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Resenhas 20set • 2016

A Garota do Calendário Abril, por Audrey Carlan

Se você está chegando aqui agora, e não tem acompanhado as resenhas de A Garota do Calendário, deixe-me atualizá-lo do que estamos falando, certo? Mia Saunders precisa de 1 milhão de dólares para pagar a dívida do seu pai com um agiota. Para isso, ela arruma trabalho como acompanhante de luxo na empresa de sua tia afim de pagar a sua dívida mensalmente. A cada mês ela se encontrará em uma nova cidade acompanhada de um homem rico, com quem ela não precisa transar se ela não quiser. Até o presente momento já passamos por Janeiro, Fevereiro e Março, onde tivemos a chance de conhecer homens lindos e sensuais que, contribuíram para a vida de Mia de alguma forma.

Em Abril, nossa heroína tem como cliente um astro do beisebol, Mason, de Boston, que precisa desesperadamente que Mia finja ser sua namorada para melhorar a sua imagem pública. Seria tudo muito fácil, se Mason não fosse o tipo de cara que não consegue ouvir não de uma mulher. Além de ter que lidar com o temperamento difícil do seu mais novo cliente, Mia também que terá que lidar com seus próprios sentimentos, principalmente quando se trata de Wes, o cara que conhecemos em Janeiro e deixou uma marca em Mia que ela mesma não estava preparada.

Garota do Calendário Abril

Preciso começar essa resenha dizendo que A Garota do Calendário tem potencial para ser um livro que vai muito além de sexo, embora a ideia central do livro seja justamente o erotismo do enredo. Porque? Bem, mais uma vez a autora coloca a personagem em uma situação que potencializa seu crescimento no enredo, mas de alguma forma, isso não acontece. Eu realmente estava com grandes esperanças para o cliente de Abril, principalmente porque a situação era completamente diferente dos clientes anteriores – e isso é tudo o que eu posso falar sem spoilers.

Em A Garota do Calendário Abril a autora nos presenteia com um grande conflito emocional envolvendo nossa personagem principal e o cliente de Janeiro, Wes. Apesar de eu gostar da química entre os dois, o relacionamento vem fugindo do controle desde que ele reapareceu no mês anterior, Março. Sempre achei que Mia tivesse controle do que queria e dos seus objetivos, mas acho que quando se trata de relacionamentos, ela tem tendência a meter os pés pelas mãos – e que mulher não faz isso, certo? O problema é que tudo para ela sempre se resume a vontade sexual, o que a leva a tomar decisões que, do meu ponto de vista, a torna infiel ao que diz sentir.

Garota do Calendário Abril

O sexo de A Garota do Calendário Abril, aos poucos começa a deixar de ser um elemento divertido e instigante na história, para se tornar algo repetitivo e um tanto sem graça. Mason, cliente deste livro, tem uma personalidade agressiva, de homem machista que acha que as mulheres são simples objetos para o seu próprio prazer. Não gostei dele, e nem de como ele se desenvolveu ao longo do livro. Levantar essa bandeira de “mulher certa” e essa mulher certa ter um estereótipo imposto pela sociedade não me agradou. Sabe o “bela, recatada e do lar”? Basicamente.

O enredo teve várias cenas que me deixaram bastante incomodadas durante a leitura. Primeiro, as investidas e os diálogos de Mason e Mia.  No começo as piadas eram engraçadas, mas aos poucos tudo se tornou repetitivo e junto com isso, o enredo se tornou bastante previsível. O que eu realmente não esperava era rever o cliente de Fevereiro, e não gostei nada dos motivos pelo qual o personagem foi trazido de volta a trama. Achei que ele teve um “closer” no segundo livro que foi suficiente.

Garota do Calendário Abril

O único ponto positivo desse quarto volume, e ainda o motivo de eu continuar lendo essa série, é o fato de que Mia é uma personagem fácil de você se identificar. Mesmo com todas as decisões tomadas, eu consigo entender os incômodos que ela tem em relação a Wes, e as inseguranças que ela carrega consigo desde o começo do livro. Ainda assim, acho que Abril foi o mês de menor desenvolvimento da personagem, talvez porque não era esse o foco que a autora tinha para esse livro, ou o próximo volume nos apresentará um desafio ainda mais complicado.

