Posts arquivados em: Tag: DarkSide Books

Lançamentos 25fev • 2018

Rastro de Sangue é o lançamento da Darkside que a gente queria em 2018

Combine a astúcia de Sherlock Holmes com a determinação de Lia, a heroína das Crônicas de Amor & Ódio. Pronto, você já tem uma pista de quem é Audrey Rose, a detetive protagonista de Rastro de Sangue: Jack, o Estripador.

Prepare-se para acompanhá-la pelos becos sombrios de Londres neste romance policial com grande pesquisa histórica. Você nunca mais vai encarar a era vitoriana do mesmo jeito após devorar este lançamento da DarkSide® Books.

Audrey Rose não é a típica donzela inglesa do século xix. Quando ninguém está vendo, a jovem realiza autópsias no laboratório de seu tio, contrariando a vontade de seu pai e todas as expectativas da sociedade. Ela pode não saber fazer um penteado elaborado, mas faz uma incisão em Y num cadáver como ninguém. Leia mais

Lançamentos 13fev • 2018

A continuação da história da Ada finalmente chegou!

A Guerra que Salvou a Minha Vida ganhou um lugar especial no coração dos leitores brasileiros. A história da pequena Ada — que, com seu irmão caçula, deixou para trás sua casa em Londres para escapar dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial — arrancou lágrimas, sorrisos e suspiros na mesma medida.

Com o coração repleto de esperança e afeto, a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta A Guerra que me Ensinou a Viver, a emocionante continuação do livro de Kimberly Brubaker Bradley.
Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço.

Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Leia mais

Resenhas 19nov • 2017

Longa Viagem a um planeta pequeno e hostil, por Becky Chambers

Eu não me interesso por um livro de sci-fi desde que eu comecei a ler a série Sky Chasers da Amy Kathleen Ryan – e olha que muitos outros já passaram pelas minhas mãos. Como toda boa leitora, existe uma certa preocupação quando se trata de livros ambientados no espaço da minha parte. Começa com a ambientação da história, o período em que se passa a história, todo o background que irá envolver os personagens e, não menos importante, a narrativa do livro. Por isso, quando eu escolhi Longa Viagem a Um Planeta Pequeno e Hostil, eu sabia que precisava fazer essa leitura no momento certo. E apesar do enredo de Becky Chambers ter as suas falhas, a sua escrita é inegavelmente maravilhosa.

Longa Viagem a Um Planeta Pequeno e Hostil foi uma leitura completamente diferente do que eu estava esperando, até porque a sinopse do livro não revela muito sobre o que vamos encontrar. Mas não se intimide, tá? Chambers tem uma escrita bastante fluída e dá para perceber o cuidado que ela teve em criar todos os personagens e suas histórias. A construção do universo desse enredo é tão bem feita que você consegue se imaginar dentro da Andarilha sem a menor dificuldade e isso foi o que eu mais amei em todo o universo do livro.

O problema é que o desenvolvimento da história é lento e as apresentações dos personagens longas demais. Eu já estava bem longe da página 100 do livro e ainda estava sendo apresentava aos personagens e nada de muito impressionante havia acontecido na história. Mesmo com a escrita maravilhosa da autora, eu tive muita dificuldade em me manter concentrada no livro porque eu não sentia que a história estava chegando a lugar algum, o se realmente havia uma história ali – calma, existe uma história e é ótima, mas demora muito para acontecer. O maior pecado da autora, neste ponto em questão, foi tentar focar muito na relação dos personagens e deixar de lado a viagem que estava em curso.

“O simples fato de usarmos a expressão sangue-frio para denominar alguém pouco emotivo mostra o nosso preconceito inato de primata em relação aos répteis. Não julguem outras espécies pelas suas próprias normas sociais.”

Lentidão do enredo a parte, os personagens desse livro são maravilhosos. Desde Sissix, uma aandriskana impossível de você não amar até Rosemary, uma humana criada numa colônia em Marte, todos são extremamente apaixonantes a sua forma. Becky Chambers focou todos os seus esforços no livro em construir o relacionamento entre esses personagens e em ir muito além de uma amizade, mas explorar tudo o que pode da parte emocional de cada um deles – e eu me maravilhei cada momento dessa construção, até porque ela consegue escapar de todos os clichês que, eu confesso, achei que fossem acontecer.

 

Nós temos todos os relacionamentos em primeiro plano no livro, talvez por isso a escrita em terceira pessoa tenha se encaixado tão bem. Mas eu quero chamar atenção mesmo para a forma como a autora cria os laços entre espécies e prova por A mais B que o amor não tem uma regra, ele apenas é. E eu amei isso nesse livro. Mais do que focar em um único personagem, Chambers nos deu uma nave inteira de diferentes exemplos de amor e diferentes formas de se construir uma relação com alguém, e a forma sutil que ela faz isso, é maravilhosa.

“Acho que, em geral, as pessoas decidem passar por uma cirurgia antienvelhecimento porque têm baixa autoestima e sentem que não são boas o suficiente com sua aparência atual. Só que tudo que fiz com meu corpo foi por amor. É sério. As tatuagens são uma recordação de vários lugares e lembranças específicas, mas, no fundo, tudo o que fiz foi o meu jeito de dizer que este é o MEU corpo. Que não quero o corpo que todos me diziam que eu deveria ter (…) Nem fodendo. Se vou mudar o meu corpo, as mudanças têm que vir de mim.”

A única coisa que me incomodou bastante no livro foi a falta de aprofundamento dos personagens, e nesse ponto eu vou ter que atribuir a culpa a narrativa em terceira pessoa. Como o narrador do livro é apenas um observador, ele não tem como nos mostrar o que está no íntimo de cada personagem, mas apenas o que ele vê e eu senti falta dessa intimidade no enredo. Sabe quando você conhece tão bem um personagem que pensa: “Nossa, fulano teria adorado isso…”, em Longa Viagem a Um Planeta Pequeno e Hostil infelizmente eu não consegui ter essa sensação e foi algo que eu senti falta durante a leitura.

Longa Viagem a Um Planeta Pequeno e Hostil é um livro que tem um universo muito amplo. Chambers no leva para conhecer várias partes da galáxia e se você, assim como eu, adora poder sair um pouco do planeta terra, esse livro vai ser a sua passagem de ida para um universo que você jamais imaginou que poderia conhecer – e a Andarilha fosse a sua nave, a melhor nave, viu? Chambers tem um jeito muito acolhedor de te envolver no universo que ela cria e isso, por si só, já torna a leitura maravilhosa.

