Posts arquivados em: Tag: Galera Record

Resenhas 11maio • 2018

É Assim Que Acaba, por Colleen Hoover

Eu demorei muito para conseguir sentar na frente do computador para escrever essa resenha. Parte de mim ainda está de ressaca literária depois do soco no estômago que foi esse livro e, a outra parte de mim ainda está refletindo todo o impacto que esse enredo me causou. Quando eu peguei É Assim Que Acaba para ler, eu sabia que o livro falava sobre violência doméstica e abusos, mas eu não estava esperando que Colleen Hoover pudesse tratar desse assunto com tanto cuidado e eficiência, como ela fez nesse livro.

Falar de violência doméstica em um enredo exige do autor um cuidado dobrado ao construir a sua narrativa e, por causa do contato pessoal da autora com o assunto, Hoover foi capaz de guiar o leitor pelo enredo, fazendo com que fosse possível ver e sentir cada uma das cenas pelos olhos da personagem principal. Essa profundidade do enredo realmente fez com que eu sentisse a narrativa de uma forma diferente, principalmente porque eu demorei um pouco para perceber certas coisas assim como Lily, a nossa protagonista. Leia mais

Resenhas 04maio • 2018

Um de Nós Está Mentindo, por Karen M. Macmanus

Se você está lendo esta resenha, provavelmente você chegou até aqui porque Um De Nós Está Mentindo é um dos livros mais desejados entre os leitores nos últimos meses, certo? Confesso que, com todo o hype em torno desse livro, eu estava com expectativas de ter uma das melhores leituras da minha vida ou, pelo menos um livro que me enviasse direto para uma boa ressaca literária. Não foi o que aconteceu, tá? Apesar de ter um enredo interessante e personagens que eu realmente gostei, Um De Nós Está Mentindo não é nada que eu já não tenha visto antes e eu até fiquei um pouco desapontada com o livro.

O enredo do livro é bastante interessante, eu tenho que admitir. Quatro alunos de ensino médio suspeitos de terem assassinado um colega de turma que, por sinal, morreu de uma forma muito suspeita. A narrativa de Um De Nós Está Mentindo não é nem um pouco cansativa e, o ponto de vista dividido entre os quatro personagens dá uma imersão muito maior dentro da história. Cada um deles esconde um segredo, mas também sabe de alguma coisa que pode colocar o leitor ainda mais perto da verdade. Essa tensão criada por McManus foi um dos pontos mais positivos do livro, pena que ela estragou tudo no final. Leia mais

Resenhas 02abr • 2018

Corte de Asas e Ruína, por Sarah J Maas

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Eu não vou mentir, faz semanas que eu tento escrever a resenha desse livro e simplesmente não consigo. A Corte de Rosas e Espinhos é uma série que conquistou meu coração de uma forma tão bonita que me dói muito admitir que chegamos ao final da jornada da Feyre, mesmo gostando muito de como a Sarah J Maas encerrou o enredo. Sabe quando você conhece personagens que vão deixar saudade? Pois é, eu nem consigo digerir o fato de que Feyre, Rhys, Cassian, Nesta e cia, ficaram na última página de A Corte de Asas e Ruína. Fãs de Harry Potter provavelmente irão entender o que eu sinto agora, eu acho.

Mas não estamos aqui para chorar, certo? A Corte de Asas e Ruínas nos deixa exatamente no final do livro anterior – e melhor livro da série inteira, eu devo dizer. Feyre está de volta a corte Primaveril como uma agente dupla, tentando descobrir o máximo que pode dos planos de Tamlin e tentando convencer a todos de que a sua ligação com Rhys fora quebrada – o que não foi.  Os primeiros capítulos do livro são muito doloridos, porque eu não gostei da ideia do meu Feysand separado, mas eu tenho que admitir que a evolução da Feyre como personagem estava sensacional. Leia mais

Resenhas 08fev • 2018

Nicola e o Visconde, por Meg Cabot

Meg Cabot é uma autora que sempre tem um jeito único de surpreender os seus leitores. Quando essa série de YA de época começou a ser lançada no Brasil, eu não coloquei muita fé. Eu li Victoria e o Patife e até achei o enredo divertido, mas com muitos pontos que me incomodaram. Mesmo assim, resolvi dar uma segunda chance a Cabot e ver o que ela entregava em Nicola e o Visconde, e adivinha? Eu tive uma leitura muito divertida, com diálogos maravilhosos e uma personagem principal que é impossível de você não se apaixonar.

