Posts arquivados em Tag: Holly Black

04 out, 2020

o rei perverso: holly black sabe como destruir o emocional de um leitor

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a realidade é essa: jude duarte tem 1 ano e 1 dia de poder sob o mais novo grande rei de elfahame e sem nenhuma ideia de como conseguir que cardan extenda o acordo que eles fizeram. e não só isso, como garantir que a coroa não seja roubada de cardan, afinal, conquistar uma coroa é uma coisa, mantê-la é outra.

e em cima disso tudo: o desejo.

❝me beija até eu ficar cansado do seu beijo.❞

holly black compõe uma coreografia interessante entre jude e cardan. eles dançam entre uma provocação e outra, instigando o leitor a continuar lendo para saber quem irá ganhar o próximo embate.

a forma como black escreve as interações destes dois personagens é de tirar o folêgo. diferente de sarah j. mass – e eu juro que não é a minha intenção comparar, holly black consegue construir cenas de grande intimidade entre os nossos protagonistas através da intensidade da cena, ao invés do explícito, como a autora de a corte de espinhos e rosas faz. Continue lendo

27 set, 2020

Amor à primeira vista: me apaixonei pelo universo de o príncipe cruel, da holly black

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e existe amor à primeira vista quando se trata de livros?

posso contar as inúmeras vezes que eu coloquei as mãos em um livro da holly black e nunca o li. a menina mais fria de coldtown esteve nas minhas mãos por anos até que decidi doá-lo na primeira oportunidade.

arrependimento não mata, mas tira o sono.

assisti muitos youtubers falando sobre o príncipe cruel. algumas críticas muito boas, outras nem tanto. eu não sabia o que esperar dessa série mas, sabia que aqui no brasil não se falava de outra coisa.

livros tem uma maneira estranha de nos surpreender. sem uma indicação do livro, eu jamais escolheria ou colocaria holly black na minha lista de leitura. logo eu, a mesma que passou semanas falando de a corte de espinhos e rosas da sarah j maas e estava louca por outro universo fae. Continue lendo

24 abr, 2017

O Canto Mais Escuro da Floresta, por Holly Black

O Canto Mais Escuro da Floresta é uma fantasia stand alone, escrito por Holly Black, autora das Crônicas de Spiderwick e de A Menina Mais Fria de Coldtown, e publicado pela Galera Record em 2017. O livro se passa na cidade de Fairfold, onde os humanos existem lado a lado com o misterioso povo das fadas. Graças a magia intrigante dos fae, Fairfold recebe muitos turistas, principalmente o garoto de orelhas pontudas e chifres que dorme em um caixão de vidro nas entranhas da floresta.

Dois jovens moradores da cidade, Hazel e seu irmão Ben, são fascinados pelo garoto desde crianças, quando costumavam criar histórias sobre a identidade do garoto, fingindo ser heróis em aventuras fantásticas. A medida que cresciam, as histórias começaram a perder a graça, já que provavelmente o garoto jamais acordaria. Tudo isso muda, quando de repente, ele acorda.

Vendo o seu mundo virado de cabeça pra baixo, e o convívio entre humanos e faes se tornando cada vez mais conturbado, Hazel e Ben precisam se tornarem os heróis que fingiam ser quando eram crianças para salvarem tanto os seus amigos e familiares quanto o misterioso garoto.

Se eu tivesse um ano, eu ainda não conseguiria explicar pra vocês o quanto eu tava ansioso pra ler esse livro. A Menina Mais Fria de Coldtown foi um dos meus livros favoritos dos últimos anos, então quando eu fiquei sabendo que a Record ia trazer O Canto Mais Escuro da Floresta, eu tive que me segurar pra não correr pra uma livraria e já ficar esperando o livro. E olha, fico muito feliz em dizer pra vocês que toda essa espera valeu a pena.

O ponto mais forte da Holly Black como escritora pra mim é como ela consegue criar essas histórias cheias de world building e elementos fantásticos dentro de apenas um livro. Por mais que eu gostaria de ver mais livros centrados no mundo de O Canto Mais Escuro da Floresta (e de A Menina Mais Fria de Coldtown também), é muito legal ver uma autora entregar uma história complexa, centrada em um mundo fantástico, com personagens fortes, e sem precisar cortar a história no meio, pra garantir plot pra continuação.

Outra coisa que eu amo nos livros dela é esse contraste entre o mundo fantástico e o real. Em Coldtown, era o mundo sobrenatural dos vampiros com a mídia do nosso mundo. Agora, é o mundo fantásticos das fadas com as normas e os preconceitos do nosso mundo. Além de fazer alguns paralelos interessante, isso cria situações bastante originais. Afinal, se essa história acontecesse de verdade, duvido que eu não estaria na fila dos turistas visitando o menino de chifres dormindo em um caixão de vidro.

No que se trata dos personagens, Hazel e Ben são muito bem escritos. O relacionamento dos dois é bem interessante porque apesar de serem próximos e gostarem muito um do outro, fica claro na história que eles são pessoas diferentes, e isso acaba causando conflitos bem realistas entre eles. Esse é outro ponto que me agrada muito nos livros da Holly Black, os relacionamentos entre os personagens sempre parecem muito reais.

Os outros personagens são muito bons também, apesar de Hazel e Ben serem de longe os personagens mais importantes. Os amigos de Hazel e Ben, Jack e Carter, são ótimos personagens de apoio, e a backstory dos dois é super interessante. O garoto do caixão de vidro também é um personagem legal, mas eu não posso falar muito dele, porque entregaria muito da história.

Mas o foco principal da história realmente é Hazel e Ben e o mundo das fadas. E isso acaba levando ao único ponto do livro que me incomodou. Os romances da história me pareceram bastante arbitrários. A impressão que dá é que a autora escreveu a história, e em algum momento da edição pensou que a história precisava de romance, e voltou e acrescentou algumas cenas de romance no livro. Não é o tipo de romance que me agrada, porque eu simplesmente não senti conexão nenhuma entre os participantes.

No geral, O Canto Mais Escuro da Floresta foi uma leitura muito satisfatória, mas que não atingiu as minhas (admitidamente altas) expectativas. A atmosfera de fantasia, a escrita maravilhosa e os personagens mais do que compensam o romance meio bleh e o começo um pouco devagar. Não superou A Menina Mais Fria de Coldtown na minha opinião, mas ainda sim, outro livro incrível da Holly Black.

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