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Literaría 26fev • 2016

Uma paixão chamada Os Bridgertons

Bridgertons 01

Eu tenho uma paixão particular pela Julia Quinn. Primeiro porque ela foi a minha primeira autora de romances de época da atualidade que eu li. Segundo, suas personagens femininas têm sempre uma personalidade forte e não se deixam levar por qualquer Conde, Marquês ou Duque que apareça pela frente. Além disso, a escrita da autora não deixa nada a desejar, e como estamos falando sobre romances de época, eu não poderia deixar de fazer uma publicação inteiramente dedicada à minha série favorita: Os Bridgertons.

O que vocês precisam saber sobre essa série de romances de época que conquistou até mesmo a minha mãe? Bom, Os Bridgertons é uma série com oito livros no total e cada um de seus volumes irá contar a história de um membro da família Bridgerton. O primeiro volume da série, O Duque e Eu, logo nos revela que nossos heróis são peculiares e foram nomeados por seus pais em ordem alfabética sendo: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, George e, por fim, Hyacinth. Cada um deles tem a sua própria personalidade, teimosia, talento e um dom especial que faz com que você fique completamente envolvida nos seus dramas.

Bridgertons 03

A série em si conta a história dessa família aristocrata inglesa que exerce grande influência na sociedade da época. Em cada um dos romances nós descobrimos como eles conheceram e se apaixonaram por seus respectivos romances e o que exatamente faz com que eles sejam tão diferentes e especiais. Mas não é só sobre amor romântico. Os Bridgertons mostram muito do amor familiar, de como eles se apoiam enquanto filhos e irmãos. É incrível ver como uma família tão grande consegue ser ao mesmo tempo tão unida e entender completamente uns aos outros, sem julgamentos.

Apesar dos personagens maravilhosos, foi a escrita de Julia Quinn que realmente deu vida a esses romances e os tornou tão especiais para muitos leitores. Além de conseguir fazer com que todos os livros da série funcionem em sintonia, Julia Quinn faz com que os seus leitores mergulhem dentro do seu universo literário, conseguindo se sentir parte do livro. Seus personagens têm vida própria, principalmente nossas heroínas, que além de uma personalidade inspiradora, nos ensinam que uma mulher não deve aceitar ninguém menos do que um homem capaz de tudo para torná-la dele, e que o “status” de solteirona não mata ninguém.

Bridgertons 04

Mas eu gostaria de chamar atenção para uma personagem dessa série que não é uma Bridgerton, mas que mesmo assim conquistou nossos corações: Penelope. Apesar de não ter o perfil adequado para uma esposa e passar boa parte das séries escondida entre um baile social e outro, Penelope tem muito a ensinar sobre o poder feminino naquela época. Mesmo não tendo seu amor correspondido por Colin Bridgerton e aguentando as constantes humilhações por parte da mãe. Penelope vestiu bem seu papel feminino dentro da série e conquistou seu espaço. Como ela fez isso? Spoilers, vocês terão que ler a série para descobrir.

Os Bridgertons é uma série que te conquista em todos os livros. O interessante de termos histórias diferentes em cada volume é ter a chance de nos apaixonarmos oito vezes por personagens diferentes. Cada leitor tem o seu livro favorito, o seu Bridgerton favorito e até mesmo seus personagens secundários favoritos. No meu caso, obviamente, o meu favorito sempre será o Colin, mas confesso que tem dias que eu sinto uma pequena queda pelo Anthony – o que eu posso fazer?! Mas de todos, Bridgerton ou não, Penelope e Eloise entraram para a minha lista de heroínas para se inspirar. Essas duas são destruidoras quando se trata do quesito atitude.

Bridgertons 02

Para mim, qualquer leitor que um dia foi apaixonado por romance precisa dar uma chance aos Bridgertons, mas principalmente a Julia Quinn. Não é só por causa da escrita e dos personagens, mas porque se trata de um romance diferente, onde o enredo é um pouco mais leve, os costumes da época são interessantes de serem explorados e porque te dá a chance de conhecer o amor de uma forma um pouco menos complicada do que nos romances atuais. E se você se interessou por esses romances, confiram as resenhas dá série que já foram publicadas aqui no blog: O Duque e Eu, O Visconde Que Me Amava, Um Perfeito Cavalheiro, Os Segredos de Colin Bridgerton e Para Sir Philip Com Amor.