A Garota do Calendário é uma série que desafia qualquer leitor que não goste muito de erotismo, mas ainda assim, se você conseguir focar nos pontos positivos que a autora traz para o enredo, pode ser uma leitura bastante agradável. A escrita da Audrey Carlan não decepciona, e a personagem principal tem o ponto positivo de ser fácil de se identificar. E se você já é um leitor que curte livros com esse tom mais erótico, A Garota do Calendário é uma série que você precisa ter na estante.

Eventos 28ago • 2016

Tarde de autógrafos com Audrey Carlan

Olá Oliphants, tudo bem?

No dia 28/08 fui em meu primeiro evento literário, que era uma tarde de autógrafos com a autora de A Garota do Calendário e vou contar a vocês como foi!

Primeiro, ainda não li o primeiro livro da série, a Débora perguntou se eu podia ir porque ela estaria na Bienal e não poderia comparecer, falei um Ok não muito firme e acho que ela pensou que não iria. Enfim, me programei para ir com a minha irmã, ela queria comprar maquiagem e topou muito rápido ir comigo (na verdade, não dei escolha).

A distribuição de senhas iria começar às 15:00 então chegamos 13:40 porque por mais que no evento tivessem me falado que o shopping abriria neste horário e deveríamos esperar do lado de fora do shopping na igreja, moro perto de um shopping e sei muito bem que a Saraiva abre junto com a praça de alimentação então fui direto para lá.

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Ao chegarmos, já havia mais ou menos 25 pessoas na fila, uma senhora na nossa frente já disse que já tinha ocorrido confusão porque umas garotas encontraram com umas amigas e furaram fila (minha irmã ficou decepcionada, ela adora um barraco). Admito que a hora demorou MUITO PARA PASSAR, sei lá, acho que porque estávamos somente aguardando para pegar a senha não estávamos lá tão ansiosas.

A regra era que ela iria autografar dois livros, havia levado um que tinha em casa (que é o do sorteio, Rá! Não esperavam por esta né?). Como nunca havia ido, não sabia que podíamos comprar o livro, foi mais porque achei que seria diferente do que foi, achava que seria em um espaço fechado e tal, mas não foi assim. Minha irmã guardou meu lugar e comprei o livro de Maio para Débora. A minha irmã foi comigo, mas ela não queria pegar senha, era somente para tirar foto (péssimas). Neste meio tempo, passou um papel com as regras que ela leu (fiquei abismada com este fato, ela reclamou e disse que só lembrava da parte que eu já havia dito à ela).

Enquanto esperávamos para pegar a senha, me tornei uma líder de ginásio, porque fiquei jogando Pokemon Go. Umas pessoas que estavam na fila, estavam distribuindo spoiler gratuitamente do livro, então tive que me distrair.

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Sei lá, gente, se vocês estão em um evento literário duas coisas que não são legais:

1- Falar Spoiler dos livros, às vezes, algumas pessoas que estão na fila somente aproveitaram que estava na Saraiva e viram sobre e acharam legal (ou já estava na lista de desejados) ou até mesmo ainda estão no início do livro, o que era o caso de muita gente que vi na fila.

2- Falar mal de outros autores alto na fila, sério! Você está em um ambiente aberto, com muitas pessoas, você nunca sabe se outras pessoas gostam destes autores, você não ia gostar que falassem mal do seu, ok você está com seus amigos, então se for falar mal, falem baixo. Não é só porque a autora não está lá que não tem fãs. Umas garotas na minha frente falaram mal da JK Rowling e da Kiera Cass, duas autoras que gosto muito.

E então, finalmente, deu 15:00. Começaram a distribuir as senhas, uma pessoa falou que iriam autografar os livros para somente uma pessoa. Eu havia entendido errado esta parte e achei que teria que ser o mesmo nome, então minha irmã se tornou obrigada a pegar a senha. Havia, entendido que por ser por senha, eles escreveriam os nossos nomes no papel e chamariam por número. Sendo que ao pegar a senha, o organizador pediu para 16:00 voltarmos para o mesmo lugar da fila (?) realmente não entendi porque continuar com a fila tendo senha, mas ok. A primeira senha distribuída foi 151, peguei 183.