O ponto forte de Nicola e o Visconde é, justamente, Nicola. Eu gostei muito da forma como Cabot construiu a personagem como uma jovem independente financeiramente, que não está em busca de um marido, mas sim de amor. E é justamente o que ela pensa que acontece quando ela conhece o Visconde, um homem tão lindo que ela chama de “Deus”. Mas Nicola ainda é adolescente, conhece pouco sobre o amor e apesar do seu temperamento forte, ela também consegue julgar mal algumas situações. E quem nunca fez isso na vida, não é mesmo? Leia mais

Recebidos do Mês 06fev • 2018

Os livros que chegaram no blog em Janeiro/18

Vamos falar sobre os recebidos do mês? Eu sei que esse é o post favorito de muita gente – e acho que é até o meu. Tem muito tempo que eu não sento aqui para escrever sobre os meus recebidos, na verdade, faz mais ou menos 1 ano que eu comecei a gravar esse tipo de conteúdo e colocar no canal do blog. Porém, como vocês devem ter percebido a ausência de vídeos, eu resolvi dar mais uma chance ao conteúdo escrito e ver o que eu consigo fazer. 🙂

Janeiro eu não recebi muita coisa, não vou mentir. A maior parte dos livros que chegaram foram lançamentos de final de ano das editoras, então eu tenho muita leitura acumulada para colocar em dia – imagina alguém em pânico… pois é. O bom disso tudo é que eu recebi uma quantidade de leituras variadas e enredos que eu realmente estava curiosa para explorar como, por exemplo, Uma Sombra Ardente e Brilhante, o primeiro livro da série Kingdom On Fire – se você achou o título bom, espera até ver a sinopse.

Eu resolvi dar uma segunda chance para Abbi Glines, achei que vocês deviam saber disso. Eu não gostei muito de O Último Adeus, mas acho que não dá para julgar um autor só com a leitura de um livro e, dessa vez eu vou estar apostando minhas fichas em Sem Fôlego. Espero que o enredo seja tão bom quanto o título do livro, não é mesmo? E antes que eu me esqueça, tem livro novo da Julia Quinn na estante e eu estou muito ansiosa para ver o que esse romance tem de especial. Leia mais

Resenhas 05fev • 2018

Senhor das Sombras, por Cassandra Clare

É praticamente impossível falar dos livros mais novos da Cassandra Clare sem entregar nenhum spoiler dos outros livros dela. Afinal de contas, Senhor das Sombras é o décimo primeiro livro dentro do universo dos Caçadores de Sombras (sem contar com os 2 livros de contos e o Códex dos Caçadores de Sombras, é muito livro, gente), então se você não quer saber detalhes dos outros livros da série, talvez seja melhor parar de ler essa resenha por aqui. Mas se você já é veterano no universo dos livros da Cassandra Clare, ou se não liga para spoilers, fico muito feliz em te contar exatamente porque Senhor das Sombras manteve o nível que Dama da Meia Noite estabeleceu.

Senhor das Sombras continua a história de Emma Carstairs, Julian Blackthorn e os outros moradores do Instituto de Los Angeles. Emma e Julian precisam lidar com o fato de que os sentimentos que tem um pelo outro não são apenas proibidos, mas também podem levar a destruição dos dois. A única solução para este problema é o Volume Negro dos Mortos, um livro de magia negra de terrível poder cujo paradeiro é desconhecido. Além disso, a relação entre Nefilins e membro do submundo se torna cada vez mais tensa, surge um grupo de Caçadores de Sombras movidos pelo ódio contra qualquer um que viole os Acordos.

Eu sou fã assumido dos livros da Cassandra Clare, e essa trilogia só está confirmando as opiniões que eu já tinha sobre as histórias dela. A vantagem que esses livros tem é que se você já leu todos os outros livros da série (e eu li), você já conhece muita coisa sobre o universo e os elementos dele. Então a autora não precisa gastar muito tempo explicando como o mundo funciona e pode se concentrar bem mais no desenvolvimento dos personagens e na exploração dos relacionamentos entre eles, além de se aprofundar mais em aspectos políticos e sociais do mundo dos Nefilim. Leia mais

Resenhas 23jan • 2018

Treze, por FML Pepper

A melhor coisa que pode acontecer com um blogueiro é quando ele encontra aquele livro nacional que é tão maravilhoso que ele fica horas na frente do computador tentando encontrar a maneira certa de falar sobre o livro na resenha. É o que está acontecendo comigo neste exato momento. A mudança de editora fez muito bem para a FML Pepper, eu tenho que admitir. Sua escrita amadureceu muito desde de a série Não Pare! e, mesmo o livro ainda tendo alguns pontos que eu não gostei, a leitura de Treze foi muito divertida. Eu realmente não estava esperando ser tão impactada por esse enredo como eu fui e a gente precisa muito conversar sobre ele!

