Resenhas 24jun • 2018

Warcrosspor Marie Lu

O livro no Skoob e no Goodreads.

Título Original: Warcross
Gênero do Livro: Young Adult, Fantasia, Ficção Científica
Editora: Fantástica
Ano de Publicação: 2018
1º livro da série Warcross
Número de Páginas: 320
Código ISBN: 9788568263662

Obs: Este livro foi cedido em parceria com a editora para resenha.

Comprar: Amazon

Sinopse: Autora das bem-sucedidas trilogias Legend e Jovens de Elite e nome forte da literatura jovem internacional, Marie Lu mergulha no mundo da tecnologia em Warcross. Neste eletrizante thriller de ficção científica, Emika Chen é uma hacker de 18 anos com uma vida financeira difícil. Num golpe de sorte do destino, ela se torna milionária ao ser contratada pelo criador do Warcross, um jogo de realidade virtual que virou febre em todo o mundo, para evitar um ataque em massa que estaria sendo planejado contra a plataforma – e seus milhões de usuários – durante a cerimônia de encerramento de um grande campeonato. Mas a garota logo conhece o lado sombrio do sucesso, à medida que a final se aproxima e pistas ameaçadoras começam a surgir. De onde partirá o ataque ao maior fenômeno da tecnologia mundial? Imersa no universo do Warcross, Emika descobre que escolher em quem confiar pode ser o jogo mais arriscado de todos.

Eu falei algumas vezes aqui no blog sobre como eu adoro os livros da Marie Lu. As duas trilogias que ela já completou, Legend e Jovens de Elite, ambas me impressionaram bastante. Então quando eu li a sinopse de Warcross, o primeiro livro da nova série de Marie Lu, e vi que se tratava de uma história de ficção científica, cheia de elementos sobre mundos virtuais, eu fiquei super animado para fazer essa leitura. E no geral, Warcross atingiu as minhas expectativas, exceto por alguns pontos que eu vou mencionar daqui a pouco.

No mundo de Warcross, todos vivem conectados a um mundo virtual, principalmente no jogo Warcross. Emika Chen, uma jovem hacker desesperada por dinheiro decide se arriscar e invadir o sistema durante o jogo de abertura do campeonato mundial de Warcross. Emika tem certeza de que será presa, então imagine a surpresa dela quando recebe uma ligação de Hideo Tanaka, criador do Warcross, convidado-a a entrar no torneio. Mas Emika não estará lá como participante, mas sim como espiã, a procura de um hacker que ameaça a segurança desse mundo virtual.

Vamos começar com o maior problema que eu tive com o livro. Durante a leitura fica muito claro que esse é o primeiro livro de uma série. É muito perceptível o quanto a narrativa está guardando elementos importantes para os próximos livros. A gente entende que sendo o primeiro livro de uma série, é necessário introduzir alguns detalhes que vão ser mais relevantes ao longo da saga, mas lá pela metade do livro eu tive a sensação que não tinha acontecido muita coisa. Apesar de ter sido uma leitura boa, porque a Marie Lu é uma autora muito boa, não foi uma história tão repleta de emoções e adrenalina como eu esperava.

Outro ponto meio negativo é o fato de que o livro tem alguns plot twists e eu adivinhei eles logo de cara. Eu venho falando em algumas resenhas o quanto esse tipo de coisa me desanima em uma leitura porque perde aquele suspense de saber o que vai acontecer depois. Infelizmente foi isso que aconteceu em Warcross. No momento em que mencionaram um plot, eu imediatamente falei “Ah, pronto. Vai ser isso.” E foi exatamente isso que acabou acontecendo. O andamento da história foi o suficiente para me manter entretido mas esse tipo de coisa realmente acaba tirando aquela animação que eu tinha pela história.

“Toda porta trancada tem uma chave. Todo problema tem uma solução.”

Por outro lado, vamos falar dos pontos positivos. A escrita da Marie Lu continua ótima como sempre. Warcross tem muitos detalhes que retratam a realidade virtual, e a narrativa que a Marie Lu constrói passa muito bem todos esses pequenos detalhes. As emoções da história são todas muito bem representadas, e a voz da protagonista Emika é bastante distinta. Algumas vezes quando você lê vários livros do mesmo autor, você percebe que alguns personagens dele são muitos semelhantes, mas isso não acontece com os livros da Marie Lu.

Falando na Emika, eu realmente gostei muito dela como protagonista. Ela é uma garota muito inteligente e determinada, mas que passa por momentos complicados ao longo, e é muito legal ver como ela lida com as situações que o enredo joga nela. Os momentos vulneráveis dela são bastante tocantes, e eu espero que a série foque ainda mais no passado dela, principalmente no relacionamento dela com o pai. Os pontos do livro em que ela demonstra o quanto a morte do pai a afetou foram alguns dos meus momentos favoritos dessa leitura.

