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26 nov, 2016

A Corte de Névoa e Fúria, por Sarah J Maas

Você não sabe o que é um coração partido até terminar de ler A Corte de Névoa e Fúria. Depois de cinco horas de leitura intensa, Sarah J Maas conseguiu me levar numa montanha russa emocional, por fim deixando meu mundo completamente de cabeça para baixo com todas essas surpresas inesperadas ao longo do enredo. Comecei a leitura de A Corte de Névoa e Fúria desanimada com a ideia de encarar horas de leitura com #Feylin (Feyre e Tamlin), mas me surpreendi a cada capítulo e não consegui largar a leitura até chegar na última página.

Em A Corte de Névoa e Fúria acompanhamos os acontecimentos depois do fim de A Corte de Espinhos e Rosas onde, nossa heroína, depois de derrotar Amarantha e salvar seu amado Tamlin, volta para a Corte Primaveril agora não mais como humana, mas sim como féerica. Ainda se adaptando ao novo corpo, Feyre descobre que uma nova ameaça está a caminho, colocando não só a vida de seus novos amigos em risco, mas também de suas irmãs.

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Mas este não é seu único problema. Quando Rhysand volta para cobrar o acordo feito ainda Sob a Montanha, Feyre precisa cumprir a sua parte e passar uma semana inteira ao lado do Grã-Senhor da Corte Noturna. Conforme ela vai conhecendo melhor o homem que todos desprezavam, Feyre começa a se perguntar como seu coração conseguia se sentir muito mais seguro ali, ao lado de Rhys, do que quando ela estava na Corte Primaveril, com Tamlin.

Eu não consigo mais viver a minha vida sem esse livro. Depois que você lê A Corte de Névoa e Fúria, ter gostado de A Corte de Espinhos e Rosas me parece tão errado. Eu tenho que “tirar o chapéu” para Sarah J Maas, porque eu realmente não consegui prever nenhum dos acontecimentos desse livro e, ainda assim, eu me vi tão completamente envolvida com a história que não consegui largar o livro um segundo si quer. Foi extremamente dolorido perceber que ela precisou construir todo aquele mundo no primeiro livro, para então começar a revelar as coisas de um outro – muito melhor – ponto de vista. E tudo o que era antes não é mais, e tudo o que é agora é muito melhor.

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Feyre era uma personagem que, no primeiro livro, eu tive muita dificuldade em gostar, principalmente porque ela tinha uma autoestima muito baixa e nunca se achava merecedora das coisas. Porém, nesse segundo livro, ela já não é mais humana – apesar de seu coração continuar sendo – e ela precisa se descobrir de novo. Acho que é nesse ponto que ela começa a perceber sua realidade de uma forma diferente, querendo ser coisas e aprender coisas. Talvez por isso seu relacionamento com Tamlin pareça tão errado já logo no começo do livro. Enquanto ela quer se arriscar no mundo, ele a quer a salvo dentro de sua Corte.

E é nesse ponto que o livro começou a me pegar de jeito. Enquanto em A Corte de Espinhos e Rosas assistimos Feyre se matar para conseguir salvar o homem que amava, em A Corte de Névoa e Fúria ela começa a perceber que em nenhum momento ele fez o mesmo por ela. Em todas as oportunidades que Tamlin teve de salvá-la, ele colocou seus próprios desejos acima. É assim que o enredo deixa de caminhar como uma história de amor e passa a ser sobre uma personagem lutando para ganhar seu próprio espaço e a sua própria voz.

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O relacionamento dela com Rhysand foi, de longe, a melhor parte do livro. Não só pela forma como ele se desenvolveu, mas por eu perceber que diferente de Tamlin, ele nutria um respeito muito grande pelas escolhas de Feyre. Independe do que ela quisesse, mesmo que ele não fosse totalmente de acordo com aquilo, ele respeitava porque era uma escolha dela. Não tem como você não se emocionar com o relacionamento dos dois, principalmente quando ele é todo construído a base de confiança e igualdade. Em nenhum momento, Rhysand trata Feyre como incapaz, pelo contrário, durante toda a narrativa ele deixa claro que, do ponto de vista dele, ela é uma igual, sendo mulher ou não.

Eu realmente gostei do que a Sarah J Maas fez nesse segundo livro, tanto que eu simplesmente não consigo ler nenhum outro livro. Sim, ressaca literária me pegou com força depois de A Corte de Névoa e Fúria. Eu realmente não imaginava gostar tanto desse livro, considerando que eu realmente esperava muito mais de Feylin nesse livro. Se você gosta muito de fantasia e quer muito se jogar dentro de um universo completamente novo, acho que vale muito a pena fazer a leitura de A Corte de Névoa e Fúria.

