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SOSELIT 16mar • 2018

SOSELIT #3 – Eu quero reclamar sobre romantização do relacionamento abusivo

O tema do #SOSELIT este mês propõe um tema que já é muito discutido aqui no blog, e uma tecla na qual eu vou bater enquanto eu achar que isso é um problema: romantização de relacionamento abusivo na literatura. E isso não poderia ter vindo em um momento melhor porque, justamente esse mês, eu terminei de ler mais um “romance”, onde a personagem principal sofre diversos abusos durante os capítulos, mas a história é vendida como um romance e aplaudida pelos leitores. Vocês conseguem enxergar onde está o erro nessa situação toda?!

Eu sempre fui uma grande apaixonada por uma boa história de amor,, não importando o gênero. Mas a minha visão sobre o que se caracteriza um bom romance veio mudando muito de uns anos para cá, principalmente depois que eu comecei a ter um contato maior com o movimento feminista e a me conscientizar de que certos comportamentos não são muito normais. Com isso, meu gosto literário foi mudando bastante e, alguns livros que antes eram um dos meus favoritos, hoje me deixam enjoada apenas de lembrar que um dia eu achei aquilo a oitava maravilha do mundo.

Mas hoje eu não estou aqui para fazer outra crítica a Princesa de Papel e nem para lembrar a vocês que o relacionamento da Abby e do Travis, de Belo Desastre, é abusivo. Na verdade, eu queria conversar com vocês sobre consciência literária e porque eu simplesmente não consigo me calar quando eu me deparo com um enredo que é completamente fora daquilo que eu considero um romance saudável dentro da literatura. Até onde vai a nossa responsabilidade quando damos cinco estrelas para um livro que, claramente, romantiza um relacionamento abusivo? Leia mais

Clube Nacional 16out • 2017

Precisamos falar de preço (de livro)

Preço do livro: um assunto velho, mas que sempre precisa ser discutido, não é mesmo? Buscando por novidades literárias para vocês, acabei me deparando com um texto muito interessante de Carlos Andreazza, editor-executivo de ficção nacional e não-ficção da Record, onde o mesmo dá sua opinião direta sobre a questão do valor monetário dos livros no Brasil.

Resolvi trazer a discussão para o blog e ouvir a opinião dos leitores. Vocês acham que o preço que pagamos pelos livros hoje, é um preço justo? Ou vocês acreditam que o valor monetários das obras literárias deveria ser muito menor do que o que pagamos hoje?

Antes de dar sua opinião, confira abaixo o texto de Carlos Andreazza:

Nos últimos cinco anos, tudo no Brasil ficou mais caro. O preço do livro, não. Ao contrário: todos os custos aumentando, os insumos inflacionados, e, no entanto, as editoras ainda baixando os preços.

Nem me aprofundarei na questão conceitual acerca de valor. O editor também é um educador. Insisto nisso. Tem, pois, a obrigação de tornar pública, de disseminar a complexa cadeia produtiva que resulta no livro. Diversamente do que manifestam livros a vinte reais ou mesmo menos (e ainda antes dos eventuais descontos dos livreiros), o nosso produto não é fruto de milagre de repente materializado nas livrarias.

Paga-se sessenta, setenta reais por muita porcaria efêmera neste país, e nós entretanto com medo de cobrar quarenta, cinquenta reais por algo de caráter permanente. Por quê? Não tenho a resposta, mas seu mais mínimo esboço passará obrigatoriamente pela constatação de que ou se compreende mal o ambiente editorial brasileiro ou pouco se preocupa com sua saúde.

Livros desvalorizados não formam consumidores, muito menos – é mentira – popularizam o livro. Em uma palavra: deformam. Outra: viciam. E ainda: vulgarizam. Aí vem a Bienal e então virão as variantes da pergunta: “Tem livro de dez reais?” Não é a procura pelo livro, por aquele livro desejado, mas pelo preço – com o qual não se paga hoje nem picolé.

Que um ou outro título seja agressivamente barato, isso é estratégia comercial legítima. É preciso estudar e compreender a natureza do que se publica e a que público se destina. Mas que a baratização do preço de capa do livro seja política, prática indiscriminada, independentemente do caráter da obra editada, isso significa – ainda que inconscientemente – investir contra o processo editorial que deságua em produtos cada vez melhores e mais bonitos.