Os livros da Julia Quinn são publicados no Brasil pela Editora Arqueiro, sendo os livros da série Os Bridgertons publicados até o 7° livro, com o nome Um Beijo Inesquecível. Não esqueçam de deixar nos comentários o que vocês acharam de conhecer um pouco mais sobre essa série, viu?

romances de época

Literaría 11fev • 2016

Conheça algumas adaptações das obras de Jane Austen

Fazer um especial sobre romances de época e não falar pelo menos um pouco sobre Jane Austen é quase um crime. Autora de um dos romances mais conhecidos do mundo, os personagens de Jane Austen encantam pessoas de todas as idades e, por isso, eu não poderia deixar de fazer uma publicação especial para essa mulher que, além de me fazer ficar completamente apaixonada pela literatura, criou o meu maior amor literário de todos os tempos: Mr. Darcy.

Apesar de eu recomendar a leitura dos livros, muitas pessoas sentem dificuldade em fazer a leitura, já que a linguagem utilizada é muito diferente das de hoje em dia. Pensando nisso, eu resolvi que esse post seria dedicado as minhas adaptações favoritas das obras de Jane Austen, sejam elas série ou filme, afinal, se tem uma coisa que temos em abundância são adaptações dos romances da Jane, não é mesmo? Então vamos começar!

Orgulho e Preconceito, filme 2005
Jane Austen

As cinco irmãs Bennet foram criadas por uma mãe que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai. Quando o sr. Bingley, um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy. Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Confesso que eu ainda prefiro a adaptação com o Colin Firth, mas Keira Knightley e Matthew MacFadyen fizeram muito bem o seu papel de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, e eu não posso tirar os créditos deles por isso. Particularmente, eu gosto muito da fotografia desta adaptação, mas eu também sinto falta de um pouco de profundidade dos personagens e acho que até mesmo no enredo. O elenco em si, é maravilhoso. Eu acho que a Lydia ficou a melhor de todas, e passou muito bem a personalidade da personagem. Parabéns pra Jena Malone, por isso! Acho que essa é uma adaptação que, pelo menos para mim, é mais voltada para aqueles que não leram o livro, como os personagens não são apresentados em sua essência, o roteiro fica mais focado no desenvolvimento do romance entre os personagens principais, mas isso não tira, de forma nenhuma, a beleza do filme.

Emma, minissérie 2009
Jane Austen

Emma conta a história de Emma Woodhouse que, aos 20 anos, é uma bela e privilegiada mulher inglesa, que vive na propriedade fictícia de Hartfield, em Surrey, na vila de Highbury, com seu pai, um hipocondríaco. O amigo e único critico de Emma, o gentil George Knightley, é seu vizinho no condado de Donwell, e irmão do marido de sua irmã mais velha, Isabella. A despeito das advertências de Mr. Knightley, Emma exerce indiscriminadamente sua função de “casamenteira”, e tenta aproximar sua nova amiga Harriet Smith, uma doce, mas não muito brilhante adolescente de 17 anos, de Mr. Elton, o pároco local.

Originalmente, Emma era para ser uma personagem odiada por todos, mas a jovem tem uma personalidade exótica que faz com que você se apaixone por ela sem pensar duas vezes. Assim, em um tom muito mais divertido que o dos outros romances, acompanhamos uma personagem casamenteira, que acredita fielmente saber o que é melhor para todo mundo, e de todas as adaptações desse romance, a minissérie de 2004, com Romola Garai no papel da heroína sempre foi, e sempre vai ser a minha versão favorita desse clássico. A vantagem da minissérie é que ela permite que a gente conheça melhor os personagens. Os diálogos são bem construídos e o enredo se desenvolve de uma forma muito divertida, passando muito bem a essência do livro, e ainda tem o Jonny Lee Miller (Elementary) no papel do lindo e maravilho Mr. Knightley.

Persuasão, filme 2007
Jane Austen

O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Walter Elliot, baronete de Kellynch Hall, a qual sete anos antes dos eventos narrados no romance, apaixona-se por Frederick Wentworth, inteligente, ambicioso, mas pobre, e é impedida pela família de contrair matrimônio com o mesmo. Aos vinte e sete anos, Anne reencontra o ex-noivo, agora um oficial da marinha, interessado em sua vizinha, Louisa Musgrove, que é também concunhada de Anne, pois é irmã de Charles, casado com Mary. Anne percebe que ainda ama Wentworth e tem de lidar com a convivência num ambiente em que ele se torna frequente e com a possibilidade de ser deixada de lado em favor de Louisa. É apenas quando Anne reconhece seus sentimentos íntimos como verdadeiros, que a persuasão se completa.