Eu adorei a leitura de Longa Viagem a Um Planeta Pequeno e Hostil, mesmo com todos os altos e baixos do enredo. Foi um livro que me levou para viajar e que me apresentou a personagens maravilhosos que me deixaram com aquela vontade de ficar. E quem acompanha esse blog sabe que é muito difícil hoje em dia eu ter essa sensação tão boa sobre um livro. Becky Chamber ganhou meu coração com seus personagens, com a forma como ela aborda alguns assuntos e principalmente com o seu universo.

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Lançamentos Notícias 01nov • 2017

Lovecraft para todos: um culto à H.P. Lovecraft

Stephen King, Neil Gaiman, Caitlín R. Kiernan, Ridley Scott, Sam Raimi, Alan Moore e muitos outros criadores seguem o mesmo líder. Se você também é um adorador do lado mais sombrio da literatura, ouça o chamado de Cthulhu e junte-se ao culto a H.P. Lovecraft.

Hoje em dia fica difícil imaginar a cultura pop sem a presença de Howard Phillips Lovecraft. Reconhecido como o legítimo sucessor de Edgar Allan Poe, Lovecraft passou a vida desenvolvendo seres e universos fantásticos. Assim como Tolkien, ele criou sua própria mitologia com deuses e entidades ancestrais.

Seu terror cósmico, onde o bem e o mal independem de carma ou moralidade, influenciou muitos dos livros, filmes, bandas e games que a gente tanto ama. De Evil Dead a Re-Animator, de Alien aos zumbis de George Romero, das músicas do Metallica às capas do Iron Maiden, das partidas de Alone in the Dark ao Asilo Arkham de Batman… os exemplos de adaptações e inspirações são incontáveis, a ponto de “lovecraftiano” ser considerado um estilo.

O mestre dos mestres para todas as gerações

A primeira editora brasileira inteiramente dedicada ao terror e à fantasia não poderia comemorar cinco anos de estrada sem o mestre dos mestres em sua casa. H.P. Lovecraft: Medo Clássico Vol. 1 é o livro que todo darksider sempre sonhou. Uma seleção especial de contos e novelas do autor que revolucionou o terror e a ficção científica no século xx, seguindo aquele padrão de qualidade quase psicopata como só a DarkSide® Books sabe fazer.

Uma homenagem àquele que foi tão bem-sucedido na tarefa de pensar o impensável, a edição da DarkSide® é feita de fã para fã: da capa dura à nova tradução com notas comentadas de Ramon Mapa, grande estudioso da obra, dialogando com as ilustrações de Walter Pax, que parecem ter saído do próprio Necronomicon. A obra também conta com uma seleção de cartas e documentos coletados pelo historiador Clemente Penna na Brown University especialmente para esta edição, tudo feito com cuidado e carinho para que os verdadeiros adoradores do filho de Providence tenham em mãos a edição definitiva do mestre.

Miskatonic Edition e Cosmic Edition

“Lovecraft para todos.” Foi dessa frase que surgiu todo o conceito para as novas edições que vão perpetuar o legado do mestre. Leitores de várias gerações vão poder apreciar a magnitude de um autor que é clássico e pop, atual e revolucionário.

Um escritor tão universal como Lovecraft não caberia numa única edição. Por isso, a DarkSide® Books atendeu ao chamado de Cthulhu e preparou duas opções em capa dura: Miskatonic Edition e Cosmic Edition.

O texto das duas edições de H.P. Lovecraft: Medo Clássico Vol. 1 é o mesmo, mas cada uma delas reflete a personalidade de seus peculiares leitores. A Miskatonic Edition é uma obra-prima para sua biblioteca, inspirada na universidade que o escritor criou em seus contos. Já a cosmic edition é uma viagem aos recantos mais alucinados da mente de Lovecraft, mesclando loucura e realidade.

O Fantástico Alfabeto Lovecraft

Para que novas gerações tenham contato com os monstros com cabeça de polvo e asas de dragão, uma surpresa: a DarkSide® preparou um livro especial para as crianças mergulharem no imaginário universal do mestre: O Fantástico Alfabeto Lovecraft.

Lançado através do selo Caveirinha, o primeiro livro da linha infantil da DarkSide®Books é uma cartilha ilustrada que ensina o alfabeto com os personagens mais terríveis e — quem diria? — fofinhos do autor.

Planejado pelo ilustrador Greg Murphy e o escritor Jason Ciaramella, o livro explora toda a mitologia de Lovecraft de A a Z para que os pequenos possam dar seus primeiros passos com o verdadeiro professor do fantástico. Um presente ideal para filhos, irmãozinhos caçulas, sobrinhos, netos ou mesmo para aquela criança levada que existe dentro de todos nós. A editora mais caveirosa do Brasil recebe o mestre de braços — e tentáculos — abertos. Lovecraft é para todos.

Sobre o autor:

H.P. Lovecraft nasceu em 20 de agosto de 1890 na cidade de Providence, Rhode Island, nos Estados Unidos. Produziu inúmeros contos, ensaios e romances de fantasia e terror. Desde pequeno, Lovecraft apresentava uma saúde delicada, com casos agravados por constantes mudanças ao longo da vida e, ainda que não tivesse frequentado a escola com regularidade, foi uma criança intelectualmente precoce. Seus trabalhos, inspirados constantemente por pesadelos, são discutidos até hoje por uma legião de leitores impactados pela sua mitologia repleta de simbolismos

Lançamentos Notícias 19set • 2017

Trilogia dos Espinhos ganha edição de colecionador

Agora, a saga completa está reunida em Trilogia dos Espinhos – Omnibus. Os três romances saem em um único volume em capa dura, capaz de resistir a um apocalipse nuclear. São quase mil páginas cobertas de sangue nessa edição de luxo que mais parece um autêntico grimório da Idade das Trevas.

Trilogia dos Espinhos – Omnibus é uma das muitas surpresas que a DarkSide® Books reservou para 2017, quando completa 5 anos. Uma homenagem aos leitores que estiveram esse tempo todo ao nosso lado, e foram os primeiros a descobrir o talento de autores inéditos por aqui, como Mark Lawrence, Peter V. Brett (Ciclo das Trevas) e Mary E. Pearson (Crônicas de Amor e Ódio).

“Mark Lawrence foi a melhor coisa que aconteceu na fantasia nos últimos anos.” — PETER V. BRETT (CICLO DAS TREVAS)

A Trilogia narra as batalhas por vingança e poder de Jorg Ancrath. Cruel demais para ser chamado de herói, Jorg entra facilmente na lista dos grandes canalhas que aprendemos a amar na literatura fantástica, como Alex DeLarge (Laranja Mecânica) ou Tyrion Lannister (Game of Thrones).

