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Entrevistas 27maio • 2016

Bate-Papo com Yorhán Araujo

Yorhán Araujo

Continuando o especial de quadrinhos do La Oliphant, hoje trazemos para vocês um vídeo muito legal, uma entrevista/bate-papo com o ilustrador Yorhán Araujo! Para quem não conhece o trabalho dele, o Yorhán é ilustrador, e criador das tirinhas Devaneios com Sigmund e Freud, que você já deve ter visto circulando pelas redes sociais. Além disso, ele também é o criador da série Universos, que tem como objetivo celebrar a beleza dos cabelos afros naturais. Yorhán também produz tirinhas para o Skoob, com o personagem Blue, e já fez tirinhas para o Cabine Literária.

No vídeo, eu e o Yorhán falamos de vários assuntos, como de onde surgem as idéias das tirinhas, como foi o processo de criação e divulgação da página e das dificuldades que ele encontrou para ter ser trabalho reconhecido na internet. Além disso, ele também fala um pouco sobre suas maiores influências como ilustrador, e recomenda alguns artistas nacionais para gente!

Para quem quiser acompanhar o trabalho do Yorhán, não deixem de seguir a página do Devaneios com Sigmund e Freud, e também a página Yo, onde ele posta outras tirinhas muito maneiras. Sigam também o Instagram e o Twitter dele.

Lista 13maio • 2016

5 Quadrinhos que Precisam Vir Para o Brasil

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Seguindo em frente com o especial de quadrinhos do La Oliphant, pensei que seria legal trazer pra vocês uma listinha de alguns títulos que eu curto bastante, mas que ainda não foram trazidos pra cá. Quem sabe a gente falando deles, não chama a atenção das editoras daqui, né?

Eu tentei fazer uma lista bem variada, com um pouco de tudo. Tem aventura, terror, fantasia, romance, tem de tudo mesmo. Desse jeito, não importa o seu gosto pra histórias, você com certeza vai achar algum quadrinho que vai te agradar.  Bom, vamos nessa?

1 – Seconds, de Bryan Lee O’Malley

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Pra começar, vamos com provavelmente o nome mais conhecido da lista. Seconds é a mais nova graphic novel de Bryan Lee O’Malley, criador da série Scott Pilgrim, que também é muito legal. A graphic é sobre uma moça chamada Katie, uma jovem chef que sonha em ter seu próprio restaurante. Após ser visitada por uma entidade misteriosa, Katie descobre que o poder de voltar no tempo e corrigir seus erros. Mas é claro que não é tão fácil assim, não é?

Pelo que eu ouvir falar, a Companhia das Letras vai publicar Seconds ainda esse ano, mas ainda não tenho certeza. De uma forma ou de outra, tomara que não demore pra essa graphic vir pra cá logo, porque eu quero ela na minha estante é pra ontem!

2 –  This One Summer, de Mariko Tamaki e Jillian Tamaki

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This One Summer é escrita por Mariko Tamaki e ilustrada pela sua prima Jillian Tamaki. A graphic conta a história de duas meninas, Rose e sua amiga Windy, que só se veem durante as férias de verão, quando as família das duas viajam para o mesmo lugar. Em um desses verões, Rose e Windy começam a perceber que talvez elas não tenham mais tanto em comum quanto antes tinham, e que a amizade das duas já não é mais tão forte.

A arte é muito bonita, feita toda em tons de azul, o que passa muito bem esse tom mais melancólico da história. Sem falar que é extremamente bem escrita.  Pelo amor de Deus, Companhia das Letras (poxa, de novo eles?), lança essa graphic no Brasil, por favor. Eu quero demais ela!

3 – Through The Woods, de Emily Carroll

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Through The Woods, é uma coleção de contos de terror, escrita e ilustrada pela artista Emily Carroll. A graphic é composta de cinco histórias assustadoras, quatro delas inéditas(Our Neighbor’s House, A Lady’s Hands Are Cold, My Friend Janna, e The Nesting Place), e uma delas (His Face All Red) já bastante conhecida entre os usuários do site Tumblr, incluindo eu.

A arte é maravilhosa, e te coloca totalmente nessa atmosfera tensa e assustadora das histórias. Eu fiquei completamente vidrado nessa leitura, e mal posso esperar pra ver essas ilustrações numa versão física. Mas, sabe-se lá porque, até agora nenhuma editora trouxe esse livro pra cá.