Atualmente a minha adaptação favorita de todas as adaptações já feita das obras de Jane Austen. Eu sou apaixonada por Orgulho e Preconceito, mas Persuasão é um livro que fala sobre perdão e essa adaptação em particular consegue passar exatamente o que eu senti quando estava lendo o livro. Anne Elliot é interpretada por Sally Hawkins e eu não poderia concordar com atriz melhor para esse papel. Sally consegue passar muito bem os conflitos da personagem, assim como Rupert Penry-Jones consegue dar vida ao capitão Wentworth como nenhum outro ator. Claro, eu acho que a fotografia do filme poderia ser um pouco melhor do que foi, mas todo o resto se encaixa tão bem que é muito fácil de se ignorar isso.

Eu posso numerar para vocês diversas outras adaptações dos livros de Jane Austen que conquistaram fãs por todo mundo, mas isso faria esse post ficar muito maior que o esperado, por isso citei apenas as três que eu mais gosto, além da série de Orgulho e Preconceito (1995). Cada um desses livros tem uma história encantadora, e personagens que vão fazer você se apaixonar. É muito difícil assistir qualquer uma destas adaptações e depois não sentir vontade de conhecer mais sobre Jane Austen ou ler os seus livros.

Agora eu quero saber de vocês. Conhecem algumas dessas adaptações? Tem alguma favorita que eu deveria ter mencionado no post? Deixe aqui nos comentários que eu quero saber o que vocês amam sobre essa autora maravilhosa!

romances de época

Literaría 07fev • 2016

Autoras de Romances de Época que você precisa conhecer!

autoras

Não existe especial de romances de época se eu não falar um pouco dessas autoras que nos deixam com os corações cheios de alegria e sonhando com seus personagens maravilhosos e inesquecíveis, não é mesmo? Por isso, o post de hoje será dedicado totalmente as essas mulheres que através de suas heroínas nos inspiram a lutar por aquilo que desejamos e nunca aceitar menos do que o melhor cavalheiro, aquele que estará jogado aos nossos pés fazendo juras eternas de amor.

Existem muitas autoras de romances de época no mercado nacional. Depois que as Editoras perceberam que havia público para esse gênero literário, o número de publicações subiu muito e novas séries e romances foram surgindo nas prateleiras de muitos leitores. Infelizmente eu não vou conseguir falar de todas essas autoras, principalmente porque eu não conheci todas eu, por isso, irei destacar aqui as três autoras do gênero mais presentes na minha estante e contar um pouco do que eu gosto em cada uma delas, tudo bem?

Antes que eu comece a despejar o meu amor por essas autoras, vale destacar que as autoras que eu escolhi são todas da atualidade, até porque seria meio injusto colocar a Jane Austen na lista porque eu sou completamente apaixonada por aquela mulher e poderia ficar o post todo falando sobre como os livros dela são maravilhosos. Tendo isso esclarecido, vamos conhecer nossas divas:

Julia Quinn, conhecida por sua série Os Bridgertons.

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Julia Quinn foi a minha primeira autora de romance de época da atualidade. Comprei meu primeiro livro dela, O Duque e Eu, na Bienal do Livro de São Paulo em 2014 e confesso que eu rejeitei um pouco o primeiro livro. Porém, uma das coisas que mais me encantou nessa autora foi a sua forma leve e descontraída de escrever, e isso me obrigou a continuar lendo a série. Me apaixonei por ela completamente no segundo livro, O Visconde Que Me Amava e desde então todos os seus lançamentos são obrigatórios na minha estante.

Para mim, a Julia Quinn tem um lado feminista muito expressivo nas suas personagens. Gosto do fato dela criar mulheres fortes, com personalidades que se destacam das outras mulheres da época. Eu acho que isso torna o enredo dela mais interessante, porque essas personagens desafiam seus pares a conquista-las não com a sua fortuna e títulos, mas com seus intelectos, provando que eles são capazes de aceitar que elas sejam independentes e ainda respeitadas mesmo que a instituição do casamento da época fosse opressora em relação as mulheres (vocês podem entender melhor a sociedade da época clicando aqui).

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A Julia tem outros livros publicados, mas aqui no Brasil a Editora Arqueiro está terminando de publicar os 8 livros que compõe a série Os Bridgertons. Confesso que eu estou enlouquecida para ler outros trabalhos da autora, cogito até comprar os exemplares em inglês na Saraiva porque são leituras que, para quem é apaixonado por esse gênero, são indispensáveis na estante.

Lisa Kleypas, conhecida por sua série Os Hathaways.

