Posts arquivados em: Tag: Editora Record

Resenhas 20nov • 2018

Tudo Aquilo Que Nos Separa, por Rosie Walsh

Tudo Aquilo que Nos Separa, que foi publicado recentemente pela Record, é escrito pela Rosie Walsh. O livro, que demonstra ser recheado de romance, drama e mistério, é o primeiro escrito por ela sob seu próprio nome – a autora possui outros quatro livros, publicados sob o pseudônimo de Lucy Robinson. Sendo o primeiro livro a carregar seu nome, ainda que não sendo sua estreia oficial nas prateleiras, há de se atribuir um peso e responsabilidade especial à publicação. Munida de curiosidade em saber o que seria o “tudo” a separar o casal da trama, e qual seria o mistério da vez, mergulhei de cabeça na leitura.

Antes de tudo, falemos das aparências do livro, que possui uma capa consonante com o título atribuído em português. Essa capa possui um pouco mais informação visual do que as outras versões, e o título daqui, assim como nas outras versões, sofreu alterações fortíssimas de acordo com a interpretação da história – normal. Temos Ghosted (US), The Man Who Didn’t Call (UK) e nossa versão que, segundo a autora, é sua versão de título favorita. Leia mais

Cinema 10nov • 2018

Asiáticos Podres de Ricos: O livro ou o Filme?

Qualquer pessoa que leu a minha resenha de Asiáticos Podres de Ricos sabe que neste caso específico eu preciso dizer que o filme foi consideravelmente melhor que o livro. E assim, eu entendo que, durante a construção do enredo, Kwan precisou explicar a arvore genealógica de absolutamente todo mundo no livro, mas o fato do filme conseguir escapar de toda essa enrolação e focar no que realmente importa – o relacionamento de Rachel e Nick – já torna o filme melhor que o livro sem precisar fazer esforço.

Diferente do livro que conta várias histórias paralelas, a versão dos cinemas resolveu manter todo o foco no casal principal, mesmo que em alguns momentos a trama mudasse um pouco o foco para Astrid – assim como no livro. Eu gostei muito que o roteiro investiu mais em mostrar como era a verdadeira relação do Nick com a sua família e como a Rachel se sentia completamente deslocada naquele universo. Além disso, o filme deixou muito mais claro que a relação entre os dois era realmente muito forte e que existe uma conexão ali que o livro deixou escapar muitas vezes. Leia mais

Resenhas 21out • 2018

Menina Boa, Menina Má, por Ali Land

Menina Boa, Menina Má é um lançamento desse ano, escrito por Ali Lang. A publicação, que conta com uma belíssima capa, um pouco cintilante e positivamente chamativa, carrega o selo da editora Record. É um atrativo para os olhos, bem de acordo com o conteúdo interno do livro, especialmente para quem gosta de um suspense, um thriller bem dirigido. Curiosamente, o título original do livro tem algo que o aproxima mais da narração, bem direta. A tradução do mesmo parece distanciar da protagonosta, como se alguém deEfora, uma terceira pessoa, tivssse nomeado a história.

Percebi recentemente que meus últimos livros lidos são do gênero, então o clima foi facilmente montado e a leitura fluiu muito. Inclusive. Fluidez é palavra boa para o livro, uma vez que, apesar de o ritmo do texto ser bem estável e – não lento – tranquilo, a trama é carregada de tensão, altos e baixos, bem posicionados. Foi algo que realmente me agradou: o ritmo da narrativa de Ali Lang combina muito com o suspense proposto. Leia mais

Resenhas 14out • 2018

Whitney, Meu Amor, por Judith McNaught

Levante a mão se você leu Whitney, Meu Amor e sobreviveu à este livro. Eu, certamente, não sobrevivi. Confesso que quando eu decidi que finalmente faria essa leitura, eu estava apavorada com a suposta cena de estupro e com o fato do livro ser 200 páginas maior do que os romances de época que eu estou acostumada a ler. Ainda assim, Judith McNaught me conquistou com os seus personagens, com as suas reviravoltas e com os seus 42 capítulos apaixonantes.

Não vou mentir, eu achei o livro longo demais. Não sei se foi porque eu estou acostumada com romances menores, ou se realmente o livro poderia ter uns 20 capítulos a menos, mas o fato de McNaught ter uma escrita tão envolvente fez com que eu, mesmo já exaurida com os plots twists da trama, persistisse até o final, simplesmente porque eu não iria conseguir viver a minha vida sem ao menos saber que o meu casal favorito viveu feliz para sempre. Leia mais

Resenhas 11out • 2018

No Ritmo do Amor, por Brittainy C. Cherry

Nada novo sob o sol quando se trata do mais novo livro da Brittainy C. Cherry. Honestamente? Eu me pergunto porque eu continuo insistindo numa autora que só o primeiro livro funcionou para mim. Sempre que eu pego um livro dela eu fico me perguntando onde está a autora maravilhosa que escreveu Sr. Daniels e ganhou o meu coração. Com um enredo clichê até a última página e personagens mal desenvolvidos ao longo enredo, No Ritmo do Amor é mais um livro que não se destaca na minha estante.

