Resenhas 18fev • 2018

Nossa Músicapor Dani Atkins

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: Our Song
Gênero do Livro: Romance, Ficção
Editora: Arqueiro
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 368
Código ISBN: 9788580417258

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte. Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam. Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

Eu já contei para vocês sobre o quanto eu gosto de leituras que surpreendem?! Vejam Dani Atkins, por exemplo. Comecei Nossa Música como uma leitura despretensiosa, indicada por vários blogs que eu acompanho, mas que eu ainda tinha as minhas dúvidas se seria o meu tipo de leitura ou não. Resultado final?! Estou destruída por dentro. A escrita de Dani Atkins mexeu com cada fibra do meu corpo e me deixou encarando a última página desse livro com muita incerteza sobre o que fazer a seguir. Estou completamente sem rumo, admito.

O começo de Nossa Música foi um pouco confuso para mim. Eu tive dificuldade de me conectar com os personagens e entender o ritmo de escrita da autora. O livro trabalha com pontos de vistas alternados entre Charlotte e Ally e também com muitos flashbacks, então é um pouco complicado de você identificar em que ponto está na história, até porque a autora não usa uma ordem cronológica para expor os fatos passados entre as personagens principais. Porém, uma vez que você entende o ritmo de leitura do livro, a escrita de Dani Atkins te atinge como um soco na boca do estômago – mas de uma forma muito boa, tá?!

“Alguém me disse uma vez que os relacionamentos terminam de duas maneiras: ou pouco a pouco, como a água gradualmente erodindo e desintegrando uma rocha, ou em uma imensa explosão, como um vulcão em erupção.”

O ponto forte da leitura é a forma como Atkins explora os acontecimentos do passado no momento presente em que as personagens se encontram depois de oito anos. Eu não diria que elas, em algum ponto, foram amigas, mas com certeza houve uma época de respeito mútuo entre as duas. Durante todos os capítulos eu me senti muito envolvida no sentimento não resolvido que existia entre elas e a forma como a autora construía a tensão de toda a situação através dos flashbacks, só aumentava a minha curiosidade e ansiedade para saber o que aconteceria a seguir.

Eu não sei bem se consigo lidar com esse tipo de enredo, principalmente porque eu terminei a leitura com o coração dilacerado e ordenando que ela escrevesse um novo final. Não sei, talvez eu tenha me apegado demais a Ally por causa de toda a sua história. Ela foi uma personagem que eu consegui me identificar e, de certa forma, a sua inocência desde o começo me fez ter uma certa empatia por ela. O que não aconteceu em relação a Charlotte. Eu realmente não gostei da personagem e poderia fazer uma lista enorme de motivos pelas quais ela merecia um final um pouco pior.

O que me impressionou mesmo em Nossa Música foi a maneira como a escrita de Dani Atkins me conduziu para uma imersão no seu enredo aos poucos. Os primeiros capítulos me soaram maçantes e cansativos, mas quando eu me dei conta, não conseguia deixar o livro de lado nem por um segundo. Eu me envolvi com o enredo de uma forma tão intensa que eu conseguia sentir na pele toda a dor, dúvida e sentimentos que nem mesmo eles sabiam como explicar. Talvez, por causa dessa experiência emocional e sensorial maravilhosa, eu tenha me apaixonado por Dani Atkins no primeiro livro que li.

“Parece que algo, como um arame farpado invisível, nos mantém amarrados todos juntos. Você acha que já passou, acha que está livre, mas, se correr muito na direção oposta…bem, ele corta você.”

Mas eu confesso que eu queria mais. Eu gostei demais da forma como a autora foi contando a mesma história de pontos de vistas diferentes, dando ao leitor a opção de “comprar a briga” de uma das personagens, mesmo que esse não fosse o real objetivo da leitura. Eu, obviamente, comprei as brigas da Ally desde o primeiro capítulo. Eu simplesmente me apaixonei pela forma como ela e David se apaixonaram anos antes e era uma história de amor que eu realmente queria que tivesse uma segunda chance – embora Joe também tenha roubado meu coração com a sua personalidade apaixonante.

Meu único incomodo foi a desorganização dos capítulos e a quantidade exagerada de flashbacks. Como o enredo estava sendo contato fora da ordem cronológica, eu precisei redobrar minha atenção para entender de quem era o ponto de vista daquela vez e quantos anos antes do presente nós estávamos. Era um pouco cansativo ter que me policiar neste ponto para não me sentir confusa com o livro. Teria sido muito melhor se Atkins tivesse trabalhado o enredo de uma forma mais linear, guiando o autor para o desfecho que ela tanto queria e que eu não consigo aceitar – só para reforçar, tá?!

