Posts arquivados em Tag: John Green

30 out, 2018

Escolhidos os protagonistas da adaptação de Quem É Você, Alasca?

Eu estou emocionada, e vocês? Uma adaptação de Quem É Você, Alasca? é algo esperado pelos leitores do John Green desde que o livro foi lançado. Depois de A Culpa é Das Estrelas e Cidades de Papel, nós acreditamos que teríamos um filme em breve, mas o autor destruiu as nossas esperanças quando anunciou que a ideia estava sendo deixada de lada por conflitos internos.

Para a nossa sorte, a Hulu apareceu como salvadora das adaptações mais desejadas e anunciou uma minissérie do livro de Green e, finalmente, nós temos os nossos protagonistas escalados: Kristine Froseth (de Sierra Burgess é uma Loser) e Charlie Plummer, que, inclusive, são grandes fãs do livro. Continue lendo

13 nov, 2017

Tartarugas Até Lá Embaixo, por John Green

Tartarugas Até Lá Embaixo foi um livro muito esperado para aqueles que são leitores inquestionáveis dos livros do John Green. É difícil escolher as palavras certas para descrever a minha experiência de leitura com esse livro quando anos atrás o autor havia se tornado um dos meus favoritos. Publicado no Brasil pela editora Intrínseca, Tartarugas Até Lá Embaixo não chega nem perto de ser uma experiência de leitura agradável. Com uma personagem principal passiva e uma narrativa lenta e cansativa, o livro acaba não entregando tudo o que se espera de “o autor de A Culpa é das Estrelas”.

Meu primeiro problema com Tartarugas Até Lá Embaixo começou logo na parte “sick-lit” do livro. Acredito que nós devemos, supostamente, entender que a Aza tem TOC e que ela vem sofrendo com a doença há algum tempo. O problema é que o autor não desenvolve o quadro dela de uma forma inteligente, deixando o leitor preso nos sintomas e nas crises de ansiedade sem entender muito bem o que está acontecendo. Eu mesma demorei algum tempo para me ambientar no que a personagem estava dizendo quando se tratava do distúrbio que ela tinha.

A narrativa em primeira pessoa, do ponto de vista da Aza, é bastante claustrofóbica. A personagem tem divagações profundas sobre a sua doença e faz com que o leitor fique preso dentro do seu redemoinho de preocupações. Em geral, para um livro onde a ansiedade é um dos temas principais, isso não é ruim. O problema começa quando a personagem principal não tem nenhum tipo de evolução durante mais da metade do livro e você se vê preso a um enredo que não caminha para lugar nenhum, e isso torna Tartarugas Até Lá Embaixo um dos livros mais cansativos que eu já li este ano.

“É muito estranho: sabemos que a nossa cabeça é doida, mas mesmo assim não conseguimos fazer nada em relação a isso, entende? Não é que a gente se iluda achando que comportamentos desse tipo são normais. A gente sabe que tem um problema. Só não consegue descobrir o que fazer para consertá-lo.”

Comparado com outros livros do John Green, o enredo de Tartarugas Até Lá Embaixo é muito fraco e pouco desenvolvido. O autor faz referências excessivas a Star Wars e, tudo bem, eu sou muito fã da franquia também, mas iniciar diálogos intermináveis sobre o universo de Star Wars sem que o assunto agregasse de alguma forma ao enredo foi um verdadeiro tiro no pé. Eu sei que a ideia era ajudar na construção da Daisy, a melhor amiga da personagem principal, mas já ficou claro que ela era muito fã de Star Wars no começo do livro, não precisava forçar tanto.

Aliás, para uma personagem secundária, Daisy roubou completamente o livro para mim. Na verdade, eu queria que Tartarugas Até Lá Embaixo fosse sobre ela e não sobre a Aza. Os diálogos da Aza eram cansativos, ainda mais quando eu já estava na cabeça demais por mais tempo do que é saudável para alguém e os diálogos com a Daisy foram o meu bote salva-vidas nesse livro. Eu sei que provavelmente Green não tinha a intenção de que uma personagem secundária tirasse o foco dos problemas da personagem principal, mas Daisy era um alívio para mim sempre que ela aparecia no livro.

“O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.”

Eu passei boa parte de Tartarugas Até Lá Embaixo achando que o livro não ia chegar a lugar nenhum – e não chegou. Mesmo quando conhecemos Davis e devemos acreditar que ele e Aza se entendem de uma forma única, eu sentia que alguma coisa não estava muito certa nesse “romance”. O relacionamento parecia muito fora de contexto se você juntasse com tudo o que estava acontecendo, em segundo plano, na vida do Davis. E, no final, as coisas ficaram quase que “por isso mesmo”. É como se o livro tivesse terminado de uma forma bem abrupta e vários pontos soltos foram deixados, embora eu possa afirmar que John Green tentou dar um final aos seus personagens.