Perfeito para quem já é íntimo de Jorg Ancrath, essa é a chance de ler tudo de uma vez só. Do jovem príncipe ao poderoso imperador. E para aqueles que ainda não conheciam a saga, a Trilogia dos Espinhos – Omnibus é uma ótima porta de entrada para o universo em plena expansão de Mark Lawrence. A Guerra da Rainha Vermelha, sua segunda série, que se situa no mesmo universo da primeira, também teve sua continuação lançada em 2017.

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Sobre o autor: Mark Lawrence é um cientista que trabalha com o desenvolvimento de inteligência artificial, e tem acesso liberado a informações secretas dos governos norte-americano e britânico. Prince of Thorns é seu aclamado livro de estreia. King of Thorns e Emperor of Thorns completam a Trilogia dos Espinhos, reunidas agora nesta edição especial. A Guerra da Rainha Vermelha é a sua nova trilogia.

Todo o conteúdo desta publicação foi retirada do site oficial da editora Darkside.

Lista 04ago • 2017

5 motivos para ler Só os Animais Salvam

Como uma resenha não é bastante pra honrar um livro bom, resolvi listar cinco motivos para você ler Só os Animais Salvam. Respire fundo e prepara-se porque vou fazer de tudo para te levar nessa viagem!

Você vai conhecer outros escritores

Em Só os Animais Salvam temos uma montanha de escritores famosos figurando entre os personagens ou servindo de espelho para a narrativa. Alguns dos meus autores favoritos aparecem nesse livro, veja só a lista: Tolstói, Kafka, Virgínia Woolf, Sylvia Plath, Jack Kerouac. O capítulo mais eficiente em instigar uma leitura, em minha opinião, é o do mexilhão. A Ceridwen simula muito bem a narrativa de On The Road, nesse caso Jack Kerouac não aparece na história, mas serve de inspiração na hora de contar sobre o mexilhão que representa muito bem os ideais Beatniks. O mesmo se repete na fábula do chimpanzé, o ar kafkiano permeia toda a história que é uma das minhas favoritas!

Você pode aprender mais sobre história

Apesar de não se aprofundar muito, alguns momentos importantes da história servem de pano de fundo para a narrativa. Partindo da colonização da Austrália até a guerra do Iraque, não há um momento de paz durante a leitura. Temos as duas grandes guerras mundiais presentes em várias fábulas. Vemos o terror que sofrem não só os combatentes, mas também as pessoas comuns afetadas pela violência e a fome. O mesmo se estende pela guerra da Bósnia, de Moçambique, do Iraque que são alguns dos conflitos presentes no livro. Durante a Guerra Fria, vemos o uso dos animais na batalha espacial travada entre os EUA e a União Soviética. Golfinhos vão lutar no Vietnã, um mundo de horrores criado pelos humanos e visto sobre a ótica dos animais nos leva a questionar a razão de tanta violência. Fiquei curiosa em várias fábulas e fui correndo entrar na internet para pesquisar sobre vários assuntos. O livro me deixou cheia de curiosidade, terminei uma leitura incrível e de quebra aprendi mais sobre a história do mundo.

Cada fábula é livre

Uma das coisas mais divertidas em se ler contos é que cada narrativa é independente. Você pode ler fora da ordem, pular algum que não goste, ler intercalando com outras leituras. Sempre tenho um livro de contos na minha cabeceira para ler antes de dormir. Só os Animais Salvam não é diferente, apesar de nessa vez engolir o livro numa tacada só. Se você não tem muito tempo para ler, essa é uma boa pedida. Você pode ler um conto sempre que estiver à toa, não vai ter que se lembrar de onde parou nem do que aconteceu antes de partir para outra história, você pode ler na fila do banco, no ônibus, no intervalo da escola, toda hora é hora.

Você vai fazer muitas marcações

Se você é fã de post-its como eu sou vai gastar um bloquinho inteiro lendo esse livro. Deparei-me com parágrafos inteiros tão espetaculares que tinha vontade de emoldurar e colocar na parede do quarto. Não vivi só de citações, marquei o nome de alguns escritores que não conhecia, alguns dados que resolvi checar, fiz anotações de história, meu livro ficou colorido de tanto post-it. Se você gosta de fazer anotações e marcações nas suas leituras, vai precisar de um bom material e de tempo livre pra aproveitar o livro. Para mim nada é mais bonito que um livro repleto de conteúdo!

As edições da Darkside são lindas

Quem é fã de livros e não conhece essa editora vai se apaixonar pela edição caprichada que a Darkside preparou. A capa e as folhas de guarda são belíssimas, o livro tem ilustrações antes de cada fábula também lindas. A diagramação e o cuidado na hora de criar esse livro mostram muito bem o esmero que a editora tem. Depois de ler Só os Animais Salvam você pode ir correndo atrás de outros livros da editora, o livro faz parte do selo Darklove dedicado a publicar autoras, mais um motivo para conhecer essa empresa que valoriza as mulheres.

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Regulamento do Sorteio

– A promoção é válida até 14/08/2017, tendo seus ganhadores anunciados na fanpage dos blogs;
– Este sorteio é realizado através da plataforma Rafflecopter;
– Para validar o prêmio o ganhador deverá cumprir com todas as solicitações do Rafflecopter;
– Ao fim da promoção será sorteado apenas 01 ganhador para todos os prêmios cedidos neste sorteio;
– A promoção é válida somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;
– O ganhador terá o prazo de 03 dias para responder ao e-mail que lhe será enviado. Caso não o faça, um novo ganhador será definido;
– O envio do livro será feito pela Editora Darkside no prazo de até 90 dias após o ganhador informar seu endereço;
– O blog e a editora não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador;

Gostou de Só Os Animais Salvam? Você também pode conferir a resenha do livro clicando aqui.

Promoções Resenhas 28jul • 2017

Só os Animais Salvam, por Ceridwen Dovey

Só os Animais Salvam é um lançamento da Darkside, escrito pela Ceridwen Dovey e parte do selo Darklove. O livro é uma coletânea de dez fábulas modernas contadas por animais que conviveram com escritores famosos, viveram os horrores da guerra e sofreram com o egoísmo humano. Tentei ao máximo conter minha euforia com esse livro, não quis criar muita expectativa em cima da obra, mas creio que isso vai ser difícil.

“Mas para quê? Carreguei aquela coisa de beleza todo o caminho em meu dorso, com as cordas cortando até os ossos, para que alguém fizesse tinir as notas no bar da Alice, para bêbados no meio do dia. Era aquilo que partia o coração de Zeriph. Que a música do piano não significasse nada sem o falso profeta da bebida.”

