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Cinema 30mar • 2016

5 Adaptações Que Fracassaram

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Pra cada Crepúsculo, ou Jogos Vorazes, existem várias adaptações de livros pro cinema que não vingaram. Afinal de contas, nós fãs somos extremamente difíceis de agradar, não é? Queremos todas as cenas, todas as falas, exatamente da mesma forma que está no livro. E se o filme não sair perfeito, a gente sai reclamando em tudo quando é lugar.

Justiça seja feita, é muito complicado adaptar um livro pro cinema, já que são duas mídias completamente diferentes. O cinema sofre uma desvantagem, pois nos livros, nós estamos totalmente imersos na mente dos personagens, o que facilita muito na hora de transmitir os detalhes da história pra quem está lendo. Infelizmente, isso é bem mais difícil nos filmes, já que o cinema é uma mídia quase que inteiramente visual.

Mesmo assim, é decepcionante quando um livro que você gosta muito ganha uma adaptação cinematográfica que deixa a desejar. E como desgraça pouca é bobagem, eu achei que seria legal fazer um post listando alguns filmes baseados em livros que decepcionaram os fãs. Lembrando que gosto é uma coisa subjetiva, e o que não funciona pra mim, pode funcionar pra você. Se você gosta de alguns dos filmes dessa lista, ótimo!

Bom, vamos começar a lista, então:

1 – Eu Sou o Número Quatro

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De todos os filmes nessa lista, esse é o que eu menos desgosto. Baseado na série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore (pseudônimo coletivo de James Frey e Jobie Hughes), o filme conta a história de John Smith, um alienígena do planeta Lorien, que junto com oito outros jovens, é enviado para o planeta Terra para escapar da invasão e destruição de seu planeta natal, pelas mãos dos Mogadorianos.

O filme foi elogiado pelas cenas de ação e pelos efeitos especiais, mas foi bastante criticado pelo enredo clichê e pelas atuações medianas. Muitos críticos acharam que o plot de romance entre os personagens John e Sarah (interpretados por Alex Pettyfer e Dianna Agron) era desnecessário e parecido demais com o romance da Saga Crepúsculo. Por outro lado, a personagem Número Seis (Teresa Palmer) foi ressaltada como sendo a melhor parte do filme.

Eu acho que um segundo filme poderia ter sido melhor do que o primeiro, já que o segundo livro da série, O Poder dos Seis, é muito melhor do que o primeiro livro. Novos personagens interessantes são introduzidos e a Número Seis aparece bem mais. Na verdade, eu queria mesmo era uma spin-off só dela.

 

2 – Dezesseis Luas

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Baseado no livro de mesmo nome, o primeiro da série Beautiful Creatures, das autoras Margaret Stohl e Kami Garcia, o filme retrata a história de amor de Ethan Wade e Lena Duchannes (Alden Ehrenreich e Alice Englert), um jovem mortal e uma conjuradora (Bruxa, né gente? Vamos direto ao ponto). O romance dos dois é ameaçado, no entanto, pelo fato de que, na noite de seu decimo sexto aniversário, Lena será invocada para luz ou para as trevas.

O filme contou com um elenco de respeito, com atores como Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum e Emma Thompson. As atuações até foram bem recebidas, mas o filme foi criticado por não ser original suficiente, e por não se aprofundar o suficiente nos temas que propôs. O filme também foi vítima de comparações com a Saga Crepúsculo, porque parece que os críticos não conhecem nenhum outro livro que virou filme.

Eu até gostei do filme, principalmente as atuações dos protagonistas. O que me incomodou no filme foram as mudanças que foram feitas na historia. Eu sei que não tem como o filme ser fiel ao livro do começo ao fim, mas eu achei que as mudanças que foram feitas eram desnecessárias, principalmente em relação ao final do filme.

3 – Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras

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Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras é inspirado na série Vampire Academy, de Richelle Mead. O filme, assim como o livro, é a história de Rose Hathaway (Zoey Deutch), uma Dhampir (meio-humana, meio-vampira) que treina para ser guardiã da princesa dos Moroi (vampiros pacíficos) Lissa Dragomir (Lucy Fry), que também é sua melhor amiga.

O filme foi criticado por várias coisas, incluindo as atuações, o roteiro e os efeitos especiais. Um ponto que foi mencionado pelos críticos é que o diretor Mark Waters, conhecido por dirigir filmes de comedia como Meninas Malvadas, se preocupou mais com o humor do filme e deixou o aspecto sobrenatural de lado. E novamente, foi comparado com Crepúsculo, afinal não existe nenhum outro livro sobre vampiros na história da humanidade.

Eu concordo com o que foi dito sobre o humor, mas achei que as cenas mais cômicas foram bem feitas. Eu curti bastante a atuação da Zoey Deutch, mas achei que o resto do elenco não foi memorável o suficiente. Também acho que os roteirista tentaram enfiar coisa demais da história, o que acaba atrapalhando quem não leu nenhum dos livros da série.

4 – Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

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Cassandra Clare realmente não dá sorte com adaptações. O livro conta a história de Clary Fray (Lily Collins) que, no seu aniversário de 16 anos conhece os Caçadores de Sombras Jace, Isabelle e Alec (Jamie Campbell Bower, Kevin Zegers e Jemima West) , descobre que faz é uma Nephilim, uma raça dedicada a caçar as criaturas do submundo.

O filme foi um fracasso de bilheteria e de crítica, sendo criticado pela história cliche, atuações medíocres e por depender demais dos efeitos especias. Em comparação com o livro, foi criticado por não transmitir o humor e o sarcasmo dos diálogos, principalmente nas falas do personagem Jace. O filme foi descrito por muitos como “Harry Potter +Buffy, a Caça Vampiros”.

