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Notícias 11set • 2017

Geektopia vai lançar Locke & Key do Joe Hill!

Esse momento é meu! A Geektopia, selo de quadrinhos da Editora Novo Século (a mesma que trouxe The Wicked + The Divine pra cá) anunciou na página deles no Facebook que vai estar publicando o primeiro volume the Locke & Key, graphic novel do autor Joe Hill, com as artes feitas pelo ilustrador Gabriel Rodriguez. Locke & Key segue a família Locke, que se muda para Keyhouse, a casa onde o patriarca da família cresceu, depois que ele é assassinado. Na casa, os filhos Tyler, Kinsey e Bode descobrem que a casa esconde segredos bastante sombrios.

Locke & Key ganhou diversos prêmios, inclusive o British Fantasy Award para Melhor Quadrinho/Graphic Novel em 2009, e quase foi adaptada para o canal Fox em 2011, mas infelizmente o projeto não foi pra frente. Uma nova adaptação está sendo produzida para a plataforma de streaming Hulu. Já estamos doidos para conferir a edição brasileira dessa excelente história!

Filho do aclamado Stephen King, Joe Hill vem seguindo os passos de seu pai e escrevendo incríveis histórias de terror….

Posted by Geektopia on Wednesday, September 6, 2017

Resenhas 06dez • 2015

Uma vida para sempre, por Simone Taietti

Uma vida para sempre é uma publicação de 2014, sob o selo Novos Talentos, da editora Novo Século e, por fim, publicado pela Simone Taietti. Um livro que traz romance, drama, boa escrita e personagens bem construídos, além da história de Ethel, uma jovem que vive com CIPA: sigla inglesa para Insensibilidade congênita à dor e Anidrose. Vive também com os super cuidados da mãe, que a coloca quase numa bolha, e seus amigos são os pacientes do hospital em que se trata.

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Apesar de não sentir dores físicas, Ethel é humana: suas condições a tornaram forte, porém não inabalável. Além disso, Ethel é ciente de que a morte vem para todos, que não há mistério sobre, e se considera boa em lidar e ajudar pessoas a lidarem com o tema. É tão boa nisso, que sabe que sua morte não tarda: é o esperado para alguém com suas condições, oras. Toda essa habilidade em lidar com morte parece começar a se modificar quando Max, um de seus amigos e paciente do hospital, morre, e suas certezas continuam se modificando enquanto/quando ela conhece Vitor. Mudanças acontecem em sua vida, mudanças significativas e, a menina acaba nos ensinando o quão fortes podemos ser, o quão frágil é a vida, e como é difícil ler esse livro sem ficar com o coração apertado, desculpa.

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A personagem principal do livro tem dezessete anos, super inteligente, mas que não estudou sempre em escola por conta de suas condições e acabou se isolando de todos – menos dos pacientes, quase todos, que ela conhece no hospital. É uma personagem forte e sábia, filha de uma professora e orfã de pai. Perdeu contato com Catarina, que costumava ser sua melhor amiga. Enquanto Ethel só quer ter um restinho de vida “normal”, sua mãe parece não conseguir deixar a proteção de lado, mantendo-a em casa e apenas querendo que a filha tenha amizades comuns a alguém de sua idade. A entrada de Vitor na história acaba dando um grande up no enredo, já que é uma pessoa completamente nova na vida de Ethel, e em uma situação que ela não esperava.

 

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Com uma escrita excelente, Simone Taietti nos lembra o quão importante é viver, o quão finita é a vida e como as coisas podem ser vistas de pontos de vista diferentes. Eu não sei nem descrever. O livro é narrado em primeira pessoa, em forma de diário de Ethel. Inicialmente, a leitura não me prendeu muito, confesso, mas isso mudou completamente quase quando cheguei à metade do enredo. Talvez porque eu tenha começado a compreender Ethel melhor, e eu realmente me apeguei à personagem. A capa desse livro me parece tão sutil, nem parecia que o texto por dentro me faria sentir um turbilhão de coisas, viu?!

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É um pouco difícil não lembrar de um outro livro do gênero sick-lit, o famoso A Culpa é das Estrelas, porque temos itens em comum. Apesar disso, não é nenhuma cópia: Uma vida para sempre tem um enredo original, consegue passar uma boa mensagem e me deixou atordoada (de um jeito bom, eu juro), pensativa. Reconheço, não é a primeira vez, que foi uma uma resenha difícil de fazer porque o livro mexeu comigo e eu tive dificuldades em focar em alguns aspectos que poderiam ser ditos aqui: eu poderia ter falado mais sobre os personagens do que ter explicado como o livro me fez pensar em coisas, por exemplo. É um livro que pretendo fazer uma daquelas releituras, sabe? Enfim, recomendo para aqueles que gostam de romance, de um drama, de reflexões e, claro, de um nacional bem escrito.

