoia se está realmente acontecendo.”

Eu falei na resenha de As Sobreviventes que nada me desanima mais em uma história de suspense que previsibilidade. Felizmente, A Mulher na Janela conseguiu manter o suspense ao longo do enredo. A todo momento, o plot me levava a tentar adivinhar o que ia acontecer em seguida, mas ele sempre conseguia me surpreender. Isso é exatamente o tipo de leitura que eu procuro em um livro de suspense: Um plot que me mantenha curioso para saber o que vai acontecer na história, mas que ainda assim consiga me surpreender. A Mulher na Janela fez isso perfeitamente.

O livro é contado inteiramente pela perspectiva da Anna, e a escrita do A. J. Finn passa muito bem todo o conflito emocional e mental que ela sente durante o livro. O trauma que ela passou, a dificuldade que ela tem em sair de casa, os problemas com o álcool, tudo isso é muito bem retratado na narração do livro. Vendo ela passar por tudo isso, fica muito fácil de o leitor torcer para que ela consiga superar os seus problemas. E esse tipo de conexão entre leitor e protagonista contribui muito para o sucesso da história.

Outra que a escrita do A. J. Finn consegue passar muito bem é a frustração e o medo que Anna sente ao longo da história. A cada capítulo, as dúvidas sobre o que está realmente acontecendo vão acumulando, e a tensão é muito bem construída. O enredo vai ficando cada vez mais angustiante, e no final, eu estava ficando tão desesperado quanto Anna para saber a verdade, e isso era exatamente o que eu queria com essa leitura. Em momento nenhum eu perdi o interesse em saber a resolução da história.

“Sinto o lado de fora tentando entrar… O mundo externo inflando na rua, flexionando os músculos, arranhando a madeira da porta. Posso ouvir sua respiração, o vapor que ele sopra pelas narinas, o ranger dos dentes. Um monstro prestes a me atropelar, a me rasgar e duas, a me devorar.”

Apesar da história ser focada bastante na Anna, os outros personagens contribuem muito para a história, principalmente como uma forma de mostrar o qual isolada e solitária Anna realmente é. As interações que ela tem com alguns dos personagens conseguem passar muito bem o conflito entre a pessoa que ela costumava ser e quem ela se tornou depois do trauma que ela passou. Isso tudo me levou a torcer muito mais pra ela, porque eu realmente queria que ela conseguisse superar os problemas dela.

Alguns dos plot twists são um pouco clichês mas nada que me tirasse do clima da leitura. Apesar de serem meio batidas, as reviravoltas conseguiram passar o impacto emocional que elas deviam passar. A única reviravolta que eu não curti tanto é uma das últimas, óbvio que eu não vou falar qual é mas se você leu o livro, você deve saber de qual eu estou falando. Foi a única que não me agradou completamente, mas eu posso deixar uma passar, porque eu realmente gostei de todas as outras.

A Mulher na Janela é uma leitura intensa, cheia de suspense e angústia. A protagonista Anna consegue ser uma narradora bastante efetiva, e é o tipo de personagem que eu tenho gosto de acompanhar. O enredo é surpreendente e envolvente, e consegue agarrar a atenção do leitor a cada momento. Excluindo um ou dois clichês, é uma história muito bem construída e é um ótimo romance de estreia. Que venham mais livros do A. J. Flinn, porque eu vou querer ler todos eles.

Aproveite as promoções da Amazon e coloque A Mulher na Janela na estante!

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15 Comentários

  • Elidiane Lima
    junho 30, 2018

    Oi, Vinicius!
    Eu curto clichês então acredito que um ou dois clichês em A Mulher na Janela não me desapontará quando eu for lê-lo, algo que eu quero fazer logo pois quero descobrir se o que Anna ver é verdade ou tudo é fruto de remédios e álcool…
    Enfim, curti sua resenha e sua dica. Abraços!

  • suzana cariri
    junho 30, 2018

    Oi!
    Esse não é o tipo de livro que gosto de ler, mas ao mesmo tendo ele acabou me chamando atenção, as vezes vejo um comentário ou algum detalhe desse thrillers que acaba despertando minha curiosidade, pois quando li apenas a sinopse pensei que seria um livro chato ou muito mental, mas estou vendo que ele acaba surpreendendo o leitor e me deixando curiosa !!

  • Ana Carolina Venceslau Dos Santos
    junho 30, 2018

    Eu Me Lembro de como os blogueiros repercutiram positivamente quando a editora arqueiro comprou os direitos de publicação desta obra e enviou para os parceiros uma prévia do livro não concluída e eles falaram que era simplesmente um dos suspenses mais intrigantes do ano mas infelizmente eu ainda não pude ler o livro por motivos de falta de tempo

  • Patrini Viero Ferreira
    junho 29, 2018

    Esse é um dos livros que me chamou atenção logo de cara pelo título da história. Adoro suspense, principalmente aquele tipo que te faz entrar dentro da narrativa e tentar desvendar os mistérios das personagens e do próprio enredo. Essa sinopse me lembrou um pouco um filme que assistia muito na adolescência, Paranóia. Ambos são bem parecidos na real, mas acho que a narração pela perspectiva da protagonista, aqui, faz toda a diferença: ela dá ao leitor a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento dos seus pensamentos, angústias e dúvidas, criando laços e fazendo com que a empatia com a protagonista se torne algo cada vez maior e mais forte.