Eu concordo com todas as críticas que li sobre o filme. O roteiro do filme é confuso, e não passa nada do que me atraiu nos livros. Seguindo o fracasso do filme, o estúdio cancelou os planos para uma continuação, e em vez disso, foi produzida uma série para a TV, que é tão ruim quanto o filme.

1 – Percy Jackson e os Olimpianos

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Não podia ser outro, né? Baseado na série de Rick Riordan, Percy Jackson e os Olimpianos conta a história de Percy Jackson (óbvio), um adolescente que descobre ser filho do deus grego, Poseidon. Para evitar monstros que querem destruí-lo, Percy, interpretado por Logan Lerman, vai para o Acampamento Meio-Sangue, onde conhece outros meio sangues, como a filha de Atena, Annabeth (Alexandria Daddario).

O primeiro filme, Percy Jackson e o Ladrão de Raios, foi um fracasso de crítica, mas fez sucesso na bilheteria, tanto que ganhou uma continuação, Percy Jackson e o Mar de Monstros. Ambos os filmes foram criticados (até mesmo pelo próprio autor dos livros) por alterarem demais a história dos livros e por serem parecidos demais com os filmes da série Harry Potter. Em compensação, a performance de Logan Lerman como Percy foi elogiada.

Eu realmente detesto ambos os filmes. A história dos livros é completamente massacrada, e as alterações são ridículas. É uma pena porque o Logan fez um bom trabalho como Percy e seria interessante ver ele interpretando o papel em um filme com um roteiro melhor. Talvez em uma adaptação da série Percy Jackson e os Heróis do Olimpo.

Bom essa é a nossa lista. E vocês, qual adaptação para o cinema decepcionou vocês? Conta pra gente nos comentários!

Cinema 16fev • 2016

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo

Mais um mês que se passa, mais um post sobre adaptações de livros para o cinema que chega, né gente? O começo desse ano ainda tá um pouco devagar no quesito adaptações, e como Convergente ainda não chegou nos cinemas, e eu ainda não li A Quinta Onda, decidi fazer a coluna desse mês sobre um filme que não passou nos cinemas, mas que se encontra naquele lugar maravilhoso, chamado Netflix.

Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é baseado no livro de mesmo nome, fruto da parceria entre os autores David Levithan e Rachel Cohn, que já rendeu dois outros livros, um deles (Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música) que também tem uma adaptação pro cinema. Tanto o livro quanto o filme contam a história de Naomi e Ely, um casal de melhores amigos que decidem, afim de evitar futuros dramas, criar uma lista de garotos que seriam considerados zona proibida pros dois. Essa lista inclui desde ex-namorados dos dois, até Gabriel, o porteiro bonitão do prédio onde vivem.

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A situação se torna um pouco mais complicada quando Ely beija Bruce, namorado atual de Naomi. E ela se complica ainda mais porque Naomi sente mais ciúmes de Ely do que do próprio Bruce. Como eu já tinha falado na resenha do livro (que você pode conferir aqui) o foco principal do livo é o relacionamento entre Naomi e Ely, e o detalhe de que Naomi nunca aceitou realmente o fato de Ely ser gay.

O filme consegue passar essa relação deles de uma forma satisfatória, mas como já é de praxe nessas adaptações, deixa um pouco a desejar. Acho que isso se deve em parte a atuação dos dois protagonistas, Victoria JusticePierson Fodé (importante esse acento agudo, hein?). Ambos são pouco experientes, Victoria tendo passado a maior parte de sua carreira como atriz fazendo séries da Nickelodeon, e Pierson, tendo participado basicamente de webseries e de filmes para TV.

A atuação dos dois não chega a ser ruim, mas não tem a profundidade e o drama que o enredo e os personagens pedem. O resto do elenco do filme não foi marcante o suficiente, provavelmente porque o foco da história são os dois protagonistas. Merecedora de destaque é Monique Coleman, conhecida pela série de filmes High School Musical, que interpreta Robin, amiga de Naomi, e faz um trabalho ótimo com as poucas cenas que tem.

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O filme acaba sofrendo do mesmo problema que outras adaptações sofrem. Já que não temos a narração dos personagens, os eventos da história não são tão explorados quanto poderiam, o que prejudica a história como um todo. Os conflites perdem um pouco o impacto e a resolução da história parece fácil demais. É o mesmo problema que a adaptação de The Duff teve.

Mas mesmo com esses problemas, o filme é divertido e te entretêm pelo tempo que estiver assistindo. Não vai ter nenhum impacto na sua vida, mas pra quem está procurando por um drama adolescente pra passar uma tarde, Naomi e Ely e a Lista do Não Beijo é uma ótima pedida.

Cinema 20jan • 2016

Shadowhunters

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Algum tempo atrás, eu escrevi um post comentando sobre a adaptação cinematográfica de Cidades dos Ossos, da Cassandra Clare, comparando o elenco do filme com o elenco da nova série de TV, que tinha sido anunciada. No post, eu disse que estava otimista para a série, já que nela, haveria mais tempo para explorar elementos do universo dos livros que o filme não conseguiu.

Bom, a série, intitulada Shadowhunters teve sua estréia oficialmente no dia 12 de janeiro, pelo canal Freeform, antes conhecido como ABC Family. Logo depois, a Netflix, também conhecida como dona da minha vida, anunciou que a série seria distribuída como uma produção original deles, e teria seus episódios disponibilizados semanalmente. Até o fechamento deste post, os dois primeiros episódios já estavam disponíveis na Netflix, pra quem quiser assistir. Mas afinal de contas, a série ficou boa? É melhor que o filme? É uma adaptação digna dos livros?

