Posts arquivados em: Tag: Autor Nacional

Clube Nacional 07mar • 2018

Marketing: coisas que todo o autor nacional deveria saber

Autora e guru de marketing (e ex colunista da WD) MJ Rose fechou o dia da ThrillerFest com sessões de “Buzz Your Book: E a nova realidade.

… Então, qual a nova realidade?

De acordo com a Rose:

  1. Nenhum livro realmente morreu, todos podem viver na internet para sempre.
  2. Um livro antigo é um novo livro para quem não o leu antes.
  3. Ninguém realmente se importa se um livro é novo. A chave é ele ser bom.

Então o que tudo isso significa? Rose disse que, essencialmente, você pode promover o seu livro o tempo que quiser. Sempre haverá novos leitores lá fora, e é apenas uma questão de alcançá-los.

Com isso em mente, aqui estão alguns fundamentos de marketing da Rose e seu co-apresentador, o especialista em publicidade Meryl Moss. Como Rose disse: “Não há nada que você possa fazer para ter sucesso, mas se você tem um plano e você continua fazendo coisas, você acabará construindo um sucesso”. Leia mais

Clube Nacional 12fev • 2018

Como vender o seu original sem um agente literário

Outro dia eu estava num grupo do Facebook e vi uma menina publicar uma imagem de todas as editoras que ela já enviou o original dela. No mesmo instante eu sugeri que, talvez, fosse melhor ela tentar uma publicação editorial por um agente literário e a resposta foi a mesma que muitos de vocês provavelmente também dão: não tenho dinheiro para investir nisso agora. Infelizmente o agenciamento literário no Brasil requer um certo investimento financeiro, mas ele não é a única saída que existe para que as editoras se interessem pelo seu original.

Mais uma vez o Writers Digest traz um conteúdo excepcional que fala exatamente sobre isso. A colaboradora Diane Kelly é escritora de livros nacionais e durante a sua carreira chegou a trabalhar com dois agentes literários que, no final, acabou não dando muito certo. Foi assim que ela resolveu tentar apostar em se aproximar dos editores por conta própria e, no texto abaixo, ela narra um pouco da sua experiência, contando algumas táticas que ela reuniu ao longo dos anos da sua carreira solo. Leia mais

Clube Nacional 16jan • 2018

Você está fazendo errado: sobre abordar blogs na internet

Ser escritor no Brasil é um desafio que só aqueles com muita coragem conseguem aceitar, e isso não é novidade para ninguém. Basta entrar em qualquer grupo literário que você vai encontrar pelo menos um autor nacional lutando para que a sua obra seja lida por pelo menos uma pessoa. Cada autor tem o método que acha melhor para divulgar seu livro, cada um se apresenta da forma que melhor convém, mas alguns não tem a menor ideia de como se aproximar dos leitores sem afugentá-los.

Vejam, eu sei que a relação blog x autor não é uma das melhores, e eu nem estou escrevendo isto para colocar mais lenha na fogueira, mas verdade seja dita, todo blogueiro já passou por uma experiência constrangedora ou, no mínimo, desconfortável por causa de uma abordagem agressiva por parte de um autor nacional. Mais uma vez, eu sei que parte dos autores não tem a menor ideia de como se aproximar das pessoas e apresentar o seu livro, e por isso eu estou aqui hoje.

Nos últimos meses eu tenho recebido muitos contatos de vários autores nacionais e nem todos esses contatos têm sido maravilhosos. Muitos deles foram invasivos, sem respeitar o meu tempo de resposta e a política de parcerias do meu blog e, conversando com outros blogueiros eu percebi que isso não tem acontecido só comigo. Por isso, eu resolvi escrever esse post, apontando algumas coisas que vocês, autores, não deveriam fazer quando se trata de abordar um blog para resenhar ou conhecer o seu livro.

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Clube Nacional 06maio • 2017

Como ganhar dinheiro escrevendo: Qual o valor do seu livro?