Vocês querem que eu faça uma lista de motivos pelos quais vocês deveriam ler Nossa Música? Eu consigo pensar em vários, mas acho que a montanha russa emocional e a profundidade maravilhosa que tem a escrita de Atkins são o suficiente para fazer vocês correrem para a livraria mais próxima. Eu realmente me apaixonei pela forma como eu me senti lendo esse livro e, eu tenho que admitir, faz muito tempo que eu não me sinto tão “preenchida” por uma leitura.

Agora me conta: você já leu algum livro da Dani Atkins?! Deixa aqui nos comentários se você já teve uma experiência de leitura com a autora ou se você tem muita vontade de ler um livro dela, tá?!

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Débora Costa ver todos os artigos
Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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9 Comentários

  • Eu adorei “Uma Curva no Tempo” e estou muito ansioso para ler esse livro! Adorei as frases que você postou Débora!

  • Ana I. J. Mercury
    28 fev 2018

    Oi Débora, que resenha linda!
    Deu pra ver como o livro te tocou!
    Eu gostei muito da premissa dele, porém, tô na dúvida se leio ou não, pois eu li o Uma curva no tempo da autora, e gente, aquele final me devastou também.
    Na verdade, todo o livro me deixou emocionadíssima, nem gosto de lembrar! kkkk
    Tô com medo de ler os outros livros da autora, mas confesso que sua resenha me deixou ansiosa rs
    beijinhos

  • Catarine Heiter Moraes Boness
    27 fev 2018

    Não teria me interessado por este livro (vendo apenas a capa ou sinopse) se não tivesse lido esta resenha. Não é meu estilo de livro preferido, mas a forma como você descreveu os pontos fortes e fracos me levou a acrescenta-lo na lista de ‘quero ler’ do skoob. Quem sabe não sou surpreendida ao sair da minha zona de conforto não é?

  • Vitória Pantielly
    19 fev 2018

    Oi Débora!
    Ainda não li nada da autora, mas sei que seus livros emocionam…
    Apesar de ficar um tanto confuso, gosto bastante de livros que intercalam a narração, e com falshbacks, porque assim vamos conhecendo aos poucos a história, desperta curiosidade enquanto lemos.
    Pena que não conseguiu sentir empatia com as duas protagonistas, mas imagino os motivos de não ter gostado da Charlotte…
    Quero mto ler!
    Beijos

  • Pâmela Possani
    18 fev 2018

    Menina, eu li Uma Curva no Tempo dela e achei a mesma coisa! Sbe, tambem achei que faltou alguma coisinha MAS no geral teve uma profundidad e e exatamente essa montanha russa emocional que você bem falou. Achei incrível a forma como fez me sentir
    Quero ler mais da autora também, viu <3

    Beijocas da Pâm
    Blog Interrupted Dreamer

  • Alison de Jesus
    18 fev 2018

    Olá, autora consegue entregar uma trama extremamente consistente, com as várias perspectivas a dotam de profundidade e coerência. Vejo que também uma boa dose de drama ao longo da leitura, o que deixa o leitor apegado aos personagens e perpetua uma despedida dolorosa. Beijos.

  • Michelli Prado
    18 fev 2018

    Amei conferir tua resenha sobre este livro =)
    Tenho ele já minha lista de desejados, devido a tantas resenhas positivas que li sobre ele, e sua resenha só salienta mais isso. Gostei de fazer mais sobre o inicio mais lento dele, até para não ir com “sede ao pote”, mas ir acompanhando aos poucos à leitura e ir vendo os pontos dessas personagens.

  • Janaina Silva
    18 fev 2018

    Olá Débora!
    Essa é a primeira resenha que leio desse livro. E gostei!
    Parece ser uma história forte,e que nos emociona e nos faz refletir.
    E quanto a personagem Ally,fiquei curiosa em conhecer o seu passado… Parece que sofreu muito com a desilusão causada pelo David e Charlotte .
    Só achei uma pena que tenha sido confusa a alternância entre o passado e presente.
    Mas mesmo assim adoraria ler. 🙂

  • Daiane Araújo
    18 fev 2018

    Oi, Débora.

    Bom, são terríveis circunstâncias, capaz de unir a Ally e a Charlotte em um momento tão doloroso, no qual estavam vivenciando. E é uma pena que tenha sido assim.

    É um livro com aquele “E se…?”, que arremete a pensar em possibilidades, em um possível outro destino. E que talvez pode nos deixar pensativos também.

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