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Pra ser sincero, não. A série, em vez de se aproveitar do formato episódico para realmente explorar o universo dos caçadores de sombra e prologar o suspense da história, tenta passar o máximo possível de informação para o espectador, o que prejudica o andamento da história. Isso acaba prejudicando a história de duas formas: Quem já leu os livros se frusta, já que a série não se aprofunda nos detalhes; e quem não leu fica confuso, já que tudo fica mau explicado. Ninguém sai ganhando. (Alem das mudanças sem necessidade, tipo, não faz sentido nenhum os Caçadores de Sombras usarem tanta tecnologia, já que eles consideram os mundanos inferiores.)

Isso, sem falar nas atuações. Eu não lembro se já mencionei isso antes, mas eu não suporto séries adolescentes (ex: Pretty Little Liars, Vampire Diaries, etc) e o nível de atuação em Shadowhunters tá bem parecido com o que essas séries oferecem. Os únicos que se salvaram, e bem por pouco, foram Alberto Resende, Matthew Dadario, e Alan van Sprang que interpretam Simon, Alec e Valentin, respectivamente. O resto do elenco varia entre ruim ou esquecível.

Pra não dizer que eu não gostei de nada, vou citar uma coisa que a série fez bem: a mudança na personagem Maureen, interpretada pela atriz Shailene Garnett. Nos livros, Maureen é uma menina de 14 anos que tem uma queda pelo Simon. Na série, ela faz parte do grupo de amigos de Clary e é colega de banda de Simon. Isso pode parecer um pouco aleatório, mas a personagem de Maureen acaba se tornando mais importante ao longo dos livros e a trajetória da personagem se torna bem mais significativa quando ela já é amiga de Clary e Simon.

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Por fim, mais uma adaptação decepcionante para a lista. Acho que o maior problema da série é o fato de que ela parece ser direcionada para um público jovem demais. Shadowhunters podia ser uma ótima série sobrenatural, uma espécie de sucessora de Buffy, A Caça Vampiros, mas acabou caindo na armadilha de seguir os passos das outras séries da ABC Family.

E vocês? Assistir Shadowhunters, ou pretendem assistir? Já leram os livros? Não deixem de dar a opinião de vocês aqui nos comentários!

Cinema La Oliphant 29nov • 2015

Uma História Meio Que Engraçada

Uma História Meio que Engraçada

É muito raro pra mim conseguir ler um livro e me identificar muito com um personagem. É um pouco preocupante que em uma das únicas vezes em que isso acontece, é com um personagem que sofre de ansiedade e de depressão.

Uma História Meio que Engraçada é um livro do autor Ned Vizzini, publicado originalmente em 2006, e lançado no Brasil em 2015 pela Editora Leya. O livro conta a história de Craig Gilner, um garoto de 16 anos. Craig, que frequenta um dos colégios mais prestigiados de Nova York, não consegue lidar com a pressão que o trabalho de escola coloca sobre ele e acaba caindo em uma depressão profunda, e eventualmente, tenta se matar.

Percebendo que não vai conseguir sair dessa situação sem ajuda, Craig se interna em um hospital psiquiátrico, achando que sairá de lá em alguns dias. Em vez disso, Craig descobre que deve passar pelo menos uma semana no hospital e só será liberado com a autorização dos médicos. Além disso, ele terá que ficar internado na ala dos adultos, pois a ala dos adolescentes está passando por reformas.

Uma História Meio que Engraçada

A adaptação para o cinema foi produzida em 2010, com o título de Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (eu odeeeeeeeeio esse título). O filme foi dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, e foi lançado aqui no Brasil em Janeiro de 2011. Craig, o protagonista, é interpretado por Keir Gilchrist, mais conhecido pela série United States of Tara. Keir não é um ator ruim, mas eu acho que ele deixou muito a desejar no que se trata de interpretar o Craig. Eu achei que a interpretação dele foi meio que superficial, e em nenhum momento eu senti que ele realmente se aprofundou no que o personagem estava sentindo.

O elenco de apoio conta com Zach Galifianakis (da trilogia Se Beber, Não Case), interpretando Bobby, e Emma Roberts (de American Horror Story e do meu guilty pleasure, Scream Queens), que interpreta Noelle. Emma faz um trabalho legal como Noelle, mas assim como Keir, parece que ela não dá a devida profundidade ao papel. É decepcionante porque a história da personagem no livro é bem marcante, e isso não foi trazido para o filme. Zach, por outro lado, faz um ótimo trabalho como Bobby, um dos pacientes do hospital. O personagem aparece bem mais no filme do que no livro, e ele é uma das melhores partes do filme. Como eu estava acostumado a ver o Zach Galifianakis (eta, nome difícil) em filmes de comédia, foi muito interessante ver ele em um papel mais sério.

Uma História Meio que Engraçada

O maior problema que eu tenho com o filme é o mesmo que eu tive com a adaptação de The Duff. Em vez de aproveitar o enredo do livro, que trata de um assunto sério e um pouco deprimente, o filme prefere simplificar o conflito e apresentar uma resolução fácil no final. Parece que Hollywood não consegue fazer um filme para um público adolescente, focado em um assunto sério, sem uma solução rápida e simples.

Um dos melhores aspectos do livro é o equilíbrio que o autor achou entre os momentos mais divertidos e o fundo mais pesado do enredo. O filme parece ter sido feito mais como uma comédia romântica do que como uma história de um adolescente lidando com um problema muito sério, que afeta muita gente. Eu entendo que isso é porque um filme mais leve vai atrair um público maior, mas eu ainda quero ver filmes para um público jovem que retratem problemas graves sem precisar fechar tudo com um final feliz.

Uma História Meio que Engraçada

Em conclusão, Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (sério, eu realmente detesto esse título) é uma adaptação razoável. Não chega a ser o que eu chamaria de perfeita, mas ela mantem a maior parte da história original intacta e passa a mesma moral do livro: de que a vida está aí pra ser vivida da melhor forma possível, seja lá ela qual for.