Os outros personagens são bem legais, e eu gostaria que o livro mostrasse um pouco mais das interações da Emika com eles, mas o enredo passa a maior parte do tempo retratando o relacionamento dela com o Hideo. O relacionamento deles é bem legal, eles tem bastante química e você realmente acredita que os dois sentem uma atração um pelo outro. É claro que o livro joga alguns empecilhos que atrapalham o relacionamento dos dois e é bem interessante ver como eles lidam com eles.

Outra coisa do livro que me agradou muito foi o worldbuilding. Como se trata de um livro de ficção científica, Warcross precisa de bastante worldbuilding. Felizmente a Marie Lu é muito boa em te apresentar o universo dos livros dela sem ficar chato. O mundo do Neurolink e do Warcross é retratado de uma forma incrível, e me faz pensar que esse livro daria uma ótima série ou um filme incrível, porque os aspectos visuais da história precisam ser representados na televisão ou no cinema.

“Nós não estamos todos conectados há anos, completamente viciados nesse mundo que vai além da realidade? E estamos tão dispostos a abrir mão dele? ”

O livro também consegue tocar em assuntos muito interessantes, principalmente nas questões de tecnologia e livre arbítrio. O dilema que Warcross apresenta ao longo da história é bem interessante, e é legal ver os personagens debatendo essas questões de uma forma bastante realista. Outro ponto muito legal é o fato da representatividade: Não só o livro conta com personagens asiáticos como Emika e Hideo, ele também tem personagens LGBT e personagens deficientes físicos. Queremos mais livros com esse tipo de representatividade.

No geral, Warcross não foi tudo que eu esperava, mas mesmo assim foi uma leitura muito legal. Infelizmente ele sofre da síndrome do primeiro livro,mas eu tenho certeza que essa série só vai melhorar à medida que os próximos capítulos forem saindo. Marie Lu mais uma vez construiu uma ótima protagonista e um universo repleto de detalhes ricos e interessantes. Apesar dos problemas, foi uma leitura satisfatória e eu com certeza vou continuar acompanhando essa saga. Tomara que o segundo livro não demore porque eu quero muito saber o que vai acontecer depois.

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Vinicius Fagundes ver todos os artigos
24 anos. Formado em Publicidade e Propaganda. Viciado em histórias. Desconhecido mundialmente.

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12 Comentários

  • Ana Carolina Venceslau Dos Santos
    30 jun 2018

    Eu não fiquei tão interessada em ler o livro dessa altura porém eu já li A trilogia Legend dela e foi uma grata aventura que eu pude vivenciar com a escrita dela então esse é o único ponto que me faz querer esse novo livro é o fato de que Tive boas experiências anteriores com

  • Bruna Lago
    29 jun 2018

    Tá aí um tema que não leio. Esse é um dos que fico com um pé atrás em começar uma leitura porque não conheço muito sobre jogos, e nem gosto, aí acabo passando. Mas continuei a leitura da resenha pra saber sua opinião…
    Realmente, Jovens de Elite foi bem falado por alguns blogs que eu acompanho e vejo que faz jus a tanto comentário positivo, já que pelas resenhas parece ser de qualidade!Engraçado que você vem falado muito mesmo sobre essa questão da surpresa que se é esperado pelos leitores; uma pena que tal requisito não foi alcançado. Eu prefiro que um livro me surpreenda, então é um ponto bem negativo para mim.
    Pela resenha eu percebi que a autora agrada em algumas partes, uma boa pros fãs e quem gosta desse mundo. Não fiquei muito curiosa, mas foi bom ver sua resenha 🙂 Abraços

  • Micheli Pegoraro
    28 jun 2018

    Olá Vinicius,
    Tenho muita vontade de conhecer a escrita tão elogiada dessa autora, e das duas trilogias já publicadas a que mais chama a minha atenção é Legend.
    Quando foi divulgado o lançamento desse novo livro confesso que nem cheguei a ler a sinopse, pois o titulo não chamou a minha atenção, é um universo que não me atrai muito. Mas que engano, pois, apesar de alguns pontos negativos, esse primeiro livro despertou o meu interesse, e o fato de ser um “thriller de ficção científica” me deixou curiosa para ler.
    Uma pena que o andamento da história não revela muitos acontecimentos surpreendentes, tornando a leitura um pouco morna. O que mais gostei é que nessa trama a autora trouxe personagens bem diversos, adorei essa representatividade.
    Como prefiro iniciar a leitura de uma série quando todos os livros já estejam publicados, vou aguardar mais um pouco, quem sabe me aventuro com a trilogia Legend.
    Beijos

