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Literaría 07ago • 2017

Porque eu não quero uma adaptação do meu livro favorito

É uma verdade universalmente reconhecida que o livro é quase sempre melhor que o filme. Dito isso, às vezes eu fico pensando por que os fãs de um determinado livro ou série clamam por uma adaptação suas leituras favoritas – a menos que eles apenas desejam algo para criticar (o que eu certamente entendo e posso me relacionar). Pessoalmente, prefiro que os executivos do cinema não toquem meus livros amados.

Os atores não se encaixam perfeitamente nos personagens. 

Quando leio, quase sempre utilizo atores para visualizar os personagens, independentemente de se adequarem ou não à aparência física dos personagens conforme foi descrito no livro. Isso é em parte porque eu faço o que eu quero e em parte porque não tenho imaginação. Por exemplo, eu sempre imaginei Harry Dresden de The Dresden Files como o Jared Padalecki, e se alguém alguma vez adaptasse essa série para filme, provavelmente não o escolheriam para esse personagem porque, estranhamente, o universo não existe para me agradar.

Algumas das cenas seriam cortadas ou alteradas.

Quando um livro se adapta ao filme, é inevitável que algumas das cenas não apareçam na tela. Não importa o quanto eu queira ver todos os detalhes do livro traduzidos perfeitamente na tela exatamente da maneira que eu imaginei, isso nunca acontecerá. Algumas das cenas, de certo, serão largadas ou editadas, às vezes devido a restrições de tempo, às vezes porque o diretor ou o produtor resolveu ser um babaca.

Algum diálogo seria removido ou alterado.

AMEI o primeiro livro da série Maze Runner, e não vou hesitar em dizer que adoro Newt e estou disposto a sacrificar todos os personagens da série (exceto talvez Minho) para salvá-lo. Ele é um snarker imbecil, e eu vivo por essa porcaria (ou, neste caso, klunk). Ele também tem uma das melhores falas do livro. Depois que ele pede a Minho que dê um discurso inspirador e Minho começa a dizer coisas bastante pessimistas, Newt diz: “Ótimo. Estamos todos inspirados.”

Eu estive esperando o filme inteiro por essa linha, mas adivinhe o que não foi colocado no filme?

A maioria das pessoas conheceria apenas a versão do filme.

Uma conversa real que acontece entre uma pessoa que leu o livro e uma pessoa que não leu o livro:

Ei, você leu [livro]? Você realmente precisa; é tão bom.

Não, mas eu vi o filme. Não é a mesma coisa?

E ainda tem mais:

– Você deveria ler isso. Mudou minha vida, e também mudará a sua, eu prometo. Leia. Este. Livro. Agora.

– Não, obrigado. Eu espero o lançamento do filme.

Estas são apenas algumas das razões pelas quais eu penso que uma adaptação do meu livro favorito é uma má ideia. No entanto, sendo bastante sincero, eu ainda assistiria e, provavelmente, passaria as duas semanas seguintes da minha vida reclamando sobre isso.

Créditos de Imagem: Imagem, Imagem

Esta publicação foi escrita por Dana Rosette Pangan e originalmente publicada no site Book Riot. O La Oliphant é responsável somente pela tradução do conteúdo.

Séries & TV 27jun • 2017

Carta aberta aos produtores de adaptações de livros para TV

Caros produtores de Tv do mundo,

Há apenas uma coisa que me incomoda mais do que as adaptações de livro para TV em: são adaptações de livro para TV que simplesmente não sabem quando parar.

Quando você tem um sucesso em suas mãos, eu entendo o impulso de querer ganhar o máximo de dinheiro que você puder com aquilo. No entanto, há uma razão pela qual o autor terminou a história. Há uma razão pela qual é uma novela autônoma. Sempre haverá “mais história para contar.” Por favor, pare de mexer com o mundo que o livro criou.

Seja qual for a sua opinião sobre o controverso 13 Reasons Why, a adaptação do Netflix que causou muito discussão nas redes sociais e, querendo ou não, acabou sendo um grande sucesso. Recentemente foi anunciado que a série voltaria para uma segunda temporada e, a Netflix também revelou no twitter alguns pontos da história que serão abordados como, por exemplo, mais informações sobre a história da Hannah, o processo de cura da Jess e também o que realmente aconteceu com o Bryce. O único tópico qu eu posso deixar passar é o da Jéssica, e eu totalmente entendo o apelo das pessoas pela queda do Bryce, afinal, todo mundo quer prender o cara malvado.

Mas, vamos ser honestos? Quantos casos de agressão sexual existem onde, o agressor não enfrenta nenhuma punição legal? Sim, isso seria interessante de assistir, mas é realmente necessário?