Tartarugas Até Lá Embaixo foi uma leitura um pouco torturante para mim. Eu esperava compreender melhor a Aza de alguma forma, mas quando eu cheguei ao final do livro eu só consegui sentir raiva dela. Eu conseguia visualizar os seus problemas e entender todas as suas crises, mas no final eu só conseguia vê-la como uma garota egoísta que só pensava nos próprios problemas. Digo, como pode uma pessoa que diz querer melhorar não fazer o mínimo de esforço para tomar ao menos os medicamentos? Eu não consegui me conectar com isso.

Eu esperava algo muito mais desafiador do que cansativo quando eu li Tartarugas Até Lá Embaixo, mas John Green conseguiu me desapontar em todos os quesitos em que, anos atrás, fez com que eu me apaixonasse pela escrita dele. Os personagens são fracos e vazios, o enredo não prende e não faz com que você queira levar a leitura até o final e a história em si é uma forçação de barra atrás da outra. Definitivamente, Tartarugas Até Lá Embaixo não é o livro pra mim – e digo isso porque nem o título do livro eu consegui entender muito bem.

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08 out, 2017

Tartarugas até lá embaixo nas livrarias dia 10 de outubro

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Onde comprar: Amazon

03 out, 2017

Romance de Hank Green será publicado pela Cia das Letras

Vlogueiro, produtor e músico, Hank Green, mais conhecido pelo canal Vlogbrothers, criado com seu irmão John Green, lançará em 2018 seu primeiro romance. An Absolutely Remarkable Thing (ainda sem título em português) tem lançamento previsto nos EUA para o segundo semestre de 2018.

O romance conta a história de April May, uma estudante de arte que vive em Nova York e tem um encontro inusitado com uma gigantesca estátua de robô em plena Manhattan. Com a ajuda de um amigo, Andy Skampt, ela filma a criatura e o batiza de Carl. Quando o vídeo viraliza, April descobre que há vários “Carls” espalhados por dezenas de cidades em todo o mundo, e ninguém sabe como eles chegaram lá. April se vê no centro desse mistério, e tenta descobrir o que esses robôs gigantes são, e o que querem da Terra.

Original e envolvente, An Absolutely Remarkable Thing trata de temas importantes para os dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, sobre como as redes sociais estão mudando o modo com que lidamos com a fama, a retórica e a radicalização.

Hank Green sabe muito bem o que é ser uma figura pública da internet. Ele começou a fazer vídeos no YouTube em 2007 com seu irmão, John Green, autor de best-sellers como A culpa é das estrelas Cidades de papel. Desde então, a dupla conquistou uma grande comunidade de fãs, conhecidos como Nerdfighters, ao falar sobre ciência e cultura pop. Seus vídeos, incluindo os produzidos pela sua produtora educacional, já ultrapassam a marca de 2 bilhões de visualizações.

Sobre o livro, Green afirma que “estamos vivendo em um momento realmente esquisito, e a história de April ajuda a esclarecer essas estranhezas que parecem ficar cada vez mais normais. É uma história que eu queria contar há muito tempo, bastante inspirada nas minhas experiências pessoais, mas é a história da April, e foi um prazer vê-la viver essa vida notável”.

Hank Green é CEO da Complexly, uma produtora que cria conteúdos educacionais como os canais Crash Course e SciShow. Os vídeos da Complexly já receberam mais de 2 bilhões de visualizações no YouTube.  Ele é co-criador da websérie The Lizzie Bennet Diaries e co-fundador de uma série de pequenos negócios como o DFTBA.com, que ajuda artistas e criadores de conteúdo a venderem seus trabalhos na internet, e a VidCon, maior conferência de criadores de vídeos para internet do mundo.

Em 2017, a VidCon teve 40.000 participantes em eventos espalhados em cidades como Anaheim, Amsterdam e Austrália. Hank e John Green também criaram o Project for Awesome, que no ano passado levantou mais de $2,000,000 para entidades carentes como Save the Children e Partners in Health. Hank vive em Montana com sua esposa, seu filho e seu gato.

Este conteúdo foi retirado do blog oficial da editora Companhia das Letras. O La Oliphant é apenas responsável pela reprodução do conteúdo.