Cada fábula possui seu estilo, seja emulando algum escritor, como é o caso do Mexilhão que evoca Jack Kerouac em seu excelente On The Road, seja pelo momento. Temos animais narrando sua história da África, da Polônia, da França e até do espaço. Cada um tem a sua voz na hora de contar sobre a vida e a sua visão do mundo.

Confira: “Empatia e Imaginação: O que os animais podem nos ensinar”

Não sei para vocês, mas para mim é muito difícil falar de um livro quando eu gosto muito da história, provavelmente a dificuldade vem do fato de eu ficar tão animada que passo o tempo todo pulando e abraçando o livro ao invés de expressar o meu amor de uma maneira mais clara. Quem gosta de literatura, quem ama ler, não tem como não gostar desse livro. A felicidade que temos quando entendemos quem a autora está tentando emular, quando compreendemos as referências ou deparamos com algum escritor favorito figurando de coadjuvante é indescritível. Claro que se você não entender de onde vem a referência pode consultar no final as fontes utilizadas pela a autora.

“Virgínia acompanhava nos jornais a perversão que era o comércio de tartarugas: milhões de nós importadas a cada ano do norte da África, chegando com patas e cascos fraturados por terem sido encaixotadas umas em cima das outras; mil tartarugas gregas descobertas mortas na praia de Barking. Dificilmente alguma sobrevivente da jornada conseguiu resistir ao primeiro inverno inglês.”

Outro ponto muito positivo é como a autora usa os animais para criticar a nossa hipocrisia e mesquinhez humana. Isso fica mais forte nos cenários de guerra. Era comum durante a primeira guerra animais habitarem as trincheiras, eles caçavam os ratos e serviam de companhia aos soldados. Os animais sofriam ainda mais fora dos campos de batalha. Cidades sitiadas pereciam com a falta de alimento e a população chegava ao ponto de caçar ratos, gatos e pombos em busca de comida.

Os ricos eram um caso a parte, graças ao seu poder aquisitivo e influências chegavam ao ponto de comer carnes dos animais ‘exóticos’ do zoológico quando todos os pombos já tinham se extinguido. O preço era caro, mas isso não era um problema. Humanos não hesitaram em abandonar seus animais de estimação na hora de escapar, muito menos se preocuparam com a destruição as florestas e com as famílias dos animais. Há uma fábula em que essa questão se inverte, temos humanos incrivelmente preocupados com a situação dos bichos, o que seria excelente se as pessoas em questão não fossem nazistas e tivessem convertido a energia em exterminar membros da própria espécie.

“Encarcere-se outra vez, negue-se qualquer coisa que deseje, até que o prazer venha da negação mesma, não da consumação do desejo. Apenas assim será verdadeiramente livre, e próxima do humano.”

No meio de tantas fábulas fica difícil encontrar a minha favorita. Talvez as que mais fizeram meus olhinhos brilharem foram as vozes da Gata, do Chimpanzé e da Tartaruga. Eu chorei como se não houvesse amanhã lendo esse livro. Me via profundamente tocada pelo amor inocente e pelo coração dessas criaturas ao ponto de precisar parar a leitura e refletir sobre o que tinha acontecido. Todos nós somos culpados de alguma forma. Fazemos parte deste planeta, contribuímos com a poluição, com o desmatamento e com tantas outras coisas egoístas. A fauna e a flora perecem a cada dia, deixamos que governos e empresas se afastem da sua responsabilidade em troca de lucro.

Recentemente tivemos todo o problema com o Acordo de Paris e a recusa de alguns governos em cumprir as metas estabelecidas, a justificativa é o progresso, mas até que ponto podemos permitir isso? O aquecimento global não afeta só os animais, nós sofremos com as conseqüências e como seres pensantes nos dedicamos a outras tarefas ao invés de proteger nosso planeta. Todo mundo já deve ter visto imagens das calotas polares derretendo e os ursos polares sofrendo com a escassez de alimento. Por que isso não causa empatia nos que estão no poder?

“Amor tem cheiro de morte, era nisso que eu pensava estando enterrada nas ruínas.”

É claro que o livro caminha muito longe da militância, tudo isso são pensamentos que desenvolvi percorrendo as páginas. Você não vai se sentir atacado em nenhum momento, os animais são melhores do que nós até nisso. Talvez suas conclusões ao final da leitura sejam diferentes, quem sabe? A narrativa da Ceridwen é gostosa e ela é muito talentosa, espero que a Darkside traga outros livros da autora porque eu quero ler muito mais. Se você ainda não se sentiu motivado a embarcar nessa leitura eu não sei mais o que fazer, só posso te pedir que leia o livro. Deixo aqui também um protesto para meu labrador, Luke, por não querer posar em nenhuma foto e por tentar comer o livro.

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Lançamentos Notícias 26jul • 2017

Darklove anuncia o seu primeiro livro de SciFi e a gente tá surtando!

Teriam nossos sonhos se tornado realidade? A nova aposta do selo Darklove parece ser algo que todos os leitores precisam conferir. Lançado originalmente através de financiamento coletivo pela plataforma Kickstarter, A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil conquistou a crítica especializada e os ainda mais exigentes fãs do gênero, sendo indicado para prêmios respeitados, como o Arthur C. Clarke Award e o Hugo Award.

O gatilho principal deste enredo é a construção de um túnel espacial que permitirá ao pequeno planeta do título participar de uma aliança galáctica. Mas, muito além de uma história sobre viagem espacial na nave espacial Andarilha, ele traz elementos essenciais em qualquer narrativa sci-fi muito bem representados, com personagens instigantes, complexos e tridimensionais.

Comprar: ‘Amazon | Saraiva | Livraria Cultura

Em algum lugar no nosso céu lotado, uma equipe de construtores de buracos de minhoca viaja de planeta em planeta, a caminho do trabalho de suas vidas. Para grande parte da galáxia a humanidade é uma espécie menor, e uma nave construtora toda remendada é uma mero pontinho no mapa estelar. Esse é o tipo comum de nave, somente tentando ir daqui para lá.

No entanto, todas as viagens deixam suas marcas, e até mesmo as mais simples pessoas têm histórias que valem a pena ser contadas. Uma jovem marciana desejando que a vastidão do espaço a afaste da vida que ela deixou para trás. Uma piloto alienígena levando a vida longe de sua própria espécie. Um capitão pacifista, esperando o retorno de um ente querido da guerra.