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Lisa Kleypas precisa estar nessa lista porque foi uma completa surpresa na minha vida. Eu estava com sede de outros livros do gênero e já tinha lido algumas coisas positivas sobre a autora, mas assim como Julia Quinn, até então, ela não tinha me despertado o interesse. Meu primeiro livro dela foi Desejo à Meia-Noite, e até hoje o título de suas obras me fazem rir por dentro, pois me lembram demais os famosos romances de banca de jornal da minha infância. Mas não se enganem, Lisa Kleypas é uma autora que domina muito bem o gênero que ela escreve e se ela promete te deixar sem fôlego, pode acreditar que ela vai.

Do meu ponto de vista, os romances da Lisa são muito mais focados na paixão entre os personagens principais. Ainda assim, ela cria personagens com personalidades exóticas e explora um lado da sociedade da época que normalmente são deixados de lado por outras autoras. Ao invés de Condes e Duques, nós temos ciganos que roubam suas noivas no meio da noite. Sua escrita é muito envolvente, tanto que você não consegue deixar a leitura de lado até que o livro acabe. Eu devorei a série Os Hathaways em uma semana sem nem ao menos perceber.

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A Editora Arqueiro recentemente começou a publicar uma nova série desta autora, e é claro que os livros já entraram para a minha lista de desejados. Lisa Kleypas para mim é a autora dos leitores que estão em busca de romances arrebatadores, histórias de amor que nos fazem culpar nossos pais por não termos nascido no século XIX. É uma autora do gênero que não pode, de forma nenhuma, deixar de ser lida.

Loretta Chase, conhecida por sua série Scoundrels.

autoras

Se o nome da série não revela quem é esta autora, então o nome do seu primeiro livro certamente vai trazer memórias: O Príncipe dos Canalhas. Loretta Chase chegou há pouco tempo, mas já fez questão de conquistar uma legião de fãs. Diferente das outras duas autoras que citei anteriormente, Loretta explora a sociedade inglesa e suas falhas sociais de uma maneira tão maravilhosa, que o romance em si chega a ser apenas um adorno dentro de um universo tão rico de detalhes e personagens inesquecíveis. Seus livros são um pouco mais densos, sua escrita é mais rica em detalhes e seus personagens estão sempre envolvidos em um enredo mais complexos, cheios de situações complicadas e reviravoltas inesperadas.

Loretta Chase foi a última aquisição do gênero, e apesar de eu ter outras autoras igualmente importantes para mencionar aqui, esta autora em particular me apresentou um enredo completamente diferente de tudo o que eu já tinha lido. Seus personagens têm muitas falhas, eles cometem erros que vão afetar seus romances, mudar suas vidas e colocar em risco suas reputações. Sua escrita cheia de detalhes faz com que você seja completamente absorvida pelo universo criado, pelos dramas e também pelo romance, que se desenvolve das formas mais inesperadas possíveis.

autoras

Apesar de possuir apenas dois livros publicados aqui no Brasil, eu não podia deixar Loretta Chase de fora dessa lista pelo simples fato de sua escrita se encaixar perfeitamente com o perfil de leitores que desejam que o gênero explore mais do que romances, casamentos e títulos sociais. Loretta é uma autora que te faz pensar e ver através das sociedades da época, problemas que ainda permanecem no presente, então – definitivamente – ela precisa ser conhecida.

A verdade é que no mercado editorial atual, existem uma quantidade enorme de autoras contemporâneas que exploram esse gênero. Cada uma delas tem um toque especial, uma característica única que torna seus personagens tão incríveis e envolventes. Sarah McLean, Madeline Hunter, Anne Fortier, Patricia Bracewell e Mary Balogh são apenas algumas das autoras maravilhosas que com certeza vão fazer você se apaixonar por esse gênero literário.

Agora eu quero que vocês me contem nos comentários se conhecem ou se tem vontade de conhecer algumas dessas autoras maravilhosas, ok?

romances de época

romances de época

Literaría 02fev • 2016

Os costumes da sociedade de época

romances de época

Eu sou uma completa apaixonada por romances de época. Comecei com os clássicos romances de Jane Austen, mas foi depois que Julia Quinn entrou na minha vida que eu nunca mais larguei esse gênero. Desde 2013 foram muito livros desse gênero lidos, e muitos novos autores conhecidos. Entraram para minha estante: Lisa Kleypas, Loretta Chase, Madeline Hunter e outros nomes que hoje são muito populares entre os amantes de romances de época.