4 – Lumberjanes, de Shannon Watters, Grace Ellis e Noelle Stevenson

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Lumberjanes é uma história em quadrinhos criada por Shannon Watters, Grace Ellis e Noelle Stevenson, e ilustradas por várias artistas diferentes. A série retrata as aventuras de um grupo de escoteiras (Jo, April, Molly, Mal e Ripley) que descobrem que a floresta onde fica o seu acampamento também é lar de diversas outros tipos de criaturas.

A arte dos quadrinhos é muito divertida, assim como a história e os diálogos. A série continua sendo publicada lá fora e seria muito maneiro se alguma editora brasileira (talvez a Panini) trouxesse esses quadrinhos pra cá. Tenho certeza que eles fariam bastante sucesso, principalmente com um público feminino mais jovem.

5 – The Wicked + The Divine, de Kieron Gillen e Jamie McKelvie

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Se segura aí, que essa história é complicada. The Wicked + The Divine, escrita por Kieron Gillen e ilustrada por Jamie McKelvie, conta a história do grupo Pantheon, um grupo de deuses que, a cada 90 anos, reencarna na Terra. Sempre que reencarnam, os deuses se tornam figuras de autoridade e influenciam bastante a humanidade. Dessa vez, eles se tornam popstars. É, exatamente isso que você ouviu. Eles decidem se tornarem músicos famosos.

A arte é simplesmente de tirar o fôlego. Eu tive vontade de imprimir todas as páginas e usar como papel de parede no meu quarto, sério, é lindo demais, sem falar que os personagens são inspirados em cantores que realmente existem. E a história é tão incrível quanto, já que os deuses acabam envolvidos em um mistério, quando um deles começa a assassinar os outros, e nenhum deles tem ideia de quem seja. Eu só preciso saber, quem eu tenho que matar pra alguma editora publicar esses quadrinhos no Brasil?

Bom, tá aí, esses são alguns dos quadrinhos que eu quero publicados no Brasil. Continuem acompanhando o especial até o fim do mês aqui no blog, porque ainda vai ter muita coisa legal por aqui!

Literaría 11maio • 2016

Graphic MSP

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Quem acompanha os posts  aqui no blog já deve ter visto que Maio é o mês especial de quadrinhos do La Oliphant. A Débora já fez um post super legal, falando sobre a diferença entre história em quadrinhos, Graphic Novel e manga, e vão ter vários outros posts ao longo do mês. E conversando com a Débora, surgiu a ideia de fazer um post sobre um tema que eu tenho certeza muita gente vai se identificar: sobre a Turma da Mônica.

Eu aposto que assim como eu, muitos de vocês que estão vendo esse vídeo começaram a aprender a ler com as revistinhas da turma da Mônica, não é? Bom, o que muitos de vocês talvez não saibam é que em 2009, a Mauricio de Souza Produções convidou vários artistas brasileiros a criarem versões diferentes de seus personagens, pra comemorar os 50 anos de carreira do Mauricio de Souza. O projeto, chamado de MSP 50 – Mauricio de Souza Por 50 Artistas reuniu diversos artistas de sucesso, incluindo Laerte, Ziraldo e Ivan Reis.

A coleção fez tanto sucesso que em 2010, a Mauricio de Souza Produções decidiu repetir a ideia e lançou a MSP +50 – Mauricio de Souza Por Mais 50 Artistas, mas dessa vez a proposta foi um pouco diferente. Alem de mostrar versões diferentes dos personagens, a coleção procurou também apresentar para um grande público artistas brasileiros que talvez eles ainda não conheciam. E depois que essa coleção também fez sucesso, a Mauricio de Souza Produções anunciou um novo selo, chamado Graphic MSP, que seria dedicado a lançar graphic novels feitas por artistas brasileiros, reinterpretando os personagens criados pelo Mauricio de Souza.

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E essa coleção é o tema do post de hoje! há algum tempo atrás, a Amazon estava com uma promoção de histórias em quadrinhos, e eu não perdi tempo em comprar algumas das graphics desse selo. Eu não tenho todas as graphics que foram lançadas, ainda faltam algumas que eu não comprei, mas eu acho que com as que eu tenho aqui já dá pra vocês terem uma noção do quão incrível esse projeto é.