Em um cenário de culturas interessantes e mundos distantes, essa história entrelaça as aventuras de nove personagens distintos, cada um em sua própria jornada.

Becky Chambers segue os passos da pioneira Ursula K. Le Guin (A Mão Esquerda da Escuridão e Despossuídos), e inclusive presta homenagem à inventora do ansible, um dispositivo de comunicação interplanetária, em sua obra. A visão feminina e acurada de autoras como Becky e Ursula permite desconstruir velhos clichês e quem sai ganhando são os amantes da literatura sci-fi — de todos os gêneros e espécies.

Acreditem quando eu digo que nós temos todos os motivos para estarmos animados com este lançamento. O livro tem sido muito bem recomendado no Goodreads, tendo uma avaliação de 4.19 e muitos leitores dizendo que foi um dos melhores livros de sci-fi já lidos até agora. Uma história que explora gênero, raça, sexualidade e política, A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil é o primeiro livro da série Wayfarers e chega as livrarias em Agosto/17.

Confira a resenha de outros livros publicados pelo selo Darklove clicando aqui.

Promoções Resenhas 25jul • 2017

Minha Vida Fora dos Trilhos, por Clare Vanderpool

Eu, literalmente, acabei de ler Minha Vida Fora dos Trilhos e, eu preciso escrever essa resenha enquanto a história ainda está bem fresca na minha cabeça. O que dizer? Minha primeira leitura de Clare Vanderpool foi muito mais complicada do que eu estava esperando. Não vou dizer que foi uma experiência ruim, mas com certeza não entrou para o hall de melhores livros que eu já li na minha vida. Com um enredo arrastado e cheio de informações vagas que não conseguem prender a atenção do leitor, Minha Vida Fora dos Trilhos é um livro com uma proposta interessante, mas que não entrega o que promete ao longo das páginas.

Lançado pela Darkside Books, Minha Vida Fora dos Trilhos é o segundo livro da autora publicado em terras brasileiras. O young adult vai contar a história de Abilene, uma garotinha que é enviada pelo pai para passar o verão na cidade de Manifest, com um “conhecido” dele. E o que era apenas para ser um verão normal em um lugar diferente, acaba se transformando em uma grande aventura quando Abilene entra uma caixa contendo diversas cartas e uma referência a um possível espião vivendo entre eles. O que ela não esperava era que a busca pelo tal espião fosse revelar a ela muito mais do que ela estava buscando.

A primeira coisa que se nota no enredo de Minha Vida Fora dos Trilhos é que, apesar de toda a conotação de mistério que é colocada em cima da história, não existe realmente um mistério. E, por isso, a leitura simplesmente não caminha conforme as expectativas do leitor. A escrita da Clare Vanderpool te instiga a procurar por uma aventura, a se envolver com os personagens, a tentar entender os porquês de tudo o que é mostrado ao longo da leitura, porém a autora não entrega nenhuma dessas coisas. O enredo não tem profundidade assim como os seus personagens, nos deixando preso no marasmo que é cada página do livro.

O livro pode ser uma boa leitura para algumas pessoas, não nego. Acredito que aqueles que se aventuraram em Em Algum Lugar Nas Estrelas, certamente vão achar este livro tão bom quanto o primeiro. E talvez seja, caso você goste de uma leitura que não apresenta muitos desafios ao leitor. Agora, se você está começando Minha Vida Fora dos Trilhos com altas expectativas e esperando por um enredo que vai fazer seu coração palpitar, eu sugiro que faça uma pausa, conte até dez e depois recomece a leitura com os pés no chão, sabendo que existe uma grande chance de você se decepcionar.

Minha Vida Fora dos Trilhos não vai muito além da busca de uma garota por um suposto espião e uma vidente contadora de histórias que realmente sabe como prender a atenção de uma criança. Com capítulos arrastados e um enredo que nunca parece chegar a lugar algum, não espere se envolver com os personagens ou conhecer mais da história da própria Abilene. Esse livro não é sobre ela. Não é sobre muito coisa que você vai achar que é e, quando realmente por sobre alguma coisa, ele vai acabar e você vai ser deixado no breu da frustração com a dúvida de ter ou não realmente entendido a história.

A autora pecou bastante na falta de ambientação das duas linhas temporais que são trabalhadas em Minha Vida Fora dos Trilhos. Nós temos a história da Abilene que se passa durante a grande depressão e, nós temos a história contada pela vidente que se passa durante a primeira guerra mundial. Dois períodos históricos muito importantes que eu acredito que foram abordados de forma bastante superficial, tendo muito pouca influência no desenvolvimento da história em si.

Mas eu não vou ser tão crítica com o que eu descobrir ser, o livro de estreia da Clare Vanderpool. Sua escrita é interessante e soa como uma poesia muito bem construída. Mas ela se perde um pouco na quantidade de floreios, nos detalhes desnecessários e esquece que a narrativa precisa caminhar e que o leitor anseia por algo que o faça querer chegar no próximo capítulo, ou até mesmo, na próxima página. O enredo não foi bem organizado, informações necessárias não foram colocadas, os outros ângulos da narrativa não foram explorados e, por fim, ficamos apenas com os fatos que temos e o fim.

Coloquei Minha Vida Fora dos Trilhos de volta na estante com o desejo de ter conhecido mais sobre Manifest, sobre a vida das pessoas daquela cidade e sobre a nossa heroína e o relacionamento com o seu pai, que foi a parte do livro que eu mais ansiei em ler, mas me foi negada pela autora. Acredito que até mesmo os personagens secundários como Shady e Hattie Mae, deixaram sua marca em mim, mesmo que eu não tenha menor ideia de quem eles sejam realmente. Faltou background, falou diálogos mais profundos e histórias contadas em primeira pessoa e não em terceira.

Eu não duvido que Clare Vanderpool seja uma escritora maravilhosa. Eu gosto da forma que ela escolhe suas palavras, são sonoras, se encaixam bem no enredo, mesmo que não levem o leitor para lugar algum. Eu comecei a leitura de Minha Vida Fora dos Trilhos esperando viver uma grande aventura ao lado da personagem principal do livro, mas não sei dizer se ela mesma viveu essa aventura. Faltaram muitas coisas nesse livro que eu espero encontrar na minha próxima leitura da autora, quando eu me recuperar dessa ressaca literária de um livro que não chegou nem perto de ser o que eu esperava.

Gostou da resenha? Então participe do nosso sorteio em parceria com a Yara Guez!

