Séries & TV 04fev • 2016

Orgulho e Preconceito (1995)

Orgulho e Preconceito

Existem infinitas adaptações de Orgulho e Preconceito, o romance mais conhecido de uma das minhas autoras favoritas, Jane Austen. O romance de Darcy e Elizabeth já invadiu os teatros, os cinemas e até mesmo a internet. Quem não ficou apaixonado com a adaptação pós-moderna The Lizzie Bennet Diaries? É verdade que, entre todas as adaptações desse clássico, um dos mais conhecidos é o filme de 2005, com a Kiera Knightley no papel da Lizzie Bennet, mas para mim, a minha adaptação favorita sempre vai ser a série da BBC de 1995 que, colocou o Colin Firth na lista dos homens mais sexys do mundo com a tão famosa cena do lago.

A adaptação da obra original para o formato de série foi comandada por Andrew Davies e dirigida por Simon Langton. Seu primeiro episódio foi ao ar em 24 de setembro e trouxe Jennifer Ehle e Colin Firth nos papéis de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy. O sucesso foi imediato, sendo chamada pelo The New York Times como “um misto engenhoso de histórias de amor e convivência social, inteligentemente embalado nas ambições e ilusões do povo provinciano”. A série recebeu diversos prêmios e homenagens, dentre eles, Jennifer Ehle ganhou o prêmio BAFTA Television Award de melhor atriz e Colin Firth foi elevado ao estrelado com a sua cena do lago, que foi descrita como “um dos mais inesquecíveis momentos na história da TV britânica”.

Orgulho e Preconceito

Mas o que faz dessa adaptação de Orgulho e Preconceito tem de tão especial? Bom, do meu ponto de vista o enredo da série é um pouco mais denso se comparado com outras adaptações. Andrew Davies teve um cuidado enorme na hora de determinar o que entraria ou não na história e eu fiquei impressionada com o fato de ele manter certos personagens e características que, em outras adaptações, são descartadas sem pensar duas vezes. Além disso, a fotografia da série é bem interessante, porque eles fizeram questão de manter todos os detalhes possíveis da época, e nesse quesito, eu tiro o meu chapéu para a produção da série.

Os personagens também são surpreendentes. Eu sempre fui muito fã da interpretação da Kiera como Elizabeth Bennet em 2005, mas confesso que a Jennifer Ehel não deixa nem um pouco a desejar. Ela tem uma atuação mais desafiadora, e isso faz com que a sua interpretação da Lizzie tenha um tom mais debochado, mais independente. Em algumas cenas, eu poderia jurar que ia vê-la fazer algo que, para a época, seria completamente estúpido. Gostei da forma como ela deu vida a personagem, e principalmente, da forma como ela cresceu durante a cada episódio.

Orgulho e Preconceito

E Colin Firth? Depois que você assiste a tão famosa cena do lago, você entende o porquê do frenesi em torno desse Mr. Darcy. Colin deu um ar bem mais frio ao Darcy. Ele não é muito bom em demonstrar emoções, sua expressão é sempre dura, séria demais para atrair a atenção das damas. É fácil você perceber o comportamento de superior que ele tem nos primeiros capítulos, mas é bem interessante perceber sua guarda abaixando quando ele começa a perceber em Lizzie uma pessoa que ele poderia amar verdadeiramente.

A série me deixa com o coração na mão, confesso. Como o enredo se desenvolve bem mais lento do que em outras adaptações, é muito difícil você não se envolver com os dramas dos personagens, principalmente quando a série te dá a chance de conhecê-los de uma forma bem mais profunda. O enredo não fica prezo somente ao romance dos personagens principais, mas aproveita as deixas para explorar a personalidade de outros personagens e compor a história de tal forma, que quem está assistindo fica completamente imerso naquele universo.

Orgulho e Preconceito

O mais importante é que, para aqueles que não conseguiram encarar o livro, a série consegue passar muito bem a essência da história. Como o roteiro é bem fiel ao que Jane Austen escreveu, então qualquer um consegue entender bem os personagens sem precisar ler o livro. Mas, já aviso, depois de assistir essa adaptação, não tem como você continuar resistindo a Jane Austen. Eu pelo menos não consegui e sempre que eu assisto, acabo relendo o livro só para continuar um pouco mais nesse universo maravilhoso.

E se você ainda não conhecia essa série, abaixo eu vou deixar o trailer desse romance que conquistou fãs pelo mundo inteiro:

romances de época

Débora Costa ver todos os artigos
Escritora melancólica nas horas vagas, publicitária hiperativa no dia a dia. Viciada em Oasis, uma eterna apaixonada por Beatles. Leitora compulsiva de livros de steampunk. Futura autora de um livro sobre viagem no tempo.

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11 Comentários

  • Catharina
    09 fev 2016

    Oie
    eu só vi o Orgulho e Preconceito mais novo e quero muuuito assistir ler o livro e gostar ainda mais, adorei sua resenha sobre

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

  • Mari Sacramento
    09 fev 2016

    Oi Débora, tudo bem? Eu amo Orgulho e Preconceito e sempre tive muita vontade de ver essa versão com o Colin Firth. Corri para o youtube para procurar a cena do lago e vi também o trailer que você deixou por aqui e só aumentou a minha vontade. Vou comprar o DVD com certeza!

