Posts arquivados em: Tag: Angie Thomas

Entrevistas 04jan • 2018

Angie Thomas: a romancista que transformou o racismo e a violência policial em um bestseller

Esse ano foi bem importante para Angie Thomas, afinal, seu primeiro livro foi publicado, teve lugar garantido nas estantes de mais pessoas do que ela poderia imaginar e, como a cereja do bolo, ainda se tornou bestseller. Você já deve ter visto, pela nossa resenha, que isso tudo tem uma justificativa muito boa para ter acontecido, já que O Ódio Que Você Semeia tem tudo de bom e mais um pouco. Oi? Ainda não tá sabendo? Então eu te dou uns minutinhos para se atualizar com a resenha e voltar aqui, ou, se você já leu, conferir pra ver se nós pensamos parecido ou não!

Como vocês sabem, e é de costume por aqui, gostamos de ir atrás dos autores que passam pelo blog.  E Angie Thomas, se destacando do jeito que se destacou, não poderia ficar de fora do nosso radar. Confira essa matéria do The Guardian e entenda como a autora chamou nossa atenção com O Ódio Que Você Semeia, virou uma queridinha logo em sua estreia e está nos deixando na mais pura ansiedade por seus próximos trabalhos, que devem ser tão maravilhosos quanto o primeiro.

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Resenhas 27dez • 2017

O Ódio Que Você Semeia, por Angie Thomas

O Ódio Que Você Semeia é o livro de estreia da Angie Thomas, e foi publicado ainda no início desse ano, 2017. De lá pra cá, o livro foi parar na famosa lista do New York Times, em primeiro lugar, e de lá pra cá, ele também chamou minha atenção. Muito. Por razões mil, criei e alimentei altas expectativas pelo que encontraria no livro, graças à sinopse e à capa – passei o ano inteiro querendo lê-lo. Angie Thomas tocou em uma ferida bem feia e aberta dos Estados Unidos, e, talvez sem saber, tocou também em ferida brasileira – universal, talvez -, pois o livro aborda, dentre várias coisas, a alta taxa de mortalidade de jovens negros pela polícia em situações em que, normalmente, não fosse um negro na situação, a morte não ocorreria, e foi exatamente aí onde minhas expectativas encontraram abrigo. A Galera ainda fez uma playlist no Spotify, baseada no livro, mas eu adicionaria outras, mencionadas no livro, como fez a própria Angie Thomas, nessa playlist.

A capa do livro, com uma garota negra segurando um cartaz no qual se lê o título do livro em letras imensas, com apenas seus olhos a mostra, já me deu uma sensação de que eu sentiria um impacto, me lembrou protesto. A contracapa, com o jovem negro sem rosto, abaixo da frase “A justiça é cega?”, já me deu outra sensação, a de que eu precisaria ler com calma, sabendo que teria algum impacto, grande ou pequeno. Minhas expectativas se misturaram com o frio na barriga e eu soube que esse livro poderia ser bem significativo pra mim – não se tornaria uma bíblia ou algo do tipo, mas me tocaria de algum modo, me passaria alguma mensagem. Meu medo? A Angie Thomas ter me enganado com a sinopse e me deixar chupando dedo.

Logo nos primeiros capítulos foi possível compreender bem o contexto da Starr, a protagonista: moradora do gueto, negra, que se divide entre fragmentos de si mesma de acordo com o ambiente onde estiver: Starr de casa e dos amigos negros de Garden Heights, a Starr de Williamson, a escola privada de classe média-alta, no subúrbio, em que estuda, onde tem seus amigos brancos e seu namorado Chris. Em casa, Starr pode ser ela mesma, enquanto na escola, ela deve agir de forma neutra para não incorporar nenhum estereótipo de negra do gueto – e esses mundos não se misturam. Até aí, nada se mistura e ela consegue manter essa linha divisória perfeitamente. Em uma trágica noite, Starr testemunha o assassinado a sangue frio de seu melhor amigo, Khalil, por um policial. Ela tem dezesseis anos. Ele toma três tiros nas costas, estando desarmado. Leia mais

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