Bom, a primeira graphic que foi lançada nesse selo foi a Astronauta – Magnetar. escrita pelo Danilo Beyruth. Na graphic, o personagem Astronauta está em uma missão, examinando uma estrela quando sofre um acidente, e fica basicamente naufragado no espaço. A arte é realmente linda, as cores são muito bonitas mesmo, e a história é cheia de suspense e de drama. A graphic teve uma continuação, astrounauta – singularidade, que dá continuidade a história da primeira. A continuação é tão boa quanto a primeira, e a arte continua linda.

Logo depois, foi lançado o segundo titulo da coleção, Turma da Monica – Laços. os artistas são Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi, que são dois irmãos super talentosos, e a história da graphic é que a turminha que todo mundo já conhece, Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão precisam lidar com um grande problema quando o Floquinho, cachorro do Cebolinha, foge. A arte é maravilhosa, e a escrita dos dois é muito divertida. A continuação, Turma da Mônica – Lições, é ainda melhor, super emocionante, e faz você se sentir como se fosse uma criança, lendo os gibis de novo.

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A próxima graphic que foi lançada foi Chico Bento – Pavor Espacial. Escrita pelo Gustavo Duarte, a graphic mostra o Chico Bento, seu primo Zé Lele, e o seu porquinho, Torresmo sendo abduzidos por aliens. É uma história muito divertida, e a arte é bem interessante, porque boa parte dela é contada sem diálogos, somente com os desenhos mesmo.E a última graphic que eu tenho é Louco – Fuga. Escrita pelo Rogério Coelho, a história conta meio que a origem do personagem Louco, e mostra ele fugindo de umas criaturas muito estranhas. A arte dessa graphic é muito linda, e a história é bem divertida, bem maluca e nonsense mesmo.

Ainda foram lançadas mais algumas graphics que eu não tenho. Foram lançadas as graphics Piteco – Ingá, Bidu – Caminhos, Penadinho – Vida, e Turma da Mata – Muralha, mas eu ainda não tive a chance de comprar essas. Já foram anunciados também lançamentos pro futuro, incluindo uma graphic do Papa Capim, da Mônica, mais uma continuação do Astronauta e uma continuação do Bidu. Eu com certeza vou querer todas essas.

Pra quem quiser ver as artes de perto, eu fiz um vídeo rapidinho mostrando um pouco das graphics. Só pra vocês terem uma ideia do quão maravilhosas elas são. Se vocês são fãs das histórias do Maurício de Souza como eu, não percam a chance de lerem essas histórias.

Literaría 04maio • 2016

HQs vs. Graphic Novels vs. Mangá

Coringa

Mais um mês se inicia, e mais uma vez trazemos para vocês um novo especial. Foi ideia do Vinicius que no especial de Maio falássemos um pouco sobre Histórias em Quadrinho, esse gênero literário que fez parte da minha infância durante anos, mas que com o tempo foi sendo deixado de lado. Particularmente? Eu achei ótimo, principalmente porque me deu oportunidade para levantar a questão que sempre me incomodou e que, até então – com a ajuda da Paac Rodrigues – eu nunca soube responder: Qual a diferença entre Graphic Novel, História em Quadrinho e os Mangás?

Podem me julgar. Eu não sou muito conhecedora do universo dos quadrinhos, acho que nunca li nenhuma Graphic Novel na minha vida e os mangás que eu leio são todos Shoujo e pouca gente conhece. Mas o gênero sempre me chamou atenção. As ilustrações são ótimas, as histórias estão ganhando os cinemas ultimamente e eu tenho uma quantidade boa de amigos engajados nesse tipo de leitura. Então acho que é justificável querer saber mais desse universo ao invés de fingir que eu domino o assunto, não é mesmo? Então vamos as minhas pequenas descobertas.

Histórias em Quadrinhos (HQ)

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“HQ, são revistinhas, que você acompanha em um período determinado, algumas saem de dois em dois dias, uma vez por semana, uma vez por mês ou uma em cada dois anos, isso vai variar de acordo com o que a Editora quer.”

Já que estamos construindo essa publicação na base da honestidade, devo dizer que quando fui buscar a definição de HQ na internet, as respostas foram sempre curtas e óbvias, sem nenhum detalhe “a mais” que pudesse me ajudar. Foram poucos os links que realmente se aprofundaram no assunto, então eu resolvi fazer um copilado das informações que eu consegui e que foram relevantes para entender melhor o assunto.