Faz pouco, a título de exemplo, publicamos, do historiador Antony Beevor, o já clássico A segunda guerra mundial, obra cuja pretensão é simplesmente a de esgotar o assunto, um volume de 951 páginas, com encarte de fotos, editado e produzido ao longo de pelo menos dois anos, com tradução de excelência, revisões técnicas detalhadas, inúmeros tratamentos de texto, e isso sem falar no adiantamento de direitos autorais, em dólares, pago ao autor – um livro pelo qual cobramos, sem dúvida ou remorso, justíssimos 98 reais.

Retorno, então, ao tema da educação; do papel pedagógico do editor. Mais do que abrigar todo esse encadeamento de valor objetivo, o preço do livro precisa representar – evidenciar – a importância, a complexidade, a grandeza da empreitada ali concretizada. O indivíduo que lê, que consome livros, precisa ser informado – e preço informa – do conjunto valioso de ofícios que se consolida naquele produto. Porque esse mesmo sujeito sairá da livraria para comprar – por cem reais, e sem reclamar, consciente de que paga o quanto leva – um bom vinho francês. Há toda uma tradição a fundamentar isso, a embasar essa percepção. Precisamos criar a nossa.

Precisamos também pensar no livreiro. A cada ano, afinal, sobem-lhe o aluguel, os salários, a conta de luz. Para que seu negócio sobreviva, não há mágica possível: ou o preço do livro é corrigido ou ele terá de aumentar o número de exemplares vendidos. Como a base consumidora de livros não cresce, as livrarias fecham. Quantas outras terão de quebrar até que se considere e encontre um equilíbrio entre preço de venda e custo da operação?

Preço fixo não é a solução. Preço é instrumento do livre mercado. Sou a favor de que livrarias deem desconto. E quero – desejo mesmo – que a cultura competitiva no mercado editorial se desenvolva livre de artificialismo, tendo por origem uma base real: um preço de capa consistente com todo o valor agregado na cadeia de que o livro é produto final. Simples assim.

Há nisso tudo – na resistência a que se aumente o preço de capa do livro – um grande engano sobre o que seja uma editora, francamente compreendida como a exploradora, como aquela que espolia autores, livreiros etc., quando, na verdade, e cada vez mais, é a única (repito: a única) a correr riscos em todo o processo, e isso tendo margens de lucro progressivamente menores, para o que muito contribui esse auto-boicote, essa deturpação que impõe, ainda pior que o congelamento, o rebaixamento de preços. Não é aceitável que armemos a forca contra nossos próprios pescoços.

Este conteúdo foi originalmente publicado no blog oficial da Editora Record. O La Oliphant é responsável apenas pela reprodução do mesmo.

Literaría 07ago • 2017

Porque eu não quero uma adaptação do meu livro favorito

É uma verdade universalmente reconhecida que o livro é quase sempre melhor que o filme. Dito isso, às vezes eu fico pensando por que os fãs de um determinado livro ou série clamam por uma adaptação suas leituras favoritas – a menos que eles apenas desejam algo para criticar (o que eu certamente entendo e posso me relacionar). Pessoalmente, prefiro que os executivos do cinema não toquem meus livros amados.

Os atores não se encaixam perfeitamente nos personagens. 

Quando leio, quase sempre utilizo atores para visualizar os personagens, independentemente de se adequarem ou não à aparência física dos personagens conforme foi descrito no livro. Isso é em parte porque eu faço o que eu quero e em parte porque não tenho imaginação. Por exemplo, eu sempre imaginei Harry Dresden de The Dresden Files como o Jared Padalecki, e se alguém alguma vez adaptasse essa série para filme, provavelmente não o escolheriam para esse personagem porque, estranhamente, o universo não existe para me agradar.

Algumas das cenas seriam cortadas ou alteradas.

Quando um livro se adapta ao filme, é inevitável que algumas das cenas não apareçam na tela. Não importa o quanto eu queira ver todos os detalhes do livro traduzidos perfeitamente na tela exatamente da maneira que eu imaginei, isso nunca acontecerá. Algumas das cenas, de certo, serão largadas ou editadas, às vezes devido a restrições de tempo, às vezes porque o diretor ou o produtor resolveu ser um babaca.