Escrevi vários livros e publiquei alguns deles. Eu tive um grande sucesso considerando meu pequeno status como uma autora independente ou auto publicada. Eu superei de longe as minhas expectativas de venda do livro, e consegui encontrar duas maneiras distintas de fazer uma vida rentável como uma autora publicada.

Não só isso, mas eu tive que aprender a traduzir esse valor para o público certo. E isso era muito mais difícil do que escrever ou editar qualquer romance. Eu já disse isso antes, mas vou dizer novamente: como um autor, você não é um artista, você é um empreendedor. Um pequeno empresário, que provavelmente usou seu próprio capital para investir em sua nova empresa. E esse é um cenário completamente diferente do que ser “um escritor”.

Então, qual é o verdadeiro valor do seu livro?

Vamos começar sendo honestos. Seu livro consegue agregar um valor maior para o consumidor do que a média de preços? Você não pode responder dizendo: “Eu trabalhei muito duro para escrever esse livro e as pessoas devem querer comprá-lo”, ou talvez, “É uma ótima história, é claro que vai trazer valor para o leitor.” Por mais tudo isso possa ser verdade, quantas vezes você comprou um produto porque o dono da loja parecia ter trabalhado muito duro para começar o próprio negócio? Provavelmente só se você for um amigo muito próximo dele. Então aqui vão algumas considerações:

  • O visual do seu livro (capa, logotipo, maraca do livro, edição etc) traz algum tipo de valor estético para o leitor?
  • Você tem contato contínuo com os seus leitores através das redes sociais de forma que os mesmos se sintam inspirados pelo seu trabalho?
  • Quanto do seu tempo foi dedicado melhorando suas habilidades de escrita e marketing?
  • Você tem alguma plataforma única para falar sobre o seu trabalho de uma forma mais específica?
  • Você retribui a sua comunidade ou aos fãs de alguma maneira única através do seu tempo, conhecimento, ou livros físicos de graça, ou com um desconto?
  • Quais estratégias foram criadas para conquistar novos leitores e criar uma fidelidade com aqueles que você já conquistou? As coisas que você publica online incentivam o compartilhamento do seu trabalho?
  • A sua história é diferente o suficiente para fazer com que seus leitores se tornem seus fãs?

Isso deve levá-lo a pensar e responder a algumas perguntas básicas sobre você e sua pequena empresa. Quando eu comecei, eu tinha certeza que eu tinha o próximo NY Times Bestseller em minhas mãos. Mas eu só fui rejeitada por 98 agentes literários que me disseram que não podiam se conectar de nenhuma forma com a minha história.

Hoje, o meu livro é auto-publicado através da minha linha JME Books, onde tem feito muito bem no mercado. Esses agentes estavam errados? Não, claro que não. Na verdade, eles estavam absolutamente corretos em sua dedução. O livro tem um nicho de mercado apertado por causa de sua conexão geográfica local.

Se ele tivesse sido pego por uma imprensa tradicional, ele teria sido bombardeado no seu primeiro ano e arquivado para sempre. Eu provavelmente nunca escreveria mais uma palavra e estaria trabalhando em uma farmácia em algum lugar. Em vez disso, depois desse primeiro ano de bombardeio, eu descobri uma bela mensagem tecida dentro das páginas: BULLYING.

Este é o valor único do meu livro. Uma fantasia com anões e dragões que ensina crianças sobre a sua parte no bullying. Uma vez que meu valor foi determinado, era fácil suprir uma demanda.

Comecei a entrar em contato com as escolas sobre o meu programa anti-bullying. Eles prontamente me pagaram para fazer aparições e ofereceram para comprar exemplares do meu livro ainda na pré-venda, todos para a biblioteca da escola.

De repente, o valor do meu livro cresceu exponencialmente.

