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Lista 26jun • 2018

04 motivos para você ler As Crônicas Lunares

Olha aí, mais um post no La Oliphant falando sobre as Crônicas Lunares. Parece que a gente não cansa, né? Pois não cansamos mesmo! As Crônicas Lunares são uma das minhas séries YA favoritas, e eu estou sempre procurando por uma desculpa para falar mais delas. Então quando saiu a notícia de que a Rocco vai lançar o novo livro da Marissa Meyer aqui no Brasil, e a Débora me pediu para fazer uma listinha de alguns motivos porque você (sim, você) deveria ler as Crônicas Lunares, eu fiquei bem feliz.

Eu tenho que confessar que da primeira vez que ouvi falar da série, achei o plot meio bobo “Uma releitura de Cinderella, passada numa versão futurista da Ásia, que envolve robôs e alienígenas?” Mas pra você como fomos surpreendidos novamente As Crônicas Lunares hoje é uma das minhas séries favoritas, e eu vou agora listar apenas alguns dos motivos pelos quais você deveria começar essa leitura hoje mesmo. Ah, e aproveita e confere as resenhas dos livros que nós fizemos aqui no blog!
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Resenhas 02ago • 2017

Levana, por Marissa Meyer

Eu nunca sei o que falar quando eu gosto de um livro, mas ele não entrega exatamente o que eu estava esperando dele. Levana é um caso complicado porque, por mais que eu tenha gostado da leitura, eu não sei se necessariamente é um livro que você precise ler. Como já foi falado aqui algumas vezes, nós do La Oliphant adoramos as Crônicas Lunares, então quando Levana saiu, nós estávamos super ansiosos pra fazer essa leitura. Mas agora, após a leitura, a pergunta que fica na minha cabeça é “Será que a série precisava desse livro?”.

Levana é uma prequel das Crônicas Lunares, e ele se dedica a se aprofundar no passado da temida rainha Levana, a principal antagonista das Crônicas Lunares. Em Levana, vemos a vida da personagem como uma adolescente que vive na sombra de sua irmã Chanary, e acompanhamos os acontecimentos trágicos que a levaram a se tornar a malévola rainha do povo de Luna que ameaça a vida de Cinder, Scarlett, Luna e Winter nos livros das Crônicas Lunares.

Mas vamos começar pelas coisas boas. Levana é uma exploração muito interessante sobre uma personagem que até agora nos foi apresentada como sendo absolutamente do mal. Levana mostra o que exatamente ocorreu na vida de Levana que a levou a se tornar a tirana governante de Luna. Lendo esse livro, e vendo como foi a vida de Levana antes dos acontecimentos das Crônicas Lunares, é quase compreensível que ela tenha se tornado uma pessoa, digamos assim, complicada. Seria muito fácil para o livro tentar pintar Levana como uma personagem trágica e injustiçada (como outras sagas por aí fizeram com seus personagens).

Mas a melhor parte disso tudo é que o livro não tentar usar nada disso como justificativa para as ações dela. Ao longo do livro, Levana está completamente ciente de que tudo que ela faz é moralmente reprovável, mas ela descarta essas preocupações, afirmando que os fins justificam seus meios. Mas fica extremamente claro para o leitor que o livro em si não aprova essa justificativa e ele não deixa nenhuma dúvida de que Levana é completamente uma vilã. O que acontece na vida dela é terrível mas não apaga as coisas ruins que ela mesma faz, e isso acrescenta uma camada interessante para a personagem.

No que se trata dos personagens, Levana é definitivamente a estrela do livro. Os outros personagens como a irmã egoísta de Levana, Chanary e o bondoso guarda real Evret são apenas acessórios para a história dela. As interações com eles servem para nos mostrar lados diferentes da personalidade de Levana, e fazem isso muito bem (principalmente nas cenas que focam no relacionamento entre Levana e Evret), mas não são exatamente o que eu chamaria de personagens marcantes. No geral, Levana é dedicado inteiramente a nos apresentar a pessoa por trás da coroa e do glamour.

E a personagem de Levana é incrivelmente bem explorada nesse livro. Nós já conhecemos Levana como uma personagem fria, calculante e maléfica, mas em Levana, podemos vê-la como uma garota inteligente, ambiciosa e profundamente insegura. Não é exatamente o suficiente para nos fazer gostar dela (e nem deveria, afinal ela é a vilã da saga), mas é o bastante para nos fazer pensar em quem ela poderia ter sido se não tivesse se tornando na rainha de Luna. Acompanhar a transformação nos deixa com a sensação de que ela poderia ter sido uma rainha bastante competente se não pelas cicatrizes emocionais que carregou por toda sua vida.