Algum diálogo seria removido ou alterado.

AMEI o primeiro livro da série Maze Runner, e não vou hesitar em dizer que adoro Newt e estou disposto a sacrificar todos os personagens da série (exceto talvez Minho) para salvá-lo. Ele é um snarker imbecil, e eu vivo por essa porcaria (ou, neste caso, klunk). Ele também tem uma das melhores falas do livro. Depois que ele pede a Minho que dê um discurso inspirador e Minho começa a dizer coisas bastante pessimistas, Newt diz: “Ótimo. Estamos todos inspirados.”

Eu estive esperando o filme inteiro por essa linha, mas adivinhe o que não foi colocado no filme?

A maioria das pessoas conheceria apenas a versão do filme.

Uma conversa real que acontece entre uma pessoa que leu o livro e uma pessoa que não leu o livro:

Ei, você leu [livro]? Você realmente precisa; é tão bom.

Não, mas eu vi o filme. Não é a mesma coisa?

E ainda tem mais:

– Você deveria ler isso. Mudou minha vida, e também mudará a sua, eu prometo. Leia. Este. Livro. Agora.

– Não, obrigado. Eu espero o lançamento do filme.

Estas são apenas algumas das razões pelas quais eu penso que uma adaptação do meu livro favorito é uma má ideia. No entanto, sendo bastante sincero, eu ainda assistiria e, provavelmente, passaria as duas semanas seguintes da minha vida reclamando sobre isso.

Créditos de Imagem: Imagem, Imagem

Esta publicação foi escrita por Dana Rosette Pangan e originalmente publicada no site Book Riot. O La Oliphant é responsável somente pela tradução do conteúdo.

Literaría 24mar • 2017

Autores nacionais só devem escrever livros ambientados no Brasil

Mais um para a série de assuntos desconfortáveis que não deveríamos estar discutindo, mas estamos. Recentemente eu vi uma discussão sobre autores nacionais que escrevem personagens e enredos ambientados em outros países. Apesar de eu ter tido a esperança de que fosse uma discussão saudável, as pessoas realmente estavam criando uma polêmica em torno do assunto como se autores nacionais desvalorizassem seu trabalho ao usar outras culturas para criar seus enredos.

Primeiro de tudo: vamos parar com isso?

Eu fico nauseada só de pensar que eu preciso escrever um texto para que algumas pessoas possam entender que ninguém é obrigado a nada. Digo, quer dizer que por eu ser brasileira eu automaticamente não posso escrever nenhum livro ambientado nos EUA porque isso é uma desvalorização da minha cultura? É sério isso?! Será que vocês não perceberam que a literatura nacional já é desvalorizada o suficiente para vocês ficarem limitando os nossos autores?

Mas tudo bem, se nós vamos falar sobre isso, vamos do começo.

Nós estamos falando de livros, o maior instrumento de liberdade de expressão que existe no mundo em que conhecemos. O ato de escrever um livro é colocar no papel todo o ápice da sua criatividade, da sua imaginação. É explorar mundos, criar novas possibilidades. O que seria de nós se alguém tivesse dito a Julio Verne ou H.G. Wells que eles eram obrigados a se ater as próprias realidades? Não teríamos Viagem ao Centro da Terra ou A Máquina do Tempo nas estantes.

Agora só porque estamos falando do Brasil as regras da criatividade mudam? A literatura nacional já sofre grandes dificuldades. Nossos autores já têm diversas barreiras no mercado editorial para conseguir ter o seu trabalho publicado e agora vocês querem limitar também a criatividade deles? Isso só não soa mais absurdo se não viesse de leitores que leem livros de autores norte-americanos ambientados na França, Alemanha, Escócia etc. Ou vocês ficam fazendo textão mandando eles escreverem sobre o próprio país também?

É revoltante pensar que, com todos os problemas que o mercado editorial já enfrenta, a ambientação dos enredos e a nacionalidade dos personagens também são mais um item a acrescentar na lista. Existem publicações e mais publicações de pessoas pedindo por nacionais, por apoio aos autores, mas são essas mesmas pessoas que criticam enredos que não se passam no Brasil porque, por algum motivo agora, ser patriota significa apenas escrever sobre a própria cultura.