Meu livro não tinha mudado, apenas a mensagem que eu tinha construído que agora tinha foco em trazer algum tipo de valor para os meus leitores. Eu mesma dei um passo muito além para agregar mais valor através:

  • Criando um guia de estudo do livro para professores em formato de impressão e e-book.
  • Incluindo normas tanto no guia de estudo como na minha apresentação.
  • Fornecer às escolas um pacote pré-visita para incluir formulários de pedidos do livro, cartazes e vídeo introdutório.
  • Um cartão de agradecimento, uma pesquisa de qualidade do trabalho e um vídeo pós-visita para agradecer aos alunos

Minhas vendas aumentaram tremendamente e eu tenho uma renda que eu nunca previ no meu futuro. Minha paixão por crianças, ensinando e escrevendo se traduziu em um valor único que só eu posso oferecer.

Créditos de Imagem: Imagem, Imagem,

Esta publicação foi escrita por Jamie Engle e originalmente publicado no site Writers Digest. Jamie Engle ficou apaixonada por livros, e assim decidiu que se transformaria em uma autora.

Literaría 24mar • 2017

Autores nacionais só devem escrever livros ambientados no Brasil

Mais um para a série de assuntos desconfortáveis que não deveríamos estar discutindo, mas estamos. Recentemente eu vi uma discussão sobre autores nacionais que escrevem personagens e enredos ambientados em outros países. Apesar de eu ter tido a esperança de que fosse uma discussão saudável, as pessoas realmente estavam criando uma polêmica em torno do assunto como se autores nacionais desvalorizassem seu trabalho ao usar outras culturas para criar seus enredos.

Primeiro de tudo: vamos parar com isso?

Eu fico nauseada só de pensar que eu preciso escrever um texto para que algumas pessoas possam entender que ninguém é obrigado a nada. Digo, quer dizer que por eu ser brasileira eu automaticamente não posso escrever nenhum livro ambientado nos EUA porque isso é uma desvalorização da minha cultura? É sério isso?! Será que vocês não perceberam que a literatura nacional já é desvalorizada o suficiente para vocês ficarem limitando os nossos autores?

Mas tudo bem, se nós vamos falar sobre isso, vamos do começo.

Nós estamos falando de livros, o maior instrumento de liberdade de expressão que existe no mundo em que conhecemos. O ato de escrever um livro é colocar no papel todo o ápice da sua criatividade, da sua imaginação. É explorar mundos, criar novas possibilidades. O que seria de nós se alguém tivesse dito a Julio Verne ou H.G. Wells que eles eram obrigados a se ater as próprias realidades? Não teríamos Viagem ao Centro da Terra ou A Máquina do Tempo nas estantes.

Agora só porque estamos falando do Brasil as regras da criatividade mudam? A literatura nacional já sofre grandes dificuldades. Nossos autores já têm diversas barreiras no mercado editorial para conseguir ter o seu trabalho publicado e agora vocês querem limitar também a criatividade deles? Isso só não soa mais absurdo se não viesse de leitores que leem livros de autores norte-americanos ambientados na França, Alemanha, Escócia etc. Ou vocês ficam fazendo textão mandando eles escreverem sobre o próprio país também?

É revoltante pensar que, com todos os problemas que o mercado editorial já enfrenta, a ambientação dos enredos e a nacionalidade dos personagens também são mais um item a acrescentar na lista. Existem publicações e mais publicações de pessoas pedindo por nacionais, por apoio aos autores, mas são essas mesmas pessoas que criticam enredos que não se passam no Brasil porque, por algum motivo agora, ser patriota significa apenas escrever sobre a própria cultura.

Vocês não acham isso cansativo? Durante o dia vocês batem no peito pedindo por literatura nacional, mas durante a noite vocês apedrejam os autores que desejam deixar sua imaginação voar até Londres no século 18. Conseguem entender como isso não faz sentido? Vocês querem apoiar a literatura nacional, mas ao mesmo tempo querem limitar o que os nossos autores podem ou não explorar. É quase como criar um papagaio em cativeiro, cortando suas assas para que ele não possa voar muito longe.

Por que eu não posso criar uma personagem de nacionalidade francesa, mas que é espiã em terras inglesas? Porque eu não posso deixar minha imaginação viajar até a Escócia e tomar chá com a Mary Stuart antes de ela ser presa pela Elisabeth I? Porque eu tenho que estar limitada ao meu próprio país e a minha própria cultura? O que tem de tão errado em sonhar com todas as possibilidades que vão além do nosso carnaval e feijoada?

