Posts arquivados em Tag: Literaria

17 abr, 2019

Alexandre Dumas e o que você não sabia sobre o autor

Nos últimos meses eu tenho estado muito mais interessada em clássicos do que o normal. Acho que eu finalmente cheguei naquela tão desejada fase em que eu me sinto mais do que preparada para encarar grandes leituras como Júlio Verne e – de Deus quiser – Anna Karenina. E recentemente, com a Nova Fronteira lançando um box incrível com as principais obras de Alexandre Dumas eu finalmente vou realizar a única leitura clássica que realmente está pendente na minha lista de leitura: O Conde de Monte Cristo.

Mas não estamos aqui para falar sobre a adaptação do livro em 2002, embora seja um dos meus filmes favoritos.

Na verdade, depois que a Nova Fronteira anunciou o lançamento desse box eu percebi que eu não sabia tanto quanto eu gostaria sobre a vida de Dumas e fazendo uma breve pesquisa na internet eu descobri alguns fatos e curiosidades muito interessantes sobre o autor que eu achei que seria bem legal compartilhar com vocês. Continue lendo

04 nov, 2018

Como explicar porque mulheres gostam de ler romances

Se você é leitor de romances – e isso inclui qualquer subgênero – provavelmente, pelo menos uma vez, alguém já te perguntou “porque você lê esse tipo de livro?” ou, às vezes, “como é que você consegue ler esse tipo de livro?”, ou melhor, “você não prefere ler livros de verdade?”. Às vezes a pessoa te pergunta por curiosidade mesmo. Às vezes você é abordada por um estranho no metrô de Botafogo que, por algum motivo, se acha no direito de criticar sua escolha de leitura, mesmo que ele nunca tenha te visto na vida.

São 17h (talvez 16h se você não for afetado pelo horário de verão), você está voltando de um dia de trabalho cansativo e é obrigada a decidir se agredir aquela pessoa fisicamente vale a pena o risco de amassar o seu livro e ser presa por agressão. Dependendo de quem for, essa decisão pode ser ainda mais difícil.

É claro, você sempre pode tentar explicar para às pessoas que o mundo é um lugar frio e vazio e que às vezes tudo o que você precisa é se transportar para um universo onde as pessoas boas são recompensadas com vidas maravilhosas e começar a chorar de forma escandalosa (de verdade ou não, a escolha é de vocês) até a pessoa sair correndo para o outro lado do metrô. Continue lendo

09 ago, 2018

Romance é inútil e outras coisas que você precisa parar de dizer

Hoje nós vamos falar sobre o gênero romance. E se você já revirou os olhos e pensou que esse post não é para você, fique sabendo que é sim. Eu estava conversando com umas amigas outro dia e nós percebemos que sempre que indicamos algum livro, existe uma certa preocupação em sinalizar para a pessoa o romance do livro. Quem nunca, não é? “Ah, esse tem pouco romance.”, “Ah, eu acho que o romance desse livro não vai te incomodar.”, “Ah, esse livro quase não tem romance.”, como se isso fosse uma coisa muito ruim.

Bem, eu sou uma leitora de romance e sempre que alguém olha a minha estante, me pergunta: “Você lê muito romance, não é?” E o tom de voz dessa pessoa é sempre de desprezo ou diminuindo o meu gosto literário nas entrelinhas. Durante muito tempo, confesso que isso me incomodou. As pessoas se sentiam mais confortáveis quando eu dizia que o livro era sobre aventura, mistério, terror, mas quando a palavra romance aparecia, era como se a vontade de ler o livro se esvaísse na hora. Continue lendo

18 jun, 2018

Até onde o contexto histórico é relevante em um romance?

Julia Quinn foi a minha primeira autora de romance de época. Comprei o livro dela na Bienal e devorei os três primeiros volumes de Os Bridgertons em um final de semana. Foi uma das melhores leituras da minha vida porque, além de ter uma escrita muito gostosa, os personagens de Quinn são sempre bem-humorados e deixam a gente com aquela sensação boa de terminar uma leitura que realmente valeu a pena em cada capítulo. Depois de Quinn, eu resolvi me arriscar em outras autoras de romance de época, mas infelizmente nem todas me deram a mesma boa experiência.

Quem acompanha o blog sabe que, recentemente, eu andei lendo a trilogia Irmãos McCabe da Maya Banks e não poupei esforços para repudiar o conteúdo de ambos os livros da série. Para quem não está familiarizado com a minha opinião sobre essas leituras, eu achei que Maya Banks perdeu um pouco a “mão” na construção dos seus personagens, criando heroínas submissas e relacionamentos carregados de abusos psicológicos e violência sexual. E, por ver que muitas pessoas acreditam que eu esteja exagerando um pouco nessa conclusão, eu resolvi ir um pouco a fundo nessa questão.

*Este post pode conter spoilers dos três livros que compõe a trilogia Irmãos McCabe. Continue lendo