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REGRA DO SORTEIO

  1. A promoção é válida de 24/07/2017 a 14/08/2017, tendo seus ganhadores anunciados na fanpage dos blogs;
  2. Este sorteio é realizado através da plataforma Rafflecopter;
  3. Em “Visit on Facebook” é necessário curtir a página;
  4. Para validar o prêmio o ganhador deverá cumprir com todas as solicitações do Rafflecopter;
  5. Ao fim da promoção será sorteado apenas 01 ganhador para todos os prêmios cedidos neste sorteio;
  6. A promoção é válida somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;
  7. O ganhador terá o prazo de 03 dias para responder ao e-mail que lhe será enviado. Caso não o faça, um novo ganhador será definido;
  8. O envio do livro será feito pelos blogs organizadores no prazo de até 90 dias após o ganhador informar seu endereço;
  9. O blogs não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador;
Literaría 24jul • 2017

Empatia e Imaginação: O que os animais podem nos ensinar

Só os Animais Salvam, de Ceridwen Dovey, é uma desconcertante e lindamente trabalhada coleção de histórias contadas pelas almas de animais mortos. Um gato é morto por um atirador no Fronte Ocidental; um mexilhão azul se afoga em Pearl Harbor; uma corajosa tartaruga é lançada ao espaço na era Soviética; e um papagaio que se automutila é abandonado em Beirute no meio dos ataques aéreos de Israel em 2006. No entanto, Dovey ilumina e acrescenta camadas a esses contos com humor, imaginação e uma construção literária engenhosa. A maioria dos animais são conectados a escritores – Colette, Jack Kerouac e Gustave Flaubert, entre outros – que deram destaque para animais em suas próprias ficções, e conseguem emular suas vozes literárias. (o mexilhão Kerouaciano dizendo adeus para um amigo:

“Nós não entendemos, mas deixamos ele ir, doendo, como as chamas de uma manhã vermelha quente brincando com as varas de pescar e dançamos na marola azul sob o ancoradouro”). Assim, o que Dovey diz ter começado como “um experimento” em recontar incidentes históricos de sofrimento em massa através de seres vulneráveis sem vozes “para chocar leitores para empatia radical” se tornou “essa mistura estranha de contos, biografia literária e ensaio – com muitos detalhes realistas – e também uma espécie de tributo amoroso para esses autores que me fascinam”.

Publicado ano passado na Austrália (Dovey vive em Sydney), Só os Animais Salvam evocou uma sinopse prestativa de J. M. Coetzee, além de diversos prêmios; teve seu lançamento previsto no Reino Unido em agosto e Farrar, Straus and Giroux vão lançar a edição americana no dia 15 de setembro.

Alguns dos temas do livro – conflito, abuso de poder e as origens amorfas da crueldade, inspiração e empatia – também vêm à tona no livro de estreia bem diferente de Dovey, Blood Kin (2007). Ambientado em um país sem nome durante um golpe militar, o livro curto e ousado explora as complexidades da conspiração, com um pano de fundo de perigo e erotismo, através dos relatos em primeira pessoa do barbeiro do ex-presidente, o cozinheiro e o retratista, todos aprisionados em uma propriedade rural remota.

Sem dúvida, Dovey se inspira em sua infância na África do Sul na época do apartheid. Havia, ela diz, “um senso de ser cúmplice [do sistema] em algum nível porque o seu privilégio é concedido através da dor que outras pessoas estão vivendo. Mas você era muito jovem para ser totalmente responsável.” Os pais dela, Teresa Dovey, uma pioneira estudiosa dos trabalhos de Coetzee, e Kenneth Dovey, um psicólogo educador, eram politicamente ativos. Razões pessoais e políticas levaram a família a transitar entre a África do Sul e a Austrália cinco vezes entre os anos de 1982 e 1987. Em 1995, o apartheid tinha acabado, e os Doveys tiraram um ano sabático em Sydney. Quando o tempo acabou, no entanto, Dovey e sua irmã – Lindiwe Dovey, agora uma estudiosa do cinema e da cultura africana, professora, e cineasta em Londres – estavam tão felizes com a escola que escolheram ficar, sozinhas. “Foi uma decisão muito corajosa para os meus pais tomarem,” ela diz. “Eles vinham visitar quando podiam. Nós não fomos abandonadas de jeito nenhum.”

Em Harvard, ela se focou em estudos visuais e ambientais e antropologia, e, para o seu projeto final, fez o documentário Aftertaste, sobre as mudanças nas relações trabalhistas e culturais nas “vinícolas” sul-africanas. Depois da formatura ela se mudou para a Cidade do Cabo, onde escreveu Blood Kin, que foi publicado inicialmente pela Penguin South Africa. Ela retornou aos Estados Unidos para fazer pós-graduação em antropologia social na New York University, ganhou um mestrado, mas partiu sem um doutorado, então se casou com o atual marido, Blake Munting, e voltou para Sydney, onde seu filho, Gethin, nasceu em 2012. (Eles estão esperando mais um filho até o final do ano)

Escrever sempre foi um de seus “canais criativos”. Ela já finalizou oito livros (seis que, na mente dela, não merecem ser publicados), mas, apesar das críticas positivas para Blood Kin, continuou seu trabalho como pesquisadora ambiental e em projetos de filmes etnográficos até que Só os Animais Salvam, que ela se refere prontamente como “um livro estranho”, foi publicado. “Eu não esperava aquilo. Eu estava escrevendo personagens que eram animais mortos,” ela explica, “e não fazia ideia se eu tinha ficado completamente louca.” Um aumento de confiança, juntamente com uma preferência crescente pela solidão e a autonomia que a arte literária proporciona, a levou a se comprometer a escrever em tempo integral no ano passado, incluindo não-ficção freelance para o blog do The New Yorker.

A maternidade também teve o seu papel: “Me tornou mais grata pelo tempo que eu tenho para escrever,” ela acrescenta – e por fim mais criativa, especialmente enquanto terminava Só os Animais Salvam, em 2013. A natureza da gravidez, amamentar e cuidar de um recém-nascido, intensificou sua afinidade com “toda a família dos mamíferos.”

O título original do livro vem dos trabalhos de Boria Sax: “O que significa ser humano? Talvez só os animais saibam.” Assim como Coetzee, Sax, um autor e acadêmico conhecido por seus textos sobre a relação entre humanos e animais, influenciou Dovey, que também admite sentir-se “perplexa ao ponto de inação nos termos das responsabilidades éticas que temos em relação aos animais e as obrigações que devemos a eles como a espécie dominante na Terra. Nós tratamos os animais das maneiras mais terríveis atualmente.”