Eu não entendo, mas eu preciso entender. Preciso porque os autores “internacionais” não passam por esse tipo de privação. Tessa Dare é uma autora norte americana e seus romances são ambientados na Escócia e na Inglaterra. Stephanie Perkins é americana e seu livro, Anna e o Beijo Francês se passa em Paris. Eu nunca vi nenhum leitor americano reclamando que elas não estavam explorando a própria cultura, pelo contrário, eles abraçaram a aventura e seguiram o fluxo.

Vocês precisam, urgentemente, parar de ser tão exigentes com os nossos autores. E eu falo isso da melhor forma possível. Eles só querem, ao menos, ter a liberdade de colocar a imaginação no papel sem serem criticados gratuitamente por isso. Sejam mais empáticos com nossos autores, sejam abertos as possibilidades que a imaginação deles e, por favor, parem de ser chatos.

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Créditos de Imagem: 1, 2, 3

Clube Nacional 05nov • 2016

Conheça Sons de Ferrugem & Ecos de Borboleta, de Mima Pumpkin

Mima Pumpkin

A obra de hoje é Sons de Ferrugem & Ecos de Borboleta, da Noemi B. Nicoletti. Segundo Noemi, a autora da obra é seu alterego: Mima Pumpkin – que, curiosamente, é também seu apelido de infância. Apaixonada pela escrita, acredita que a escrita é uma forma de contribuir com o universo.

Mima, ou Noemi, tem 29 anos, é formada em jornalismo e teologia e moradora da cidade de Karlsruhe na Alemanha. É casada há cinco anos com seu melhor amigo e primeiro amor – e o homem que ela até hoje acredita ser o mais lindo, fofo e tudo de bom que existe. Dentre seus outros amores estão Deus, os livros e as pessoas.

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Sinopse:

“Adolescentes em filmes e livros sempre se envolvem em triângulos amorosos. O único triângulo com que já me envolvi era um instrumento um tanto rudimentar que um amigo do meu pai tentou me apresentar. O relacionamento não durou muito.”
 Liesel não quer ser uma adolescente convencional, mas vive se perdendo numa paixão irracional pelo cantor australiano Leo Adrian. Sons de Ferrugem & Ecos de Borboleta trata da história dessa jovem de 17 anos, que, enquanto trabalha em Pianoforte, uma gigantesca loja de música em Santos, sonha com amor verdadeiro e com o ídolo que ainda não encontrou pessoalmente. Quando a notícia chega de que, pela primeira vez, Leo Adrian virá ao Brasil, Liesel vê nisso a oportunidade para conquistar a atenção do cantor e fugir da vida que leva. É aí que começa uma série de eventos e conflitos que levarão Liesel a experimentar romance, redenção, autodescoberta e amadurecimento.
“Um livro leve, empolgante e que te prende do começo ao fim.” 
Isis Vargas, jornalista
Você pode entrar em contato com a Noemi/Mima Pumpkin pelo e-mail  mima@mimapumpkin.com ou pelo site http://www.mimapumpkin.com. No Instagram, Facebook, Twitter e no Wattpad (que é onde a obra está publicada) também poderão encontrá-la ao buscar por @mimapumpkin e o Instagram oficial do livro é @sdfeedb.
Clube Nacional 01nov • 2016

Conheça A matéria dos sonhos, de Valéria Martins

Valéria Martins

Na segunda publicação do Clube Nacional, o espaço do blog especialmente distinado aos autores nacionais, temos a obra de Valéria Martins, escritora e jornalista carioca, além de fundadora e diretora da agência literária Oasys Cultural: A matéria dos sonhos.

A autora, que é formada em jornalismo pela PUC-Rio, já trabalhou para revistas femininas como a Marie Claire, tendo migrado para o mercado editorial em 2005 – onde trabalhou nas editoras Campus/Elsevier e no Gupo Editorial Record. Enqunto autora, já publicou alguns livros como A pausa no tempo (Jaguatirica, 2013 e disponível em e-book), Encontros com Deus – 21 personalidades narram sua busca espiritual (Mauad Editora, 1997) e outros. No momento, está preparando um volume de contos que sairá pela editora 7Letras ainda este ano.

