Posts arquivados em Tag: Literaria

25 abr, 2019

Como o hype de um livro pode afetar a sua leitura

Muitos de vocês provavelmente já sabem do meu projeto de leitura, Lendo Potter, onde eu finalmente decidi me entregar ao universo bruxo e formar uma opinião sobre o assunto. E eu não vou mentir, finalmente conhecer todo esse mundo criado pela J.K. Rowling tem sido uma grande aventura, o que me fez começar a pensar no impacto que o livro teve na vida de muito dos meus amigos e o impacto que ele está tendo em mim agora, tantos anos depois do último livro ser lançado e do último filme ter estreado nos cinemas.

Por causa de todo esse alvoroço que existe em torno de Harry Potter – Netflix que o dia – uma palavra muito comum no meio literário me veio à cabeça: hype. Muitos conhecem e utilizam essa palavra, nem todos sabem o que significa, mas com toda certeza, o hype já afetou o seu julgamento em relação a um livro ou qualquer outra coisa que tenha estado na boca do povo por muito tempo. O hype nada mais é do que a promoção extrema de uma ideia, produto ou pessoa. É o clássico “está dando o que falar”, como Game of Thrones, A Culpa é das Estrelas e, anos atrás, Harry Potter. Continue lendo

17 abr, 2019

Alexandre Dumas e o que você não sabia sobre o autor

Nos últimos meses eu tenho estado muito mais interessada em clássicos do que o normal. Acho que eu finalmente cheguei naquela tão desejada fase em que eu me sinto mais do que preparada para encarar grandes leituras como Júlio Verne e – de Deus quiser – Anna Karenina. E recentemente, com a Nova Fronteira lançando um box incrível com as principais obras de Alexandre Dumas eu finalmente vou realizar a única leitura clássica que realmente está pendente na minha lista de leitura: O Conde de Monte Cristo.

Mas não estamos aqui para falar sobre a adaptação do livro em 2002, embora seja um dos meus filmes favoritos. Na verdade, depois que a Nova Fronteira anunciou o lançamento desse box eu percebi que eu não sabia tanto quanto eu gostaria sobre a vida de Dumas e fazendo uma breve pesquisa na internet eu descobri alguns fatos e curiosidades muito interessantes sobre o autor que eu achei que seria bem legal compartilhar com vocês. Continue lendo

03 fev, 2019

Explicando porque eu não pretendo doar meus livros

Todo dia é o catálogo da Netflix me surpreendendo com as coisas mais fora da realidade possíveis. Por exemplo, outro dia eu recebi a notificação de que o programa da Marie Kondo havia sido incluído no catálogo e que eu já poderia assistir. Se você é completamente desconhecido deste nome, Marie Kondo é basicamente uma guru da organização, onde ela te dá algumas regras para manter as suas coisas sempre muito bem organizadas, inclusive, a editora Sextante lançou um livro dela chamado “A Mágica da Arrumação”, em 2015.

Parece lindo, não é mesmo? E eu realmente achei que me arriscar em uma das regras de Kondo poderia ser uma boa ideia considerando que eu sou péssima em manter minhas coisas organizadas e eu ainda não descobri uma maneira de fazer todas as minhas roupas caberem no meu quarto. Mas o que me chocou e fez com que eu desistisse dos métodos de Kondo para sempre, foi a seguinte frase: Continue lendo

31 jan, 2019

Precisamos falar sobre o sexismo nos livros de Fantasia

Eu já venho refletindo sobre este assunto desde que encontrei A Corte de Rosas e Espinhos na prateleira de literatura “jovem-adulto”, ao lado de Uma Chama Entre as Cinzas, em uma livraria no interior de Minas Gerais. Eis que eu acabo entrando em um fórum que propõe discutir exatamente este assunto e, depois de ler diversas opiniões, debater, chegou a hora de falarmos sobre: porque algumas pessoas assumem que fantasias escritas por mulheres são adequadas para adolescentes?

Quem acompanha o blog sabe que eu sou completamente apaixonada por A Corte de Espinhos e Rosas, mas quem leu o livro sabe que a Sarah J. Maas não economiza no teor sexual do livro, principalmente nas suas continuações. E  Uma Chama Entre as Cinzas não fica muito atrás, embora neste caso a minha preocupação não seja exatamente com o teor sexual do livro, mas sim com o nível de violência ao longo do enredo. Eu ainda tenho a teoria de que se eu apertar um pouco mais esse livro, escorre sangue dele – sério! Continue lendo