Resenhas 09set • 2019

A Rainha Aprisionadapor Kristen Ciccarelli

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: The Caged Queen
Gênero do Livro: Fantasia, Young Adult
Editora: Seguinte
Ano de Publicação: 2019
2º livro da série Iskari
Número de Páginas: 376
Código ISBN: 9788555340840

Obs: Este livro foi enviado em parceria com a editora para resenha.

Comprar: Amazon

Sinopse: No segundo volume da trilogia Iskari, uma nova heroína entra em cena para lutar pela liberdade de seu povo ― e de sua irmã ― em meio a um conflito que apenas começou. Firgaard foi governada durante décadas por um rei tirano e manipulador, capaz de condenar povos inteiros apenas para aumentar seu poder.Depois de uma grande batalha, Asha, sua filha, conseguiu derrotá-lo. E, assim, Dax, o primogênito, assumiu o poder ao lado de Roa, sua esposa. Roa é uma forasteira vinda das savanas ― um território sob o domínio de Firgaard, que há anos é oprimido e está prestes a entrar em colapso.O maior desejo da nova rainha, mesmo sabendo que não é bem-vinda em seu novo lar, é mudar a vida de seu povo. O que ela não esperava era encontrar uma chance de alterar o curso do destino e trazer de volta à vida sua irmã gêmea, Essie, morta quando criança em um terrível acidente. O único obstáculo? O novo rei.

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*Essa resenha pode conter spoilers de A Caçadora de Dragões.

Depois de ter feito uma leitura satisfatória mas não muito marcante com A Caçadora de Dragões, partimos direto para a continuação, A Rainha Aprisionada. Eu entrei no segundo volume dessa série sem saber exatamente o que esperar. Por um lado, eu gostei das cenas de Roa no primeiro livro e estava animado para ver mais dela nessa continuação. Mas por outro lado, a primeira parte dessa série não me impressionou tanto quanto poderia. Então, entrando nessa leitura, minhas expectativas estavam bem confusas. E apesar de ainda não sentir que essa série é tão boa quanto poderia ser, A Rainha Aprisionada consegue ser uma continuação melhor que o primeiro volume.

Em A Rainha Aprisionada, conhecemos mais sobre Roa, a nativa que aceita se casar com Dax, herdeiro do trono de Firgaard, afim de garantir um governante favorável para seu povo. A situação se complica ainda mais quando Roa encontra uma forma de possivelmente trazer de volta sua irmã gêmea Essie, cuja alma está aprisionada na forma de um falcão depois de perder a vida em um acidente. Mas a única esperança de salvar a alma de sua irmã pode vir a custo de um futuro promissor para seu povo.

“O amor verdadeiro é o aço mais forte que existe. É uma lâmina que pode ser derretida, cuja forma pode ser alterada a cada batida de um martelo. Mas ninguém é capaz de quebrá-la. Nem mesmo a morte.”

Talvez seja porque essa seja a segunda parte dessa série, mas eu me senti bem mais interessado no world building desse segundo livro. Na leitura do primeiro livro eu já estava achando a cultura dos nativos mais interessante do que a cultura do reino de Firgaard, e a leitura de A Rainha Aprisionada confirmou isso pra mim. Eu gostei muito das histórias e das lendas do povo nativo que aparecem ao longo do livro. Além disso, achei interessante a forma que os acontecimentos do primeiro livro impactaram o universo da série, e o segundo livro explorou isso de uma forma bem legal.

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Eu gosto da Roa como protagonista. Eu senti que ela é uma personagem com motivações e emoções complexas, e foi interessante ver como as convicções dela foram sendo desafiadas ao longo da história. Eu mencionei nas outras resenhas que um dos meus pontos de interesse nesse segundo livro seria o relacionamento dela com Dax, e eu gostei das interações deles. A química entre eles é bem legal, e foi interessante ver Roa tentar relacionar os sentimos que ela tem por ele com as lembranças negativas do passado deles.

Os outros personagens do livro são interessantes, apesar de eu ter sentido que eles poderiam ter sido melhor utilizados. Depois de Dax, os dois personagens que passam mais tempo interagindo com Roa são Theo, a quem ela foi prometida antes de se casar com Dax, e Essie, sua irmã. A conexão entre Roa e Essie é uma das partes mais importantes do livro, e carrega boa parte da motivação de Roa para tomar as decisões que ela toma. Por outro lado, eu não senti muita firmeza no personagem de Theo. Pra mim, ele foi apenas o personagem que existe para ser a terceira ponta do triângulo amoroso. 

“As duas irmãs não choraram. Elas vieram em silêncio, segurando uma na outra. Como se não precisassem de nada além do que a gêmea oferecia. Como se, desde que estivessem juntas, não haveria nada a temer.”

A escrita da Kristen Ciccarelli continua boa, assim como no primeiro livro, e eu gostei mais do ponto de vista da Roa do que o da Asha. Talvez tenha sido porque as motivações das duas vem de fontes diferentes. Enquanto Asha era movida pela culpa e pelo desejo de se redimir da tragédia que ela pensava ter causado, Roa começa a história tentando fazer o que é melhor para o seu povo, e aos poucos vai se aprofundando em planos para ajudar sua irmã. Eu senti que as motivações da Roa foram um pouco mais cativantes.

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Mas um ponto que eu preciso mencionar é que eu senti o plot desse livro um pouco menos energético que o primeiro. Passaram vários capítulos do livro em que eu fiquei esperando alguma coisa acontecer. E quando as coisas começam a acontecer realmente, é um pouco tarde demais e o livro não tem o tempo necessário para explorar esses acontecimentos. Sem querer entrar no território de spoilers, o final do livro é bom, mas teria sido melhor se o resto do livro fosse mais consistente.

No geral, A Rainha Aprisionada é uma boa continuação, e consegue ser melhor que o primeiro livro da série.Com uma protagonista interessante e uma exploração interessante do world building, o livro perde alguns pontos por problemas no ritmo e na falta de mais personagens de apoio bem construídos. É uma melhoria em relação ao primeiro livro, mas ainda não consegue atingir o potencial que eu vejo nessa série. Se as circunstâncias fossem diferentes, eu não estaria muito animado para continuar essa série, mas depois de ler a sinopse do terceiro livro, eu tenho que admitir que estou SUPER interessado no que vem a seguir.

Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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