Valéria Martins

Sinopse:

“Sem sair da suavidade, sem nunca perder o tom, Valéria lança, sobre si mesma e sobre o outro, um olhar às vezes leve e divertido, outras vezes denso e doloroso, mas sempre cheio de confiança na vida, no ser humano e em Deus.” Marilia Arnaud, escritora, sobre A Pausa do Tempo

Jovem rica e mimada, Mariana sofre uma imensa decepção amorosa às vésperas do casamento e cai em depressão. Seu irmão aventureiro a incentiva a empreender uma viagem a Chapada Diamantina, na Bahia, a fim de espairecer e encontrar um novo rumo. Lá ela se depara com paisagens belíssimas, conhece um modo de vida bem diferente do que estava acostumava, envolve-se com o guia turístico Alex e desfruta a verdadeira amizade com Claudia, menina maluquinha a quem o destino a uniu para sempre.

A matéria dos sonhos é um romance sobre busca, amor, amizade e encontro e a obra pode ser encontrada na Amazon e na Livraria Cultura.

Se você quiser saber mais sobre Valéria e contatá-la, poderá encontrá-la nos seguintes links: Facebook, Instagram, Fanpage, Skoob e aqui vai o link para o booktrailer do livro.

Clube Nacional 15set • 2016

Conheça a série Silhuetas na Penumbra de Rafael Sales

Rafael Sales

Finalmente a primeira publicação do Clube Nacional, um espaço do autor nacional dento do La Oliphant. E para  estrear nossa mais nova coluna, trazemos para vocês o trabalho do autor paulista Rafael Sales, de 27 anos. Rafael atuou em algumas vertentes da arte até se envolver definitivamente com a literatura, descrevendo por meio dos seus escritos e desenhos peculiares os mundos e personagens tão vivos em sua mente.

Possui poemas e outros contos publicados em algumas antologias. Em 2010 começou o processo de criação e elaboração de um roteiro de fantasia. Após 6 anos, com a expansão do universo e acrescentando diversos elementos do folclore brasileiro junto com anjos e demônios, Rafael concluí sua primeira série fantástica chamada de “Silhuetas na Penumbra” disponibilizando os textos para leitura gratuita no Wattpad.

Rafael Sales

Sinopse:
Uma guerra sobrenatural acontece há milênios e os peões dessa disputa secreta são os humanos, entretanto uma garota amaldiçoada no momento do seu nascimento poderá dar a fim a esse duelo. Elisa Adágio terá apenas duas escolhas; se entregar aos demônios e deixar que a prole profana de Anhaú tome seu corpo e acabe com a guerra ou permitir que os Celestes ceifem a sua vida.
As criaturas do Reino da Ordem e do Reino do Caos não medirão esforços para encontrar a humana amaldiçoada colocando em risco todo o equilíbrio e o sigilo sobre suas existências. Elisa encontrará refugio em um grupo que não pertence a nenhum dos dois lados da balança.

O primeiro volume da Série ‘Silhuetas na Penumbra – Ritos da Criação’ contará as histórias que antecedem os eventos na vida de Elisa, como surgiu o Mundo Vivo, as dimensões e o inicio da guerra entre Celestes e demônios. Para ler, acesse o Wattpad e procure por “Silhuetas na Penumbra – Ritos da Criação”. Em breve também estará disponível a coleção de contos que compõem a série.

Quer conhecer mais sobre Rafael Sales? Encontre o autor nas redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter e Wattpad.

Literaría 28fev • 2016

Ninguém é obrigado a gostar do seu livro!