Como um filme por si só, é uma excelente história, com boas atuações e uma trilha sonora muito legal. Se você gosta de filmes mais indie, com uma proposta meio comédia meio drama, vai gostar desse filme com certeza. Não deixe tambem de conferir o livro, que já se tornou um dos meus livros favoritos.

Cinema 04set • 2015

O Sétimo Filho

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Um dos gêneros literários mais complicados de se adaptar para o cinema é a fantasia. Graças aos elementos fantásticos, como as criaturas e os cenários que são descritos pela narração, as adaptações literárias precisam ser feitas com bastante cuidado e atenção, pois qualquer erro, por menor que seja, pode acabar estragando o filme inteiro.Fora as franquias mais obvias, como Harry Potter, Senhor dos Anéis e Narnia , diversas séries literárias já foram adaptadas pro cinema com resultados insatisfatórios (Eragon, A Bússola de Ouro, Percy Jackson, Os Seis Signos da Luz, etc).

A principal reclamação que os fãs tem com essas adaptações é que os filmes não se mantem fiéis ao material que estão adaptando. Infelizmente, O Sétimo Filho é mais um exemplo de uma adaptação que simplesmente não se importou em representar o seu material de origem, e preferiu tentar fazer um produto que fosse mais fácil de vender.

Pra quem não conhece O Sétimo Filho é a adaptação de O Aprendiz, primeiro livro da série As Aventuras do Caça Feitiço, escrita por Joseph Delaney. Os livros são protagonizados por Tom Ward, um garoto de 12 anos que por ser o sétimo filho de um sétimo filho, é escolhido para se tornar aprendiz de John Gregory, o Caça Feitiço do condado onde vive. O Caça Feitiço é responsável por proteger as pessoas do condado de criaturas como ogros, bruxas e fantasmas.

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O primeiro problema do filme é o fato de que o personagem de Tom é bem mais velho do que no livro. No filme ele é interpretado por Ben Barnes, que apesar de ser um bom ator, não consegue fazer muito além do que o roteiro oferece. No livro, Tom começa a história como um garoto resignado a passar o resto da vida trabalhando na fazenda de sua família, e que aos poucos se adapta aos desafios que a vida de aprendiz lhe apresenta.

O problema com o fato de Tom ser mais velho no filme é que o público perde a oportunidade de ver ele crescer ao longo da história. E o pior disso tudo é que o único motivo que eu consigo enxergar para a mudança da idade dele é para que o relacionamento dele com Alice (interpretada por Alicia Vikander) pudesse ser mostrado como mais romântico. E isso acabou fazendo as cenas dos dois juntos muito forçadas.

Outro problema do filme é a forma que John Gregory é retratado. No livro, ele é uma figura intimidadora e sombria, que aos poucos, vai se tornando mais humano. No filme, ele é interpretado por Jeff Bridges, que é um ótimo ator, mas ele interpreta o personagem como um bêbado que passa o filme todo falando como se estivesse fazendo o desafio chubby bunny.

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Mas o maior problema do filme é o fato de que ele é cheio de cenas de ação genéricas, em vez das cenas de suspense e terror que o livro tinha. Na tentativa de transformar a história em uma fantasia épica, tipo Senhor dos Anéis, o filme acaba saindo como uma cópia barata. As cenas de ação são legais, mas outros filmes (por exemplo, João e Maria: Caçadores de Bruxas) fizeram melhor.

É realmente decepcionante que uma série de livros tão legal tenha uma adaptação tão fraca. Mais um pra lista de livros bons que se tornam filmes decepcionantes.

Cinema 24jul • 2015

Cidades de Papel

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Após o sucesso esmagador de A Culpa é das Estrelas, os estúdios de Hollywood acordaram e perceberam que: livros de John Green + adaptação pro cinema = montanhas de dinheiro. Na mesma época do lançamento de ACEDE,o autor anunciou que o próximo livro dele a fazer a transição pro cinema seria Cidades de Papel, e milhões de fãs ao redor do mundo comemoraram.

Os direitos de adaptação do livro haviam sido comprados em 2008, e desde então o autor já havia expressado dúvidas se o filme iria ou não ser feito. Ele chegou, inclusive, a dizer que os produtores estavam insatisfeitos com o roteiro, que o próprio John Green tinha escrito. Enfim, 7 anos depois, para o alivio de todos os nerfighters, Cidades de Papel chegou aos cinemas, em Julho de 2015. Mas será que o filme fez jus ao livro?

Na minha opinião, sim. O filme conseguiu passar perfeitamente a mensagem e a história geral do livro. Os livros do John Green dão boas adaptações porque as histórias deles não são tão complicadas, o que permite que o dialogo e as interações entre os personagens brilhem. Cidades de Papel fez isso muito bem.

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Pra quem ainda não conhece, Cidades de Papel conta a história de Quentin, ou Q (Nat Wolf), um adolescente que é, desde criança, apaixonado por sua vizinha, Margo Roth Spiegelman (Cara Delevigne). Depois de anos sem se falarem, Margo aparece na janela de Q no meio da noite, pedindo a ajuda dele para realizar um plano de vingança. Após passarem a noite pregando peças, Q e Margo se despedem e ele vai dormir, acreditando que no dia seguinte, o relacionamento dos dois vai avançar pra algo mais romântico. Em vez disso, no dia seguinte, Margo desaparece.

Tanto Q quanto Margo são muito bem retratados no filme. Nat e Cara são bons atores e o roteiro favorece muito bem a atuação dos dois. Nat já tinha mostrado que era bom ator em ACEDE, e a estreia de Cara como atriz me satisfez muito, e aumentou as minhas expectativas pra Esquadrão Suicida.

