Posts arquivados em: Tag: Cia das Letras

Lançamentos 03abr • 2018

Último livro da Trilogia Tudor chega às livrarias

Quem é apaixonado pela Era Tudor levanta a mão! A Companhia das Letras está com um lançamento maravilhoso da Elizabeth Fremantle especial para quem, assim como eu, também tem uma certa paixão por esse período histórico da Inglaterra maravilhoso que foi o reinado da Elizabeth primeira. A Última Dama chega às livrarias brasileiras em 2018 com um enredo cheio de intrigas e mistérios do jeito que a gente gosta mesmo!

A Última Dama é o terceiro livro que completa a Trilogia Tudor composta por Xeque-Mate da Rainha e Intrigas da Corte, ambos já publicados no Brasil. Para aqueles que estão preocupados sobre a continuidade da trilogia, podem ficar despreocupados que ambos os livros podem ser lidos de forma independente. Leia mais

Resenhas 17jan • 2018

As Perguntas, por Antônio Xerxenesky

As minhas maiores metas de leitura para 2018 são: ler mais livros de autores brasileiros e procurar livros que estão fora das minhas zonas de conforto. E As Perguntas de Antônio Xerxenesky preenche essas duas categorias perfeitamente. A sinopse do livro chamou a minha atenção logo de cara, principalmente por se tratar de um livro de suspense centrado na cidade de São Paulo, então eu cai de cara nessa leitura mesmo sem ter muitas expectativas.  E no geral, As Perguntas foi uma leitura que me deixou um pouco confuso. Não que esse seja um livro ruim, mas acho que ele não chega exatamente aonde eu gostaria que chegasse.

Quando criança, Alina era atormentada por visões de sombras e vultos estranhos. Agora, adulta e trabalhando como editora de vídeo em uma produtora em São Paulo, Alina vive uma vida de rotina. Mas a monotonia do seu dia a dia muda quando Alina recebe o telefonema de uma policial que está investigando uma série de surtos psicóticos, possivelmente ligados a uma seita. E o conhecimento acadêmico de Alina sobre ocultismo e religiões pagãs pode ser a chave para desvendar esse mistério.

A primeira coisa que me agradou muito em As Perguntas é a narração da protagonista, Alina. Eu não sei o que foi sobre ela, mas a Alina me lembrou demais algumas pessoas que eu conheço na vida real. O jeito que ela relata os acontecimentos da história, os pensamentos dela, tudo isso me passou muito a sensação de que ela é uma pessoa que realmente existe. Talvez seja uma questão de gosto pessoal, mas Alina foi pra mim o tipo de protagonista que consegue carregar um enredo facilmente.

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Notícias 03out • 2017

Romance de Hank Green será publicado pela Cia das Letras

Vlogueiro, produtor e músico, Hank Green, mais conhecido pelo canal Vlogbrothers, criado com seu irmão John Green, lançará em 2018 seu primeiro romance. An Absolutely Remarkable Thing (ainda sem título em português) tem lançamento previsto nos EUA para o segundo semestre de 2018.

O romance conta a história de April May, uma estudante de arte que vive em Nova York e tem um encontro inusitado com uma gigantesca estátua de robô em plena Manhattan. Com a ajuda de um amigo, Andy Skampt, ela filma a criatura e o batiza de Carl. Quando o vídeo viraliza, April descobre que há vários “Carls” espalhados por dezenas de cidades em todo o mundo, e ninguém sabe como eles chegaram lá. April se vê no centro desse mistério, e tenta descobrir o que esses robôs gigantes são, e o que querem da Terra.

Original e envolvente, An Absolutely Remarkable Thing trata de temas importantes para os dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, sobre como as redes sociais estão mudando o modo com que lidamos com a fama, a retórica e a radicalização.

Hank Green sabe muito bem o que é ser uma figura pública da internet. Ele começou a fazer vídeos no YouTube em 2007 com seu irmão, John Green, autor de best-sellers como A culpa é das estrelas Cidades de papel. Desde então, a dupla conquistou uma grande comunidade de fãs, conhecidos como Nerdfighters, ao falar sobre ciência e cultura pop. Seus vídeos, incluindo os produzidos pela sua produtora educacional, já ultrapassam a marca de 2 bilhões de visualizações.

Sobre o livro, Green afirma que “estamos vivendo em um momento realmente esquisito, e a história de April ajuda a esclarecer essas estranhezas que parecem ficar cada vez mais normais. É uma história que eu queria contar há muito tempo, bastante inspirada nas minhas experiências pessoais, mas é a história da April, e foi um prazer vê-la viver essa vida notável”.

Hank Green é CEO da Complexly, uma produtora que cria conteúdos educacionais como os canais Crash Course e SciShow. Os vídeos da Complexly já receberam mais de 2 bilhões de visualizações no YouTube.  Ele é co-criador da websérie The Lizzie Bennet Diaries e co-fundador de uma série de pequenos negócios como o DFTBA.com, que ajuda artistas e criadores de conteúdo a venderem seus trabalhos na internet, e a VidCon, maior conferência de criadores de vídeos para internet do mundo.