  • Elizete Silva
    junho 25, 2018

    Olá! Adoro quando o livro consegue me surpreender e acabo errando todos os meus palpites de onde a história parar. Acho que quando a história é bem escrita até mesmo os clichês são aceitáveis.

  • Atraentemente Evandro
    junho 19, 2018

    Diante de tantos elogios, temos mesmo que perdoar os poucos clichês, afinal parece que a leitura vale muito à pena. Desde a primeira vez que vi o livro já o coloquei na minha lista de desejos. Também gosto bastante de suspense, e me surpreender em cada reviravolta é algo que dou valor. Tomara que eu consiga fazer essa leitura o quanto antes. Adorei a resenha.

  • Daiane Araújo
    junho 16, 2018

    Oi, Vinicius.

    A instabilidade da Anna é uma peça fundamental na trama, por a mesma não ser totalmente confiável em seus questionamentos. E assim, o autor formaliza um enredo bastante intrigante e cheio de incertezas para o leitor.

    O livro é totalmente eletrizante, instigante e pelo jeito, bem construído. Adoro um bom thriller, e não vejo a hora de lê-lo.

  • Vitória Pantielly
    junho 16, 2018

    Olá Vinícius,
    Eu ganhei o livro e estou ansiosa esperando ele chegar… Confesso que no começo eu achei que seria cansativo acompanhar só uma personagem durante o livro todo, mas a cada resenha com elogios me surpreendo mais! Claro que a curiosidade é grande em saber se Anna é realmente paranóica, e mais, quero saber como a família se afastou dela ao invés de tentar tratá-la. São muitos pontos para se trabalhar…
    Fico contente que tenha te conquistado, espero o mesmo da leitura.
    Beijos

  • Theresa Cavalcanti
    junho 15, 2018

    Oi Vinicius,
    Estou louca para ler esse livro! Faz umas semanas que vi umas pessoas falando dele, e fiquei bem interessada! Não conhecia esse autor, então estou bem empolgada para conhecer!

  • Pamela Liu
    junho 15, 2018

    Oi Vinicius.
    Gosto muito de thrillers psicológicos e quero muito ler esse livro.
    A trama me lembra muito A garota no trem, por causa da personagem principal não ser totalmente confiável e acho isso um artifício muito inteligente. Fica essa dúvida se o que a personagem principal relata realmente aconteceu.
    Já vi Janela indiscreta. Gostei, mas estava esperando um pouco mais rs
    Espero ler o livro em breve e gostar tanto quanto você.
    Beijos

  • Micheli Pegoraro
    junho 15, 2018

    Oi Vinicius,
    Adoro thrillers psicológicos, estou cada vez mais pegando gosto com esse gênero.
    Estou ansiosa para ler esse livro, quando vi o lançamento já corri adicionar na lista de desejados, pois essa premissa me fisgou na hora. Promete ser uma leitura eletrizante e viciante, com uma trama bem construída, que envolve o leitor de inicio ao fim. Espero ser surpreendida com esse livro.
    O autor está tendo sucesso com seu livro de estreia, sua narrativa está sendo muito elogiada.
    Beijos

  • Bruna Lago
    junho 15, 2018

    Estou vendo muitas resenhas sobre esse livro. Sempre acho a sinopse instigante e busco conhecer as diversas opiniões, já que encontro tanto aquelas que amam ou que odeiam o livro.
    Que maravilha ver que você gostou do livro, também gosto de livros que fazem a gente duvidar até do que está lendo, se está acontecendo ou não… uma delícia esse tipo de leitura.
    A resenha está super instigante, assim como o livro deve ser! Fiquei super curiosa pra saber tudo que acontece e qual o desfecho 🙂 Abraços

  • Bianca Melo
    junho 15, 2018

    Gosto muito de livros de suspense, mas tenho um certo problema com esses livros sobre pessoas que ficam confinadas, solitárias, cultivando problemas psicológicos. Me lembra um pouco de A garota do trem. Fico meio entediada porque costumam ser personagens que sentem muita pena de si mesmos, bebem demais, não tem controle sobre nada, daí às vezes parece que a leitura não anda. Não vi o que queria sobre a personagem na resenha, mas mesmo assim fiquei curiosa o suficiente sobre esse tal mistério da família (das duas!) e pretendo dar uma oportunidade ao livro no futuro!

  • Lili Aragão
    junho 15, 2018

    Criar uma conexão com a protagonista é mesmo muito importante Vinicius e fico feliz e animada que o autor tenha conseguido desenvolver esse vinculo em sua história. Não sou muito de ler suspenses, gosto mais de assistir, mas achei a trama interessante e a resenha empolga, como é sempre bom variar um pouco nas leituras vou ficar de olho nesse livro e tentar lê-lo mais a frente 😉

  • Gislaine Lopes
    junho 15, 2018

    Oi Vinicius,
    Também estou cada vez mais me adentrando nesse gênero, por isso amo receber indicação de livros como esse. A premissa de A mulher na janela, por mais que eu tenha achado parecida com a de A garota no trem, me apresenta elementos diferentes relacionados a vida pessoal da protagonista que dá um toque a mais nessa história. A parte psicológica do livro, que envolve uma protagonista um tanto instável (devido a bebida e demais problemas que passou), faz com que a narrativa não seja totalmente confiável e essa é uma jogada que poucos autores se arriscam fazer. Já tinha ouvido falar da agorafobia, mas nunca li nenhum livro que abordasse o assunto. Se eu já estava curiosa sobre o desenrolar dessa aposta da Arqueiro, os pontos que ressaltou em sua resenha só reforçou isso.