Vocês não acham isso cansativo? Durante o dia vocês batem no peito pedindo por literatura nacional, mas durante a noite vocês apedrejam os autores que desejam deixar sua imaginação voar até Londres no século 18. Conseguem entender como isso não faz sentido? Vocês querem apoiar a literatura nacional, mas ao mesmo tempo querem limitar o que os nossos autores podem ou não explorar. É quase como criar um papagaio em cativeiro, cortando suas assas para que ele não possa voar muito longe.

Por que eu não posso criar uma personagem de nacionalidade francesa, mas que é espiã em terras inglesas? Porque eu não posso deixar minha imaginação viajar até a Escócia e tomar chá com a Mary Stuart antes de ela ser presa pela Elisabeth I? Porque eu tenho que estar limitada ao meu próprio país e a minha própria cultura? O que tem de tão errado em sonhar com todas as possibilidades que vão além do nosso carnaval e feijoada?

Eu não entendo, mas eu preciso entender. Preciso porque os autores “internacionais” não passam por esse tipo de privação. Tessa Dare é uma autora norte americana e seus romances são ambientados na Escócia e na Inglaterra. Stephanie Perkins é americana e seu livro, Anna e o Beijo Francês se passa em Paris. Eu nunca vi nenhum leitor americano reclamando que elas não estavam explorando a própria cultura, pelo contrário, eles abraçaram a aventura e seguiram o fluxo.

Vocês precisam, urgentemente, parar de ser tão exigentes com os nossos autores. E eu falo isso da melhor forma possível. Eles só querem, ao menos, ter a liberdade de colocar a imaginação no papel sem serem criticados gratuitamente por isso. Sejam mais empáticos com nossos autores, sejam abertos as possibilidades que a imaginação deles e, por favor, parem de ser chatos.

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Créditos de Imagem: 1, 2, 3

Literaría 23nov • 2016

Da cidade do interior, para um mundo cheio de leitores

Eu sou a típica garota de cidade pequena que fica deslumbrada com a cidade grande. Falo isso porque passei boa 23 anos da minha vida em uma cidade que só foi abrir sua primeira livraria quando eu já tinha os meus dezoito anos e poucos livros na estante. Para uma leitura, não era uma vida muito feliz. Sempre que eu queria um livro novo, era uma viagem até a cidade vizinha na esperança de encontrar o livro que eu queria. Foi assim por anos, mesmo depois de ter uma livraria na minha cidade – porque ela não conseguia trazer todos os livros que eu queria comprar.

Então surgiu essa oportunidade de eu me mudar para o Rio, e eu fui morar num bairro que eu passava por três livrarias maravilhosas no caminho para o metrô, estava trabalhando praticamente do lado de uma Saraiva e a Livraria Cultura ficava logo ali.  Todo meu salário ficava pelo caminho, é claro, mas acho que a minha melhor experiência e o meu maior deslumbre morando no Rio de Janeiro, são as pessoas que eu encontro lendo no metrô/ônibus no caminho do trabalho ou voltando para casa.

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Em anos como leitora, eu nunca tive muito contato com tantas pessoas que gostam de ler. A cada dia da semana é um livro novo que eu conheço. Por exemplo, hoje vim conversando com uma moça no metrô que estava lendo um clássico de Graciliano Ramos, autor que eu me recusava a ler na época do ensino médio, mas que mudei completamente de opinião depois de cinco minutos de conversas com uma desconhecida no metrô.

E do mesmo jeito que eu fico me desdobrando no vagão apertado em direção ao Uruguai para ver o que as pessoas estão lendo, elas também fazem o mesmo comigo. Mais de uma vez eu deixei minha leitura de lado para debater um livro com um novo amigo que fiz no metrô. Conheci moças ótimas, apaixonadas pelos romances de Julia Quinn, ao mesmo tempo que fiz amizade com fãs de fantasia que gostam tanto de O Trono de Vidro quanto de Game of Thrones.

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Confesso que quando me mudei, minha primeira preocupação era me sentir sozinha nessa cidade enorme, onde eu não conhecia ninguém e estava completamente longe da minha família e dos meus amigos. Mas depois de alguns meses, mesmo ainda estando em período de adaptação, eu me senti muito acolhida pela cidade sempre que eu entrava em uma livraria ou entrava no metrô e encontrava um leitor disposto a falar de livros comigo por alguns minutos.