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Ao voltarmos para fila, às 16:15, descobrimos que só foram distribuídas 89 senhas. Então a autora iria autografar mais livros, tinha gente com a coleção dos 8 livros lançados e começaram a distribuir post – it, então comprei mais dois livros.

Lembram o que falei da ansiedade? A hora passou bem mais rápido enquanto esperávamos dar 17:00, até a minha irma se animou! Ela começou a ficar nervosa e rir descontroladamente, falando que ia rir na cara da autora (era bem capaz dela rir junto). Tive que dar uma mini aula de inglês até descobrirmos que teria uma tradutora.

Sobre a Audrey: Gente! Ela é uma fofa, o pessoal chegava lá com 8 livros e ela PARAVA e conversava com a pessoa. Sério gente! Abraçava, dav beijo, ria, gargalhava. Uma garota estava chorando de emoção por vê-la e ela deu o copo de água dela para menina, abraçou e disse que estas super feliz em ve-la. Um amor de pessoa. Ela veio com uma amiga que fez uma enquete conosco, para saber qual era o nosso favorito (escolhi o Wes, porque é o primeiro e fim), gritávamos o nome da Audrey, e a Audrey mesmo longe estava se divertindo.

Enfim, como ela iria autografar todos os livros e estavam com post it, minha irmã não precisou usar a senha dela e tirou fotos (felicidade para ela, porque estava com vergonha), conversei que uma amiga minha havia me ameaçado para ler o livro dela e pedi para fazer um vídeo para a Débora, só que gente, EU ESTAVA TREMENDO! E MUITO! Não sei como o vídeo não saiu tremido.

O evento foi muito legal e divertido, ganhei vários marcadores, conheci algumas blogueiras, AMEI a Audrey, foi um ótimo domingo.

Resenhas 19ago • 2016

A Garota do Calendário Março, por Audrey Carlan

Quem está pronto para acompanhar mais uma aventura da nossa queria Mia Saunders? Em Fevereiro acompanhamos Mia sendo musa de um artista francês que, definitivamente, a ajudou a conhecer muito mais sobre si mesma. Essa foi a última missão da nossa heroína antes de embarcar em uma nova aventura, e eu confesso que fiquei muito curiosa para saber quem Audrey Carlan estava preparando para nos apresentar em no mês de Março, e acreditem, eu me surpreendi mais com esse terceiro livro do que eu esperava.

Em Março, Mia viaja para Chicago, a cidade dos ventos, para conhecer ninguém menos do que Anthony Fasano, ex-boxeador, herdeiro de uma cadeia de restaurantes e dono de um corpo moreno que é puro músculo. A missão da nossa heroína durante todo o mês de Março, é convencer a família de Anthony que ela está completamente apaixonada por ele e que os dois estão prestes a dar o passo mais importante de suas vidas. A princípio Mia não entende como um homem tão lindo pode precisar fingir para a família, mas logo ela vai descobrir que tem mais coisas por trás dessa história do que ela imagina.

A Garota do Calendário Março

Confesso que esse enredo me surpreendeu bem mais que os dois primeiros volumes da série, principalmente porque esse enredo gira em torno de uma história completamente diferente do que todos os leitores estavam esperando. O foco de A Garota do Calendário Março não está apenas nos problemas financeiros de Mia, mas também nos problemas de família do seu novo cliente e nos motivos dele ter escolhido contratar uma acompanhante para desempenhar o papel de noiva. Honestamente? Melhor cliente até então, embora Wes ainda seja o meu favorito, Anthony ganhou seu lugar no meu coração.

Gostei muito de como a autora caminhou com a história nesse terceiro volume, principalmente porque deu uma “aliviada” na questão sexual da história. Acho que se eu pegasse mais um livro onde a personagem principal se envolvia sexualmente com mais um cliente, sinceramente? Eu desistiria de tudo. Achei muito importante que, depois de dois primeiros volumes intensos, finalmente a autora nos deu um enredo que aborda assuntos que vão além da vida sexual ativa da personagem, ou da sua situação financeira.

A Garota do Calendário Março

Nesse terceiro volume, não vi muita evolução da Mia como personagem. Quero dizer, tivemos um encontro dela com o agiota que colocou o pai dela no hospital, mas esse foi o único “ponto alto” da personagem durante o enredo. Os personagens secundários como Tony, Hector e Angelina ganharam muito mais destaque para mim e foram bem mais interessantes. Acho que essa foi a única parte frustrante do enredo. Eu queria mais desafio para mia, e, no entanto, as coisas continuam basicamente as mesmas.

