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30 mar, 2016

5 Adaptações Que Fracassaram

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Pra cada Crepúsculo, ou Jogos Vorazes, existem várias adaptações de livros pro cinema que não vingaram. Afinal de contas, nós fãs somos extremamente difíceis de agradar, não é? Queremos todas as cenas, todas as falas, exatamente da mesma forma que está no livro. E se o filme não sair perfeito, a gente sai reclamando em tudo quando é lugar.

Justiça seja feita, é muito complicado adaptar um livro pro cinema, já que são duas mídias completamente diferentes. O cinema sofre uma desvantagem, pois nos livros, nós estamos totalmente imersos na mente dos personagens, o que facilita muito na hora de transmitir os detalhes da história pra quem está lendo. Infelizmente, isso é bem mais difícil nos filmes, já que o cinema é uma mídia quase que inteiramente visual.

Mesmo assim, é decepcionante quando um livro que você gosta muito ganha uma adaptação cinematográfica que deixa a desejar. E como desgraça pouca é bobagem, eu achei que seria legal fazer um post listando alguns filmes baseados em livros que decepcionaram os fãs. Lembrando que gosto é uma coisa subjetiva, e o que não funciona pra mim, pode funcionar pra você. Se você gosta de alguns dos filmes dessa lista, ótimo!

Bom, vamos começar a lista, então:

1 – Eu Sou o Número Quatro

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De todos os filmes nessa lista, esse é o que eu menos desgosto. Baseado na série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore (pseudônimo coletivo de James Frey e Jobie Hughes), o filme conta a história de John Smith, um alienígena do planeta Lorien, que junto com oito outros jovens, é enviado para o planeta Terra para escapar da invasão e destruição de seu planeta natal, pelas mãos dos Mogadorianos.

O filme foi elogiado pelas cenas de ação e pelos efeitos especiais, mas foi bastante criticado pelo enredo clichê e pelas atuações medianas. Muitos críticos acharam que o plot de romance entre os personagens John e Sarah (interpretados por Alex Pettyfer e Dianna Agron) era desnecessário e parecido demais com o romance da Saga Crepúsculo. Por outro lado, a personagem Número Seis (Teresa Palmer) foi ressaltada como sendo a melhor parte do filme.

Eu acho que um segundo filme poderia ter sido melhor do que o primeiro, já que o segundo livro da série, O Poder dos Seis, é muito melhor do que o primeiro livro. Novos personagens interessantes são introduzidos e a Número Seis aparece bem mais. Na verdade, eu queria mesmo era uma spin-off só dela.

 

2 – Dezesseis Luas

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Baseado no livro de mesmo nome, o primeiro da série Beautiful Creatures, das autoras Margaret Stohl e Kami Garcia, o filme retrata a história de amor de Ethan Wade e Lena Duchannes (Alden Ehrenreich e Alice Englert), um jovem mortal e uma conjuradora (Bruxa, né gente? Vamos direto ao ponto). O romance dos dois é ameaçado, no entanto, pelo fato de que, na noite de seu decimo sexto aniversário, Lena será invocada para luz ou para as trevas.

O filme contou com um elenco de respeito, com atores como Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum e Emma Thompson. As atuações até foram bem recebidas, mas o filme foi criticado por não ser original suficiente, e por não se aprofundar o suficiente nos temas que propôs. O filme também foi vítima de comparações com a Saga Crepúsculo, porque parece que os críticos não conhecem nenhum outro livro que virou filme.

Eu até gostei do filme, principalmente as atuações dos protagonistas. O que me incomodou no filme foram as mudanças que foram feitas na historia. Eu sei que não tem como o filme ser fiel ao livro do começo ao fim, mas eu achei que as mudanças que foram feitas eram desnecessárias, principalmente em relação ao final do filme.

3 – Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras

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Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras é inspirado na série Vampire Academy, de Richelle Mead. O filme, assim como o livro, é a história de Rose Hathaway (Zoey Deutch), uma Dhampir (meio-humana, meio-vampira) que treina para ser guardiã da princesa dos Moroi (vampiros pacíficos) Lissa Dragomir (Lucy Fry), que também é sua melhor amiga.

O filme foi criticado por várias coisas, incluindo as atuações, o roteiro e os efeitos especiais. Um ponto que foi mencionado pelos críticos é que o diretor Mark Waters, conhecido por dirigir filmes de comedia como Meninas Malvadas, se preocupou mais com o humor do filme e deixou o aspecto sobrenatural de lado. E novamente, foi comparado com Crepúsculo, afinal não existe nenhum outro livro sobre vampiros na história da humanidade.