Ainda assim, Só os Animais Salvam é apolítico. O livro gera empatia, vergonha e tristeza, mas também admiração para com essas criaturas espirituosas. Eles enfrentam o que a vida e a morte trazem com uma presença de espírito invejável, como seres viscerais. “Que escolha ela tinha”, pergunta o papagaio em Beirute, “senão pendurar minha gaiola na tenda acima e sair tão silenciosamente quanto pudesse, antes que eu percebesse que estava sozinha?”.

“Eu tenho muita noção de que nós somos todos criaturas que sofrem juntos, e que a existência é difícil para todos nós”, Dovey reflete. “Tem alguma coisa também sobre o elo que nós temos com os animais, o cuidado e a conexão que não apreciamos, ou que não vemos a mágica tanto quanto deveríamos”. As lições dos animais, ela destaca, agraciaram a literatura infantil ao redor do mundo. “Eles são como oráculos, lá nas nossas primeiras tentativas de construir empatia e imaginação”. E isso dá trabalho, ela diz: essas capacidades “não vêm automaticamente, no sentido de que a crueldade é uma falha da imaginação. Algo acontece na leitura através dessas lições dos animais que é bastante ligado ao que significa ser um bom ser humano”.

Este texto foi originalmente publicado no site da Harvard Magazine. O La Oliphant é responsável apenas pela tradução do conteúdo.

Resenhas 14jul • 2017

The Beauty of Darness, por Mary E. Pearson

Atenção: Esta resenha pode conter spoilers, certo? Leia por sua própria conta.

Não vou mentir para vocês: eu tinha muitas expectativas para o final da série As Crônicas de Amor e Ódio, principalmente porque eu fui uma das muitas leitoras que amaram o primeiro livro e passaram por cima de algumas muitas falhas do segundo livro. Mas o terceiro, The Beauty of Darkness, se tornou uma pedra no meu sapato, principalmente quando eu percebi, enquanto lia, que era como se eu estivesse vendo aqueles personagens pela primeira vez e não gostando nem um pouco deles.

Vejam, eu gostei muito de The Kiss of Deception. Defendi o livro com todas as minhas forças quando alguém falava que não era tão bom, mas Mary E. Pearson destruiu todos os meus sonhos e esperanças quando escreveu esse último livro e transformou a Lia na personagem mais insuportável e egoísta que eu já li em uma história. Como ela fez isso? Não sei. Talvez seja a minha decepção com a história e com a forma que o enredo caminhou falando, mas se alguma vez eu ver alguém me dizendo que esse livro não tem nada de empoderador, parte de mim será obrigada a concordar.

O terceiro livro da série começa após a fuga de Lia, Rafe e companhia da Venda. Depois de ela ter “matado” o Komizar e todos estarem correndo por suas vidas. Neste ponto, você como um leitor da série, precisa entender que a nossa heroína deixou o Kaden para trás, o personagem que – mesmo quando estava contra ela – ainda a tentava ajudar. O jovem que se abriu para ela e o mesmo que ela brincou e iludiu simplesmente para conseguir uma chance de escapar com vida da Venda. Eu precisei frisar nisso porque eu demorei para ter consciência do quão baixo e repugnante não as atitudes da Lia durante o enredo e só quando eu me dei conta de que em nenhum momento ela teve sentimentos por Kaden, é que eu percebi a personagem da forma como ela realmente é: egoísta.

Eu comecei The Kiss of Deception acreditando que Lia era uma personagem maravilhosa que estava tentando conquistar o seu futuro, mas quando comecei a leitura do terceiro livro, percebi que ela não passava de uma princesa mimada que queria o mundo todo girando em torno dela. Isso fica muito claro quando a personagem finalmente chega no reino do Rafe e percebe que a atenção do seu amado já não pode mais ser dedicada apenas a ela. Eu reconheço que a autora tentou criar um ambiente onde as pessoas não se importavam com a opinião da Lia por ela ser mulher, mas se olhar o livro com um pouco mais de atenção você percebe que a Lia também não se importa com nenhuma opinião que a dela própria.

O enredo de The Beauty of Darkness é bastante cansativo neste ponto da história. Como no segundo livro não houve espaço para muitas explicações sobre o dom e sobre a situação política dos outros países daquele universo, era de se esperar que a Mary E. Pearson deixasse para explicar tudo no último livro. Com isso, a leitura ficou maçante, arrastada. Em alguns pontos eu sentia que a história não estava indo muito além das frustrações da personagem principal pôr as coisas não estarem saindo da forma que ela desejava.

A parte fantástica do livro é bastante confusa. Eu preciso dizer que mesmo depois do final do livro, eu ainda não consigo entender muito bem como o dom funciona. Acho que a autora pecou bastante focando demais no romance e nos dramas pessoais da personagem principal e deixando a fantasia do livro completamente de lado. Querendo ou não ter todas as explicações apenas no último livro acabou deixando a história em si pesada demais, desinteressante demais para quem já havia esperado até aqui para saber o sim dessa trilogia.

O triangulo amoroso que, não chegou realmente a ser um triangulo amoroso, caminhou para um final que eu acabei gostando mais do que eu pensei que fosse, mas não pela forma que muitos vão gostar – ou talvez não. Ainda assim, o desfecho da nossa heroína me incomodou bastante, simplesmente porque depois de repensar a minha opinião mega positiva sobre ela, naquele ponto do livro, eu já não a achava merecedora de nada que estava acontecendo com ela.

Eu me senti bastante incomodada com esse livro, devo dizer. Eu entendo muito que a Mary E. Pearson queria entregar um desfecho eletrizante da forma que todos esperavam que fosse, já que a série caminhou de forma bastante positiva até aqui. Mas o excesso de “feminismo” distorcido da autora acabou fazendo com que a sua heroína se tornasse, pelo menos para mim, alguém que eu já não estava mais disposta a gostar. Sendo bem sincera, as atitudes da Lia em relação ao Rafe me deixaram irritada do começo ao fim do livro. Ela nunca pensava no rapaz que a amava ou nas pessoas que tinham arriscado tudo para salvá-la, e isso me deixava muito irritada.

Queria eu que a autora tivesse realmente desenvolvido a personagem. Que a Lia tivesse mudado suas atitudes, que tivesse entendido que tudo o que ela fez desde o começo do livro foi muito mais uma atitude egoísta do que uma busca por liberdade. Mas não foi isso que eu vi no livro. Não foi esse crescimento que me foi entregue e, sendo assim, As Crônicas de Amor e Ódio tiveram um final que me deixou bastante frustrada e irritada com a leitura.