A minha dúvida em relação a Levana é a seguinte: Seria Levana uma leitura obrigatória para os fãs das Crônicas Lunares? E no geral, eu diria que sim. Levana é uma exploração fascinante sobre uma das personagens mais marcantes da saga. É um ótimo acrescimo as Crônicas Lunares, mas não deveria ter sido o ultimo capitulo da saga. Eu recomendaria que os leitores sigam a ordem de publicação original e leiam Levana antes de lerem Winter, último livro das Crônicas Lunares. É possível deixar Levana para o final, mas dessa forma, você acrescenta um elemento novo ao plot da série.

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Resenhas 07nov • 2016

Winter, por Marissa Meyer

ATENÇÃO! ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DOS OUTROS LIVROS DA SÉRIE! SE VOCÊ NÃO QUER SPOILERS, LEIA COM CUIDADO!

Winter é uma YA de ficção científica, escrita por Marissa Meyer. É o quarto e ultimo livro das Crônicas Lunares, que também contam com Cinder, Scarlet e Cress, e foi lançado pela Editora Rocco em 2016. A série é uma releitura de diversos contos de fadas, centrados em um universo futurístico. As protagonistas dos livros são baseadas nas personagens de contos clássicos como Cinderella (Cinder), Chapeuzinho Vermelho (Scarlet), Rapunzel (Cress), e Branca de Neve (Winter).

Começando com Cinder, a série se passa num futuro repleto de tecnologias incríveis, incluindo ciborgues que servem como força de trabalho, servindo os humanos. As nações da Terra, que se uniram em um tratado de paz após uma guerra mundial, tentam convencer a nação Luna, localizada na Lua, a assinar esse tratado. Mas a temida Rainha Levana se recusa a assinar o tratado, já que tem ambições de se tornar imperatriz da Terra.

Cada livro começa apresentando a personagem titulo, mas também segue os outros personagens. Winter nos apresenta a Princesa Winter, enteada da Rainha Levana. Winter é uma jovem extremamente bonita e bondosa, amada pelo povo de Luna, o que só aumenta o ódio que Levana nutre por ela, já que a enxerga como uma ameaça a sua coroa. Infelizmente, Winter é uma garota atormentada, graças a sua recusa de usar seus poderes de manipulação, característicos dos Lunares, que a deixou mentalmente desequilibrada.

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Caramba, é difícil resumir o plot de um livro sem entregar muito da história dos outros livros da série. Bom, como Winter é a conclusão das Crônicas Lunares, e a gente já vem falando dessa série faz um bom tempo, eu acho que não preciso falar que gosto muito desses livros, né? Então seria meio difícil eu chegar a esse ponto da série e de repente não gostar. Obviamente, eu sou fã dos livros dessa série e Winter não quebrou essa corrente.

O livro é narrado em terceira pessoa pro praticamente todos os personagens da série. Ao mesmo tempo que isso é uma coisa boa, pois dá pra contar muitos detalhes diferentes da história, também pode ser ruim, já que fica um pouco bagunçado. Principalmente no começo do livro, eu demorei um pouco pra me acostumar, já que são quase 10 personagens diferente contando a história meio que ao mesmo tempo. Ao longo da leitura, foi ficando mais fácil e eu consegui aproveitar bem a história.

Falando na história, achei que foi uma boa conclusão para o enredo que foi iniciado em Cinder. Gostei que não foi simplesmente uma batalha e pronto, acabou. Marissa Meyer tocou muito bem nos detalhes políticos e diplomáticos do conflito entre humanos e lunares, e conseguiu entregar um final bastante satisfatório. Apesar de que para que já passou por 3 livros pra chegar até aqui, teria que ter sido um final bem ruim pra me chatear.

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Os personagens são os que nós já conhecíamos dos outros livros, com a adição de Winter, e seu melhor amigo e guarda, Jacin. Winter é uma personagem muito legal, sempre muito bondosa e divertida, exceto nos momentos em que sua loucura se manifesta. Esses momentos são bastante tristes, e ver a mudança que ela sofre quando passa por essas alucinações é bem forte.

Jacin é bastante sério e estoico, e deixa bem claro na sua narração que só se preocupa em manter Winter segura de sua madastra. Os momentos dos dois juntos são bem fofinhos, e eu gostaria de ver visto um pouco mais deles, mas como eu disse, é muita narração pra pouco livro e eles acabam ficando meio apagados em relação aos outros personagens.

Por falar em outros personagens, Cinder, Kai, Scarlet, Lobo, Cress, Thorne, e Iko, todos estão de volta e são tão bons quanto eram nos outros livros. Levana ainda é uma vilã incrível e Winter só me deixou ainda mais animado pra ler Fairest, o conto que mostra a história dela em mais detalhes. Preciso demais que as Crônicas Lunares virem uma série logo porque as cenas dela seriam incríveis, principalmente com uma atriz forte, tipo a Evan Rachel Wood.

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Enfim, não tinha como eu não gostar de Winter, não é? Sou fã de carteirinha da série, então seria preciso muito pra me fazer dar uma nota ruim pra esse livro. Apesar da narração um pouco confusa, e de eu querer ter visto mais de Winter e Jacin, Winter foi a conclusão que eu já vinha querendo pra série. Fico triste que ela tenha acabado, mas espero ainda mais livros incríveis da Marissa Meyer no futuro.