Eu concordo com o que foi dito sobre o humor, mas achei que as cenas mais cômicas foram bem feitas. Eu curti bastante a atuação da Zoey Deutch, mas achei que o resto do elenco não foi memorável o suficiente. Também acho que os roteirista tentaram enfiar coisa demais da história, o que acaba atrapalhando quem não leu nenhum dos livros da série.

4 – Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

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Cassandra Clare realmente não dá sorte com adaptações. O livro conta a história de Clary Fray (Lily Collins) que, no seu aniversário de 16 anos conhece os Caçadores de Sombras Jace, Isabelle e Alec (Jamie Campbell Bower, Kevin Zegers e Jemima West) , descobre que faz é uma Nephilim, uma raça dedicada a caçar as criaturas do submundo.

O filme foi um fracasso de bilheteria e de crítica, sendo criticado pela história cliche, atuações medíocres e por depender demais dos efeitos especias. Em comparação com o livro, foi criticado por não transmitir o humor e o sarcasmo dos diálogos, principalmente nas falas do personagem Jace. O filme foi descrito por muitos como “Harry Potter +Buffy, a Caça Vampiros”.

Eu concordo com todas as críticas que li sobre o filme. O roteiro do filme é confuso, e não passa nada do que me atraiu nos livros. Seguindo o fracasso do filme, o estúdio cancelou os planos para uma continuação, e em vez disso, foi produzida uma série para a TV, que é tão ruim quanto o filme.

1 – Percy Jackson e os Olimpianos

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Não podia ser outro, né? Baseado na série de Rick Riordan, Percy Jackson e os Olimpianos conta a história de Percy Jackson (óbvio), um adolescente que descobre ser filho do deus grego, Poseidon. Para evitar monstros que querem destruí-lo, Percy, interpretado por Logan Lerman, vai para o Acampamento Meio-Sangue, onde conhece outros meio sangues, como a filha de Atena, Annabeth (Alexandria Daddario).

O primeiro filme, Percy Jackson e o Ladrão de Raios, foi um fracasso de crítica, mas fez sucesso na bilheteria, tanto que ganhou uma continuação, Percy Jackson e o Mar de Monstros. Ambos os filmes foram criticados (até mesmo pelo próprio autor dos livros) por alterarem demais a história dos livros e por serem parecidos demais com os filmes da série Harry Potter. Em compensação, a performance de Logan Lerman como Percy foi elogiada.

Eu realmente detesto ambos os filmes. A história dos livros é completamente massacrada, e as alterações são ridículas. É uma pena porque o Logan fez um bom trabalho como Percy e seria interessante ver ele interpretando o papel em um filme com um roteiro melhor. Talvez em uma adaptação da série Percy Jackson e os Heróis do Olimpo.

Bom essa é a nossa lista. E vocês, qual adaptação para o cinema decepcionou vocês? Conta pra gente nos comentários!

16 fev, 2016

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo

Mais um mês que se passa, mais um post sobre adaptações de livros para o cinema que chega, né gente? O começo desse ano ainda tá um pouco devagar no quesito adaptações, e como Convergente ainda não chegou nos cinemas, e eu ainda não li A Quinta Onda, decidi fazer a coluna desse mês sobre um filme que não passou nos cinemas, mas que se encontra naquele lugar maravilhoso, chamado Netflix.

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é baseado no livro de mesmo nome, fruto da parceria entre os autores David Levithan e Rachel Cohn, que já rendeu dois outros livros, um deles (Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música) que também tem uma adaptação pro cinema. Tanto o livro quanto o filme contam a história de Naomi e Ely, um casal de melhores amigos que decidem, afim de evitar futuros dramas, criar uma lista de garotos que seriam considerados zona proibida pros dois. Essa lista inclui desde ex-namorados dos dois, até Gabriel, o porteiro bonitão do prédio onde vivem.

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A situação se torna um pouco mais complicada quando Ely beija Bruce, namorado atual de Naomi. E ela se complica ainda mais porque Naomi sente mais ciúmes de Ely do que do próprio Bruce. Como eu já tinha falado na resenha do livro (que você pode conferir aqui) o foco principal do livo é o relacionamento entre Naomi e Ely, e o detalhe de que Naomi nunca aceitou realmente o fato de Ely ser gay.