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Os outros personagens são ótimos, também. Ben e Radar, amigos de Q, interpretados pelos relativamente desconhecidos Austin Abrams e Justice Smith, são muito divertidos, e as cenas com os três juntos são as partes mais engraçadas do filme. E as meninas Lacey (Halston Sage) e Angela (Jaz Sinclair) são muito legais, e eu fiquei muito feliz de os papeis das duas serem maiores no filme em comparação com o livro.

A história em geral é fiel ao livro, apesar de algumas mudanças. Além da já mencionada ampliação dos papeis das meninas, a mudança mais notável é o fato de que um dos locais principais em que a história se passa no livro não está no filme: o parque aquático Seaworld. Um dos produtores do filme explicou que essa exclusão se dá graças ao documentário Blackfish. Lançado em 2013, o documentário (que é ótimo) expôs as condições desumanas as quais os animais do parque são sujeitados, e temendo um boicote, os produtores do filme acharam melhor não incluirem o parque no filme. Compreensível, né?

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No geral, mais uma ótima adaptação pra um ótimo livro. A adaptação de Quem é Você, Alaska? já foi anunciada, e eu estou muuuuito ansioso, afinal é o meu livro favorito do John Green. Resta aguardar…

Cinema 27jun • 2015

The Duff

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Parece que toda década tem um filme que se torna um clássico para os adolescentes. As Patricinhas de Beverly Hills, Meninas Malvadas, 10 Coisas que Eu Odeio em Você, etc. Filmes que retratam o quanto complicada e dramática essa época da vida pode ser.

Mas parece que nos últimos anos, (de 2010 pra frente, pra ser mais específico) nós ainda não tivemos esse filme (A Mentira e A Escolha Perfeita chegaram perto), que se insere na cultura pop de forma tão marcante, que tem frases memoráveis pra sempre repetidas por anos e anos.

The Duff, baseado no livro de mesmo nome da autora americana Kody Keplinger poderia ter sido esse filme, se não fosse por algumas pequenas falhas.

Tanto o filme quanto o livro contam a história de Bianca (Mae Whitman), uma garota inteligente e sarcástica que cursa o último ano do colegial com suas amigas Jess e Casey (Skyler Samuels e Bianca A. Santos), e com o detestável e mulherengo Wesley (Robbie Amell), capitão do time de futebol e garoto mais popular da escola. Após uma conversa desagradável com Wesley, Bianca se dá conta que é a Duff (Designated Ugly Fat Friend, ou Designada Amiga Gorda e Feia) do seu grupo de amigas.

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As semelhanças no enredo terminam por aqui. No livro, Bianca supera o rótulo de Duff relativamente rápido. Afinal, ela tem coisas mais importantes pra se preocupar como o alcoolismo do pai, o fato da mãe ter largado os dois e fugido para outro estado, e o retorno de seu ex-namorado que tambem é irmão de uma de suas melhores amigas.

No filme, por outro lado, Bianca não aceita o fato de ser rotulada como a amiga gorda e feita (não tem como aceitar mesmo, né gente?) e recruta a ajuda de Wesley, para que ele a ajude a se transformar em uma garota mais bonita e popular.

As diferenças entre o livro e o filme são bem gritantes. Além da já citada atitude de Bianca em relação ao rótulo de Duff, o filme tem um tom completamente diferente, transformando a história, que em certos momentos do livro é bastante dramática, em uma comédia romântica. É uma mudança compreensível, levando em conta o público alvo do filme, mas na minha opinião, os filmes adolescentes de décadas atrás já tratavam de temas mais pesados. Porque hoje em dia tem que ser diferente?

Outra mudança que foi feita para o filme é a inclusão de uma nova personagem, a futura celebridade e rainha da escola Madison Morgan (Bella Thorne). A personagem representa muito bem um dos maiores problemas que eu tive com o filme. A narração reutiliza muitos dos já conhecidos clichês do cinema adolescente. A menina popular, o capitão do time de futebol, a transformação da garota esquisita, o baile onde tudo acontece. São elementos que já vimos várias vezes, em vários outros filmes.

Por outro lado, se os elementos do filme são clichês, o roteiro é bastante novo e divertido, principalmente os diálogos entre Bianca e Wesley. A química entre os dois ficou muito aparente na tela e foi, sem dúvida um dos pontos altos do filme.

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Outra coisa que me incomodou um pouco, e talvez seja só eu, é o jeito que o filme utiliza a internet. A constante menção de aplicativos e redes sociais parece datar o filme, e daqui a alguns anos quem assistir o filme pode não conhecer nenhum dos nomes citados. (Meio como a gente fica quando algum filme feito antes de 2005 fala do MySpace.)

Por fim, The Duff é uma daquelas raras situações em que eu gosto tanto do livro quanto do filme. Se você estiver afim de uma história dramatica e emocionante, eu sugiro que leia o livro. Mas se quiser passar uma tarde divertida e bem humorada, o filme foi feito pra você

Cinema 27maio • 2015

Shadowhunters x Cidade dos Ossos

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Quando anunciaram que finalmente a série Instrumentos Mortais, da autora Cassandra Clare, ia ser adaptada para o cinema, eu fiquei muito feliz. Pensei: “Uma das minhas séries favoritas, cheia de ação e mitologia, só pode dar um filme incrível!” Ledo engano. Infelizmente, o filme foi uma decepção, principalmente por causa do roteiro fraco.

Enfim, mais uma adaptação literária decepcionante. Não foi a primeira e nem seria a última. (Né, Insurgente?) Fim de papo, né? Não, não é. Em Outubro de 2014, foi anunciado que, em vez de continuarem a série no cinema, seria produzida um série de televisão, a ser exibida pelo canal ABC Family, o mesmo de Pretty Little Liars. E nas ultimas semanas, finalmente tivemos notícias em relação ao elenco.