E vocês, já leram algum livro das Crônicas Lunares? Conta pra gente nos comentários!

Resenhas 10jul • 2014

Cinder, por Marissa Meyer

Cinder

Cinder é o primeiro livro da série Crônicas Lunares, da autora Marissa Meyer e publicado no Brasil pela Editora Rocco. O livro se passa em uma sociedade futurística, onde humanos e ciborgues convivem em sociedade de uma forma não muito pacífica, já que os ciborgues são considerados aberrações. Acompanhamos Cinder, uma mecânica talentosa, que tenta ao máximo esconder das pessoas a sua identidade ciborgue. Porém, tudo muda quando ela conhece Kai, príncipe de Nova Pequin e descobre que seu passado é mais profundo do que ela mesma imaginava.

Cinder esconde um segredo: ela é um ciborgue. Devido a um acidente sofrido ainda quando criança, partes do seu corpo foram substituídas por partes robóticas e com isso ela já não era mais considerada humana. Trabalhando como mecânica em um stand na cidade e vivendo com as irmãs e a madrasta, ela é obrigada a conviver com as constantes humilhações e com o fato de que sua madrasta a culpa pela morte do marido.

Cinder

As coisas começam a mudar no instante em que o Príncipe Kai a procura em seu stand em busca de reparos para seu androide, e então, o que Cinder julgava impossível acontecer com ela – principalmente por ser uma ciborgue – acontece: ela começa a sentir coisas. Porém, esse é apenas o início dos problemas. Ciborgues não são bem vistos na sociedade, e Kai não fazia ideia de que ela era um deles, e se descobrisse, Cinder tinha certeza de que ele sentiria repulsa por ela assim como todas as outras pessoas.

No primeiro livro da série As Crônicas Lunares, conhecemos um mundo após quatro guerras mundiais, onde a divisão do planeta é completamente diferente. Em Nova Pequin, cenário onde vive a personagem principal, percebemos um governo monárquico, abalado por uma doença aparentemente incurável. A sociedade se divide entre humanos e ciborgues, embora os ciborgues sejam vistos apenas como uma aberração e o preconceito/descaso que sofrem é evidente.

Cinder

A narrativa do livro é feita em terceira pessoa, o que foi um ponto muito positivo para podermos ter uma visão mais ampla da distopia. Acompanhamos Cinder e seu relacionamento com Kai evoluir de forma conturbada, envolto de problemas políticos e familiares que deixam a história ainda mais interessante. Para uma adaptação de um dos contos de fadas mais conhecidos, Cinder nos dá uma visão diferente de Cinderella, porém mantendo na personagem principal, uma característica que não nos deixa esquecer de que Cinder e Cinderella são vertentes da mesma personagem: a bondade.

Marissa Meyer nos dá um primeiro livro envolvente e emocionante. Ao contrário do que muitos pensam, Cinder não se trata apenas de um romance entre uma garota que “não se encaixa” e o príncipe encantado. Pelo contrário, durante toda a narrativa vemos Cinder lutar contra as verdades sobre si mesma, o preconceito de sua própria família e o medo de perder aqueles que amam. Somos apresentados a uma novo universo, onde a lua é habitada pelos lunares e os humanos estão no ápice da sua existência. Nada é como conhecemos, e muitas coisas são reveladas ao longo da narrativa.

Cinder

Os personagens são completos. Mesmo com todo o enredo girando em torno de Cinder, a autora não deixou escapar detalhes importantes sobre os personagens secundários da história, nos dando uma visão além da realidade de Cinder, e nos permitindo nos apaixonar por personagens como Kai, Peony e Iko – que acabou sendo minha personagem favorita no final das contas.

É possível que alguns aspectos da história incomodem o leitor – embora não tenham me incomodado tanto – como por exemplo o fato de que Cinder sofre muito nesse primeiro livro, principalmente com relação a seu passado e a sua relação com Kai. É claro que a personagem evolui bastante com todos os acontecimentos ao longo da narrativa, e é bem possível que essa evolução seja ainda maior nos próximos livros – o que me faz gostar ainda mais da escrita de Meyer, porque diferente de muitas adaptações de clássicos, ela conseguiu externar muito bem as caracteristicas positivas da personagem, de forma que ela conseguisse evoluir sem deixar a história chata.

Cinder

Por fim, Cinder é uma das melhores adaptações de clássicos da literatura que eu já li. É uma distopia completa, onde conseguimos ter uma visão bem ampla do cenário em que estamos, além de termos personagens encantadores inseridos em um enredo completamente diferente e incrível. Recomento este livro para aqueles que são apaixonados por distopias, mas assim como eu, também gostam de novas versões de clássicos como Cinderella.

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