O filme consegue passar essa relação deles de uma forma satisfatória, mas como já é de praxe nessas adaptações, deixa um pouco a desejar. Acho que isso se deve em parte a atuação dos dois protagonistas, Victoria JusticePierson Fodé (importante esse acento agudo, hein?). Ambos são pouco experientes, Victoria tendo passado a maior parte de sua carreira como atriz fazendo séries da Nickelodeon, e Pierson, tendo participado basicamente de webseries e de filmes para TV.

A atuação dos dois não chega a ser ruim, mas não tem a profundidade e o drama que o enredo e os personagens pedem. O resto do elenco do filme não foi marcante o suficiente, provavelmente porque o foco da história são os dois protagonistas. Merecedora de destaque é Monique Coleman, conhecida pela série de filmes High School Musical, que interpreta Robin, amiga de Naomi, e faz um trabalho ótimo com as poucas cenas que tem.

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O filme acaba sofrendo do mesmo problema que outras adaptações sofrem. Já que não temos a narração dos personagens, os eventos da história não são tão explorados quanto poderiam, o que prejudica a história como um todo. Os conflites perdem um pouco o impacto e a resolução da história parece fácil demais. É o mesmo problema que a adaptação de The Duff teve.

Mas mesmo com esses problemas, o filme é divertido e te entretêm pelo tempo que estiver assistindo. Não vai ter nenhum impacto na sua vida, mas pra quem está procurando por um drama adolescente pra passar uma tarde, Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é uma ótima pedida.

20 jan, 2016

Shadowhunters

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Algum tempo atrás, eu escrevi um post comentando sobre a adaptação cinematográfica de Cidades dos Ossos, da Cassandra Clare, comparando o elenco do filme com o elenco da nova série de TV, que tinha sido anunciada. No post, eu disse que estava otimista para a série, já que nela, haveria mais tempo para explorar elementos do universo dos livros que o filme não conseguiu.

Bom, a série, intitulada Shadowhunters teve sua estréia oficialmente no dia 12 de janeiro, pelo canal Freeform, antes conhecido como ABC Family. Logo depois, a Netflix, também conhecida como dona da minha vida, anunciou que a série seria distribuída como uma produção original deles, e teria seus episódios disponibilizados semanalmente. Até o fechamento deste post, os dois primeiros episódios já estavam disponíveis na Netflix, pra quem quiser assistir. Mas afinal de contas, a série ficou boa? É melhor que o filme? É uma adaptação digna dos livros?

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Pra ser sincero, não. A série, em vez de se aproveitar do formato episódico para realmente explorar o universo dos caçadores de sombra e prologar o suspense da história, tenta passar o máximo possível de informação para o espectador, o que prejudica o andamento da história. Isso acaba prejudicando a história de duas formas: Quem já leu os livros se frusta, já que a série não se aprofunda nos detalhes; e quem não leu fica confuso, já que tudo fica mau explicado. Ninguém sai ganhando. (Alem das mudanças sem necessidade, tipo, não faz sentido nenhum os Caçadores de Sombras usarem tanta tecnologia, já que eles consideram os mundanos inferiores.)

Isso, sem falar nas atuações. Eu não lembro se já mencionei isso antes, mas eu não suporto séries adolescentes (ex: Pretty Little Liars, Vampire Diaries, etc) e o nível de atuação em Shadowhunters tá bem parecido com o que essas séries oferecem. Os únicos que se salvaram, e bem por pouco, foram Alberto Resende, Matthew Dadario, e Alan van Sprang que interpretam Simon, Alec e Valentin, respectivamente. O resto do elenco varia entre ruim ou esquecível.

Pra não dizer que eu não gostei de nada, vou citar uma coisa que a série fez bem: a mudança na personagem Maureen, interpretada pela atriz Shailene Garnett. Nos livros, Maureen é uma menina de 14 anos que tem uma queda pelo Simon. Na série, ela faz parte do grupo de amigos de Clary e é colega de banda de Simon. Isso pode parecer um pouco aleatório, mas a personagem de Maureen acaba se tornando mais importante ao longo dos livros e a trajetória da personagem se torna bem mais significativa quando ela já é amiga de Clary e Simon.