Eu gostei de ter conhecido um pouco mais da família da Mia nesse volume, embora tenha sido por poucas páginas. Acredito que já tenha comentado isso em outras resenhas, mas acho que a autora está focando demais no “trabalho” da Mia e muito pouco na parte emocional. Eu sinto que está faltando profundidade na personagem, relacionamento com a família e amigos. Eu sei que isso existe no livro, mas não acho que esteja sendo explorado da forma que deveria.

A Garota do Calendário Março

Eu realmente espero que a autora, em algum dos volumes, crie uma reviravolta impressionante para o livro. Porque, honestamente, a ideia por trás de A Garota do Calendário não é ruim, mas até então eu acho que ainda está faltando alguma coisa no enredo. Não sei, é meio chato pensar que tudo se resume a ela conhecer caras lindos e maravilhosos, ter experiências sexuais perfeitas e ganhar uma boa quantia de dinheiro no final. Estou esperando algo mais desafiador do enredo, algo que realmente me faça querer continuar acompanhando a série.

Confesso que não estou com grandes expectativas sobre o quarto livro da série. Eu realmente espero que a leitura do mês de Abril me traga algo mais interessante para resenhar para vocês, ou que ao menos me surpreenda como leitora, de alguma forma. Ainda assim, tiro meu chapéu para a autora pela criatividade ao criar esse enredo, embora ele tenha potencial para muito mais do que realmente é.

beda-2016

Resenhas 24jun • 2016

A Garota do Calendário: Fevereiro, por Audrey Carlan

E estamos de volta com mais uma aventura da nossa querida Mia Saunders. Em A Garota do Calendário Janeiro, Mia recebeu sua próxima missão: em fevereiro ela se tornaria musa de um pintor francês e teria que ficar nua para ele. Por um lado, a ideia de posar nua parecia ser muito ruim, por outro, lhe dá direito a 25% em cima do valor pago no contrato, o que a deixa bem mais perto de conseguir pagar as dívidas do seu pai e ainda fazer um dinheiro extra para ajudar a irmã mais nova a pagar as contas da faculdade.

Em A Garota do Calendário Fevereiro, Mia conhece o charmoso francês Alec Dubois. Diferente de Wes, seu cliente anterior, Alec propõe a Mia uma viagem extraordinária de autoconhecimento, onde eu único objetivo é fazer com que sua musa se sinta confortável com ela mesma, entendendo melhor como seu corpo e sua mente funcionam juntas. Com Alec, Mia tem uma oportunidade única de descobertas que poderá levar consigo para sempre, mas será que isso basta para que ela consiga seguir em frente com seus planos?

garota do calendario fevereiro

Mais uma vez, Audrey Carlan consegue explorar o máximo de sua personagem principal. Diferente do primeiro livro, Janeiro, em A Garota do Calendário Fevereiro, temos a oportunidade de conhecer todos os ressentimentos da personagem, suas fraquezas, medos e, principalmente, entramos em contato com um lado de Mia que não consegue aceitar algumas condições impostas pelo contrato de acompanhante de luxo. Isso fez com que a história ganhasse um pouco mais de emoção, saindo um pouco da questão do dinheiro e entrando em um campo mais emocional, o que deixou a série bem mais interessante para mim.

O enredo continua tendo os mesmos defeitos que mencionei na resenha do primeiro livro. Apesar da personagem principal ser muito bem explorada, a autora não se preocupou muito com o desenvolvimento do enredo, correndo um pouco com a história e fazendo com que o período de um mês parecesse mais com uma semana. Além disso, com Alec, Mia passava mais tempo dentro do estúdio do que realmente fazendo alguma coisa com ele, e com isso, em alguns pontos eu achei que o enredo não estava caminhando muito bem. Era como se a personagem estivesse vivendo sempre os mesmos dias página a página do livro.

garota do calendario fevereiro

Alec foi um dos personagens mais interessantes que já conheci, e falo isso porque eu não esperava encontrar em um livro de temática hot, um personagem tão empenhado em fazer com que a sua parceira se entendesse e se aceitasse. O grande ponto de A Garota do Calendário Fevereiro, é que Alec olha pra Mia e não vê uma acompanhante de luxo, mas sim uma mulher que já sofreu demasiado por amor e que precisa encontrar uma forma de voltar a acreditar de que ser feliz ao lado de alguém é totalmente possível. E ele explora isso através do seu trabalho, da pintura e das fotografias. Nesse segundo volume eu realmente consegui sentir a personagem se deixando levar pela situação.