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A partir daqui você encontrará alguns spoilers do livro, então se você não quer saber mais sobre A Corte de Névoa e Fúria, não continue lendo.  

Precisei tirar alguns parágrafos dessa resenhas apenas para expressar o meu amor Feysand. Primeiro que, depois que você lê A Corte de Névoa e Fúria, tudo o que aconteceu no primeiro livro começa a fazer muito mais sentido. Quando Rhysand encontra a Feyre pela primeira vez e diz “Eu estava procurando por você”, era porque ele realmente estava procurando por ela, e não apenas uma figura de linguagem. E tudo o que ele fez por ela, ainda Sob a Montanha, se colocando como o vilão, fingindo ser quem ele não era apenas para proteger seu povo e seus amigos, meu coração simplesmente se partiu.

Fico me perguntando o quanto não deve ter sido dolorido para ele ver a sua Parceira sofrendo daquela forma e, pior, por outro homem. E mesmo depois, quando ela já tinha saído da Corte Primaveril, ele acompanhou todo o sofrimento dela, tentando fazer o melhor para que ela se reconstruísse, mas isso tudo sem – em nenhum momento – tentar influenciar a forma como ela se sentia em relação a ele. O respeito que ele teve pelos sentimentos da Feyre, pelas escolhas dela, foi a coisa mais bonita que eu já vi em toda minha vida.

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E então vem a melhor parte do livro. Muitas pessoas estavam discutindo que os dois haviam se casado, mas na verdade, eles nunca chegaram a fazer um juramento como marido e mulher. Feyre faz o juramento para a Corte Noturna, como Grã-Senhora. Não como esposa, não como consorte, mas como igual. É como se o Rhysand fosse o CEO e tivesse nomeado ela Co-CEO da Corte Noturna. O que eu, particularmente, achei muito melhor do que se fosse realmente um casamento, afinal ele estava atestando diante de todo mundo que eles não eram apenas parceiros, mas também iguais em todas as formas possíveis.

E então veio aquele final, que me arrancou lágrimas e partiu meu coração. Sinceramente, eu tive que ter uma força absurda para conseguir encarar aquelas últimas páginas e não chorar de desespero. Eu ainda não acredito que terei que esperar até Maio do ano que vem para saber o que acontece.

16 dez, 2015

Corte de Espinhos e Rosas, por Sarah J. Maas

Podemos começar essa resenha dizendo que eu finalmente desvendei os mistérios da escrita de Sarah J. Maas. Sei que muitos de vocês me disseram que eu precisava conhecer a série do Trono de Vidro, mas como eu não acompanhei os lançamentos do livro, resolvi que minha primeira leitura da Sarah J. Maas seria o seu mais novo lançamento Corte de Espinhos e Rosas, lançado no Brasil pela Galera Record.

Primeira coisa que eu descobri sobre Sarah J. Maas: ela realmente adora contos de fadas, o que pra mim é maravilhoso porque temos essa paixão em comum. Foi essa paixão que surgiu o enredo de Corte de Espinhos e Rosas totalmente inspirado no meu conto de fadas favorito: A Bela e a Fera. Em um universo totalmente mágico, Sarah J. Maas nos leva a reviver esse conto de uma forma completamente surpreendente.

Corte de Espinhos e Rosas

Corte de Espinhos e Rosas se passa em um universo onde  humanos e fadas coexistem no mesmo universo. Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de uma jovem chamada Feyre que vive com a família em um chalé precário, fazendo o possível para manter seu pai e irmãs alimentados e seguros. Em um dia de caça, Feyre não está tendo sorte e acaba indo floresta a dentro, ignorando os avisos de perigo do vilarejo em que vive. É então que, em meio a sua caçada, Feyre se depara com um lobo e sem pensar duas vezes, mata o animal. O que a jovem não esperava era que o lobo em questão fosse um feérico transformado e que ao tirar a vida dele, sua liberdade seria colocada em jogo. Tamlin, um Grão-Feérico, aparece em sua porta reclamando a vida que foi tirar e como consequência do seu ato impensado, Feyre é obrigada a ir com ele para Prythian, onde passaria a viver com os feéricos como punição por ter tirado a vida do lobo.