Hoje eu estou aqui há quase dois anos e já coloquei na minha conta muitos amigos novos feitos durante as minhas leituras no metrô e as minhas idas na livraria. Ainda fico deslumbrada com as grandes livrarias e com a quantidade de eventos que acontece nos finais de semana, mas já perdi a conta das amizades feitas no trajeto trabalho-casa e das discussões ótimas construídas entre uma estação e outra.

Imagens: 1, 2

Literaría 08ago • 2016

Séries Literárias Que Precisam Vir Pro Brasil

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Partiu mais um post sobre séries literárias! Algum tempo atrás, eu fiz um post aqui no blog listando alguns autores que eu gostaria de ver publicados no Brasil. Desde então, 2 dos autores que eu inclui no post tiveram seus livros lançados aqui: A Galera Record lançou Anna Vestida de Sangue, da Kendare Blake (resenha aqui), e a Intrínseca está lançando Faca de Água, do Paolo Bacigalupi (e eu espero que lancem Ship Breaker futuramente). Não estou dizendo que eu influenciei as editoras, mas acho que nem preciso, não é?Então, aproveitando esse embalo de livros que eu queria faz tempo sendo trazidos pra cá, resolvi fazer outro post nesse estilo.

Dessa vez, vai ser um pouco diferente. Em vez de citar autores, vou listar algumas séries que eu gostaria de ver publicados no Brasil. Em certos casos, o autor já pode ter algum livro lançado por aqui, mas eu estou me referindo especificamente a série em questão. Além disso, um dos livros citados já foi lançado no Brasil, mas chegando na vez dele, vocês vão entender o porque dele estar nessa lista. Vamos começar então:

01 – Rebel Belle, de Rachel Hawkins

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Rachel Hawkins já tem uma série lançada no Brasil, chamada Hex Hall, mas a série dela que mais me chamou a atenção foi Rebel Belle. A protagonista, Harper Price, é uma garota praticamente perfeita. Aluna nota 10, capitã das lideres de torcida, rainha do baile, a garota mais popular da escola. Num certo momento, Harper se encontra no lugar errado na hora errada, e acaba se tornando uma Paladina, parte de uma antiga linha de guerreiros com habilidades incríveis, como agilidade e super-força.

A primeira vez que eu ouvi falar desse livro foi quando a Kat do Katytastic fez uma review dele, e ela ressalta no vídeo que o livro seria bom para os fãs da série Buffy, A Caça-Vampiros, que por acaso, é a minha série favorita de todos os tempos. Então, é claro que eu estou me acabando de vontade de ler Rebel Belle. Como a Galera Record já lançou a outra série da Rachel Hawkins aqui no Brasil, eles bem que podiam aproveitar e lançar essa também, não é?

02 – Finishing School Series, de Gail Carriger

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Outra autora que já tem uma série publicada no Brasil. Eu já tinha ouvido falar da Gail Carriger, porque a Débora vive me falando que eu preciso ler a série O Protetorado da Sombrinha, que foi lançada no Brasil pela Editora Valentina. Mas a série dela que me atraiu mais foi a série Finishing School, que conta a história de Sophronia, uma garota de 14 anos que é enviada pela tia para uma escola preparatória para garotas. Só que chegando lá, ela descobre que a escola está treinando meninas para serem assassinas.

Eu vou com certeza ler O Protetorado da Sombrinha (tá ouvindo, Débora?), mas a série Finishing School é bem mais o meu estilo. Caso alguém da Editora Valentina esteja lendo esse post, por favor, tragam a série pro Brasil, porque eu com certeza vou correndo comprar todos os volumes. E, já que já estamos fazendo pedidos, tragam tambem a série The Custard Protocol.

03 – Vicious, de V.E. Schwab

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Eu quero tanto ter esse livro na minha estante que chega a doer. A V. E. Schaw já tem alguns livros lançados no Brasil, como Um Tom Mais Escuro de Magia, e A Guardiã de Histórias que ela escreveu como Victoria Schwab, mas Vicious é o meu livro favorito dela. O livro conta a história de dois amigos, Victor e Eli que descobrem um método de conseguirem super poderes, e se tornarem super-heróis. Só que o que acaba acontecendo é que um deles se torna um vilão. E é bem complicado definir qual dos dois.