A adaptação de Hulu do The Handmaid’s Tale também recebeu uma segunda temporada. Agora, a primeira temporada ainda está sendo exibida, então eu não posso dizer com certeza se todo o livro será explorado e se eles realmente precisam de uma segunda temporada para contar toda a história. Mas esta citação de Elisabeth Moss aka Offred, me fez pensar de outra forma: “Há uma grande diferença entre o epílogo e o fim do livro, onde há muitas perguntas sem resposta. Há muito que não foi dito nesse livro e estamos procurando explorar isso com Margaret “. Novamente, entendo o apelo: a história é fascinante e super oportuna. Mas, para mim, pelo menos, parte do que fez o final tão frio é por causa dessa lacuna. Sua mente é forçada a preencher os espaços em branco e não é essa uma das melhores partes de uma boa história diatópica?

Também houve um clamor por uma segunda temporada de Big Little Lies. HBO, eu imploro que você ignore isso. Tivemos uma conclusão satisfatória. Não é necessário criar drama adicional por causa do sucesso da série. Se você está tão interessado, Liane Moriarty possui um catálogo considerável de outros livros que vocês poderiam adaptar. Além disso, o elenco está cheio de Hollywood A-listers. Não é como se eles nunca mais voltassem a trabalhar.

“Minissérie” ou “série limitada” é uma categoria legitima na maioria das principais premiações por um motivo. Aceite-a. Não arruíne a narrativa se a única razão é ganhar dinheiro e apaziguar fãs famintos. Os espectadores logo encontrarão outra coisa para ficarem obcecados e você vai poder continuar orgulhoso da série que você criou.

Sinceramente,

Um leitor apaixonado e viciado em séries.

Créditos de Imagem: Imagem, Imagem

Esta publicação foi escrita por Kate Krug e publicada originalmente no site Book Riot. O La Oliphant é responsável apenas pela tradução do texto.

Notícias 09maio • 2016

Famous in Love e Anna Vestida de Sangue ganham adaptações

Adivinhem só o que eu estou tentando fazer? Isso mesmo, estreando uma nova coluna no blog. Eu fiquei semanas tentando decidir a melhor forma de fazer isso, até que uma coluna de fofoca me deu a ideia de criar um espaço aqui no blog para trazer algumas notícias do mundo literário para vocês e comentar um pouco o que anda acontecendo lá fora. E foi assim que nasceu o Daily Book Rundown.

A princípio a coluna funcionará quinzenalmente e se der certo talvez possa passar a ser semanal, nunca se sabe não é? Mas o mais importante é que esse vai ser um espaço para falarmos sobre as novidades do mundo dos livros, adaptações que estão por vir, lançamentos internacionais que precisamos ter na estante e novos projetos, como esse último da Bloomsbury Children’s, que já comentamos por aqui.

E pra começar, eu trouxe um copilado de notícias que me chamaram atenção e que eu gostaria de compartilhar com vocês.

Freeform lançá série baseada no livro de Rebecca Serle

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Para aqueles que acompanham e amam Pretty Little Liars, a Freeform está trazendo uma nova série de TV em parceria com a Marlene King, produtora de PLL. Essa parceria irá trazer para as telas o livro da Rebbeca Serle, Tocando as Estrelas, que foi lançado no Brasil pela Editora Novo Conceito.

A série irá manter o título do livro em inglês, “Famous in Love”, e terá no papel da protagonista ninguém menos do que Bella Thorne, conhecida pelo seu trabalho no Disney Chanel e, recentemente, The Duff.  A série está prevista para 2017, mas o seu primeiro trailer já foi liberdo. Confira abaixo:

Escolhidos os primeiros atores para adaptação de ‘Anna Vestida de Sangue’

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Anna Vestida de Sangue será adaptado pela Fickle Fish Filmes, tendo como diretor Trish Sie e seu roteiro por Allison Wood. Recentemente, a empresa e Stephenie Meyer anunciou suas primeiras escolhas de elenco para essa adaptação.  O livro foi recentemente lançado no Brasil e vai contar com Cameron Monaghan, conhecido pela sua atuação em O Doador de Memórias e Gotham, e Maddie Hasson, atriz de God Bless America.

Cameron irá interpretar Cas Lowood, um caçador de fantasma que usa magia para destruir os espíritos dos mortos. Seu maior desafio será enfrentar um fantasma vingativo chamada Anna, interpretada por Maddie, que matou todas as pessoas com quem interagiu desde sua morte.

Ainda não existe previsão sobre quando o filme será lançado.

Daisy Ridley estrelará romande de Alyson Richman

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Daisy Ridley irá estrelar a adaptação do romance “The Lost Wife”, do autor Alyson Richman. O livro conta a história de Lenka, uma estudante de artes e Josef, o melhor amigo do seu irmão, que acabam se apaixonando um pelo outro em um período pré-guerra em Praga.

O roteiro do filme ficará por conta de Marc Klein, o mesmo de Escrito nas Estrelas, mas a adaptação não tem um diretor definido ou previsão para que seja dado inicio as filmagens. Além disso, os produtores tem a intensão de exibir o filme no Festival de Cannes.

Fonte de Pesquisa: Livros & Citações

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