    Beijos,

    Mari

    cantinhodeleituradamari.blogspot.com.br

  • Jéssica Melo
    07 fev 2016

    Olá Débora, não conhecia essa série, mas já fiquei morrendo de vontade de assisti-la *-* Li faz pouco tempo Orgulho e Preconceito e amei, tanto que já comprei os demais livros da autora para ler <3

    http://meumundo-meuestilo.blogspot.com.br/

  • Luciano Vellasco
    06 fev 2016

    Olá, tudo bem? Eu vejo Jane Austen em quase todos os blogs que visito rsrs
    Ela deve ser uma autora espetacular para quem gosta do gênero. Eu nunca li/vi nada dela, mas tenho amigas loucas por ela. Como não conheço, fica difícil opinar, mas seu post está muito legal 🙂
    Beijos

  • Bruna Souza
    05 fev 2016

    Aiii,como não amar Orgulho e preconceito??
    Eu nunca vi a série, mas imagino que ela seja incrível mesmo, por ter tempo de trabalhar os acontecimentos, explorar sentimentos, e ter cenas mais longas. Os filmes são lindos, mas condensados demais, afinal, precisam contar toda a história em 2 horas ou menos.
    muito bonito e profundo o texto. É difícil ignorar a opinião dos outros, não deixar que ela influencie nossas vidas. Isso sem falar nas mudanças que vem com o tempo, naturais, mas para as quais nem sempre estamos prontos
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

  • Rodrigo Costa
    05 fev 2016

    O Livro “Orgulho e preconceito” Tá na minha wishlist há algum tempo,e falta só aquele empurrãozinho pra eu ler. Não sabia que existia a série,só conhecia o filme,que inclusive também não assisti…esperando ler primeiro.Adorei o Post. me deixou com mais vontade ainda de iniciar logo a viagem nessa história.

  • Babi Montechiare
    05 fev 2016

    Débora, cê acredita que tenho Pride & Prejudice na minha estante há mais de 2 anos e ainda não li? O livro chegou a cair DO NADA da estante em cima da minha cabeça. Achei que fosse um sinal. Mas ainda sim não consegui ler hahahaha Acho que vou gostar muito da Jane Austen, mesmo não sendo fã de livros de romance, sei lá, como Julia Quinn, mas já li um trechinho desse livro quando estava na Livraria da Travessa e tenho certeza que vou amar a personagem Elizabeth. E depois que eu devorar o livro e virar mais uma babona pelo Darcy (será?) com certeza vou ver essa série 🙂

    beijão
    Um Metro e Meio de Livros

  • Milena Lais
    05 fev 2016

    Olá.
    Sempre vejo coisas sobre o livro. E gosto de filmes antigos.
    Um dia vou ler e assistir o filme.
    Essas roupas de época são apaixonantes, não acha?
    Abraço.

  • Morgana Brunner
    05 fev 2016

    Oiiii, que novidade!!!!
    Não sabia que tinha filme, acredite…quero ler o livro antes de olhar filme. Agora estou ansiosa e curiosa para olhar o filme, tenho que me controlar kkkkk
    Beijão

  • Leticia Golz
    04 fev 2016

    Oi, Débora
    Ainda não sabia dessa adaptação de 1995. Pretendo ler o livro ainda, para depois assistir qualquer que seja o filme, mas gostei de saber que muitas coisas foram mantidas nessa série em questão, deve ter mantido mais a essência da obra realmente. Gostei da dica, sem dúvidas vou querer assistir depois que ler a obra.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

  • Monalisa Marques
    04 fev 2016

    Débora!!! Não tenho palavras pra dizer o quanto eu amei esse seu post. Mas vamos a uma tentativa: Eu sempre pensei que esses romances históricos fossem histórias “nhenhenhem”, com personagens “mulherzinha”, sabe? Então sempre evitei todos eles. No início de 2015 a Record me enviou um romance histórico chamado “Uma Praça em Antuérpia”, que eu devorei em dois dias de tanto que amei! Então meu preconceito com o gênero já começou a mudar. Mas eu ainda achava que esse livro fosse uma exceção, que ele fosse uma reviravolta no gênero, até que uma amiga minha me falou sobre como a Jane Austen é praticamente os primórdios do feminismo, com personagens que combinam muito com o que eu busco.
    Nossa, isso fez eu me arrepender muito!!! Quanto tempo eu vinha desperdiçando rejeitando qualquer romance histórico? Mas então, nesse mês, eu resolvi consertar isso. Estou lendo “Razão e Sensibilidade” agora, em seguida lerei “Orgulho e Preconceito”, e por isso seu post foi uma surpresa muito boa pra mim! Jane Austen está preenchendo uma lacuna literária em mim, que eu sabia que existia mas não sabia como preencher. Nossa, to maravilhada!
    Ou seja, depois que eu ler o livro, com certeza vou assistir à série. 🙂 Você nem precisava de todo esse seu texto bem escrito pra me convencer! XD
    Ps.: Vamos conversar sobre isso? Quero tanto!

    Beijo grande,
    Mona
    http://www.literasutra.com

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