Outro ponto muito positivo do enredo foi perceber que a Mia está em constante conflito com a escolha que fez. Apesar do plano inicial ser não se envolver com seus clientes de forma sexual, para ela é quase impossível resistir aqueles homens convidativos. O problema é que com o sexo, vem o dinheiro extra e Mia começa a se preocupar com a imagem que está criando para si, e nesse volume vemos claramente como o contrato a afeta emocionalmente, o que tornou – pelo menos para mim – a personagem mais humana e muito mais realista.

garota do calendario fevereiro

Eu queria muito que essa série inteira aproveitasse mais dos seus personagens. Assim como no primeiro volume, Audrey Carlan se preocupou demais com a Mia e esqueceu de desenvolver melhor os personagens secundários da série. Eu queria, por exemplo, entender melhor o que levou Alec a se tornar um pintor e a expressar toda aquela filosofia sobre o amor através da sua arte. Queria ter tido a chance de conhecer melhor o relacionamento dela (Mia) com outras pessoas e, principalmente, como é que ela está realmente se sentindo em relação a Wes, seu primeiro cliente.

A questão do sexo, que é algo que eu vejo que está impedindo alguns leitores de dar uma chance ao livro, é muito tranquilo, principalmente nesse volume. Como Alec é um pintor, a questão sexual entre eles é quase que uma proposta para que Mia possa se conhecer melhor. Além disso, a autora tomou muito cuidado na escolha de palavras, não entregando ao leitor algo que fosse desconfortável de ler. Falo isso porque não sou acostumada a ler livros dessa temática justamente porque tenho receio de me deparar com algo muito agressivo e em A Garota do Calendário eu consegui passar pelas cenas de sexo sem nenhum problema.

garota do calendario fevereiro

A Garota do Calendário, não foi uma leitura ruim, pelo menos até agora, afinal só temos dois livros da série publicados pela editora. A escrita da Audrey é realmente algo que nos conquista conforme vamos nos aprofundando na história, mas até então, eu percebi que essa não é uma série para nos aprofundarmos demais nos personagens, o que é realmente uma pena considerando o enredo maravilhoso que ela está propondo aqui. Por isso eu não posso negar que eu sinto falta de algumas coisas, como por exemplo, mais páginas no livro – acho que vou reclamar isso os doze volumes dessa série, não é mesmo?

Na resenha anterior eu senti que muitos leitores ainda estão receosos por conta da temática do livro, mas considerando que eu também tenho esse receio, posso garantir que a leitura de A Garota do Calendário vai muito além da questão sexual do livro. Acredito que a autora escreveu essa série para mostrar a jornada pessoal da personagem principal durante cada mês, e se você se concentrar nisso, tenho certeza de que será uma leitura tão agradável quanto foi pra mim.

Resenhas 23jun • 2016

A Garota do Calendário: Janeiro, por Audrey Carlan

A Garota do Calendário estava na minha lista de leituras desejadas desde que foi lançado e se tornou muito popular entre os booktubers e blogs literários internacionais que eu acompanho. Durante meses eu acompanhei um público leitor divido entre “este livro é maravilhoso” e “não é tão bom assim” contando sobre a história criada por Audrey Carlan. E agora, graças à Verus Editora, eu finalmente tive a oportunidade de conhecer o universo criado por Audrey e a sua tão comentada Garota do Calendário.

A Garota do Calendário é um romance “hot” que vem contar a história de Mia Saunders, uma jovem que precisa de muito dinheiro em um curto período de tempo para poder salvar a vida do seu pai das mãos de um agiota. Sem ter como conseguir esse dinheiro tão rápido, ela aceita a proposta de se tornar acompanhante de luxo de homens extremamente ricos. O plano de Mia é trabalhar como acompanhante durante um ano e pagar a dívida de 1 Milhão de dólares do seu pai mensalmente.  A cada mês ela estaria em uma nova cidade, com um novo cliente que ela não precisa transar se não quiser. O único problema é conseguir manter seu coração fechado e o foco totalmente voltado para a sua recompensa. Em Janeiro, Mia Saunders será acompanhante de Wes, um roteirista de cinema milionário e absolutamente lindo. Wes promete a Mia noites de sexo inesquecíveis contanto que ela consiga não se apaixonar por ele.