Em 2017, a VidCon teve 40.000 participantes em eventos espalhados em cidades como Anaheim, Amsterdam e Austrália. Hank e John Green também criaram o Project for Awesome, que no ano passado levantou mais de $2,000,000 para entidades carentes como Save the Children e Partners in Health. Hank vive em Montana com sua esposa, seu filho e seu gato.

Este conteúdo foi retirado do blog oficial da editora Companhia das Letras. O La Oliphant é apenas responsável pela reprodução do conteúdo.

Resenhas 31ago • 2017

Nossas Noites, por Kent Haruf

Nossas Noites não é nem de longe um livro que eu leria sem uma indicação, escolhendo por conta própria em uma livraria. Acredito que, assim como você, a zona de conforto literária é suficiente com todos esses livros de romance adolescente e fantasia a nossa disposição. Por isso, quando fiz a leitura de Nossas Noites, um livro completamente fora da minha zona de conforto, eu fiquei completamente surpresa com o enredo criado por Kent Haruf. Nossas Noites não apenas um romance, mas uma carta de amor para todos aqueles que já envelheceram e todos aqueles que ainda vão envelhecer. Um enredo simples, poético, capaz de envolver o leitor da primeira até a última linha.

Nossas Noites conta a história de dois idosos, Addie e Louis que, há muito, não tem a companhia de outra pessoa que não sejam seus próprios filhos. A vida dos dois é solitária, pacata, limitada a cidade onde vivem e as pessoas que conhecem. Tudo muda quando Addie resolve ir à casa de Louis fazer a proposta de que eles passem as noites juntos. Não de uma forma sexual, apenas pela companhia, pelo trazer de ter alguém com quem dividir as noites solitárias. No começo, Louis acha a proposta estranha, mas acaba aceitando e conforme os dias passam, a amizade e o companheirismo entre ele e Addie cresce, mas não demora muito até eles precisarem lidar com as más línguas da cidade.

Eu não esperava que Nossas Noites fosse me encantar e me surpreender da forma que aconteceu. Quando eu recebi o livro tinha todo o tipo de expectativa em cima da história, mas a escrita de Kent Haruf é completamente diferente de tudo o que eu li até hoje e me pegou de surpresa, uma surpresa boa da qual eu nunca vou me arrepender. Nossas Noites foi uma leitura completamente fora de tudo o que eu estou acostumada, o enredo tem uma estrutura de escrita completamente diferente, os personagens são construídos de uma forma diferente e a escrita de Haruf é a benção literária que eu tanto estive esperando.

“Estou adorando, disse ela. Está sendo melhor do que eu esperava. É uma espécie de mistério. Eu gosto da amizade que estamos criando. Gosto do tempo que passamos juntos. De ficar aqui no escuro da noite. Das conversas. De ouvir você respirar ao meu lado quando eu acordo.”

Sabe quando dizem que você precisa encontrar o livro certo para fazer você gostar de um gênero ou de um tipo de leitura? Nossas Noites foi exatamente isso na minha vida literária. A narrativa de Kent Haruf é livre de longas descrições e travessões ou pontuações extremas. A leitura flui através de diálogos entre os personagens principais onde, por mais incrível que pareça, você consegue identificar quem está falando o que sem que o autor precise te dizer isso. Aliás, o autor não te diz nada, mas os personagens sim. O enredo nada mais é do que navegar no que os personagens têm a dizer, sem se aprofundar em informações desnecessárias, apenas o necessário para que você se envolva e se emocione com a história que está sendo contada.

Essa foi a primeira vez que eu me deparei com uma leitura com uma estrutura completamente diferente. Eu não tinha travessões, eu não tinha aquelas longas descrições do ambiente, da cidade e de todas aquelas coisas que normalmente só estão ali para ocupar espaço no enredo. Em Nossas Noites eu não precisei de nada disso. Eu estava na companhia de Addie e Louis e o que eles me contavam, o que eles conversavam eram suficientes para que eu me emocionasse, para que eu conseguisse entende-los e sentir junto com eles. Nossas Noites não é uma história cheia de altos e baixos irreais, aqueles que te provocam emoções pesadas. O livro é uma narrativa simples sobre o que é viver, errar e mesmo depois de anos ainda desejar o amor como se fosse a primeira vez.

“Quem imaginaria que, a essa altura da vida, nós ainda poderíamos ter algo desse tipo? Que afinal ainda existe, sim, espaço para mudanças e entusiasmos na nossa vida. E que nós ainda não estamos acabados nem física nem espiritualmente.”

Addie e Louis são personagens que representam todos nós. Eu, você e as pessoas que você conhece. A história deles nada mais é do que uma mensagem deixada pelo autor sobre como o amor não se perde com o tempo. Eu me envolvi no sentimento deles, na forma como eles ainda conseguiam descobrir coisas mesmo depois de já terem visto muita coisa. Haruf escreveu um livro que mostra a vida muito além do que nós exploramos até hoje, uma vida onde você não precisa se limitar ao que dizem a você, onde você pode continuar buscando e desejando algo novo até o seu último suspiro. E se isso não é a coisa mais linda que um autor pode fazer por nós, eu realmente não sei o que seria.

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