 

Resenhas 04fev • 2015

Labirinto de Espelhos, por Bárbara Negrão

Labirinto de Espelhos é um romance sobrenatural, escrito pela autora Bárbara Negrão e publicado pelo selo Talentos da Literatura Brasileira. O livro irá contar a história da jovem Eva Lins que, ao se envolver com o misterioso Willian, vê sua vida se transformar bem diante dos seus olhos.

Após a mudança de seu melhor amigo para outra cidade, Eva estava passando por um momento difícil. Sabendo que seu amigo não iria mais voltar, e tendo tido uma discussão com ele antes da partida, a jovem sentia sozinha e tanto perdida. Buscando estar mais perto do amigo, ela vai até uma mina abandonada para tentar encontrar o anel que ele havia lhe dado de presente, mas ao colocar a sua vida em risco, Eva acaba sendo salva por um homem misterioso.

“E sabia muito bem o motivo, tanto para as noites mal dormidas, quanto para a noite de hoje. Esse motivo se chamava Willian e eu estava insuportavelmente e desesperadamente apaixonada por ele.”

É quando Willian entra em sua vida. Aluno novo em sua escola, o jovem chama a atenção por sua beleza, deixando todas as garotas platônicamente apaixonadas por ele. Mas os olhos de Will estão completamente voltados para Eva, fazendo com que ele não poupe esforços para conquistar o coração da garota, sem que ela descubra o que ele realmente é.

Nos primeiros capítulos do livro a autora nos convida a conhecer ambos dos seus personagens principais em capítulos alternados entre Eva e Willian. A narrativa é envolvente, simples, permitindo que você se apaixone junto com os personagens conforme a história vai se desenvolvendo. Diferente de outros livros da mesma temática, os personagens secundários tem seu espaço na história, permitindo que o leitor também se envolva com Dante (meu lindo, favorito) e Edgar, irmão de Willian.

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Eva é uma personagem feminina que acabou me conquistando, conforme a leitura do livro foi evoluindo. É uma personagem que cresceu muito desde o momento em que conheceu o Will, e se mostrou forte em momentos em que eu não esperava que ela fosse. Já Willian, foi amorà primeira vista. Um dos personagens mais incríveis e apaixonantes de todo o livro, apesar de eu ainda ter a minha “queda” por Dante.

O romance entre os personagens foi o que mais me agradou dentro de tudo o que a autora propos na história. Eu podia ver o casal se apaixonando, e evoluindo em conjunto, sempre buscando superar suas diferenças e encontrar um meio termo para que o envolvimento entre os dois pudesse dar certo. Eu gostei muito de poder sentir essa conexão entre os dois, e não ter um românce jogado na minha cara, como normalmente acontece em livros desse tema.

“- Acho que você não sabe o quanto é bela, meu anjo – sussurrou em meu ouvido, ao passar seus braços por minha cintura me aprisionando colada ao seu peito.
Fiz que não com a cabeça mordendo o lábio sentindo meu rosto esquentar pelo elogio.
– Então terei que lembrá-la todos os dias a partir de hoje.”

Labirinto de Espelhos é um livro que me deu um pouco de cada elemento que faz com que eu me apaixone por uma história. Eu tive o mistério logo no começo da leitura, com os sonhos de Will, tive o romance e suas cenas de tirar o folêgo, ri com os personagens e imergi completamente no universo criado pela Bárbara Negrão.

Confesso que foi uma leitura que me surpreendeu muito, principalmente por ter me deixado com aquele gostinho de quero mais quando cheguei na última página. É claro que, o começo do livro foi um pouco cansativo e eu também senti falta de mais pontos de vista do Willian em alguns momentos da história, mas isso não me impediu de me apaixonar completamente pelo enredo e por todo o mistério, drama e romance que ele trás.

Por fim, recomendo muito a leitura de Labirinto de Espelhos, pois todo mundo precisa se apaixonar pelo Will e também conhecer esse universo maravilhoso criado pela Bárbara Negrão. É a leitura perfeita para quem está com vontade de uma leitura nova e surpreendente.