  • Eu não li nenhum dos livros da Marie Lu ainda, mais por falta de oportunidade que de vontade. Esse em particular me parece contar com um enredo bastante original, e acredito que os elementos atuais inseridos dentro da história só agregam e enriquecem esse enredo já fabuloso desde o início. Não entendi direito o papel do romance dentro da trama, acho que existem coisas bem mais interessantes a serem desenvolvidas. As questões abordadas e a representatividade ali presente são um ponto bastante favorável ao livro. Esse aspecto da previsibilidade me incomodaria um pouco, mas dá pra relevar por se tratar do primeiro livro e tudo o mais. O trabalho de capa tá maravilhoso!

  • Pamela Liu
    26 jun 2018

    Oi Vinicius.
    Li apenas a trilogia Legend da autora e não achei tudo isso. Acho que tinha um enorme potencial, mas a autora não o explorou tão bem. Mesmo assim, quero ler a trilogia Jovens de elite e Warcross.
    Gostei da premissa desse novo livro.
    Que pena que os plots não foram surpreendentes para você. Isso é algo que também me desanima, quando o autor aborda a trama de forma muito previsível.
    Pelo menos a escrita é envolvente rs
    Beijos

  • Elizete Silva
    26 jun 2018

    Olá! Ainda não tive contato com a escrita da autora, mas li muitos elogios a respeito de seus outros livros. Ficção cientifica não muito minha praia, mas gostei do enredo, apesar de num primeiro momento o livro não agradar muito acredito (espero) que os próximos melhorem. Realmente é muito frustrante quando descobrimos os desfechos da história bem no comecinho, acaba perdendo todo graça da história.

  • Theresa Cavalcanti
    26 jun 2018

    Oi Vinicius,
    Nunca li nada dessa autora, mas quero muito ler esse livro. Algumas pessoas já me falaram que é bem legal, então ta na minha lista. Só preciso arrumar tempo e dinheiro haha

  • Atraentemente Evandro
    25 jun 2018

    Apesar de todos os pontos mais fracos do enredo que você nos trouxe, o enredo tem tanta coisa boa que acabamos por perdoar, já que realmente o próximo volume pode superar as expectativas. Eu gosto de ficção científica e é bem importante a inclusão de personagens que precisam ser representados e sair dos estereótipos.

    Evandro

  • Lili Aragão
    25 jun 2018

    Infelizmente eu não tive uma experiência muito boa com essa autora Vinicius mas quero sim dar outra chance e ela e tenho visto resenhas positivas dessa nova série que está chegando. Pelo que li na resenha mesmo com algumas ressalvas (não ser surpreendido e ir adivinhando alguns plots é mesmo chato) o livro parece ser mesmo bom, gostei que o romance convence e que tem personagens secundários muito interessantes,. A resenha tá ótima e vou ficar de olho nas resenhas dos próximos livros quando forem lançados e resolver mais a frente se será com essa série que irei dar outra chance a autora comigo 😉

  • Daiane Araújo
    25 jun 2018

    Oi, Vinicus.

    Ainda não o li, mas desejo, o quanto antes, realizar essa leitura.

    Essa gama de suspense, misturada com a realidade virtual e a ambientação conjunta, é excepcional. Assim, sabemos que a autora deu vida a um universo de total envolvimento e introdução do leitor ao mesmo… Sendo equivalentes a um livro ambíguo e com componentes estruturados, devida a toda exploração.

    E é mesmo desanimador, quando os acontecimentos são previsíveis e não consegue manter o leitor sob expectativa.

    • Daiane Araújo
      25 jun 2018

      *Vinicius*

  • Gislaine Lopes
    24 jun 2018

    Oi Débora,
    Marie Lu já é bem conhecida no país e suas duas trilogias anteriores fizeram bastante sucesso entre os leitores (uma pena que eu ainda não tenha tido a oportunidade de lê-las). A autora tem uma pegada bem jovem em seus livros e Warcross segue essa mesma linha. Trabalhar com Games de Realidade Virtual abrange um universo onde tudo é possível e atiça ainda mais os leitores (principalmente aqueles que gostam de jogos). Algo que reparei sobre as protagonistas dos livros da autora é que elas não são perfeitas, pois em muitas criticas que li algo que foi muito falado foi o quanto as personagens são um pouco vilãs também e acho isso muito interessante, ainda mais se formos considerar os universos que Marie Lu cria, onde é preciso ser mais dura para sobreviver. A representatividade é algo que faz muita diferença e achei bem legal que você apontou isso. Quero ter a oportunidade de conhecer a escrita da autora, mas ainda não sei quando e por qual série isso ocorre-rá.

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