O problema é que para os humanos, feéricos são criaturas cruéis e para Feyre, eles não eram confiáveis. Ao seguir para sua nova casa, a jovem sente muito receio em relação a seu anfitrião, mesmo com Tamlin fazendo todo o possível para que ela se sinta confortável. Conforme Feyre começa a conhecer melhor o mundo feérico, ela acaba se envolvendo cada vez mais com os problemas de Prythian, mas principalmente com Tamlin. Quando o Grão-Feérico deixa de ser para ela uma criatura assustadora e passa a ser seu objeto de desejo, Feyre começa a se questionar se o amor que sente por ele seria o suficiente para salvar a vida de seu amado, do seu povo e também a sua.

Corte de Espinhos e Rosas

Quando eu escolhi Corte de Espinhos e Rosas, eu não tinha a menor ideia do que seria o enredo, não tinha procurado por resenhas, apenas confiei na boa reputação da Sarah J. Maas e me joguei nesse universo feérico, cheio de magia e aventura. A primeira coisa que me chamou atenção foram as semelhanças do enredo com A Bela e a Fera. Não são apenas simplórias semelhanças, a autora realmente segue a ordem de acontecimentos da adaptação da Disney e isso fica totalmente claro durante toda a leitura – o que me incomodou um pouco, porque eu conseguia prever o que iria acontecer nos próximos capítulos, tirando um pouco da surpresa do livro.

Preciso confessar que o começo do livro foi bem angustiante porque eu não conseguia dizer se estava gostando ou não. Mas, a escrita da Sarah J. Maas é tudo e mais um pouco do que tinham me falado e fez tudo valer a pena no final. Ela tem uma habilidade incrível de criar universos e conseguir fazer com que o leitor consiga visualizar cada detalhe. Eu ainda não tinha explorado um livro de fantasia que fosse sobre o mundo feérico, e apesar de ter uma certa resistência, eu fiquei completamente apaixonada por Prythian e já estou preparando minha mala para me mudar pra lá e nunca mais voltar, sério!  Além disso, apesar da semelhança com A Bela e a Fera, os personagens foram muito bem construídos, com características próprias que fazem você nunca mais querer deixar esse universo.

Corte de Espinhos e Rosas

Nunca pensei que eu fosse gostar tanto desse universo feérico, mas Corte de Espinhos e Rosas tem personagens tão apaixonantes que fica impossível de você não amar essa leitura e esse universo. Feyre é tudo o que eu esperava de uma protagonista inspirada na Bela. Ela não tem medo de enfrentar seus desafios e se joga de cabeça na sua paixão por Tamlin, sem se preocupar com o fato de ele ser feérico e ela uma humana. O romance dos dois é tão maravilhoso, que você consegue relembrar exatamente as mesmas sensações que teve quando a Bela se apaixonou pela Fera no filme da Disney.

O grande diferencial desse enredo é a forma como a história é contada e os personagens secundários. Apesar de Tamlin ser o meu personagem favorito do livro, Lucien e as irmãs de Feyre também me conquistaram com suas personalidades únicas. Suas respectivas influencias dentro do enredo deixaram a história com um “algo a mais” que realmente me agradou. Rhysand também foi um personagem que me agradou, mas ao mesmo tempo eu tenho receios com a existência dele. Não quero que de forma alguma um triangulo amoroso seja criado dentro desse universo porque simplesmente não precisa.

Corte de Espinhos e Rosas

Até um pouco antes da metade do livro eu não estava muito confiante de que iria gostar tanto quanto eu sabia que outras pessoas estavam gostando dessa leitura, porém, conforme as peças do livro foram se encaixando, o enredo se desenvolvendo e os personagens se revelando, eu me vi completamente envolvida com a história, com aquele universo e entendi o porquê desse fascínio todo com a escrita da Sarah J. Maas. Além dos personagens e do universo serem maravilhosos, ela consegue te puxar para dentro do livro e se envolver tanto naquela história, a ponto de você sofrer junto – de mãos dadas – com os personagens criados por ela.

Dizer que eu estou encantada com a Sarah J. é pouco perto do que foi essa experiência literária. Sei que algumas coisas realmente me incomodaram no livro, mas nada que seja relevante ou que torne a leitura de Corte de Espinhos e Rosas menos maravilhosa do que foi. Pra mim, é um livro que merecia muito um filme com muitos efeitos especiais, ou talvez uma série. Prythian é um universo que precisa ser explorado, amado e vivido em muitos outros volumes dessa série. Mal posso esperar para ler o próximo livro!