Mas será que o elenco da série será melhor do que o do filme foi? Vamos ver:

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Jocelyn Fray e Luke Garroway foram interpretados, respectivamente, por Lena Headey e Aidan Turner. Ambos fizeram um ótimo trabalho, principalmenet Lena, e eu realmente não esperava menos da atriz que trás Cersei Lanister a vida, né?

Os atores escalados para a série foram Maxim Roy como Jocelyn e Isaiah Mustafa como Luke. Pra ser sincero, eu nunca vi nenhum trabalho dos dois. Maxim é uma atriz canadense, então os filmes e séries que ela já fez são mais conhecidos por lá. Isaiah, por outro lado já fez participações em séries como Chuck e Castle, mas o seu trabalho mais conhecido é o comercial do desodorante Old Spice que bombou na internet anos atrás.

Em se tratando de aparências, os dois me agradaram. Maxim é mais convincente como mãe de uma adolescente do que Lena, e Isaiah tem o porte físico para aguentar as cenas de ação e Luke. Por fim, de boa com os dois.

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O grande vilão da série, Valentine Morgensten, foi interpretado no cinema pelo ator Jonathan Rhys Meyers. Apesar de acha-lo um grande ator (principalmente na série de sucesso, The Tudors), eu não curti a interpretação dele no filme, em parte por causa do roteiro.

Na série, Valentine será interpretado pelo ator Alan van Sprang. Mais uma vez, eu nunca vi nenhum trabalho dele. Mas no que se trata de aparência, me agradou bastante. Ele tem cara de vilão, cara!

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Alec Lightwood foi interpretado no filme pelo ator Kevin Zegers, e será interpretado na série pelo relativamente desconhecido Matthew Daddario (irmão da atriz Alexandria Daddario). Assim como 80% do elenco da série, eu não conhecia nenhum dos dois antes deles se envolverem com os projetos. No que se diz respeito a aparência, eu prefiro Matthew ao Kevin, simplesmente pelo fato de que o Matthew me convence mais no papel de um adolescente.

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Isabelle Lightwood, uma das minhas personagens favoritas nos livros, foi interpretada no cinema pela atriz Jemima West, e será interpretada na série pela atriz e modelo Emeraude Toubia.

Isso já tá ficando chato, mas, mais uma vez, eu não conhecia nenhuma das duas. Os papeis de maior destaque de Jemima foram no cinema francês, e Emeraude é mais conhecida pelos seus papéis na televisão no México. No que se trata de aparência, as duas são muito lindas e isso é uma exigência pra qualquer um interpretando Isabelle.

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Magnus Bane, de longe o meu personagem favorito, foi interpretado no cinema pelo ator Godfrey Gao, e será vivido na série pelo ator e dançarino Harry Shum Jr. Eu conheço Harry pelo seu trabalho na série Glee, mas não conheço o trabalho de Godfrey, pois ele é mais conhecido pelos seus papéis em filmes asiáticos.

Magnus foi minha maior decepção no filme. Godfrey não trouxe nada do humor ácido e do carisma que Magnus tem nos livros. Na maior parte do tempo, parecia que ele estava lendo as falas em um teleprompter. Eu gosto da atuação de Harry em Glee, mas não sei se ele tem o carisma necessário pra viver um personagem como Magnus. No que se trata de aparência, gosto de Harry no papel, mas Godfrey ainda é a imagem perfeita do que eu imaginava Magnus quando li o livro.

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Simon Lewis, mais um dos meus personagens favoritos, foi interpretado no cinema pelo ator britânico Robert Sheehan (até que enfim alguém que eu conheço!), famoso por estrelar na série de ficção cientifica inglesa, Misfits. Na série de TV, Simon será interpretado pelo novato Alberto Rosende.

Robert fez um ótimo trabalho com Simon, acertando em cheio o humor sarcástico do personagem. Como não conheço o trabalho de Alberto, por enquanto, só posso julgar pela aparência, e acho que ele vai fazer um bom trabalho, apesar de acha-lo um pouco forte demais para o personagem.

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Jace Wayland, outra das minhas decepções com o filme, foi interpretado pelo ator britânico Jamie Campbell Bower. Na série, será vivido pelo também britânico Dominic Sherwood. Eu já conhecia os dois (olha que milagre!), Jamie pelo filme Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet e pela Saga Crepúsculo, e Dominic pela adaptação de Academia de Vampiros. No que se trata de aparência, prefiro Dominic, somente pelo fato dele ser mais bonito.

A atuação de Jamie foi um dos maiores problemas que eu tive com o filme. Eu sei que o roteiro não deve ter ajudado, mas ele não mostrou nem um pingo do censo de humor do Jace. Dominic, eu acho, vai fazer um trabalho melhor, afinal ele se saiu muito bem interpretado o papel de Christian no filme de Academia de Vampiros.

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E por fim, chegamos na protagonista da história, Clary Fray. No filme, Clary foi interpretada pela atriz Lily Collins, e na série, será vivida por Katherine McNamara. Na aparência, as duas se encaixam bem no papel, Katherine talvez um pouco mais.

A atuação de Lily foi boa, mas não foi incrível. Eu não conheço muito do currículo de Katherine (o papel de maior destaque dela será na sequencia de Mazer Runner, que estreia este ano), mas estou otimista.

Por fim, vamos ter que esperar mais um pouco pra saber como a série será realmente, mas eu gosto deste elenco. Shadowhunters começou a filmar neste mês, no Canadá e ainda não têm previsão de estréia na TV.

