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Mangás & Animes Resenhas 10abr • 2017

Aoharaido, por Io Sakisaka

Depois de muita luta e campanha pelo #MaisShoujosNoBrasil, em 2015 Aoharaido começou a ser publicado no Brasil. Eu que acompanhava a série online, pausei a minha leitura faltando poucos capítulos para o final, segurei minha ansiedade e aguardei até a conclusão no nosso país.

Esse mês, eu finalmente pude ler o último volume do mangá que roubou meu coração nos meados de 2012. Sempre fui fã da revista Margaret, já conhecia a Io Sakisaka pelo lindo Strobe Edge, então era inevitável eu começar a leitura de Aoharaido. Foram alguns anos acompanhando a história e sonhando com a publicação dela por aqui. Agora que eu já reli tudo, vim falar um pouquinho desse shoujo para vocês.

Aoharaido, também conhecido como Ao Haru Ride, conta a história de Futaba e Kou. O casal se conhece durante o ginasial e se apaixona, mas infelizmente, antes que alguma coisa acontecesse, Kou desaparece e Futaba nunca mais tem nenhuma notícia do seu primeiro amor. No final de primeiro ano do colegial, Futaba esbarra em Kou e descobre que ele não é mais o garoto que ela conhecia. Além de ter mudado de nome, Kou parece ter outra personalidade. Isso não impede a protagonista de se apaixonar mais uma vez. Ou será que ela nunca esqueceu o seu primeiro amor?

Uma das coisas que cabe dizer, é que em Aoharaido temos um pacing mais rápido. Ao contrário de muitos shoujos de romance escolar, aqui beijos e declarações acontecem sem tanta cerimônia, um fator que ajudou muito na popularidade da série. As personagens são bem cativantes também. Futaba erra muito e vê-la cometendo suas trapalhadas é muito divertido.

Ela é muito humana, assim como boa parte das personagens do mangá. Aqui também vale ressaltar que não temos muitos problemas com relacionamentos abusivos e idealizações masculinas, problemas em muitos shoujos por aí. Kou é meio babaca às vezes, mas nunca é idealizado ou perdoado pela autora. Ele tem seus motivos e rala muito pra merecer a menina de quem ele gosta. Outra personagem que eu gosto muito é a Makita, na primeira vista parece ser só mais uma garotinha fofa, não se engane, ela é mais forte e tem mais personalidade do que todo mundo na história.

Aoharaido flerta com muitos assuntos além do primeiro amor. Fala sobre amizade, sobre perdas, sobre bullying e sobre ser quem você é. É bastante coisa, mas é tudo bem encaixado no roteiro, então não temos a sensação de atropelamento pelo caminho.

Os volumes brasileiros possuem dois marcadores como mimo, e o volume 11 vêm com o crossover Oreraido!! de brinde. Também temos presentes algumas One-Shots da autora, destaque para a de Strobe Edge que é uma fofura. Por falar nisso podemos ver a Ninako e o Ren passeando no fundo em um dos capítulos.

Aoharaido ganhou excelentes adaptações para anime e live action, indico as duas. A abertura do anime é uma delícia de se ouvir e vive no meu celular. A série já se encerrou no Brasil com 13 volumes, mas o sucesso foi tanto que a Panini acabou de anunciar a republicação do mangá. Além de contarem com os marcadores do primeiro lançamento, os volumes vão ir para bancas e lojas especializadas.

Um marco na publicação de shoujos no nosso país, uma demografia tão desvalorizada que está conseguindo crescer garças a campanha e mobilização dos fãs. Levanta da cadeira e corre para comprar o seu, sinta-se a vontade também para entrar no movimento do #MaisShoujosNoBrasil e trazer mais obras lindas como Aoharaido para o nosso país.

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