Eu não sei se me sinto triste ou enganada com esse livro, honestamente. Eu tinha nele todas as expectativas de uma leitura maravilhosa, mas ao invés disso eu me deparei com uma leitura cansativa, personagens que conseguiram me decepcionar de todas as formas possíveis e um desfecho que apesar de satisfatório, não deixou uma marca na minha vida como leitura. Espero muito que de agora em diante, a Mary não tente mais explorar o feminismo da forma que ela fez em As Crônicas de Amor e Ódio. Eu espero que ela traga em seus próximos livros personagens que sejam mais verdadeiros e honestos do que os que eu encontrei lendo The Beauty of Darkness.

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Resenhas 29maio • 2017

The Heart of Betrayal, por Mary E. Pearson

Segundo livro da série Crônicas de Amor e Ódio, finalmente. Eu demorei mais do que eu gostaria para ler esse livro, primeiro porque eu tenho um certo medo de continuações e, segundo, eu não sabia se estava preparada para que veria a seguir nessa história. E, mais uma vez, Mary E. Pearson me surpreendeu de uma forma tão devastadora, que eu realmente não sei se eu vou conseguir me recuperar da ressaca literária que The Heart of Betrayal me causou.

The Heart of Betrayal começa exatamente onde o primeiro livro da série nos deixo. Lia e Rafe estão sendo levados pelos soldados da Venda para encontrar o Komisar. Kaden e os outros acreditam que Rafe seja realmente um emissário enviado pelo príncipe Jaxon, e Lia começa a se preocupar com o seu destino dentro daquele lugar desconhecido. As coisas não poderiam estar mais complicadas para ela, principalmente quando o Komisar começar a demonstrar um certo interesse por ela. Sem muitas chances de escapar e ainda tendo que encontrar forças para confiar em Rafe, a quem ela agora reconhece como príncipe Jaxon, o noivo que abandonou no altar, Lia precisa desvendar os mistérios de seu dom e encontrar uma forma de salvar a todos que ama.

Sendo bem sincera com vocês, o enredo de The Heart of Betrayal é bem mais complexo e cheio de reviravoltas. Uma simples sinopse não chega nem perto de descrever o que acontece dentro desse enredo – o que para mim foi realmente maravilhoso. Neste segundo livro da série, Lia é obrigada a enfrentar uma nova realidade: a de prisioneira. Eu gostei muito de como a personagem foi obrigada a crescer e se adaptar à nova situação para sobreviver. Diferente de Rafe e Kaden, ela não teve nenhum tipo de treinamento, não podendo contar com a força bruta, mas eu gostei muito de que, mesmo com todas as dificuldades ela tenha aprendido a calcular os seus movimentos ao longo do enredo.

Mary E. Pearson realmente me surpreendeu com a continuação de The Kiss of Deception. Até então eu não sabia como a autora pretendia continuar com a história, mas eu gostei muito que ela tenha desenvolvido o enredo de forma que tenhamos a chance de conhecer um pouco mais de cada um dos personagens principais apresentados no primeiro livro. Sua escrita continua leve, embora o fato do segundo livro se passar todo dentro do reino da Venda, tenha me incomodado um pouco. Não sei, acho que quando um livro assim, cheio de ações e conspirações e passa em apenas um lugar, a sensação que eu tenho é que o enredo está parado, mesmo que muitas coisas estejam acontecendo ao mesmo tempo.

Meu maior medo nesse segundo livro era me deparar novamente com um triângulo amoroso, principalmente porque se tem uma coisa do qual a literatura já está saturada é de romances entre três pessoas que só será realmente resolvido no último livro – lembram de A Seleção? Acredito que o fato da Lia ter crescido muito do primeiro livro para esse, nos deu a oportunidade de conhecer um lado da personagem que não tinha sido mostrado ainda. Ela sabe mentir muito bem. E embora no primeiro livro eu tenha ficado dívida sobre por quem ela deveria se apaixonar, eu gostei de ver que ela, Lia, sabe exatamente a quem seu coração pertence, mas ao mesmo tempo está disposta a jogar todas as suas cartas na mesa para sobreviver.

Kaden foi um personagem que me surpreendeu muito, embora não tenha sido de uma forma tão positiva. Mesmo sendo um ótimo assassino, até mesmo ele consegue se deixar levar pelo coração – e isso me decepcionou demais em relação a ele.  A forma como ele se entrega para Lia e deixa que ela minta descaradamente para ele apenas pela mísera esperança de que o que ela está dizendo seja verdade, não sei, foi bastante decepcionante. Eu tinha esperanças de que ele se tornasse um personagem mais forme, talvez mais endurecido pelas experiências que teve, mas neste segundo livro ele se mostrou o clássico menino apaixonado, infelizmente.

Eu queria muito que The Heart of Betrayal tivesse me mostrado um pouco mais do Rafe. Por mais que ele estivesse na história, eu senti que ele estava um pouco oculto nesse segundo livro. Ainda assim, as cenas dele com a Lia compensavam bastante a sua ausência no resto do enredo. Gostei muito de como a química entre os personagens melhorou de um livro para o outro e de como a autora escolheu fugir de alguns clichês normalmente utilizados em plots românticos. Eu gosto muito de como os dois foram um bom casal, mesmo quando estão quase se matando. A sinceridade que existe entre eles os torna mais real e muito mais fácil de ver que o sentimento que existe entre eles é de verdade.

Gostei muito de conhecer a Venda como reino. Achei um cenário interessante para história, principalmente por eles terem uma cultura completamente diferente dos outros reinos do universo. Outro ponto muito positivo foi ter a oportunidade de conhecer os outros irmãos da Lia, que ainda não tinham sido apresentados no primeiro livro. Além disso a autora também explicou um pouco mais do que aconteceu com Pauline, depois do sequestro da Lia, que foi uma das minhas cenas favoritas do livro – embora também seja uma das mais tristes.

Eu realmente gostei de fazer a leitura de The Heart of Betrayal. Mary E. Pearson tem um talento muito grande para desenvolver uma história com um enredo de tirar o folego, fazendo o leitor se questionar o tempo todo o que será que pode acontecer no capítulo seguinte. Cada personagem tem uma carga emocional única e a autora não mede esforços para usar e abusar disso ao longo da história. Eu realmente estou muito curiosa para saber o que vai acontecer no último livro da série, principalmente porque The Heart of Betrayal termina de uma forma muito inesperada.

Se você ainda não leu The Kiss of Deception ou ainda não conhece essa série, eu recomendo demais a leitura de Mary E. Pearson. Tenho certeza que a escrita eletrizante e envolvente da autor vai te conquistar desde o primeiro capítulo.

Confira também a resenha do primeiro livro da série, The Kiss of Deception.

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