Resenhas 09dez • 2017

O Príncipe Leopardopor Elizabeth Hoyt

O livro no Skoob e no Goodreads.

Editora: Record
Ano de Publicação: 2017
2º livro da série Trilogia dos Príncipes
Número de Páginas: 350
Código ISBN: 9999097348380

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

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Sinopse: O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo! A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor

Eu sempre tive essa teoria de que o segundo livro de uma trilogia é melhor que o primeiro e o terceiro livro e, para a minha felicidade, essa teoria se tornou realidade novamente – bom, pelo menos no que se diz respeito ao primeiro livro. O Príncipe Leopardo foi uma leitura muito deliciosa, com personagens divertidos e diálogos que eu quero revisitar mais de uma vez. Elizabeth Hoyt me provou que também é capaz de criar uma heroína forte e dona de si mesma. E o que mais eu poderia pedir em um romance, não é mesmo?

Diferente de O Príncipe Corvo, neste segundo livro da Trilogia dos Príncipes, a autora conseguiu desenvolver melhor os seus personagens mas, principalmente, a sua narrativa. O Príncipe Leopardo tem uma leitura bem mais leve que o primeiro livro, os capítulos se desenvolvem num ritmo que prende o leitor e ainda temos um mistério a ser solucionado que com certeza vai deixar todo mundo no mínimo curioso para saber a verdade no final.

A escrita de Hoyt neste livro não é tão pesada. O foco está todo no desenvolvimento dos personagens e acho que isso fez com que a autora tomasse um pouco mais de cuidado no desenrolar da história, evitando deixar tantas pontas soltas – coisa que eu reclamei demais durante a leitura de O Príncipe Corvo. Além disso, os diálogos neste segundo livro estão muito mais trabalhados e divertidos. Os personagens principais tem uma personalidade marcante e mesmo ainda tendo pequenas falhas, eu consegui me diverti muito com essa leitura.

“Quando descobrira que o proprietário das varias terras que administraria era uma mulher, Harry ficara surpreso. Mulheres, em geral, não eram donas de terras. Normalmente, quando uma mulher possuía uma propriedade, havia um homem – filho, um marido ou um irmão – por trás de tudo, o verdadeiro mandante, a pessoa que decidiria como as terras seriam administradas. Mas, embora Lady Georgina tivesse três irmãos, era a própria dama que estava no controle.”

Georgina é sem dúvida uma heroína muito melhor do que Anna foi. Talvez por ela ser dona de sua própria fortuna e não precisar de um casamento, isso a tenha feito ter uma personalidade com a qual eu tenha facilidade de me identificar. Eu sou uma apaixonada por heroínas de romance que escrevem sua própria história e não ficam esperando o cavalheiro para salvá-la e Georgina foi exatamente essa personificação para mim. Inclusive, se ela fosse uma pessoa de verdade, nós seríamos melhores amigas, sem dúvida.

O romance de O Príncipe Leopardo também foi outro ponto que eu gostei muito nesse segundo volume da trilogia. Harry e Georgina se encaixavam perfeitamente como um casal. Ambos tinham suas inseguranças em relação ao que estavam sentindo e navegaram pelo relacionamento no seu próprio tempo, sem ceder às pressões da família ou da sociedade. Hoyt conseguiu trabalhar muito bem esses aspectos do relacionamento romântico deles e eu achei muito importante que ela tenha construído essa relação respeitando as limitações de ambos.

“O Sr. Pye, lutando com a rolha de uma garrafa de vinho branco, ergueu o olhar e sorriu para ela. Por um momento, Georgina se perdeu naquele sorriso, o primeiro sorriso de verdade que vira no rosto dele.”

Uma das poucas coisas que realmente me incomodaram nesse livro é que a autora insiste em criar personagens que não vão ser realmente utilizados na história e não dar um final apropriado para eles. Ela cometeu esse mesmo erro em O Príncipe Corvo e o repetiu em O Príncipe Leopardo. Eu realmente fico muito frustrada quando os personagens secundários não ganham um final apropriado para o seu arco, mesmo que ele seja completamente irrelevante para a história principal.

E se você gosta de um crossover em romances de época assim como eu – vide a minha obsessão pelos livros da Sarah MacLean – fique feliz em saber que o Conde de nome quase impronunciável, que é personagem principal de O Príncipe Corvo, faz uma breve e relevante aparição neste segundo livro, o que eu julguei bastante pertinente reunir todos os príncipes em uma cena, embora eu ache que isso também poderia ter acontecido no primeiro livro, mas já estabelecemos que eu e Hoyt discordamos em muitas coisas não é mesmo?

Eu só posso dizer, e isso com um alívio enorme no peito, que O Príncipe Leopardo foi uma leitura que valeu muito a pena para mim. Eu me diverti com os diálogos e me apaixonei junto com os personagens. Eu ri e me envolvi na relação de Harry e Georgina, consegui me conectar com ambos os personagens e ainda fiquei meio triste que o livro tinha acabado. Acho que de todas as experiências de leitura que podemos ter, essa sensação de “satisfação” é a melhor delas.

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Débora Costa ver todos os artigos
Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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4 Comentários

  • cila-leitora voraz
    20 dez 2017

    Oi Débora, sua linda tudo bem?
    Eu anda não conheço a escrita da autora, mas mesmo com essas ressalvas, como fã de romances de época estou louca para ler a trilogia. Quero me divertir e me apaixonar por eles também. Adoro essas capas.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

  • Ana Caroline
    14 dez 2017

    Olá, tudo bem? Apesar de amar romance de época, ainda não tive oportunidade de ler a série e com isso só vejo minhas expectativas aumentarem hahaah Sei que você não curtiu muito o primeiro, mas li resenhas que elogiaram ele, e com isso já tenho expectativas para iniciar a série. Espero mudar isso em breve <3 Ótima resenha!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

  • Falkner Moreira
    13 dez 2017

    Ainda não tive contato com essa série mas vejo que tem agradado muita gente né? Eu já acho que o segundo livro de séries não são tão legais kkkk muitas vezes funcionam só como uma ponte pra chegar na conclusão, onde enfim tem algo grande e importante pra acontecer. Mas que bom que esse foi diferente! Só uma pena mesmo que tenha personagens secundários que acabam tendo uma conclusão fácil ou simples, isso tira um pouco da sensação de realidade das historias…

  • Nilda de Souza
    12 dez 2017

    Eu tenho visto esse livros no Insta, mas ainda não havia lido nenhuma resenha. Pelo o que você destacou na resenha, acho que essa é uma leitura que me agrada, pois gosto de protagonistas que fazem sua própria história. Também gosto de diálogos inteligentes e divertidos. Espero ter a oportunidade de ler em breve. Uma pena que o primeiro livro não seja tão bom quanto o segundo, de acordo com sua leitura.

    Beijos

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