Vamos ser honestos: tá todo mundo saturado desses enredos de garota popular que se apaixona pelo cara esquisito, não é mesmo? E tudo bem, eu até consigo engolir isso mais uma vez se a autora me entregar alguma coisa original, mas não é isso o que acontece no enredo de No Ritmo do Amor. O livro segue o mesmo padrão de todas as fanfics que eu lia em 2009, com os mesmos diálogos repetitivos e aquele drama mexicano e reviravoltas aleatórias para fazer o enredo andar. Leia mais

Resenhas 17set • 2018

Tarde Demais, por Colleen Hoover

Esta vai ser uma das resenhas mais complicadas de se fazer, então podem se preparar porque eu tenho muita coisa para falar e as chances disso aqui ser enorme são muitas, ok? Colleen Hoover é conhecida pelos seus livros que retratam relacionamentos abusivos, inclusive, são poucos os livros dela que não falam sobre esse assunto. Eu sempre fui uma grande leitora de Hoover e sempre consegui entender o que ela queria passar com seus enredos, porém, com Tarde Demais, eu acho que a autora não só perdeu a mão, como entregou um enredo perigoso aos seus leitores.

Tarde Demais é narrado por três protagonistas diferentes: Sloan, Asa e Carter. Para mim, esse foi o primeiro erro de Hoover. Com exceção do Asa, nenhum dos outros protagonistas é realmente desenvolvido no enredo, além de não serem narradores muito confiáveis. Nós começamos o livro com o ponto de vista de Sloan que, aparentemente, está num relacionamento abusivo. Eu digo “aparentemente” porque ao longo do enredo a autora deixa muitas pontas soltas e diálogos abertos que fazem com que o leitor questione a veracidade do que é dito pela protagonista e isso me incomodou muito. Leia mais

Resenhas 20ago • 2018

A Duquesa, por Danielle Steel

Meu primeiro encontro com Danielle Steel foi há alguns anos, tanto que eu nem me recordava disso quando peguei A Duquesa para leitura. Com romance de época, no entanto, eu já venho mantendo uma relação saudável e constante há um tempo, então minha empolgação foi nas alturas quando olhei a capa avermelhada e bonita do livro, ainda que comum para o gênero gênero. Eu não lembrava realmente de ter lido nada de Steel antes, então posso dizer que mergulhei no enredo de A Duquesa sem reservas, e não me arrependi disso.

Considerando a promessa da contracapa, que nos traz uma jovem rica e bem protegida, mas que fica sozinha no mundo e que precisa apelar para a sensualidade em troca de sobrevivência, visualizei logo um romance com um cavalheiro de título, um nobre, um escândalo e tudo o que podemos adicionar à mistura de um romance de época, principalmente por serem itens comuns ao gênero – e que eu adoro, diga-se de passagem. Mas fui tendo minhas suposições canceladas ao longo da trama, pois Danielle apresenta uma protagonista – Angélique – forte, inteligente, sóbria e determinada. Leia mais

Resenhas 08ago • 2018

Um Reino de Sonhos, por Judith McNaught

Eu declaro que nesse blog agora é assim: Deus no céu e Judith McNaught na terra. Minha primeira experiência de leitura com a autora foi algo mais do que surpreendente. O que começou com um romance de época que tinha tudo para eu não gostar, terminou com um enredo cheio de diálogos engraçados e um casal maravilhoso como protagonista. O livro teve os seus problemas? Claro que sim, mas no final eu só conseguia pensar em como a escrita dessa mulher é gostosa. Amor à primeira vista? Pode apostar.

Eu estava sentindo falta de um romance de época com uma escrita mais descontraída e, confesso que nunca imaginei que eu ia encontrar isso em um livro da Judith McNaught, mas aconteceu. Eu gostei muito da forma como a autora construiu o enredo, nos dando a oportunidade de conhecer melhor os protagonistas do livro, antes mesmo de introduzir o romance na história. Além disso, o enredo de McNaught tem um ritmo muito gostoso de leitura, combinado com muitas cenas de fuga que te deixam torcendo pela personagem principal desde o começo. Leia mais

Resenhas 05ago • 2018

Uma Estranha em Casa, por Shari Lapena

No ano passado, eu fiz a resenha de O Casal que Mora ao Lado, e contei pra vocês o quanto eu curti a escrita da Shari Lapena. Bom, um ano depois, eu vim contar pra vocês o que achei da leitura de Uma Estranha em Casa. Como eu já tinha gostado muito do primeiro livro dela, esse novo livro me deixou cheio de expectativas. E mais uma vez, a autora conseguiu entregar uma história de mistério cheia de suspense e surpresa, mas que não chegou ao mesmo nível que a primeira leitura dela chegou, pelo menos na minha opinião.