Histórias em Quadrinhos é um termo já muito antigo e por isso acabou se tornando mais comum. São histórias contadas de forma gráfica e surgiram em folhetins de jornal, na época com uma linguagem muito mais limitada que hoje. Com o tempo, muitos artistas começaram a investir nesse tipo de mídia e, aos poucos, foram criando uma linguagem própria. Foi assim que histórias de detetives e super-heróis começavam a preencher páginas dos jornais e também ganharam suas próprias publicações em revistas semanais.

Graphic Novels

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Graphic Novel, é uma edição mais especial, muitas vezes tem capa dura e folhas nobres, mas esse não é o principal motivo, e sim porque em um quadrinho só, ele conta apenas uma história e acaba ali, você não precisa acompanhar a série inteira, você não precisa comprar mais nenhuma, é apenas uma história.

As graphics sempre foram o tipo de leitura que mais me intrigou. Já vi diversas nas livrarias, mas confesso que nunca li uma de fato. E, pra ser sincera, a dúvida que eu tinha sobre a diferença de uma graphic para uma HQ foi o maior motivo de eu ter começado a escrever esse post. Afinal, por mais leigo que isso possa soar, eu sempre tive a sensação de ambos eram muito parecidos, apesar de virem em estruturas diferentes, e agora eu finalmente consegui abrir os olhos.

As Graphic Novels possuem histórias fechadas, com início, meio e fim. Vale ressaltar que, às vezes, elas podem ter uma continuação, mas nunca vão chegar a ser uma série de banca. O estilo do artista também é um grande fator que ajuda na diferenciação de Graphic Novels e HQs. Como são histórias fechadas, existe um pouco mais de dedicação no seu modelo gráfico, ganhando assim, um estilo de desenho diferenciado. Além disso, as Graphics têm um formato diferente e mais dedicação e cuidado na sua impressão.

Mangá

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“Mangá é a forma como eles chamam no Japão uma História em Quadrinhos (HQ). Mangá literalmente significa “História em Quadrinhos” ou seja, é uma versão Japonesa de uma HQ. Além dos traços serem totalmente diferentes, a forma de desenhar e o comportamento dos personagens.”

A primeira coisa que eu acho importante falar é que a maioria – existem algumas edições especiais coloridas – dos mangás são em preto e branco, diferente das HQs que conhecemos, que são cheias de cores. O mangá também é  extremamente segmentados, e quando eu digo “extremamente”, eu não estou exagerando. Eles atingem diversas faixas etárias no japão e possuem diversos gêneros como Shounen (ou Shônen), que são mangás direcionados ao público masculino o e os mangás Shoujo (ou Shôjo), que são mangás direcionados para o público feminino.

Os magás possuem uma narrativa mais lenta e que privilegia o sentimento e a relação do protagonista com os outros a sua volta. Por isso, normalmente os mangás são compostos de arcos diferentes que se fecham na história completa. Basicamente, os mangás são divididos em vários capítulos, uma quantidade x de capítulos definem um arco da história e cada arco dessa história ajuda a compor a história completa do mangá. Confuso? Eu também achei, mas depois que eu refleti um pouco, fez sentido. Além disso, esse tipo de leitura possui traços mais complexos em relação as expressões do rosto e alguns detalhes são mais fantasiosos como os cabelos coloridos e roupas extremamente elaboradas.

Deu para pegar a diferença entre estes três tipos de leitura? Confesso que quando eu comecei a construir essa publicação eu me senti um pouco perdida. É tudo muito parecido, mas ao mesmo tempo são completamente diferentes. Além disso, eu preciso muito agradecer a Paac do My Little Garden of Ideas por ter sido a luz do meu caminho durante esse mergulho no universo dos quadrinhos. Me sinto bem mais confiante agora que desvendei os mistérios desse assunto.

E não se esqueçam, durante o mês de Maio estaremos explorando mais sobre esse universo, então não deixem de acompanhar as próximas publicações do La Oliphant para conhecer mais sobre HQs, Graphic Novels e Mangás. Ah, e comentem aqui qual desses três tipos de leitura vocês estão mais familiarizados, é sempre bom saber no que vocês andam se aventurando por aí!

Fontes de Pesquisa: Censanet, Conversa Cult, Rainha dos Livros, Midializado

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