Acredito eu que podemos pular os argumentos de “ser autor nacional no brasil é complicado” ou “publicar um livro é difícil”. Não estou aqui para questionar o quão difícil foi publicar um livro, muito menos quantas cartas de rejeição de grandes editoras foram recebidas ao longo de anos tentando conseguir uma oportunidade no mercado editorial. Seja qual for o enredo do livro, nós sabemos que leva muito tempo, insistência e dedicação para que um autor nacional tenha o seu trabalho reconhecido dentro do mercado editorial. Minha dúvida mesmo é: Isso dá ao autor o direito de humilhar e ofender qualquer pessoa que, por qualquer motivo, tenha expressado uma opinião negativa sobre a obra em questão?

A resposta é não. Mas vamos precisar ir um pouco mais a fundo nessa problemática, não é mesmo?

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Faz alguns meses que eu tenho observado isso acontecer na blogsfera literária. Autores nacionais desesperados para divulgar suas obras, solicitando resenhas para tudo quanto é tipo de blog, e depois agindo de uma forma muito ofensiva e até mesmo agressiva quando nós, blogs, publicamos uma opinião diferente do que eles estavam esperando. Vocês acham que eu estou inventando? Pergunte a qualquer blog literário que tenha expressado uma opinião negativa sobre um nacional, se ele já não recebeu um e-mail desaforado, ou uma mensagem ofensiva por inbox. Acontece com mais frequência do que é divulgado – para a sorte dos autores nacionais, eu acho.

Isso não é uma questão de valorização da literatura nacional. Não é um complô com o inimigo para prejudicar o trabalho dos escritores. Não é inveja, recalque ou mesmo provocação gratuita. Nós, blogueiros, sempre fomos os primeiros a defender a literatura nacional em nossos blogs, divulgando e apoiando projetos literários que dão oportunidades aos autores nacionais de ganhar seu espaço no mercado. Mas existe uma coisa que eu acho que alguns deles ainda não entenderam e que provavelmente vai deixar muita gente chocada: ninguém é obrigado a gostar do seu livro!

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Ultimamente eu tenho acompanhado vários casos de blogueiros recebendo ofensas gratuitas na internet por parte dos autores nacionais apenas por terem escrito uma resenha sincera, porém negativa, sobre o seu livro (e eu quero deixar claro que me refiro a resenhas negativas, porém que apresentam argumentos válidos sobre o porque daquela opinião). E se ficasse apenas nisso, talvez não fosse realmente um problema, mas é pior quando o autor não fica satisfeito em só agredir o blogueiro, mas traz consigo os amigos e perfis falsos para fazer desse trabalho sujo mais memorável, manchando o nome do blog e prejudicando o trabalho de alguém que se dedicou tanto quanto ele.

Agora eu gostaria de saber: Vocês acham isso bonito? Acham que isso vai trazer uma visão positiva sobre o seu livro? Atrair mais leitores? Eu consigo entender perfeitamente que um autor não queira uma opinião negativa sobre o seu livro circulando por ai, afinal, as resenhas influenciam muito no desempenho do livro no mercado editorial. Você quer atrair leitores, e não afastá-los. Mas agredir e ofender um blogueiro por uma opinião que foi solicitada pelo próprio autor, é meio demais, não concordam?

A resenha literária é uma parte fundamental para a divulgação de uma obra literária, e ter diversas opiniões ajuda muito um leitor na hora de decidir por ler ou não aquele livro. O que eu acho que algumas pessoas ainda não entenderam é que cada blogueiro tem a sua forma de pensar, o seu gosto literário, os seus livros favoritos, e que é essa particularidade de cada um que faz cada blog interessante, diferente e especial. Não somos, e nunca seremos, obrigados a ter a mesma opinião só porque “a maioria” tem. Mas somos obrigados a manter a nossa verdade, a sinceridade das nossas opiniões, quer vocês gostem disso ou não.

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Eu tenho sim o direito de dar quantas estrelas eu quiser para qualquer livro que venha passar pelo meu crivo. Se a história me agradar, se os personagens e o enredo forem bons, eu vou dar uma nota boa, mas se aquilo não chegar nem perto do que eu considero uma boa história, eu vou dar a nota que eu julgo adequada e levantar os pontos que eu não gostei no livro, o autor gostando ou não disso. Se existe uma coisa a qual eu não sou obrigada, é dizer que eu gostei de um livro que na verdade eu não gostei, e isso vale para autores nacionais, editoras e qualquer ser humano que me venha solicitar uma resenha.