A continuação de Vicious, intitulada Vengeful, tem lançamento previsto para 2018. Eu peço encarecidamente para a Record trazer essa série pro Brasil. Sério, eu faço qualquer coisa que eles quiserem pra essa série ser lançado aqui. Podiam até aproveitar e trazer a nova série dela, This Savage Song de uma vez que eu não ia reclamar nem um pouco. E enquanto estamos conversando, será que não dá pra vocês relançarem A Bruxa de Near com uma capa mais maneira?

04 – The Darkest Minds, de Alexandra Bracken

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Pra fechar a lista, um caso bastante interessante. The Darkest Minds é a história de Ruby, uma garota nascida num mundo em que uma doença que afeta somente as crianças mata a maior parte da população infantil dos Estados Unidos. Os que não morrem, como no caso de Ruby, desenvolvem habilidades especiais, e são enviados para viverem em campos de concentração.

O livro já foi lançado no Brasil, com o título de Mentes Sombrias. O problema é que ele foi lançado pela extinta Editora iD, que deixou a série incompleta, junto com várias outras séries, como a duologia Os Videntes, da Libba Bray, que eu gosto pra caramba. É uma sacanagem muito grande que a série tão tenha continuidade, porque é uma ótima distopia sci-fi. Eu espero de verdade que alguma outra editora resgate essa série do esquecimento.

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Enfim, estão aí mais alguns livros que eu quero muito ver no Brasil. Quem sabe alguem de uma editora não esteja lendo esse post agora, e daqui a algum tempo esses livros não apareçam nas livrarias? Na boa, quem eu preciso matar pra isso acontecer?

E vocês tem algum livro que vocês querer que seja lançado no Brasil? Já leu algum desses que eu citei? Conta pra gente nos comentários!

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Literaría 30out • 2015

3 Livros que todo mundo ama e eu não

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Eu pensei muito antes de escrever esse post, afinal, este é um assunto polêmico, divisor de águas e que com certeza vai fazer com que muitas pessoas venham argumentar comigo em defesa do seu livro favorito. Mas não há necessidade disso, tudo bem? Todos nós temos na estante aquele livro ou série que todas as pessoas são apaixonadas, mas que você não consegue gostar na mesma intensidade. Não é um crime, certo?

Como leitora, eu tenho muitos livros que eu simplesmente não consegui me apaixonar. Por mais que todo mundo me falasse que o livro era legal e os personagens fossem até engraçadinhos, eu tenho histórias que não me fizeram tão feliz quanto eu estava esperando e agora eu vou listar três delas para vocês!

1. Garota Online, por Zoe Sugg

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Perdi as contas de quantas resenhas otimistas eu li sobre esse livro. Foram tantas que, por um tempo, eu me senti um pouco mal por não ter gostado da história. Não me levem a mal, mas do meu ponto de vista a história não tinha uma base forte para ser escrita e mesmo a questão da “crise de pânico” não foi bem abordada dentro do enredo. Mas, por algum motivo, as pessoas simplesmente são apaixonadas por esse livro e viram coisas na história que eu simplesmente não vi e isso acabou jogando o livro da Zoella para o topo da minha lista.

2. Simplesmente Acontece, por Cecelia Aehrn

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Sério que só eu não entendi o que a Cecelia estava querendo com Simplesmente Acontece? Além de eu ter achado um saco ter que ler esse livro todo feito através de e-mails e cartas, os personagens – literalmente – demoraram uma vida para amadurecer. Não estou dizendo que a história é de todo o ruim, mas faltou muita coisa nesse enredo. Porém, sabe lá como, as pessoas ficaram incrivelmente apaixonadas pelo livro, mesmo o romance sendo lento – quase parando e os personagens se desencontrando durante toda a história.

3. Perdendo-me, por Cora Carmack

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A resenha negativa desse livro foi a mais problemática do meu blog. As pessoas simplesmente não conseguiram aceitar que eu não gostei desse New Adult. Não sei, a forma como a autora tratou a questão da virgindade e como os personagens principais se apaixonaram não me agradou e quando uma coisa não te agrada, ela só não te agrada. Mas, aparentemente a Cora é a queridinha dos leitores de NA, pena que não é a minha.