Cinema 18abr • 2015

Insurgente

Insurgente

Depois da onda de romances sobrenaturais (Crepúsculo, Vampire Diaries, True Blood, etc), a próxima grande onda de adaptações literárias foi, sem dúvida, a de distopias. O maior sucesso foi, é claro, a série Jogos Vorazes, e logo depois, outras obras também foram levadas para o cinema.

No mesmo ano, tivemos nada menos que 4 filmes baseados em livros distópicos nos cinemas. Além do terceiro filme da série Jogos Vorazes, A Esperança – Parte 1, contamos também com O Doador de Memórias, Maze Runner: Correr Ou Morrer, e Divergente, esse ultimo que também se mostrou um grande sucesso, rendendo milhões de dólares em bilheteria e levando o estúdio a produzir uma sequencia, que estreou agora em 2015, além do anuncio de que o ultimo livro seria divido em 2 filmes (Que surpresa, né?).

Divergente sempre foi bastante comparado com Jogos Vorazes, e as duas séries compartilham de algum elementos em comum, como a divisão da população em grupos, o tom revolucionário, e o fato de ambas as protagonistas serem garotas adolescentes. As comparações ficaram ainda mais gritantes depois da estréia de Divergente, afinal, o tom e visual do filme eram bastante similares ao que Jogos Vorazes vez, 2 anos antes.

Deixando as comparações de lado, A Série Divergente: Insurgente teve sua estreia em Abril de 2015, e, até o presente momento, já rendeu mais de 100 milhões de dólares de bilheteria. Após assistir o filme, devo admitir estar decepcionado.

Pra explicar melhor meu desgosto com o filme, vamos olhar os pontos positivos e negativos:

Positivo: As cenas de luta

Insurgente

As cenas de luta foram muito legais, melhores do que no primeiro filme. É possível ver claramente como Tris (interpretada por Shailene Woodley) se tornou uma lutadora capaz e habilidosa, deixando pra trás a iniciante fraca do primeiro filme. Quatro (interpretado por Theo James) continua badass como sempre.

Negativo: Os efeitos visuais

Insurgente

Infelizmente, os efeitos visuais do filme não foram dos melhores. Diversas vezes, as cenas ficavam poluídas demais, principalmente nas cenas de simulação,ou de sonhos. Ao que me parece, os efeitos foram produzidos levando em conta o elemento 3d do filme, mas o resultado ficou um tanto quanto video game demais.

Negativo: O roteiro

Insurgente

Uma reclamação frequente entre os fãs de livros que são adaptados é que o filme não se manteve fiel à estória do livro. Os roteiristas de Insurgente aparentemente decidiram ignorar completamente o enredo do livro, e escreveram uma versão toda nova. Decepcionante.

Positivo: Os personagens

Insurgente

Apesar da falta de nexo do roteiro, os personagens não ficaram tão ruins assim. Caleb, Peter e Uriah (interpretados, respectivamente por Ansel Elgort, Miles Teller e Keiynan Lonsdale) foram os meus favoritos. Só achei estranho que outros personagens importantes da série foram totalmente esquecidos pelo fime (Christina quem? Marcus quem? Tori quem?).

Pra concluir, Insurgente é um exemplo perfeito do tipo de adaptação que irrita os fãs. Sem nenhum cuidado com o enredo, escrito de forma preguiçosa e somente com a intenção de fazer dinheiro. Não é a pior adaptação que eu ja vi (*cough*Percy Jackson*cough*), mas está longe de ser uma das melhores.

Cinema 21mar • 2015

Cinquenta Tons de Cinza

Cinquenta Tons de Cinza

Diretora: Sam Taylor-Johnson
Gênero: Erótico, Drama, Romance
Lançamento: 2015
Nota: 2
Sinopse: Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.

Nos últimos anos, poucas séries literárias levantaram tanta controvérsia quanto a trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Além do conteúdo erótico da série, muito se falou sobre a natureza do relacionamento dos personagens principais, Anastacia e Christian, e sobre a origem da historia, originalmente uma fanfic da Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer.
Apesar de todas as críticas, Cinquenta Tons de Cinza conseguiu reunir uma fanbase impressionante, e logicamente, logo foi anunciada uma adaptação cinematográfica. O processo de produção do filme foi tão conturbado quando o do livro. Inúmeras mudanças de elenco, vários protestos de grupos de apoio a mulheres, e supostas brigas entre a autora e a diretora do filme.

Por fim, o filme finamente chegou aos cinemas em Fevereiro de 2015. Após assistir ao filme, levantei as seguintes conclusões:

1 – As cenas de sexo

O filme tratou as cenas com muita classe. As sessões de sexo de Ana e Christian são bem feitas, e, pra minha surpresa, menos violentas do que no livro. Em certos momentos, Ana expressa desconforto com a “atividade” e Christian interrompe o ato, sendo que no livro, ele a ignora.

2 – Os personagens

O romance entre Ana e Christian é ainda mais forçado do que no livro. Os protagonistas (interpretados por Jamie Dornan e Dakota Blue Richards) não tem nenhuma química. Ana passa o filme inteiro murmurando suas falas e mordendo os lábios, fica quase impossível de compreender o que ela fala. Christian é só um pouco melhor, mas seu personagem ainda é bastante vazio.

3 – O Roteiro

Eu não entrei nesse filme com esperança de ser surpreendido pelo roteiro, afinal, não gosto do material original. E
realmente, não me surpreendeu. Fraco, apressado, com diálogos rígidos e impessoais. Eu saí do filme não me lembrando de nada sobre os personagens, fora o fato de que eles passam quase metade do filme transando.

Pra concluir, eu sabia que Cinquenta Tons de Cinza ia me decepcionar. Acho que o fato de que eu detesto os livros deve ter contribuído para o meu desgosto. Aponto de forma positiva a trilha sonora, que é ótima, e o tratamento das cenas de sexo. Como adaptação, se mantem fiel ao filme, não só em relação ao enredo, mas também na falta de qualidade. Sem dúvida, um dos piores filmes que vi atualmente.