É preciso entender que, a partir do momento que você escreve um livro, você está se sujeitando a opiniões negativas. Não só de blogueiros, mas de leitores também. Se você não está preparado para ouvir que o seu livro tem pontos negativos, então o meu melhor conselho é: não publique um livro. E eu não quero ser grossa ao dizer isso, mas é a mais pura verdade. Porque quer você queira ou não, haverão opiniões sobre o seu livro que não serão o que você espera, sejam elas publicadas ou não. É um risco que todo mundo corre, e você precisa estar muito preparado para ouvir aquilo que você provavelmente não quer. A rejeição é algo que faz parte da vida, inclusive no mercado editorial.

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Não estou dizendo isso como perseguição aos autores nacionais, muito menos com o intuito de ofender alguém, mas as pessoas não são obrigadas a gostar do seu livro ou do seu trabalho como escritor só porque você acredita que escreveu o melhor livro do mundo. Críticas fazem parte da vida de qualquer autor. Se não acredita em mim, pergunte a J.K. Rowling, autora de Harry Potter, ou a Meg Cabot, ou mesmo ao Nicholas Sparks. Grandes autores que também recebem críticas negativas sobre os seus livros e nem por isso estão agredindo, ofendendo ou desmerecendo o trabalho de ninguém. Eu tenho certeza que esses autores tiveram suas dificuldades para ter seus livros publicados, e eu também tenho certeza que eles não construíram suas carreiras tentando “calar” todo mundo que tem uma opinião negativa sobre suas obras.

Opiniões negativas são inevitáveis. Não só no mercado editorial, mas na vida mesmo. Sempre vai existir uma pessoa no mundo que não vai gostar do seu trabalho, assim como vão existir pessoas que vão amar. Vocês podem até impedir resenhas negativas, pedir para que sejam deletadas, ou mesmo não divulgar essas opiniões, mas isso não vai fazer com que elas não existam. O que não pode acontecer, nunca, é um autor se achar no direito de humilhar publicamente uma pessoa só porque ele não concorda com a opinião que foi dada a respeito do seu livro. Ele pode argumentar contra? Sim.  Todo mundo tem o direito de defender publicamente o seu trabalho. Agora, ele pode agredir, ofender e humilhar? Jamais.

Livro

Está precisando – urgente – rolar um pouco mais de respeito com o trabalho dos blogueiros. E me desculpem mas, eu preciso defender o meu povo nesse momento. Nós estamos aqui, cedendo o espaço dos nossos blogs na maior boa vontade para ajudar a divulgar o trabalho de vocês. Nós entendemos que é difícil ser um autor nacional e a maioria de nós veste a camisa para fazer da trajetória de vocês mais fácil. Só que fica muito complicado defender o autor nacional quando eu me sinto obrigada a escrever um texto enorme para explicar para uns e outros que você não pode ofender o coleguinha só porque ele não gostou do seu livro. Não é?

Eu quero deixar bem claro que esta publicação não foi escrita com a intensão de ofender os autores nacionais. Não são todos os autores nacionais que tem esse tipo de comportamento, pelo contrário, conheço muito que são totalmente abertos a uma opinião negativa-construtiva a respeito do seu trabalho. Também é preciso esclarecer que sim, vocês tem todo o direito de defender o trabalho de vocês publicamente, afinal, vocês deram muito duro pra conseguir ter a sua obra publicada. O que eu defendo aqui é o direito de nós, blogueiros, expressarmos em nossas resenhas nossa opinião verdadeira sobre os livros que lemos, sem o medo de sermos publicamente agredidos. No mais, o La Oliphant apoia e sempre irá apoiar os autores nacionais, mas continuará a reservar o direito de expressar sua opinião sincera sobre os livros aqui resenhados.

Se você já teve uma experiência negativa com autor nacional, os comentários desse post estão abertos para que você abra o seu coração.

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