A primeira coisa que eu gostei na leitura de Treze foi encontrar um New Adult que foge muito dos outros livros do gênero que eu li por aí. Apesar da autora trabalhar muito bem as cenas quentes do livro, a leitura não fica desconfortável em nenhum momento, o que geralmente acontece quando eu leio outros enredos do gênero. Pepper também escolheu um desenvolvimento diferente para os seus personagens, trabalhando na sua narrativa dividia entre os dois personagens, suas personalidades completamente opostas. Enquanto Karl é um herói que se entrega demais aos seus sentimentos, Rebeca é uma heroína completamente apavorada com a ideia de sentir.

Eu gosto muito de livros de romance, mas o que me atraiu mesmo em Treze foram os plots individuais de cada personagem. Rebeca leva uma vida perigosa, sem nenhum tipo de fé, enquanto Karl é um lutador completamente focado no MMA que acaba negligenciando as pessoas que estão perto dele. Cada um desses personagens carrega uma carga emocional que agrega demais ao enredo que FML Pepper criou e eu adorei a forma como ela explorou a personalidade deles até o último capítulo. Ver ambos deixar a sua própria zona de conforto para viver todo o sentimento que estava surgindo entre eles talvez tenha sido, pelo menos para mim, o ponto forte dessa leitura.

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Resenhas 20jan • 2018

Olá, Adeus e Tudo Mais, por Jennifer E. Smith

Eu já contei para vocês que Jennifer E. Smith nunca decepciona os seus leitores? Porque ela nunca decepciona. Até mesmo Ser Feliz É Assim, que nem é um dos melhores livros que eu já li da autora tem os seus pontos fortes e, eu não consegui não me apaixonar ainda mais por ela quando li A Geografia de Nós Dois no ano passado. Smith tem um jeito único de criar personagens adolescentes realistas e ainda assim com aquele tom “apaixonado” que todo mundo adora encontrar em um YA, e com o enredo de Olá, Adeus e Tudo Mais, não foi nem um pouco diferente.

Olá, Adeus e Tudo Mais acabou de se tornar o meu livro favorito da Jennifer E. Smith. Primeiro de tudo, a narrativa do livro é em terceira pessoa e organizada em “paradas” que os personagens principais fazem ao longo da sua última noite juntos. Cada uma dessas paradas traz à tona um sentimento ou uma memória que os dois compartilharam juntos durante os dois anos de namoro que tiveram, o que os deixa ainda mais perdidos em relação ao que deve ser feito quando eles forem para a faculdade: terminar ou continuar o relacionamento a distância?

Smith construiu esses personagens com cuidado, dando total atenção aos detalhes que tornam cada uma das palavras ditas e decisões tomadas reais para quem está lendo. Eu gostei do fato de ela não precisar usar flashbacks para que eu pudesse conhecer o relacionamento dos personagens e porque aquela decisão era tão importante e tão difícil para eles. Clare e Aidan são personagens que, ao longo do período que estiveram juntos, construíram uma relação muito bonita, que não envolvia apenas o amor que sentiam um pelo outro, mas também a amizade e a confiança que cultivaram. Leia mais

Cinema 12jan • 2018

Disney anuncia o cast de Artemis Fowl e eu não estou bem!

É real, pessoal! Vamos ter uma adaptação de Artemis Fowl, a tão aclamada série do Eoin Colfer, publicada no Brasil pela Galera Record – caso você ainda não conheça essa série maravilhosa e perfeita! Só quem cresceu lendo esses livros sabe o quão ansiosos estávamos por esse momento e, sendo bem honesta, eu nunca achei que ele fosse acontecer.

Os primeiros rumores de uma adaptação surgiram em 2015 pela Disney e eu acreditei que ainda em 2016 nós teríamos o filme nos cinemas, o que não aconteceu. Depois foram longos três anos de espera por alguma notícia ou posição da Disney a respeito da minha querida adaptação, e esse dia finalmente chegou!

Foram 1200 candidatos para o papel de Artemis (aka. amor da minha vida) e o irlandês Ferdia Shaw foi escolhido para assumir o papel do jovem herdeiro do clã Fowl, que é uma lendária família de trapaceiros do submundo (quero ser adotada por eles até hoje!). Quando esse pequeno gênio do crime descobre o mundo das fadas, decide roubá-lo, tornando-se uma espécie de anti-herói, após o desaparecimento do pai.

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Resenhas 10jan • 2018

Lock & Mori, por Heather W. Petty

Às vezes você encontra um livro que chama a sua atenção pelo título. Você olha pra ele, lê a sinopse, mas não consegue largar a sensação estranha que aquele título te dá. Lock e Mori foi assim pra mim. A ideia de uma versão adolescente de Sherlock Holmes não é exatamente original, e a sinopse parece com várias fanfics que existem por aí na internet. Mesmo assim, eu encarei essa leitura com a esperança de que ele me surpreendesse. E de uma certa forma, ele surpreendeu, mas não sei se foi da maneira que eu queria.