Karen Krupp acorda no hospital, sem memória de como chegou lá. Logo, ela é informada de que sofreu um acidente de carro numa área perigosa da cidade, bem longe de onde mora com seu marido Tom. Aos poucos os detalhes do que podem ter levado Karen ao local do acidente começam a se revelar e estes detalhes podem causar a destruição de seu casamento com Tom. Além disso, o mistério se transforma em uma investigação de assassinato quando um corpo é descoberto bem perto de onde Karen sofreu seu acidente. Leia mais

Resenhas 26jul • 2018

Muito além do inverno, por Isabel Allende

Muito Além do Inverno é o romance mais recente de Isabel Allende e foi publicado no Brasil em 2017 pela editora Bertrand. A história se passa no Brooklyn e conta as aventuras de um casal para se livrar do cadáver de Kathryn Brown.

Lucía é uma imigrante chilena e professora convidada na Universidade de Nova York, Richard é um americano e chefe de Lucía na mesma universidade. Lucía e Richard vivem fugindo do fato de se sentirem atraídos, mas por conta do passado, e do fato de passarem dos 60 anos, resolvem evitar o envolvimento. Lucía sofreu muito com a ditadura do Chile e enfrentou mais separações do que almejava na vida. Richard é viúvo de uma brasileira e, depois da triste morte da esposa e filhos, resolve se fechar em uma espécie de penitência.

Tudo continuaria da mesma forma se não fosse por um estranho episódio: Richard bate no carro de uma jovem durante a maior nevasca dos últimos anos, ela foge sem nem ao menos desejar um reparo e Richard consegue, com muito custo, lhe entregar o cartão. No meio da noite Evelyn bate na porta de Richard desesperada por ajuda. Ela na verdade é uma imigrante ilegal, pegou escondido o carro do patrão para comprar fraldas e acabou descobrindo o cadáver no porta-malas. Evelyn está aflita, tudo leva ela a crer que vai parar na prisão, Lucía se compadece da menina e convence o professor mal humorado a ajudar na missão de se livrar do corpo. Leia mais

Resenhas 27jun • 2018

A Casa dos Espíritos, por Isabel Allende

Antes de começar a resenha queria declarar que talvez esta seja a melhor leitura do segundo semestre de 2018, mesmo que ele tenha acabado de começar. A Casa dos Espíritos é o primeiro romance de Isabel Allende e já teve mais de 40 edições só no Brasil. Recentemente suas obras estão sendo relançadas com um novo projeto gráfico digno de nota. Eu sempre tive vontade de ler este romance, contudo, escutei ao longo dos anos várias resenhas que apontavam para a proximidade da obra com Cem Anos de Solidão, o romance mais importante Gabriel Garcia Marquez e um dos meus livros favoritos.

Acabei com medo do que encontraria e posterguei a leitura por mais tempo do que deveria. Acho que esse foi o meu maior erro. A Casa dos Espíritos é um romance magnífico, a semelhança com Cem Anos de Solidão talvez esteja no fato de ambos os livros, mesmo centrados em uma pequena família, refletirem a história da América latina.O romance é narrado por Esteban Trueba e sua neta Alba. O fato de ambos alternarem a narrativa mostra o quanto um ponto de vista é crucial em uma obra. Se no início senti pena de Esteban, descobri ao longo das páginas o retrato fiel do conhecido burguês mau caráter. Leia mais

Resenhas 13maio • 2018

Asiáticos Podres de Ricos, por Kevin Kwan

Minha vontade de ler o livro de Kevin Kwan começou quando eles liberaram o primeiro trailer da adaptação de Asiáticos Podres de Ricos. O filme tem uma vibe muito leve e divertida e, aparentemente, diálogos muito engraçados, então eu pensei “o livro deve ser tão divertido quanto” e em parte, ele até é. O problema é que Asiáticos Podres de Ricos não chegou nem perto de ser o que eu estava esperando. Com diálogos razoáveis e uma narrativa confusa e arrastada, eu posso dizer que só cheguei ao final do livro na esperança de que alguma coisa fosse capaz de me surpreender, o que eu posso afirmar que não aconteceu.

Meu primeiro problema com Asiáticos Podres de Ricos foi o fato do livro focar em vários personagens diferentes, acontecendo diversos plots paralelos a história principal. Sempre que um novo personagem aparecia, o autor tirava quase quatro ou cinco páginas para divagar sobre ele e a influência do mesmo dentro da família. Começou com Astrid, a prima de Nick que, apesar de não ser a história principal, é uma personagem interessante de se conhecer e se estendeu para todos os outros personagens do livro. Imagina você ter que conhecer o background de todos os personagens secundários do livro, é mais ou menos isso o que acontece. Leia mais

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