27set • 2020

O Príncipe Cruelpor Holly Black

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: The Cruel Prince
Editora: Galera Record
Ano de Publicação: 2019
1º livro da série The Folk of the Air
Número de Páginas: 373
Código ISBN: 9788501115553

Obs: Fantasia, Young Adult, Romance, Fae

Comprar: Amazon

Sinopse: Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

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e existe amor à primeira vista quando se trata de livros?

posso contar as inúmeras vezes que eu coloquei as mãos em um livro da holly black e nunca o li. a menina mais fria de coldtown esteve nas minhas mãos por anos até que decidi doá-lo na primeira oportunidade.

arrependimento não mata, mas tira o sono.

assisti muitos youtubers falando sobre o príncipe cruel. algumas críticas muito boas, outras nem tanto. eu não sabia o que esperar dessa série mas, sabia que aqui no brasil não se falava de outra coisa.

livros tem uma maneira estranha de nos surpreender. sem uma indicação do livro, eu jamais escolheria ou colocaria holly black na minha lista de leitura. logo eu, a mesma que passou semanas falando de a corte de espinhos e rosas da sarah j maas e estava louca por outro universo fae.

eu demorei alguns capítulos para me ambientar neste universo novo, mas logo de cara algumas coisas me chamaram atenção: a nossa protagonista, jude, estava sendo criada no mundo féerico pelo homem que havia matado sua família bem diante dos seus olhos.

a dinâmica do relacionamento de jude, taryn e madoc me deixava bastante incomodada e, durante muitos capítulos, eu achava que vivi era única irmã realmente sã das 3. digo, elas tinham visto a mãe morrer nas mãos da pessoa que hoje elas chamavam de “pai” – perturbador, porém essas nuances só deixaram o enredo mais interessante pra mim.

“fico chocada com o reconhecimento; se você vive sempre com medo, sempre com o perigo em seu encalço, não fica tão difícil assim fingir que não existe mais perigo”

jude vive em uma gaiola dourada, ao meu ver. ela faz tudo o que é possível – e impossível – para pertencer àquele mundo não humano, mas é sempre humilhada pelos fae na primeira oportunidade, principalmente por cardan – príncipe fae com vários problemas familiares também.

a forma como jude e a sua gêmea taryn se comportam nesse mundo fae me intrigou do começo ao fim. elas realmente tem um desejo profundo de pertencer, tanto que são capazes de fazer coisas absurdas para garantir o seu lugar ao sol – infelizmente, este spoiler eu não posso dar, mas o ódio permanece.

na outra ponta do nosso enredo temos cardan, o príncipe – cruel.

uma das coisas que mais me incomodam na narrativa em primeira pessoa é o fato de limitar a história ao que a protagonista sabe – no caso, a jude. desde o primeiro momento que cardan apareceu no livro eu o achei infinitamente mais interessante que todos os outros personagens. a acidez da sua personalidade nos instiga a tentar entende o que mais tem por trás daquele ódio nutrido pela humana que, não deveria nem ser digna de sua atenção.

quem explode de raiva também explode de amor, disse gabito nunes.

holly black separou alguns plots twists interessantes para esse enredo, eu achei. sempre que eu pensava que iria entrar em acontecimentos monótonos, tudo mudava e eu já não sabia mais em quais personagens eu poderia confiar. bem, eu podia confiar na jude, mas ela mesma não se mostrava digna de confiança às vezes.

“o verdadeiro poder não é dado. o verdadeiro poder não pode ser tirado”.

eu sou completamente obcecada por heroínas que não são perfeitas e tem um caráter extremamente duvidoso. e preciso dizer que holly black me entregou a protagonista dos sonhos. ao mesmo tempo que eu queria arrastar a cara da jude no asfalto, eu também a aplaudia de pé.

esse jogo de relações em o príncipe cruel é delicioso demais. o jogo político do livro é interessante e rouba completamente a cena, mas sem deixar de instigar o leitor com o romance que pode acontecer – ou não. viciante, desesperador, de tirar o sono de qualquer um que goste de um enredo bem escrito.

quanto mais eu lia, mais eu queria saber até onde jude seria capaz de ir. quem ela realmente considerava a sua família? que dor é essa que a transformava em uma guerreira tão formidável? no que ela se tornaria ao final desse primeiro livro? as dúvidas só aguçaram ainda mais a minha curiosidade como leitora.

holly black se tornou um vício e uma inspiração.

existe uma simplicidade complexa nesse enredo que me fascina. para alguns vai ser apenas mais um romance fae para colocar na estante, outros vão aprofundar nos conflitos políticos dos personagens e poucos – como eu – vão focar no emocional visivelmente abalado dos nossos protagonistas.

não sei se conseguiria superar essa leitura. mal sobrevivi sem o segundo livro por muito tempo (nunca amei tanto a galera record na minha vida). alguns enredos pegam a gente de jeito na primeira página e o príncipe cruel definitivamente foi um deles.

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4 Comentários

  • […] se essa atitude tivesse vindo de uma ameaça ou um encantamento, mas não. de todas as coisas que aconteceram no primeiro livro – e no segundo – meu ódio por essa personagem só fez crescer. não espero nenhum tipo […]

  • Angela Cunha
    setembro 29, 2020

    Que alegria vir ao blog, carinha nova e sim, postagens novas! Deixa esse espaço morrer não.
    Gosto demais de tudo isso!
    O Príncipe Cruel está aqui na minha estante, mas vou admitir que só lerei ele, quando tiver com O Rei Perverso em mãos rs(já li gente desesperada demais por não saber a sequência)
    Mas sei que vou amar!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

  • Rafaela
    setembro 28, 2020

    Aaaaaaaahhhh meu deus que resenha linda!! eu fiquei simplesmente apaixonada pela forma como você entendeu esse livro e compartilhou dos mesmo sentimentos que eu ao ler. Boa sorte no próximo aposto que vc vai amar tanto quanto o primeiro (ps: o rei perverso é o meu livro favorito dessa série te garanto que esse livro promete te arrepiar do começo ao fim)

  • Luisa
    setembro 28, 2020

    Adorei a resenha! Estou lendo e cada vez mais envolvida! Realmente, uma das coisas que está mais me motivando a continuar é essa curiosidade de entender o que se passa na cabeça de Jude, o que ela ainda vai fazer, quem ela é de verdade. O mesmo com Cardan. Quero muito entender porque ele é assim. To animada e encantada por esse reino!