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Por fim, mais uma adaptação decepcionante para a lista. Acho que o maior problema da série é o fato de que ela parece ser direcionada para um público jovem demais. Shadowhunters podia ser uma ótima série sobrenatural, uma espécie de sucessora de Buffy, A Caça Vampiros, mas acabou caindo na armadilha de seguir os passos das outras séries da ABC Family.

E vocês? Assistir Shadowhunters, ou pretendem assistir? Já leram os livros? Não deixem de dar a opinião de vocês aqui nos comentários!

29 nov, 2015

Uma História Meio Que Engraçada

Uma História Meio que Engraçada

É muito raro pra mim conseguir ler um livro e me identificar muito com um personagem. É um pouco preocupante que em uma das únicas vezes em que isso acontece, é com um personagem que sofre de ansiedade e de depressão.

Uma História Meio que Engraçada é um livro do autor Ned Vizzini, publicado originalmente em 2006, e lançado no Brasil em 2015 pela Editora Leya. O livro conta a história de Craig Gilner, um garoto de 16 anos. Craig, que frequenta um dos colégios mais prestigiados de Nova York, não consegue lidar com a pressão que o trabalho de escola coloca sobre ele e acaba caindo em uma depressão profunda, e eventualmente, tenta se matar.

Percebendo que não vai conseguir sair dessa situação sem ajuda, Craig se interna em um hospital psiquiátrico, achando que sairá de lá em alguns dias. Em vez disso, Craig descobre que deve passar pelo menos uma semana no hospital e só será liberado com a autorização dos médicos. Além disso, ele terá que ficar internado na ala dos adultos, pois a ala dos adolescentes está passando por reformas.

Uma História Meio que Engraçada

A adaptação para o cinema foi produzida em 2010, com o título de Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (eu odeeeeeeeeio esse título). O filme foi dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, e foi lançado aqui no Brasil em Janeiro de 2011. Craig, o protagonista, é interpretado por Keir Gilchrist, mais conhecido pela série United States of Tara. Keir não é um ator ruim, mas eu acho que ele deixou muito a desejar no que se trata de interpretar o Craig. Eu achei que a interpretação dele foi meio que superficial, e em nenhum momento eu senti que ele realmente se aprofundou no que o personagem estava sentindo.

O elenco de apoio conta com Zach Galifianakis (da trilogia Se Beber, Não Case), interpretando Bobby, e Emma Roberts (de American Horror Story e do meu guilty pleasure, Scream Queens), que interpreta Noelle. Emma faz um trabalho legal como Noelle, mas assim como Keir, parece que ela não dá a devida profundidade ao papel. É decepcionante porque a história da personagem no livro é bem marcante, e isso não foi trazido para o filme. Zach, por outro lado, faz um ótimo trabalho como Bobby, um dos pacientes do hospital. O personagem aparece bem mais no filme do que no livro, e ele é uma das melhores partes do filme. Como eu estava acostumado a ver o Zach Galifianakis (eta, nome difícil) em filmes de comédia, foi muito interessante ver ele em um papel mais sério.

Uma História Meio que Engraçada

O maior problema que eu tenho com o filme é o mesmo que eu tive com a adaptação de The Duff. Em vez de aproveitar o enredo do livro, que trata de um assunto sério e um pouco deprimente, o filme prefere simplificar o conflito e apresentar uma resolução fácil no final. Parece que Hollywood não consegue fazer um filme para um público adolescente, focado em um assunto sério, sem uma solução rápida e simples.

Um dos melhores aspectos do livro é o equilíbrio que o autor achou entre os momentos mais divertidos e o fundo mais pesado do enredo. O filme parece ter sido feito mais como uma comédia romântica do que como uma história de um adolescente lidando com um problema muito sério, que afeta muita gente. Eu entendo que isso é porque um filme mais leve vai atrair um público maior, mas eu ainda quero ver filmes para um público jovem que retratem problemas graves sem precisar fechar tudo com um final feliz.

Uma História Meio que Engraçada

Em conclusão, Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (sério, eu realmente detesto esse título) é uma adaptação razoável. Não chega a ser o que eu chamaria de perfeita, mas ela mantem a maior parte da história original intacta e passa a mesma moral do livro: de que a vida está aí pra ser vivida da melhor forma possível, seja lá ela qual for.

Como um filme por si só, é uma excelente história, com boas atuações e uma trilha sonora muito legal. Se você gosta de filmes mais indie, com uma proposta meio comédia meio drama, vai gostar desse filme com certeza. Não deixe tambem de conferir o livro, que já se tornou um dos meus livros favoritos.