Conforme fui me inserindo cada vez mais nesse universo, percebi que alguns leitores tem uma certa dificuldade para entender como funcionava a sociedade da época. Normalmente ambientado na Inglaterra do século XIX, os romances de época seguem uma linguagem própria, com a etiqueta exigida pela época, mas com um toque especial que cada autora busca dar aos seus personagens.

Pensando nisso, e considerando que eu pretendo falar muito do assunto durante fevereiro, eu fiz uma pequena pesquisa sobre como funcionava a sociedade da época e separei algumas informações que são relevantes para podermos entender como funcionavam as temporadas sociais, os noivados da época e principalmente os casamentos. Vamos lá?

UMA BREVE AMBIENTAÇÃO DA SOCIEDADE DA ÉPOCA

romances de época

Para aqueles que não estão ambientados com o universo, o casamento não era nada além do que alianças políticas e financeiras entre as famílias da época, e isso exigia da mulher certos requisitos, entre eles o dote, uma determinada quantia em dinheiro, terras, rendas ou mesmo um título de nobreza que a noiva levava consigo para o casamento e transmitia ao marido e aos filhos. Enquanto os homens começavam a buscar por esposas após terminarem seus estudos, por volta dos 25 anos, as mulheres costumavam debutar na sociedade por volta dos 17 anos, podendo esta idade ser antecipada de acordo com a necessidade da família.

Depois de ser apresentada a sociedade, uma jovem não poderia esperar muito para noivar. Era esperado que uma jovem ficasse noiva ainda na sua primeira temporada na sociedade. Após três anos seguidos na temporada social, a jovem começava a ser descartada como uma opção, podendo se tornar vítima de fofocas e com isso tendo uma possibilidade de casamento cada vez menor. Caso não contraísse matrimonio até uma certa idade, a jovem era considerada uma solteirona e passava a ser considerada apenas como uma companhia adequada para outras jovens que estariam debutando.

romances de época

É preciso dizer que nem todos os casamentos da época eram arranjados, ou faziam parte de um acordo comercial entre as famílias. Naquela época a ideia do “amor romântico” estava se disseminando pela Inglaterra e, com isso, os pais começaram a levar em consideração os sentimentos dos seus filhos em relação ao seu futuro conjugue.

Como já dizia nossa querida Jane Austen: “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de grande fortuna, deve estar procurando uma esposa”.

COMO FUNCIONAVAM OS NOIVADOS E A CORTE

romances de época

Naquela época não era permitido que um homem falasse diretamente com uma jovem à qual não tivesse sido apresentado. Toda a negociação matrimonial partia das famílias, já que a mulher não poderia, de forma nenhuma, propor casamento. Além disso, as moças não tinham nenhum conhecimento sobre estas negociações, por uma questão de educação. Alguns casais que já se conheciam de longa data, podiam ter um “pré-pedido”, antes que o jovem comunicasse a família da futura esposa, suas intenções de se casar com a mesma.

Quando aceito o pedido de noivado pela família da moça, o rapaz era permitido a frequentar a casa da mesma. Logo na sua primeira visita já era marcado o jantar de noivado que, reuniria apenas as famílias dos envolvidos. Nesse jantar, o noivo oferecia a sua amada um anel de compromisso e ela dava à ele um colar com sua foto ou uma mecha do seu cabelo.

Os noivados duravam em torno de 3 semanas ou um pouco mais que isso. Noivados muito longos levantavam suspeitas, assim como os muito curtos. Entre o noivado e o casamento, um noivo rico deveria mandar flores todos os dias à noiva e à mãe dela. Além disso, não era permitido que os noivos ficassem a sós, precisando sempre da companhia da mãe da moça ou de outra pessoa. Não eram permitidos contatos físicos e ambos deveriam aproveitar o tempo do noivado para se conhecerem melhor.

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Basicamente, a mulher não tinha voz nenhuma quando se tratava da escolha do seu futuro marido, mas já que estamos falando sobre romances de época, podemos destacar que nossas autoras – citadas no início deste post – fizeram questão de empoderar o sexo feminino, criando heroínas que não se permitem casar com ninguém menos que o cara certo. Os Bridgertons estão ai para comprovar o que eu estou dizendo.

Eu espero que este post tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre os costumes da época, ou pelo menos despertado o interesse daqueles que ainda estão receosos em se aventurar nesses romances. E, se você tem alguma informação a acrescentar que eu esqueci de mencionar aqui, fique à vontade para colocar aqui nos comentários, certo?

Fonte de pesquisa: Destherrense

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