Sherlock Holmes, um adolescente brilhante desafia sua colega de escola, a igualmente inteligente James Moriarty a um jogo muito interessante: vence o primeiro a desvendar a série de assassinatos que assombra a cidade de Londres. O jogo só tem uma regra, os dois devem compartilhar um com o outro todas as informações que conseguirem sobre o caso. Mas o que começa como um jogo se transforma em algo muito mais assustador quando Mori descobre que o assassino pode estar ligado ao seu passado

Começando pela escrita, Lock e Mori não é nem um pouco ruim. A narração, feita em primeira pessoa pela Mori, é muito eficaz em entregar os detalhes da história, e ao mesmo tempo passar as emoções e conflitos da história. Outra coisa que a narração consegue fazer muito bem é passar a personalidade da Mori e até mesmo do Lock nas cenas em que eles interagem. Esse livro conseguiu fazer uma coisa que muitos outros livros não conseguem: apresentar dois personagens inteligentes, arrogantes, que ainda assim conseguem ser simpáticos o suficiente para o leitores se afeiçoar a eles. Leia mais

Resenhas 27dez • 2017

O Ódio Que Você Semeia, por Angie Thomas

O Ódio Que Você Semeia é o livro de estreia da Angie Thomas, e foi publicado ainda no início desse ano, 2017. De lá pra cá, o livro foi parar na famosa lista do New York Times, em primeiro lugar, e de lá pra cá, ele também chamou minha atenção. Muito. Por razões mil, criei e alimentei altas expectativas pelo que encontraria no livro, graças à sinopse e à capa – passei o ano inteiro querendo lê-lo. Angie Thomas tocou em uma ferida bem feia e aberta dos Estados Unidos, e, talvez sem saber, tocou também em ferida brasileira – universal, talvez -, pois o livro aborda, dentre várias coisas, a alta taxa de mortalidade de jovens negros pela polícia em situações em que, normalmente, não fosse um negro na situação, a morte não ocorreria, e foi exatamente aí onde minhas expectativas encontraram abrigo. A Galera ainda fez uma playlist no Spotify, baseada no livro, mas eu adicionaria outras, mencionadas no livro, como fez a própria Angie Thomas, nessa playlist.

A capa do livro, com uma garota negra segurando um cartaz no qual se lê o título do livro em letras imensas, com apenas seus olhos a mostra, já me deu uma sensação de que eu sentiria um impacto, me lembrou protesto. A contracapa, com o jovem negro sem rosto, abaixo da frase “A justiça é cega?”, já me deu outra sensação, a de que eu precisaria ler com calma, sabendo que teria algum impacto, grande ou pequeno. Minhas expectativas se misturaram com o frio na barriga e eu soube que esse livro poderia ser bem significativo pra mim – não se tornaria uma bíblia ou algo do tipo, mas me tocaria de algum modo, me passaria alguma mensagem. Meu medo? A Angie Thomas ter me enganado com a sinopse e me deixar chupando dedo.

Logo nos primeiros capítulos foi possível compreender bem o contexto da Starr, a protagonista: moradora do gueto, negra, que se divide entre fragmentos de si mesma de acordo com o ambiente onde estiver: Starr de casa e dos amigos negros de Garden Heights, a Starr de Williamson, a escola privada de classe média-alta, no subúrbio, em que estuda, onde tem seus amigos brancos e seu namorado Chris. Em casa, Starr pode ser ela mesma, enquanto na escola, ela deve agir de forma neutra para não incorporar nenhum estereótipo de negra do gueto – e esses mundos não se misturam. Até aí, nada se mistura e ela consegue manter essa linha divisória perfeitamente. Em uma trágica noite, Starr testemunha o assassinado a sangue frio de seu melhor amigo, Khalil, por um policial. Ela tem dezesseis anos. Ele toma três tiros nas costas, estando desarmado. Leia mais

Notícias 26dez • 2017

Wink Poppy Midnight é o novo YA da Galera Record

Um thriller que traz narradores nada confiáveis que vão fazer você duvidar até da sua própria moral. Indicado pela YALSA e pela TeenVogue como um dos melhores livros de ficção jovem-adulta de 2016.

Wink é a nova vizinha esquisita e misteriosa, com seus cachos ruivos rebeldes, suas sardas e suas roupas estranhas. Poppy é a rainha do ensino médio, com seu cabelo loiro perfeito, sua beleza estonteante e sua grande habilidade para a manipulação e crueldade. Midnight é o menino doce e inseguro que se vê entre as duas. Wink sabe contar muitas histórias de cor. Ela está ciente de que todas elas precisam de um herói para derrotar o vilão. Poppy não acredita em histórias. Ela acredita acima de tudo em si mesma e acha que pode conquistar e derrotar qualquer coisa. Midnight até acredita em histórias, mas ele está certo de que nunca vai ser protagonista de nenhuma, mesmo que Wink pense o contrário. Ele não é bom em nada. Leia mais

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