Resenhas 27set • 2014

FanGirl, por Rainbow Rowell


FanGirl é um romance escrito pela autora Rainbow Rowell e foi publicado no Brasil pela Editora Novo Século. O livro irá narrar a história de Cath, uma jovem de poucas habilidades sociais, que se vê enfrentando uma não desejada mudança para a faculdade, junto com a sua irmã gemêa Wren.Cath e Wren são gemêas, porém, completamente diferentes uma da outra. Enquanto Wren é uma garota extrovertida e que faz amigos com facilidade, Cath é completamente o oposto. Introvertida e apaixonada pela série literária do Simon Snow, Cath passa seu tempo livro escrevendo suas fanfics e se dedicando ao pai.

A mudança de casa para o dormitório da faculdade foi um grande passo para Cath, principalmente com o fato de Wren não querer mais dividir o quarto com ela, e deixá-la sozinha para viver suas próprias experiências – o que Cath, definitivamente, não queria. Então ela conhece Reagan, sua colega de quarto e Levi, de quem – a principio – Cath demonstra um certo receio. Os três acabam se tornando amigos, e Cath começa a perceber um mundo que vai muito além das fanfics do Simon Snow que escreve.

“Cath não contou que às vezes sentia como se a irmã ainda estivesse tomando mais de sua parte na vida, como se drenasse vitalidade de Cath – ou como se tivesse nascido com um suprimento maior.”

FanGirl foi o primeiro livro que li dessa autora, e confesso que ele me encantou logo na primeira página. O livro é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista da Cath, e logo nós somos apresentados ao universo em que a personagem está inserida: Simon Snow. A primeira coisa que se percebe na leitura são as diferenças entre Cath e Wren, e apesar de ser um clichê um enredo com gemêas idênticas que tem personalidades completamente diferentes, a existência de Wren acaba não afetando tant0o a personalidade de Cath, pelo contrário, ela apenas está ali para realçar as características da personagem principal.

Então somos apresentados aos outros personagens do livro, Levi e Reagan, que se tornaram meus favoritos no primeiro capítulo. Eles existem para mostrar a Cath que a vida vai muito além de ficar dentro do quarto se escondendo do mundo, e é a partir do momento em que eles começam a ter mais contato com a personagem principal, que as mudanças começam a acontecer.

“Cath liberou um dos braços e abraçou a irmã.
– Não acredito que acabou mesmo – sussurrou.
Wren a abraçou com forca e balançou a cabeça. Estava chorando mesmo.
– Não seja tão melodramática, Cath – Wren riu, rouca. – Nunca acaba… é o Simon.”

Acompanhamos Cath evoluir da garota que vivia para escrever fanfics do Simon Snow, para alguém que estava começando a colocar no papel a própria vida. Rainbow Rowell conseguiu dar um tom extremamente divertido e envolvente ao enredo que, desde o começo, tem um estilo mais simplificado, seguindo a mesma linha que os escritores de fanfic (quem escreve sabe) usam.

O romance é outro ponto do livro que simplesmente me deixou encantada. Rainbow Rowell escolheu um caminho diferente para o desenvolvimento do romance, de forma que os personagens fossem se apaixonando cientes dos defeitos e qualidades um do outro, superando as dificuldades e se conhecendo melhor. Não foi um envolvimento simplesmente jogado na cara do leitor, e confesso que, em alguns pontos do livro, eu realmente me questionei se eles ficariam juntos ou se o par romântico de Cath seria outra pessoa ( Sim, não vou dar spoiler).

“-Tenho pena de você e, por isso, vou ser sua amiga.
-Não quero ser sua amiga – Cath disse o mais severamente possível. – Gosto de não ser sua amiga.
-Eu também – disse Reagan. – Pena que você estragou tudo, sendo tão patética.”

Rainbow Rowell se revelou uma autora completamente diferente do que eu esperava. Acredito que depois de fenômenos como John Green e seu clássico “A Culpa é das Estrelas”, eu esperava um livro que me fizesse chorar ou pelo menos me deixar com aquela sensação pesada no peito. E não foi isso que aconteceu. FanGirl me arrancou boas risadas durante a leitura, e apesar de me emocionar, a ressaca literária que eu senti foi – de uma forma bem estranha – boa.