Garota do Calendário Janeiro

A primeira coisa que me surpreendeu nessa série foi o fato dos livros serem curtos, menos do que 200 páginas. Os volumes são divididos por mês, sendo cada mês um cliente diferente que Mia acompanha e uma trama diferente que nos é apresentada. Quando comecei a leitura, isso me preocupou, afinal era muitas poucas páginas para que pudéssemos ter um envolvimento mais profundo com os personagens, mas Audrey Carlan sabia o que estava fazendo quando escreveu esse livro, isso eu tenho que admitir, porque sua escrita me pegou logo de cara e eu consegui me identificar com a situação da Mia e o tipo de pessoa que ela nas primeiras páginas do livro.

O desenvolvimento é um pouco corrido, não vou mentir. Meu incomodo foi que a passagem de tempo do livro é muito corrida e, com isso, as cenas não são muito aprofundadas, os sentimentos e alguns momentos são mostrados de forma superficial. Temos pouco tempo para conhecer cada cliente, e apesar de eu ter me apaixonado por Wes no momento em que ele apareceu no livro, eu queria mesmo que a autora tivesse se preocupado menos com a quantidade de páginas e muito mais em desenvolver melhor o relacionamento de Mia com seu primeiro cliente – principalmente porque ele era o primeiro – e a relação dela com os personagens secundários do livro. Por exemplo, não ficou muito claro como era a relação dela com o pai ou com a irmã. Mesmo sendo capaz de entender onde a autora queria chegar, senti que o livro ficou sem uma base mais sólida no seu desenvolvimento.

Garota do Calendário Janeiro

Audrey Carlan não poupa detalhes sobre a personalidade da sua personagem principal, o que facilita muito para o leitor entender quem é Mia Saunders e de onde ela tirou coragem para fazer o que estava fazendo. O pecado mesmo ocorreu com os personagens secundários que não receberam a mesma atenção. Apesar de eu ter gostado muito da química entre Wes e Mia, eu não consegui ter muito contato com ele como personagem, pois a sua história é contada de maneira tão vaga que eu fico me perguntando se não é importante para nós, leitores, sabermos o íntimo de cada um dos clientes antes de escolher o nosso favorito.

Como disse acima, as cenas de sexo foram bem mais tranquilas do que eu estava esperando. Quando se trata desse tipo de gênero, as pessoas já esperam uma escrita mais agressiva, com palavras até um pouco ofensivas, mas ao meu ver – considerando outros livros do gênero que eu já tive oportunidade de ler – A Garota do Calendário: Janeiro tem uma escrita bem leve e descontraída, envolvendo o leitor na trama sem deixa-lo desconfortável com as cenas eróticas, ou utilizando uma escolha de palavras que fizesse com que o leitor desejasse abandonar o livro.

Garota do Calendário Janeiro

Apesar do enredo corrido, a personagem principal é muito bem desenvolvida. Logo nas primeiras semanas como acompanhante, começamos a perceber o impacto que a profissão tem no seu orgulho e na sua forma de pensar. É interessante ver o conflito da personagem entre fazer o que é necessário e o que ela realmente gostaria de fazer. Isso deu um tom mais “emocional” ao livro, não deixando o enredo apenas na questão sexual. E no final, quando o período de um mês termina, conseguimos ver claramente o quanto ela aprendeu e se envolveu com aquele cliente, o que é bem interessante porque deixa questionamentos para o próximo volume.

Do meu ponto de vista, se você é um leitor que não tem costume de ler livros do gênero, mas tem muita curiosidade em explorar esse tipo de leitura, A Garota do Calendário: Janeiro é realmente uma boa forma de começar. O enredo não é muito complexo, os personagens são interessantes de se acompanhar e a escrita da autora favorece bastante na hora de leitura. E se você é um leitor que já leu A Garota do Calendário: Janeiro, não esqueça de deixar nos comentários os seus personagens favoritos.

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