Cinema 22fev • 2015

Wishlist de Adaptações #5: Leviatã, por Scott Westerfeld

Finalmente, chegamos ao fim da nossa Wishlist! Pra fechar a lista, trago uma das minhas séries favoritas, de um dos meus autores favoritos.

1 – Leviatã: A Missão Secreta – Scott Westerfeld

Jogador Número 1

Leviatã: A Missão Secreta

Scott Westerfeld

Editora:  Galera

Ano de Publicação: 2012

Número de Páginas:  368

Código ISBN: 9788501097583

Nota:

Comprar: Submarino | Livraria Cultura | Livraria Saraiva

Sinopse: Em lados opostos, os mekanistas – na história, os alemães – lutam com robôs movidos a combustível, como o gigante Stormwalker, enquanto os darwinistas – ingleses – usam imensos animais geneticamente fabricados, especialmente adaptados para a batalha; entre eles, o Leviatã.
Alek Ferdinand, príncipe do império austro-húngaro está sem saída. Perdeu seu título e o apoio do povo, restando apenas um imenso ciclope mecânico e um grupo leal de homens. Por outro lado, Deryn Sharp é uma jovem plebeia que se disfarça de homem para ingressar na Força Aérea Britânica. Os caminhos dela e de Alek se cruzarão de maneira inesperada, levando-os a bordo do Leviatã para uma viagem que mudará suas vidas.

Leviatã é o primeiro livro da série de mesmo nome, que conta as aventuras de Deryn Sharp, uma jovem que se disfarça de homem para servir na Força Aérea, e Alek Ferdinand, príncipe exilado do império austro-húngaro, durante uma versão muito louca da Primeira Guerra Mundial.

Pra acompanhar a história incrível de Scott Westerfeld, o livro ainda trás as ilustrações maravilhosas do artista Keith Thompson.

Como dá pra ver pela ilustração, Leviatã poderia ser um filme deslumbrante. Rico em detalhes, e cheio de engenhocas steam punk bem loucas.

Diretores: Andy e Lana Wachowski

Andy e Lana Wachowski já estão mais que acostumados com filmes de fantasia visualmente ricos. Conhecidos pela trilogia Matrix e pelo mais recente O Destino de Júpiter. Seria interessante vê-los contar uma história com fundamento histórico. O filme também poderia contar com a produção de Steven Spielberg.

Elenco

Deryn Sharp: Dakota Blue Richards. Conhecida pela série británica Skins, Dakota já tem experiencia com papeis andrôgenos.

Alek Ferdinand: Israel Broussard. Conhecido pelo drama The Bling Ring, Israel é um ator em asenção e poderia encarar muito bem o papel de Alek.

Dra. Nora Barlow: Eva Green. Conhecida pelo filme Casino Royale e pela série Salem, Eva Green é perfeita para o papel da cientista.

Leviatã é uma história cheia de adrenalina e de maquinas impressionantes. Seria um filme ideal para iniciar mais uma trilogia de adaptações literárias.

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

Cinema 21jan • 2015

Wishlist de Adaptações #4: O Circo da Noite

O circo chega sem aviso. Nenhum anúncio o precede, nenhum cartaz em postes ou outdoor, nenhuma menção ou propaganda nos jornais locais. Simplesmente está lá, quando ontem não estava.

Continuando a wishlist, temos um livro que eu vivo recomendando pra Deus e o mundo. Na verdade, é sem dúvida, meu livro favorito.

2 – O Circo da Noite – Erin Morgenstern

O Circo da Noite

O Circo da Noite

Erin Morgenstern

Editora: Intrinseca

Ano de Publicação: 2011

Número de Páginas:  368

Código ISBN: 9788580571608

Nota:

Comprar: Submarino | Amazon | Livraria Saraiva

Sinopse: Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.

Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá.

À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.

Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

O primeiro, e até agora único, livro da autora Erin Morgenstern, O Circo da Noite é o tipo de livro que fica com você, tempo depois de você ter acabado de ler.

A história é muio envolvente, os personagens são tão complexos e multi facetados que parece que você está lendo sobre pessoas que realmente existem. Erin Morgenstern escreve como se estivesse pintando um quadro, expressando cada detalhe tão artisticamente que você consegue enxergar até a mais minuscula parte desse misterioso circo. Uma adaptação dessa história seria de tirar o fólego.

Diretor: Tim Burton

Um pouco obvio, mas com uma historia centrada em um circo preto e branco, Tim Burton parece uma escolha ideal para essa adaptação. Eu tambem recomendaria Guillermo Del Toro como produtor, afinal quem já viu O Labirinto do Fauno sabe que ele consegue criar elementos visuais maravilhosos para seus filmes.

Elenco

O livro tem muitos personagens de destaque, mas para evitar a fadiga, vou falar apenas dos dois protagonistas.

Marco: Douglas Booth. Conhecido pelos filmes Lola e Noé. Douglas se encaixa perfeitamente na descrição do personagem e já provou ser um ator de talento.

Celia: Georgie Henley. Conhecida pelas adaptações de As Crônicas de Narnia. Georgie é uma ótima atriz e seria incrível no papel de Celia.

Bailey: Bill Milner. Conhecido por uma rápida participação em X-Men: Primeira Classe, Bill é um jovem ator em assenção. O papel de Bailey poderia sedimentar sua carreira ainda mais.

Eu sou suspeito pra falar, mas esse livro precisa de uma adaptação pro cinema. Só de imaginar ver o circo em uma tela grande, eu já fico com falta de ar. Por favor Hollywood, providencia essa aí!

E vocês, quais livros gostariam de ver como filmes?

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