Agora está na vez de vocês me contarem os livros que vocês leram, não gostaram, mas que todo mundo – absolutamente todo mundo – insiste em defender com unhas e dentes.

Literaría 02out • 2015

Mais sinceridade na resenha, por favor

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Eu sou apaixonada por resenhas de livros, tanto é que eu tenho um blog sobre isso. Antes mesmo do La Oliphant existir, eu sempre pesquisava o ponto de vista de algumas pessoas para então me decidir por comprar ou não comprar um livro. Isso me ajudava muito na hora de escolher o que colocar na estante, porque eu sempre tinha blogueiras de confiança que tinham um gosto literário parecido com o meu.

Quando eu resolvi fazer resenhas no meu blog, a primeira coisa que eu defini foi a honestidade das minhas resenhas. Porque? Bom, primeiro porque eu não sou obrigada a amar de coração todos os livros que eu vou ler nessa vida. Existem livros que vão me agradar mais do que outros, e antes de ser sincera com qualquer outra pessoa, eu preciso ser sincera comigo mesma, certo? Mesmo depois que as parcerias vieram, eu mantive esse pensamento. Afinal, se uma editora está me enviando um livro, ela espera – pelo menos eu acho que sim – que eu seja totalmente honesta sobre o meu ponto de vista.

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Eis o que me fez pensar sobre esse assunto: Encontrei com algumas blogueiras literárias na Bienal do Rio deste ano e começamos a conversar sobre alguns livros que eu realmente estava interessada em ler. Uma dessas blogueiras com quem eu conversei fez a resenha de um desses livros e, quando eu comentei com ela o meu interesse pela leitura, ela me disse o seguinte: “Ah, eu achei esse livro horrível, só falei bem dele no blog porque era de parceria.”

Mas o que?! Apenas imaginem a minha cara de “nada” quando ela me disse isso. Perguntei porque ela não tinha sido honesta a respeito do livro e ela me afirmou que não tinha coragem de falar mal do livro de uma Editora com medo de perder a parceria por isso.

Eu não entendi. Sério!

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Quando o blog fez as suas primeiras parcerias, muita gente veio me perguntar se eu era honesta em relação ao que eu falava sobre os livros e a minha resposta sempre foi: SIM! Eu sei que muitos de vocês se chocam quando eu pego muito pesado com um livro, destaco muitos pontos negativos ou dou apenas duas estrelas, mas – em minha defesa – não foi exatamente pra isso que eu criei o La Oliphant? Pra compartilhar com vocês a minha opinião honesta sobre os livros que eu leio, sejam eles de parcerias ou não?!

Eu já tinha percebido essa desonestidade há algum tempo. Li muitas resenhas tecendo um milhão de elogios a determinados livros e quando perguntava para a dona da resenha se deveria comprar ou não aquele livro, eu tinha uma resposta muito negativa sobre a história e ficava sem entender porque ela não tinha simplesmente montado uma resenha com argumentos suficientes para que os leitores pudessem entender o porquê de ela não ter gostado daquele determinado livro.

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Esse tema me causa muita chateação, sério! Porque se eu falo que um livro é bom e o meu leitor percebe que não é, então eu corro um grande risco de deixar de ser a pessoa pra quem ele pede opinião, certo? Pelo menos é isso que eu tenho em mente quando estou resenhando um livro. Não é maldade contra o autor ou sacanagem com a Editora, mas eu não posso simplesmente dizer que um livro é “o melhor livro do mundo” quando eu passei cada minuto da leitura sofrendo, desesperada para acabar com aquele tormento.

Estou certa, ou não estou certa?!

Do meu ponto de vista, tem muita gente preocupada em manter parceria e não em manter um blog. E pra mim, de certa forma, isso é muito errado. Eu entendo que ter uma parceria com uma Editora é muito legal. Eu amo os meus parceiros de todo o coração, e eles sabem disso. Mas, sinceramente? Mesmo se um dia eles tiverem que ir embora, eu sei que os meus leitores vão ficar, que os livros que eu li vão ficar, e não é isso que realmente importa?! Então aqui vai um pedido sincero de uma blogueiras literária que, antes de ser blogueiras, também uma leitora apaixonada por livros: Mais sinceridade na resenha, por favor!

Imagens via: graceslibraryunited-we-readabundanceofbookspollyandbooksdeliriaforbooks

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