Por fim, FanGirl é um daqueles livros que todo mundo deveria ler, simplesmente porque cada um vai conseguir tirar uma conclusão diferente do enredo. Além de ser uma leitura leve e divertida, o livro tem uma abordagem diferente, sutil e – definitivamente – encantadora. É a leitura perfeita pra quem está a procura da boa e velha ressaca literária.
Resenhas 17ago • 2014

Eleanor & Park, por Rainbow Rowell

 
Eleanor & Park é um romance, escrito pela autora Rainbow Rowell e lançado no Brasil pela Editora Novo Século. O livro irá contar a história de dois adolescentes, Eleanor e Park, que mesmo sendo diferentes acabam de apaixonando um pelo outro e encontrando nas diferenças a inocência do primeiro amor.
Eleanor não passa despercebida quando entra no ônibus escolar para ir para sua nova escola. Com suas roupas um tanto masculinas e seus cabelos vermelhos, ela demonstra ignorar os comentários e apelidos maldosos dos colegas. Park é um asiático bonito que, com o tempo, aprendeu como se manter longe da zona de atenção dos amigos, sentando sempre no mesmo lugar no ônibus escolar e lendo seus HQ’s.
Quando Eleanor e Park se conhecem, um não tem interesse em fazer amizade com o outro. Porém, Eleanor começa a se interessar pelas leituras de Park, enquanto o garoto começa a trazer gibis para que ela leia em casa depois da escola. De uma amizade sem muita conversa, nasce um sentimento inocente e bonito entre os dois adolescentes, onde a aparência de Eleanor não importa para Park, e os receios que Eleanor nutre sobre o garoto não a impedem.

“Se ela tinha saudade? Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em torno dela feito um torniquete. Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo.”

Eleanor é uma personagem complexa e simples ao mesmo tempo. Logo que somos apresentados a seu universo, percebemos os problemas em relação à família e todas as suas tentativas de ficar fora do radar do padrasto violento. Ruiva, com um corpo não muito magro,  é uma personagem que tem sua própria maneira de pensar, mas tem todas suas experiências comuns de adolescente privadas pelo medo da vida que tem.
Park é um personagem encantador. O garoto que senta sozinho no banco do ônibus e pouco interage com os amigos e ainda assim consegue despertar o interesse de uma ou outra garota da escola. Sua família é unida, presente, e apesar do seu pai exigir dele muita disciplina, posso dizer que ele é o retrato de um adolescente considerado normal, esperando que o ensino médio acabe e lutando para tirar a carteira de motorista.

“— Vou dar um jeito nisso.
— Não. Deixe pra lá. Não vale a pena.
— Você vale a pena – ele disse, ferozmente, olhando-a. — Você vale a pena.” 

Rainbow Rowell nos dá personagens que vivem em universos completamente diferentes e nos mostra um amor inocente, onde a preocupação e o carinho vem antes da paixão e o desejo. O livro é narrado em primeira pessoa e altera os pontos de vista da história entre os personagens principais. Conseguimos acompanhar o envolvimento de Eleanor e Park de ambos os pontos de vista, o que deixa o leitor ainda mais envolvido com o enredo do livro.
Apesar de achar que o envolvimento dos personagens acontece de maneira muito lenta, eu gostei da maneira como a autora conduziu a história até o final. Consegui me envolver com os personagens principais e entender o universo de ambos. Confesso que gostei muito mais dos pontos de vista da Eleanor, principalmente pela complexidade que existia na sua narrativa e o turbilhão de sentimentos que ela me passava a cada capítulo. Rainbow Rowell narra um romance poético, tendo a inocência como ponto de partida para tudo o que vem depois, de forma que o leitor se encontre envolvido com a história sem nem ao menos perceber.

“Ela não ficaria mais com ele no ônibus. Não entortaria os olhos para ele na aula de inglês. Não arranjaria briga com ele só por estar entediada. Não choraria no quarto dele pelas coisas que ele não podia consertar para ela. O céu estava todo colorido como a pele dela.”

Um dos principais pontos do livro e o único que eu não gostei foi a maneira como final da história foi conduzido. Entendi perfeitamente o que a autora queria passar com aquele desfecho, porém, acredito que ela poderia ter nos dado muito mais sobre os personagens – principais e secundários – do que foi passado nas ultimas páginas do livro.
Ainda assim, Eleanor & Park é um livro que me conquistou e colocou Rainbow Rowell na lista de autores favoritos.  É a leitura perfeita para aqueles que gostam de um bom romance, mas estão procurando uma narrativa diferente com uma dose de ressaca literária.
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